sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

Retrospectiva 2006

De acordo com a Micha, hoje é dia de retrospectiva, e de falar sobre os planos para 2007.

Como aluna aplicada, e às vezes precisando de temas para escrever outras coisas, vamos lá:



(Escrever é terapia, desde os doze anos coleciono diários tradicionais).

Foi no ano de 2006 que decidi criar este blog, nem eu mesma sabia como era bom isto aqui. Por vezes me assusto com o teor de meus devaneios publicados e tenho pena das pessoas que lêem e se preocupam, porque já que fiz alguns amigos aqui. Porém se fez necessário para que eu me libertasse de algumas angustias e pudesse compartilhar sentimentos (entre eles alegria e amor) que ficam atolados na garganta precisando de um escape.

Também foi o ano em que consegui realizar um dos sonhos da minha vida, ser engenheira civil. Acabei de concluir a tão sonhada faculdade. Por sinal paguei o diploma hoje (no sentido de dar entrada nos papéis na faculdade e não de comprá-lo, meu sonho foi conquistado no verdadeiro sentido da palavra). Ainda não caiu a ficha do que significa isto, mas um peso enorme da tensão dos estudos saiu das costas...

Na parte emocional da vida, digo que comecei com o pé direito. Estava totalmente feliz e equilibrada, feliz comigo mesma, e gostaria que tivesse sido sempre assim... Mas já foi um grande passo, aprendi que em primeiro lugar na minha vida sou eu, embora nem sempre tenha praticado isto.

Principalmente porque Deus me deu um Presentinho em 2005, mas foi em 2006 que se configurou presença na minha vida mesmo. O sonho do amor. Que delicia de momentos que passei, da espera, da cumplicidade, da amizade, dos sonhos em comum, do amor verdadeiro. Pela primeira vez na vida me senti completa, feliz e não tinha medo de dividir com ninguém o que sentia... Brilhava os olhos a qualquer pessoa, mesmo que estas não quisessem ver.
Entro em 2007, sem saber se este “presente” continuará a fazer parte da minha vida. Se foi apenas algo com duração limitada, eterno enquanto durou. Não sei, deixa o Sr. Ano Novo resolver, o que não está em minhas mãos, resta esperar.

"Concedei-me Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que eu não posso modificar, coragem para modificar aquelas que eu posso, e sabedoria para distinguir umas das outras”.
Confesso que ainda não tenho planos mirabolantes ou concretos, embora nunca deixe de sonhar com um mundo melhor (sou pisciana nata), os sonhos estão turbulentos, há tanto que se fazer, que se realizar. Não sei se presto concurso público, se troco de carro, se me mudo para Natal, se procuro outro emprego, se faço uma pós, se dou entrada no meu primeiro apartamento (a casa aqui é do meu pai)...

Deixarei rolar, e escolherei o que me parecer melhor diante das circunstâncias. Sem sonhos programados, mas não sem desejar (viagens).

De concreto, pretendo apenas me matricular numa aula de Pilates, desenvolver HTML como terapia, praticar Autocad e realizar algum trabalho voluntário – penso a princípio em dar aulas aos pedreiros e ajudantes do condomínio em iniciação técnica na construção civil (leituras de plantas, pequenos cálculos de volumes, áreas, inclinações, consumo de material). Acho que terei tempo, e fatores externos dificilmente influem em planos deste estilo e, se influírem, não será nenhum castelinho de Cinderela desmoronando.

O resto, que venha o que tiver que ser, pois qualquer que seja, será o melhor. Sempre é. Até porque estou meio cansada de planejar, vamos ver se consigo.

E ficam registrados aqui meus sinceros votos de tudo de bom em 2007 para todos, para o caso de eu não voltar postar até o ano que vem! (Adoro falar “ano que vem”, parece tão longe e é só daqui a três dias).

Beijos e sonhos realizados, programados ou não.

terça-feira, 26 de dezembro de 2006

Reencontro comigo mesma

"Encontre um homem que te chame de linda ao invés de gostosa.Um homem que segure sua mão na frente dos amigos.Que queira te mostrar para todo mundo mesmo quando você está suando.Que permaneça acordado só para observar você dormindo.Que te ligue de volta quando você desligar na cara dele.Aquele que te lembra constantemente o quanto ele se preocupa com você e o quanto sortudo ele é por estar ao seu lado. Espere por aquele que esperará por você. Aquele que vire para os amigos e diga “É ela!”."

(Autor desconhecido, se alguém souber a quem pertence me avise para os devidos créditos)



******************************

Andei lendo estes dias, no livro que comprei (1.000 Lugares para Conhecer Antes de Morrer), uma frase de um tal (ainda é um tal para mim, preciso pesquisar sobre) Mark Twain, que dizia o seguinte:

“Daqui a 20 anos você tenderá a ficar mais decepcionado com as coisas que deixou de fazer do que com as coisas que fez.
Portanto, lance fora as amarras. Navegue para longe do porto seguro. Deixe que o vento sopre suas velas. Explore. Sonhe. Descubra.”

Completo o pensamento com uma outra frase, que meu ex professor de portos e obras hidráulicas dizia: “para quem não sabe a que porto quer chegar, nenhum vento é favorável”.

Logo, chego a conclusão que andei sonhando demais e realizando pouco (no aspecto sentimental da minha vida). Andei colocando de lado, aquilo que mais gosto de pregar: ame a si mesmo em primeiro lugar.

Foi o que quase (ou totalmente) deixei de fazer. Acordei a tempo, com uma surra, claro. Meu natal não foi o mais feliz da minha vida, verdadeiramente falando, foi o mais triste...

Mas, redescobri o valor da amizade, aquela que tenta salvar teu dia independente de teus atos (ou ausência de), que numa atitude egoísta em sonhar apenas com o amor, acabei deixando de lado. Tapa da vida, mas que me trouxe de volta à realidade.

(Talvez poucos entendam, mas não posso ser mais clara. Em respeito a terceiros, não entrarei em detalhes).

Mas a questão é a seguinte, mergulhei novamente na depressão. Acho que cismo com a poesia da dor, me encontro, às vezes penso que gosto. Mas dói pra cacete.

Depressão não é só estar triste. Depressão é perder o gosto pela vida, é ficar irritável, agressivo, apático, desesperançoso. No meu caso, alternando estados de extrema euforia (sempre vaga) ou ira com estados de tristeza profunda. Somando com a ansiedade gerada que por sua vez ataca o TOC (transtorno obsessivo compulsivo), onde um dos meus maiores sintomas é com a simetria, no visual e no meu corpo (nenhuma sensação do lado direito pode ser dar ao luxo de não acontecer do lado esquerdo), onde procuro reproduzir um esbarrão, uma cutucada, qualquer coisa em condições idênticas de intensidade. Senão piro mais ainda.

O médico diagnosticou ainda a presença do transtorno bipolar, que é a tal mudança de estado de espírito repentina, citada acima. Juntando a depressão e TOC, sou uma pessoa que mesmo quando estou doente não fico obrigatoriamente triste, enterrada num canto. Mas fico anti-social, tenho idéias recorrentes sobre como seria se eu deixasse de existir, sentimento enorme de culpa, falta de vontade de fazer as coisas mais que mais gosto e mais chorona que de costume. Sem esquecer dos distúrbios do sono (não preguei os olhos esta noite).

Logo, o teste anterior não estava errado. Ele serviu como uma escala pra medir o estado atual da doença. Quero dizer que já aprendi a me cuidar, mas inevitável é fazer com que ela não volte. Já procurei e realizei tratamentos.

Definitivamente, isto não se configura frescura. Mas uma coisa percebi em mim, que em cada tombo da vida, que remexe na ferida (leia-se depressão) e provoca recaídas, trás depois da tempestade um efeito colateral, uma vontade imensa de mudar o quadro (o que é um grande passo) e tentar fazer diferente para não incorrer no mesmo erro...

Desta vez (re)aprendi, a lutar pelo meu sonho, mesmo que custe sofrimento momentâneo, que não mata e evita uma vida mais ou menos, vivendo uma situação que não me agrada e prolongando a tal tristeza, por medo de perder algo (ou alguém). A Carlinha de hoje acordou amanheceu, assim, triste, mas com uma vontade enorme de dar um passo diferente, em direção ao seu amor-próprio. E sabendo a que porto quer chegar...

Obrigada a todos pelo apoio e pelo não abandono mesmo na fase chata (que está passando).
Um grande beijo!

segunda-feira, 25 de dezembro de 2006

Sua Pontuação foi de 67


Você parece estar tendo sintomas severos de depressão, comummente associados com severos desórdens depressivos tais como desordem depressivo maior ou dysthymia. Estes sintomas parecem estar lhe causando sérias deficiencias e disgostos em sua vivência diária. Você deveria beneficiarse da imediata atenção do seu médico ou de um profissional da área de saúde mental para uma avaliação, diagnóstico e tratamento dos seus sintomas.

P O N T U A Ç Ã O

54 e mais
Severamente Deprimido

36 - 53
Moderado - Severo

22 - 35
Suave - Moderado

18 - 21
Linha limite da depressão

10 - 17
Possivel Depressão Suave

0 - 9
Não parece haver Depressão


Mas não deixem de ler meu post sobre micos, logo abaixo. Serve para descontrair.

sábado, 23 de dezembro de 2006

Meu(s) Mico(s) Publicável(eis)

De tantos micos colecionados ao longo da vida nos mais variados temas, escolhi postar sobre meus micos com carros. Dada minha tendência Chaves de ser, posso me dar ao luxo de dividi-los em fases do pré e pós desenvolvimento como motorista.

Quando ainda não dirigia:
Em uma bela manhã perto de casa, num ponto de ônibus, estava eu ali na espera para ir ao trabalho. Todo mundo sabe que quem está parado lá vai “pegar” um trem, pois os coletivos que naquela parada passam têm como destino uma das duas estações próximas. Natural demais aparecer uma carona de um amigo.

Bem lá estava eu, sonolenta e talvez mais chaves ainda por isto, vejo um vizinho, daqueles que moram na mesma rua e o grau de intimidade é apenas um simples “oi” ou “bom dia”, encostando-se ao meio fio e gesticulando na minha direção oferecendo uma carona. Ainda hesitei, mas como percebi apenas a minha presença naquela hora do dia no ponto, caminhei em direção ao carro.

Assim que abri a porta dianteira, percebo a gafe. O convite não era para mim, e sim a um amigo íntimo e contumaz caroneiro dele, que já estava abrindo a porta posterior (sorte o carro ter 4 portas nestas horas, senão a confusão seria maior). Percebendo o mico e já craque em fingir não perceber situações micadas por mim provocadas, sento bela e formosa no banco da frente enquanto o tal amigo sentava no banco traseiro totalmente confuso e meu vizinho mais transtornado arrancava dali com o carro, pois a esta altura todos estavam envergonhados, num silêncio constrangedor que foi quebrado com um óbvio “vai pra estação?”. Eu disse sim, ninguém tocou “no assunto” e ele passou a me oferecer caronas de verdade, onde um papo menos frio foi surgindo dia a dia.

Na fase de praticar a direção:
Já habilitada, no meu atual trabalho, quando da época da contratação fui questionada se “sabia dirigir”, com sinceridade respondi “tenho carta, mas não carro, daí a dizer que sei dirigir há uma grande distância”. Até evitava pegar nos carros, mas meu chefe pregando que cada vez que eu convidava algum colega a me levar a algum lugar estava perdendo dois funcionários num serviço só, delicadamente me mandou um recado dizendo que se eu tivesse medo de dirigir deveria começar a perdê-lo.

Obediente que sou, passei a me aventurar nas ruas internas do residencial e posteriormente em serviços externos. Um belo dia me propus a buscar um dos carros que estava na retifica refazendo o motor, aproveitando que precisava resolver um problema de iluminação publica na Eletropaulo, já na ida esqueci o cheque do pagamento do serviço no ônibus quando deste descia para pegar um outro que cortava caminho, percebendo a tempo, desço esbaforida deste e fico a esperar pelo primeiro, onde o gentil motorista me entregou o envelope cheio de vontade de rir da minha trapalhada.

Voltando ao condomínio naquela viatura que servia aos serviços internos de segurança resolvi pegar uma estrada que cortava caminho tendo que passar por uma rotatória. Cumpre esclarecer que em Barueri, estas praças desobedecem tudo que aprendi na auto escola e no curso de traçados de estradas da faculdade de que a preferência na direção é de quem nelas estão. Claro que esta discrepância da lei, desconhecida por mim, pela primeira vez ali não resultaria em boa coisa. Preocupada com o caminho, dirigindo devagar por causa de estar reconhecendo o novo motor do carro e por puro reflexo da via que ali chegava não corri, mas mesmo a vagareza proposital não foi suficiente para evitar que surgisse um motoqueiro na minha frente, se estrebuchasse no capô do Gol e em questões de segundos se estatelasse no asfalto – a moto voou longe.

Correria com policia, confusão com pessoas na rua confundindo o veículo da zoonoses com uma ambulância e eu gritando “este não, é de carregar bichos”, fui ao hospital, com o carro sendo guiado por um dos policiais que tentavam me acalmar (eu não estava machucada), mas o desespero me impedia de agir normalmente e tive a sorte de ser vista entrando no pronto socorro por um amigo (Zhé) que muito prestativo me acompanhou a delegacia e deu apoio moral o tempo todo.

Meus chefinhos não poderiam ser melhores, compreendendo a horrível desempenho da rotatória, sabendo dos inúmeros casos de acidentes ali ocorridos, me deram apoio e politicamente corretos me orientaram a ligar para o rapaz no dia seguinte, oferecendo remédios.
Adivinhem o que a mulher dele me pediu? Carona para levar seu marido para fazer os curativos no hospital! Como a lei de Murphy impera na vida de quem é mais do que atrapalhada como eu, nenhum funcionário habilitado do condomínio estava a disposição aquele dia. Retorno à ligação a casa do simpático enfermo e questiono a sua esposa se ele teria coragem de ir comigo de carro. E ele aceitou! De posse desta vez da Saveiro, chego em sua residência e sou mais que bem recebida, com cafezinho acompanhado de uma proposta: como na Saveiro só caberia o motoqueiro e eu, fui convidada a guardar o carro do trabalho em sua garagem e dirigir o carro do cara que eu havia atropelado um dia antes.

E o incrível de tudo não para por aí, o carro era um Gol velho, 4 marchas e tinha um cabo de acelerador mais duro que tudo. Orientada por sua esposa a pisar fundo, pois senão o carro mal andaria ainda tive que ouvi-la reclamar com o marido dizendo “está vendo, ela que sabe (!) dirigir está tendo dificuldade com esta velharia, você reclama de mim que ainda estou aprendendo...”. Tremendo mais que vara verde, não podia acreditar que aquela história era real e eu uma das personagens.

Já sabendo dirigir:
Resolvemos eu e uma amiga (tão chaves quanto eu e a quem devo o batismo do apelido) nos aventurar pelo centro de São Paulo, numa área nobre e badalada em barzinho da moda.

Conversando distraidamente, já havíamos chegado à Avenida Faria Lima, endereço do bar que seria comemorado o aniversário de uma outra amiga, paradas no “congestionamento” por mais de dez minutos comentamos a nossa sorte de ter escolhido a única fila que não andava daquela pista. Mais uns cinco minutos se passaram para ela perceber que o motorista da frente não tinha cabeça, que se o carro estivesse andando, só poderia estar sendo guiado por controle remoto ou uma espécie de piloto automático. Para cair a ficha de que estávamos literalmente estacionadas, numa perfeita baliza atrás de outros veículos na mesma condição, precisamos abolir a vergonha, pois tudo isto estava acontecendo na calçada oposta ao lugar que deveríamos nos encaminhar em seguida. Com cara de paisagem dirigi meu possante até o manobrista e mais uma vez como se nada tivesse acontecido, entreguei-lhe a chave e com passos de miss fomos até a recepção. Não sem dar muitas risadas depois com a bela mancada.

Então, quando disser que sou chaves, ou roteirista natural de boas histórias para o Retrato Falado, espero que ninguém nunca mais duvide deste dom a mim concedido desde o nascimento.


PS: Post que faz parte do projeto mico publicável do Leonardo.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

Presente de Natal

Generate Your Own Glitter Graphics @ GlitterYourWay.com - Image hosted by ImageShack.us

Preciso dizer um muito obrigada de todas as formas para a querida Grace, pelo presente que ela me deu – este novo lay.

Já disse que fui presenteada aqui e na vida por muitas almas boas, e esta alma cigana, um dos inúmeros presentes (leia-se amigos) conhecidos na blogosfera, além de se mostrar amiga, perdeu várias horas de seu tempo com este delicioso presente.

Nunca é demais dizer que seu exemplo de vida junto aos refugiados da África e, posteriormente acompanhando seu blog, em outros aspectos da vida é um exemplo de ser humano que sabe conquistar e emociona a gente com este amor sem interesse, como ao fazer este template.

Obrigada de coração, porque este gesto vai ficar na minha lembrança como um presente de natal gostoso. Aquele presente em que o valor afetivo é incalculável.

Grande beijo e feliz natal para todos!

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

Projeto Mico Publicável

Não posso esquecer (e deixar de lembrar os amigos) da proposta do Leonardo do Indizível sobre o projeto "mico publicável", onde cada um tem que postar sobre o tema explícito no título dado.

Estou escolhendo algumas de minhas maiores gafes/causos/mancadas para poder postar, pois as alternativas são infinitas dada a minha natureza "Chaves". Digo que daria temas para a Denise Fraga pelo resto do novo ano (!) para seu quadro no Fantástico, o Retrato Falado.

Até o dia 24 de dezembro (prazo final), como presente de natal, salvo forças de natureza oculta, postarei aqui.

Faz parte do projeto convidar alguns amigos para participarem, como quase todos do meu círculo bloguístico participaram do antigo (sonho possível) e já foram devidamente convocados pelo Leo para este novo, deixo em aberto aqui (e em tempo hábil) o convite (lembrete) para quem quiser aderir a idéia de revelar seus micos também.

Maiores informações cliquem aqui.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

Revolta

Queria que o que me revoltasse fosse apenas o fato de que meu corpo de biquíni não é mais o mesmo de que há 10 anos, porém tem coisas que conseguem irritar mais a quase balzaquiana aqui do que uma barriguinha saliente:
  • A Policia Florestal de São Paulo em vez de notificar o Governo Estadual que construiu um conjunto de prédios populares (do CDHU) sem sistema de coleta de esgoto, agora ocupado e que solta os dejetos de toda a população do tal empreendimento no córrego até então limpo por trás do residencial onde trabalho e que serve como fonte de abastecimento de água do condomínio vizinho, fica procurando multar responsáveis por árvores podadas que estavam colocando residências em perigo e pessoas em risco de morte. (Ah tá, o chefe de governo pode num rompante se sentir afrontado e transferir o autor de semelhante "disparate" para os confins do estado, melhor notificar e lucrar com o simples cidadão).
  • Aliás, quando se chama algum órgão para resolver problemas de árvores em risco de queda eles logo se esquivam. Bombeiro não corta árvore, só vem em caso de acidente. Eletropaulo também não, só aparece em caso de estouro de transformador. O DEPRN (Departamento Estadual de Proteção aos Recursos Naturais) coloca mil empecilhos quando se trata de um pedido deste porte, exigindo laudos de agrônomos e cobranças de taxas caríssimas, isto quando autorizam. (Sempre depois da desgraça, agora os grandes industriais continuam a manchar nosso solo e mar sem nenhuma grande punição).
  • Isto até me lembra a peregrinação e sofrimento da minha mãe para arrancar a mangueira defronte sua casa, na qual meu irmão provocou a própria morte por enforcamento. Nem com este tipo de argumento e o compromisso de plantar outras mudas eles a autorizaram a se livrar do objeto de recordação de fato tão chocante. Ela, infelizmente, teve que contar com a força de um parente "influente" no governo. (Uma árvore frutífera em uma calçada é tão significante, deve ser para minimizar os efeitos da devastação sem limites da Amazônia e da Mata Atlântica).
  • As áreas de preservação em volta das represas que abastecem quase toda a Grande São Paulo – Billings e Guarapiranga – são ocupadas de forma irregular, sem saneamento básico, onde os esgotos e lixo da ocupação poluíram as águas em sua totalidade, não são notificadas por nenhum fiscal. (Será que é porque os novos moradores do local não têm poder aquisitivo para pagar propinas ao contrário de proprietários de lotes em condomínios fechados?).
  • Meus vizinhos (moro num bairro residencial) colocam caixas de som no meio da rua, de altos decibéis, durante todo o final de semana, e a polícia diz para mim que não pode fazer nada, que não tem viatura suficiente, se eu quiser resolver o problema terei que ir à delegacia prestar queixa e aí sim “surge” uma viatura para me acompanhar ao local da "festa". (Depois meu vizinho ciente da reclamação me dá um tiro e ninguém me socorre, né? Mas em áreas nobres, eles imediatamente aparecem com medidor de ruídos).
  • O que explica então, quando vou a um churrasco no interior e me deparo com policiais amigos da anfitriã, de viatura e em serviço numa outra cidade para degustar uma picanha? Ou policiais em bate-papos com garotas em porta de escola? (Creio que para isto as viaturas e os homens são em quantidade suficiente).

Poderia ficar aqui torrando a paciência dos meus queridos amigos com mais outros fatos, mas concluo apenas com a gota d’água de ontem, quanto assistia a um telejornal e vi mais uma vez a policia intervir, de forma violenta, numa civilizada manifestação popular contra o aumento do salário dos parlamentares (socos, bombas de gás, spray de pimenta, tropa de choque...), tão violenta que por covardia agrediram repórteres e cinegrafistas que estavam registrando o fato. Um deles foi preso.

Caralho, as vezes sinto saudades de lembrar que sou mulher e ficar brava apenas por ter uma unha quebrada.

Update: acabei por corrigir o texto, onde lê-se "risco de morte" tinha cometido um crime à lingua portuguesa escrevendo "risco de vida", terrível vício de linguagem adquirido "ouvindo" TV, coisa que está sendo corrigida aos poucos neste intrigante meio de comunicação.

O puxão de orelhas bem dado foi de meu amigo Jhon. (Valeu!)

sábado, 16 de dezembro de 2006

Não fico mais indignada, sou palhaça sem esperança e ponto

Update: o Luz de Luma, colocou no início do blog um link para assinatura de uma petição on line contra o aumento abusivo dos "salários" dos parlamentares. Assine você também e indique aos amigos, vamos aumentar esta corrente.

Acabando com a esperança de milhões de brasileiros, foi aprovado o disparatado aumento dos “salários” dos parlamentares. Chamar de “salário” é meio indigesto, não acham? É praticamente um prêmio da loteria todo mês para quem trabalha apenas três vezes por semana, em benefício próprio.

Anarquizar, como questionou o DO como possível solução, é tentador. Espero que se ele resolver fazer isto me chame, já estou guardando umas garrafas pra coquetéis molotovs... (Brincadeira, que fique bem claro, numa destas sou presa por ameaça de atentado!).

São tantos os amigos (entre eles Cássio, Andréa) que postaram sobre o assunto, que a minha contribuição vai ficar resumida na reprodução da lista de endereços enviada por um amigo (Fatorelli), para quem quiser e tiver paciência em enviar um e-mail de repúdio. Vale destacar os nomes na agenda, quadro de avisos, junto ao título de eleitor para não esquecer os mesmos nomes abaixo e não elegê-los nunca mais. Me consola não ter votado em nenhum destes.

Ontem, vi na TV que alguns órgãos entraram com processo contra tal aumento abusivo, um outro conhecido fez as contas em quantos salários mínimos poderiam ser pagos com o "salário", ops, prêmio de cada um dos parlamentares. Espero que a manifestação da qual não faço parte, senão com este humilde post, sirva para algo, porque já estou separando meu nariz de palhaço e como afirmei, perdendo as esperanças, que é a pior coisa que pode acontecer a um ser humano.

De arrepiar os cabelos da peruca e querer sair dando tiro em tudo o que é político que existe (mais uma vez apenas desabafo que não se configura intenção real).

Trechos do e-mail bem como a lista negra seguem abaixo:

"Envie sua opinião aos parlamentares que aumentaram o próprio salário

Um salário de 420 é impossível, diz o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. Já o salário dos parlamentares aumentará de R$ 12,8 mil para R$ 24,6 mil. Eles devem ter pensado "se os caras lá da Procuradoria podem, nós também podemos"... Gasto extra pode chegar a R$ 1,7 bilhão.

Ministro diz que salário mínimo de R$ 420 é "impossível"
Parlamentares aprovam aumento de quase 100% nos próprios salários

Abaixo a lista dos parlamentares - dos mais diversos partidos, PT, PSDB, PMDB, PTB... - que votaram a favor do reajuste. Basta você clicar no nome do parlamentar escolhido e enviar um email com a sua opinião sobre o assunto, para que eles saibam o que nós, brasileiros, achamos. Você votou em algum desses?"


Aldo Rebelo (PC do B-SP):
dep.aldorebelo@camara.gov.br

Renan Calheiros (PMDB-AL):
renan.calheiros@senador.gov.br

Ciro Nogueira (PP-PI):
dep.cironogueira@camara.gov.br

Jorge Alberto (PMDB-SE):
dep.jorgealberto@camara.gov.br

Luciano Castro (PL-RR):
dep.lucianocastro@camara.gov.br

José Múcio (PTB-PE):
dep.josemuciomonteiro@camara.gov.br

Wilson Santiago (PMDB-PB):
dep.wilsonsantiago@camara.gov.br

Miro Teixeira (PDT-RJ):
dep.miroteixeira@camara.gov.br

Sandra Rosado (PSB-RN):
dep.sandrarosado@camara.gov.br

Colbert Martins (PPS-BA):
colbertmartins@camara.gov.br

Bismarck Maia (PSDB-CE):
dep.bismarckmaia@camara.gov.br

Rodrigo Maia (PFL-RJ):
dep.rodrigomaia@camara.gov.br

José Carlos Aleluia (PFL-BA):
dep.josecarlosaleluia@camara.gov.br

Sandro Mabel (PL-GO):
dep.sandromabel@camara.gov.br

Givaldo Carimbão (PSB-AL):
dep.givaldocarimbao@camara.gov.br

Arlindo Chinaglia (PT-SP):
dep.arlindochinaglia@camara.gov.br

Inácio Arruda (PC do B-CE):
dep.inacioarruda@camara.gov.br

Carlos Willian (PTC-MG):
dep.carloswillian@camara.gov.br

Mário Heringer (PDT-MG):
dep.marioheringer@camara.gov.br

Inocêncio Oliveira (PL-PE):
dep.inocenciooliveira@camara.gov.br

Demóstenes Torres (PFL-GO):
demostenes.torres@senador.gov.br

Efraim Moraes (PFL-PB):
efraim.morais@senador.gov.br

Tião Viana (PT-AC):
tiao.viana@senador.gov.br

Ney Suassuna (PMDB-PB):
neysuassun@senador.gov.br

Benedito de Lira (PL-AL):
dep.beneditodelira@camara.gov.br

Ideli Salvatti (PT-SC):
ideli.salvatti@senadora.gov.br

sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

Uma Tarde de Madame

Ai que vontade que dá às vezes de ser podre de rica. Ontem foi o dia de compras dos comes e bebes para a festa de confraternização dos funcionários do condomínio onde trabalho. Os encarregados da tarefa eram o Douglas e eu, e escolhi fazer as compras no Shopping Tamboré, um dos mais bonitos e aconchegantes em minha opinião, já que o período era o da tarde de um dia de semana. Ele não reclamou.
Não suporto shoppings lotados, muvucas, aglomerações, tudo que se encontra nesta época do ano depois que o expediente comercial termina, e o único horário possível à pobre mortal aqui.
Coloquei o lado criança para fora e tirei foto com o Papai Noel, e mais algumas do local enfeitado (nestas horas o Douglas reclamou, e muito). E se não fosse o trânsito do estacionamento, a concorrência por vagas e acúmulo de pessoas andando como tartarugas em frente às vitrines eu freqüentaria com maior assiduidade.
Para falar a verdade me senti uma madame em pleno dia útil naquele pedacinho de paraíso, lindo e com pouca gente.
(Vejam as fotos, o charme ao ar livre, com riacho e sol de verdade - cliquem para ampliá-las).

quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

O que pensam de mim (?)

"Eu acho que a Carla tem muitos depoimentos. Se ela
fosse (raciocínio hipotético) uma criminosa, e tivesse sido presa, ia ser muito
difícil terminar o inquérito policial; levando-se em conta o constante
surgimento de novos depoentes.

Mas mesmo assim eu vou depor a respeito dessa menina,
não digo se a favor ou não, quem que porventura ler esse depoimento que tire
suas próprias conclusões.

Começando: Eu conheci essa menina moça há alguns anos
atrás e logo me identifiquei com ela, talvez pela sua personalidade forte e
única, uma mistura estranhíssima de doçura com toques de azedumes repentinos,
esse azedume talvez seja uma forma legítima de defesa.

Nunca conheci uma pessoa como ela... só ela, na época
que a conheci, era capaz de: juntamente com uma equipe topográfica composta, a
exceção da própria, de homens, desempenhar a atividade de levantamentos de campo
como líder, amassando barro, entrando em matagais por meio de picadas, almoçando
junto com os membros da equipe, isso tudo usando apenas, conforme a situação,
protetor solar ou repelente contra mosquitos; ela acordava de madrugada
trabalhava nesse serviço de maluco e, não sendo suficiente estudava a noite e
aos sábados na FATEC – SP, ainda não achando suficiente, participava de cursos
extracurriculares. Nessa época também os seus pais estavam longe de casa, morava
em Carapicuíba, não me lembro se só ou com um cachorrinho.

Com essa personalidade forte e única, aparentemente de
maneira simples, ela conseguia que todos a respeitassem como pessoa e
principalmente como uma profissional competente. Mesmo com os azedumes
repentinos... conquistou e conquista vários amigos por onde passa.

Para mim ela é um exemplo a ser seguido de pessoa,
profissional competente e mulher determinada; repleta de energia positiva. Quem
não a conhece quando a vê em seu pequeno corpo feminino imagina logo uma menina
frágil, porém quando ela mostra a que veio, por meio de sua inteligência e
determinação o espanto é coisa comum naqueles que estão começando a
conhecê-la.

Isso não acaba aqui, ela tem o horrível vício de fumar
cigarros de cravo. Tomara que um dia ela encerre esse vício tão abominável. A
mistura dos cosméticos que ela usa com o cigarro de cravo é quase insuportável.

Um beijo aqui do seu amigo.

E siga em frente vencedora!" (JHON)



Domingo passado ao ligar o computador, quase chorei de emoção, pois o texto acima faz parte de um depoimento no meu perfil do orkut, recebido neste dia de um amigo da primeira faculdade, justamente quando estava no auge de uma crise de depressão, meio que me achando um lixo e considerando injusto todo e qualquer elogio direcionado a minha pessoa. Até porque, modestamente falando, é tiro certo que todo mundo que conhece esta minha história de vida dizer que sou guerreira, vitoriosa, vencedora.

Mas às vezes, isto soa como obrigação de ser tudo o que falam, de corresponder às expectativas criadas em torno do que pensam sobre mim mesma, principalmente quando estou nas fases de discordar destes comentários.

Eu simplesmente corri atrás dos meus sonhos, mesmo com toda a dificuldade financeira e emocional por morar sozinha. Acreditei em tudo e prometo contar em outros posts um pouco de cada vitória – não para me gabar, mas para mostrar um pouco minha cara, quem sou, o que faço e a que vim neste mundo.

E tirem suas próprias conclusões...

Beijos!

terça-feira, 12 de dezembro de 2006

Satisfação e Felicitações

Aos amigos que deixei de visitar e aos que vierem aqui, informo que estou bastante atarefada e por isto afastada de um dos maiores prazeres que é poder blogar.
Espero que esta madrugada eu possa visitar todo mundo.
Já "virei" engenheira e estou bem, mesmo depois de toda lamentação publicada anteriormente.
E, antes de me despedir, quero deixar um beijo especial a linda Marília, que está fazendo aniversário hoje e já faz parte daquela turminha de amigos especiais feitas aqui, na blogosfera.
Parabéns linda!

domingo, 10 de dezembro de 2006

Clarice Lispector


"Onde aprender a odiar para não morrer de amor?"
(Laços de Família – 1960)


Apenas uma citação, que mais que combina com meu momento atual, da Clarice Lispector , escritora que dispensa maiores apresentações, para não deixar passar em branco as datas de ontem (29 anos de sua morte) e hoje (86 anos de seu nascimento) na linda homenagem proposta pelo Lino Resende em formato de blogagem coletiva.
Update: preciso dar mais um crédito aqui, a saber, o convite da blogagem foi do Lino, onde fiquei sabendo que a idéia partiu da Cris. Parabéns!

sábado, 9 de dezembro de 2006

Um amor que me entristece

Gente é bicho mais que irracional às vezes. Erra, erra e continua errando.
Continua a esperar no outro a felicidade que está em si.
Não a recebe, claro. E perde a chance de viver plenamente, feliz consigo mesmo.

Que amor é este?
Que amor é este que ama, mas exclui?
Que ama e separa?
Que ama e divide a vida em duas – a vida do amor e a vida de viver, só?
Que amor é este que faz o impossível pelo ser amado, mas não faz o possível?
Que amor é este que fica madrugadas acordado, perde feríados para ajudar o seu amor num trabalho de faculdade, mas não o inclui na própria vida?
Que viaja quilômetros para dar um beijo naquela que ama, mas não divide os próprios problemas?
Que prova que existe o amor com um simples olhar, mas não é capaz de se entregar de alma?
Que amor é este que sinto, que acaba colocando meu eu num segundo plano na minha própria vida?

Alguém já disse: “o segredo é não correr atrás das borboletas, é cuidar do jardim”.
No meu caso, as ervas daninhas tomaram conta, o mato secou as sementes de novas flores...

Isto não deve ser amor.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

Turistas? Que nada...

(Roubando descaradamente do Blog do Davis)

Para quem acha que a imagem do Brasil "lá fora" é apenas o filme Turistas ou o episódio dos Simpsons no Rio de Janeiro, vai um filminho das antigas para mostrar que já fomos visto com melhores olhos.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

Apagada

Down, down, down. Ou seria TPM? Não, mulher “naqueles dias” não tem isto.

Mas, basta uma coisinha na vida de um ser do sexo feminino (que nem vou mencionar o que é) para zonear a vida toda, deixar o trabalho ruim, a paciência no limite, a concentração a zero, a comida sem gosto (e comendo mais, talvez tentando encontrar um sabor).

Tudo que me alegra hoje é ler, não estudar, porque este inferno astral do fim de curso ainda acaba amanhã, mas ler livros.

Sair da minha vida.

Por um desatino do destino, o único livro não lido aqui em casa era Cemitério do Stephen King. Deixa-me com medo... Mas estou lendo.

Chegou hoje um outro, 1.000 Lugares Para Conhecer Antes De Morrer (Patricia Schultz), presentinho de mim para mim. Já disse que adoro comprar na internet, porque quando o produto chega a gente fica feliz. Pesquisei no Bondfaro – dica da Clara, consegui por R$23,00 e frete grátis.

Mas, nem este vai me animar, é capaz de fazer com que os lugares maravilhosos que não vi me deixem mais deprê por não ter ido. Basta ler meu sonho possível.

Enfim, o 1,65m de Sol está apagadinho, apagadinho...

É a tal da bipolaridade no pólo negativo da minha personalidade.

Depois, com humor melhor, eu conto do livro, porque como diz o Zé Simão, hoje só amanhã.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

Testando

Testando a aceitação dos amigos já que, na minha eterna indecisão, não consigo formar opinião sobre o assunto.
Que tal este template?

Ah, aproveitando a escancaração dos defeitos, tenho mais um (ou vários).
Mas, o que ataca no momento é a curiosidade. Queria saber quem são os donos destes links, que me adicionaram no Del.li.cio.us e me deixaram assim, coçando...

http://del.icio.us/lilibollero
http://del.icio.us/kleverson
http://del.icio.us/arrozcompequi

Boa semana para todo mundo e, se tudo der certo, daqui a cinco dias, serei a Engenheira Carla!

sábado, 2 de dezembro de 2006

Pessoinha Especial

Carolina e Eu

(Nem que eu tivesse trezentos TCC’s, nem que estivesse acabando o mundo ou chovendo canivetes eu deixaria de postar hoje).

Mesmo que eu nunca venha a ter um filho saído da minha barriga nesta vida, posso dizer que já realizei o sonho de ser mãe.

Há 16 anos, em um domingo de sol, nascia minha amada irmã Carolina. Lembro-me do dia, estava quente como hoje. Ela veio sem esperar o almoço ficar pronto e sem esperar minha vizinha que desembarcava no aeroporto de Cumbica trazendo um doce de caju. Doce que minha mãe deu a luz desejando... (A Carol tem um cajuzinho no queixo).

Eu, com 13 anos de idade tinha nela a minha boneca, o bebê “de verdade” que eu sempre quis, a filha de mentirinha.

Carregava-a a todos os lugares, decidia que roupas ela usaria (ao três anos ela já tinha sua calça boca de sino), escolhia o tema e os enfeites de seus aniversários.

Aos oito anos ela “foi embora” junto com minha família para Natal, sofremos nós duas.

Nas férias da escola ela vinha me visitar, sozinha. Ficava em casa enquanto eu trabalhava, e olhar aquela coisinha dormindo, me fazia sentir pena de todas as mães que têm que trabalhar e deixar seus filhinhos em casa.

Aprontava também, trazia vira-latas da rua, bagunçava meu guarda roupas. Mas, me alegrava ao extremo, como no dia em que eu pude vê-la na rua brincando na hora que eu chegava do trabalho e correu pros meus braços: “Carlinha, você veio!”, feliz porque eu havia dito pela manhã que não sabia se conseguiria leva-la à faculdade comigo.

Passeávamos nos finais de semana. Eu era toda parques, junk food, pokemon, Castelo Ra-tim-bum.

Passou tão rápido, da qualidade de bebê foi promovida à irmã mais nova, com direito a adjetivos do tipo melhor amiga, companheira, cúmplice.

Mesmo morando longe (3000 km) e nos vendo uma vez ao ano, é uma das pessoas que mais sabe o que acontece na minha vida, o que sinto, de quem gosto, o que passo.
A internet ajuda a atualizar o amor (e as briguinhas), nos falamos pelo menos uma vez ao dia. Trocamos dicas, novidades, idéias, segredos.

Porque nem a distância geográfica que impede ações como o abraço, limita o sentimento.
Desejo que ela seja a pessoa mais feliz do mundo para sempre. Porque é uma pessoa que eu amo demais. Porque é um pedacinho de mim que veio de fora.

Feliz aniversário Jeriquinha!

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

Dite a moda! Não deixe que ela te edite.

Não pude me furtar ao pedido da Magui desta blogagem coletiva, proposta pela Valerie, cujo tema é o título desta postagem.
Então, escrevi isto enquanto estava no trem, indo para a faculdade.

Pois é, eu viajo de trem, não tenho vergonha de falar.
Moro em Carapicuíba, em um conjunto habitacional (mais eu não digo por medidas de segurança) e também não escondo de ninguém, ao contrário de pessoas que dizem morar em locais "mais nobres" quando questionadas.
Ando num carro velho, porém pago!
Assumo hoje os cabelos crespos – às vezes liso, por opção e não por seguir moda.
Aliás, odeio estar com cara-de-todo-mundo-está-usando.
Coloco de fora as pernas finas em uma mini-saia. Uso acessórios esquisitos aos olhos de muitos: xales, óculos, touca na cor pink...

Nem sempre fui assim, já tive e sofri com meus complexos impostos pela sociedade, já fui insegura, já me achei feia (assunto para outro dia).

Por isto, compreendo, por exemplo, as garotas anoréxico-bulímicas. O caos está instalado e a insegurança domina. Mas precisamos mudar.

Faz-se necessário aprender a exercitar o amor próprio, aceitar-se como se é realmente. Incluindo suas preferências pessoais (em todos os sentidos) mesmo que tudo isto seja contrário ao que a maioria pensa como certo. Óbvio excluir as coisas do mal, prejudiciais realmente.

É preciso ser seu próprio “melhor”, melhor amante, melhor amigo...
É preciso não se importar com o que os outros pensam.
É preciso libertar-se.

Sem exageros, sem criar uma vaidade exacerbada, porque não se deve consertar nada quebrando outra coisa. Sem nunca ir ao extremo, para que não precisemos chegar aos 28 quilos de pele e osso ou aos 70 anos enxergando no espelho uma cara plastificada (literalmente).
Sem sacrifício da vida em prol de padrões estereotipados.
No more ditadura.
Que possamos chegar à praia e tirar a canga, como na campanha da Dove pela real beleza.

Porque real beleza é a beleza real.