sábado, 31 de março de 2007

Amor Incondicional


“... O mais altruísta dos amigos que um homem pode ter neste mundo egoísta, aquele que nunca o abandona e nunca mostra ingratidão ou deslealdade é o cão”. George G. Vest



Nunca em toda a minha vida me emocionei tanto ao ler um livro, tampouco chorei ao terminá-lo. Foi o caso de Marley & Eu (A vida e o amor ao lado do pior cão do mundo) - Jhon Grogan.

Várias pessoas costumam não entender quando eu digo o quanto amo os animais e desejo ter uma chácara para adotar todos os vira-latas, senão do mundo, pelo menos os que me comovem. Ou seja, todos...

Também muitas não compreendem quão incondicional pode ser o amor de um ser humano por um cão e vice-versa. Principalmente o vice-versa...
O Félix foi adotado das ruas num caso de quase morte com poucos dias de vidinha sofrida. A Olívia também. Hoje ela mora com meus pais, dada à correria em que me meti ao querer estudar novamente. Não tive coragem de tirá-la de lá depois do "tal do diploma", como minha mãe justificava à ela o que eu estava fazendo em SP enquanto ela ganhava um novo lar, com quintal e amigos, na casa dos avós. Sendo bem cuidada e amada.
Estas pessoas não podem imaginar o que é o amor verdadeiro e sem exigência de trocas, ao chegar em sua nova casa depois de quase um ano e poder vê-la fazendo xixi de felicidade ao rever sua mãe. Nem em tentar defender seus donos, nem de querer ficar por ficar num ambiente, só porque quem ela ama lá está... (sobre Olívia).
Há pessoas que entendem, entre elas o citado autor do livro, que poucas coisas nesta vida são tão valiosas quanto o amor por um animal, irracional, mas muitas vezes mais inteligente e de espírito mais nobre que muitos seres humanos.
Que todos possam ter, ao menos uma vez na vida, a oportunidade da entrega, do amor e da felicidade que o dono de Marley, que eu, a dona da Olívia, e muitos outros puderam sentir.
Tenho certeza que o mundo seria infinitamente um lugar melhor para se viver.

sexta-feira, 30 de março de 2007

Nem com Tarja Preta

Tempos sem escrever faz com que algumas novidades aqui contadas já estejam envelhecidas, tal como o meu ataque "Virada na Giraia" (que eu não sei o que significa, muito menos quem é esta tal Giraia e se é assim que se escreve, mas tenho certeza que caberia à cena por mim protagonizada) no sábado passado.

Já contei aqui que comprei um celular novo, da Vivo, no post em que eu reclamava do descaso da operadora para com minha má sorte na transição do número velho para o aparelho moderno que, além de tudo, não fazia downloads.

Pois é, desde aquele dia (14 de março), hoje já é dia trinta, meu telefone não fala e não ouve. Sim, outra vez comigo, outro aparelho novo, na mesma operadora!!!

Antes, um parenteses (mais um?): meu amigo falou que estou gastadeira, mas eu fiquei rica! Não, não ganhei na loteria e no meu emprego novo, ganho menos do que ganhava no velho (mas valeu a pena pelo enriquecimento pessoal), mas eu ía falando de estar gastadeira, né? Pois é, apenas estou realizando alguns pequenos sonhos de consumo não possíveis enquanto eu pagava faculdade (uma grana preta), e aí me acho rica sim, e feliz.

Mas, o bendito celular, lindo, rosa, que tira fotos, toca MP3 e mais mil coisas, não faz o principal pelo qual foi inventado: fazer e receber chamadas.

E olha o que acontece: mil horas de musiquinhas no SAC(o), idas à várias lojas e representantes da marca (umas seis ou sete, sem exagero) e ninguém resolve meu problema. Tentaram de tudo, código do aparelho, reprogramação, e o diabo à quatro. Até que na última visita à uma loja Vivo num shopping, não aguentei depois que o cara disse que não podia fazer nada, me devolveu meu aparelho morto e pediu para eu aguardar mais um pouco... SEM PEDIR NEM DESCULPAS.

Tudo bem que estou calma (até demais) tomando Florais de Bach, mas nem se eu tivesse tomando tarja preta, eu não teria como não reagir. Eis que virei na Giraia, baixou um Exú, e botei para quebrar literalmente. Meti um soco no balcão, joguei longe o depósito de baterias usadas e achando pouco ainda coloquei para voar um treco de vidro bem grosso que serve pra enfiar cartazes de propaganda. Sem falar nos palavrões.

O tal "cara", porque para mim não é técnico nem atendente, ainda acionou o segurança do shopping, que ficou do meu lado quando contei porque me exaltei (claro que sabia e lhe disse que ele não podia fazer nada comigo, e eu mesma - barraqueira - já tinha ido até o telefone público (!) tendo um celular (!!!), ligar para o 190 e fui orientada que mesmo eu tendo me exaltado (o que era um direito meu) o cara não podia me "prender" ou coisas do tipo, e me pediram para ligar lá novamente, caso não cumprissem a ordem, que os policiais viriam em meu socorro).

Em casa, pedi a devolução do dinheiro por e-mail, eles responderam que estão analisando meu caso, que é muito complexo, pediram desculpas (!), não me deixam (agora?) sem um parecer do caso... E eu que estou louca pelo aparelho que só tem nesta operadora e insisto em não mudar de número (poxa é o mesmo há quase oito anos) aguardo, com muitas gotas de Florais pelo final feliz... Verdadeiro exercício da paciência!

domingo, 25 de março de 2007

sábado, 24 de março de 2007

Algumas considerações...

Ficar sem escrever não configura abandono de blog, definitivamente. Sumir por uns tempos significa ter que aprender a dividir os dias com outras coisas, como um livro que estou lendo há duas semanas (isto é um recorde), o trabalho, a casa e os amigos...

Estes últimos, finalmente, estou conseguindo colocar em dia, as visitas e atenção há tempos devida - antigamente era a correria da vida com jornada tripla (dona de casa, trabalhadora e estudante) com os rompantes de depressão. Hoje já está marcado para me encontrar com mais uma... Porém tudo isto, significa menos tempo navegando na internet. Mas também, o dia está com um sol tão lindo lá fora!

Sinto que preciso registrar os momentos de felicidade sublimes que estou vivendo... Ao mesmo tempo em que exercíto (com enorme força de vontade e competência) a prática do pensamento positivo, pois estou numa fase tão boa, que até aqueles pensamentos que por vezes ocorrem com quem está feliz, que estes momentos sempre precedem uma tragédia, mantenho à distância... Acontece que pela primeira vez, com trinta anos, acho que finalmente está na hora de ser feliz.

Plantei demais... (Não o suficiente, ainda não morri).

Não abandonarei planos de estudo, casamento... Acho que isto é o que nos ajuda a crescer: sempre correr atrás de mais. Imagina se nos acomodássemos? Agora já me formei, arrumei um emprego e só vou curtir... Não, não comigo.

Talvez até seja um pouco de egoísmo e prepotência, mas creio que ainda poderei mais, se eu nunca desistir.

E meu trabalho novo está tão bom! Acabei meio que inserida, sem querer mas querendo, em um emprego na minha área, mas onde poderei exercer de forma quase que direta em ações sociais de moradias populares. É um trabalho bonito, três sistemas de mutirão em andamento, em parceria com a Caixa e o governo federal... Outra hora conto mais, porque agora quero ler todos os blogs atrasados e que eu tanto adoro.

E por fim, uma última pergunta: alguém pode explicar o que leva um ser a comprar, e usar quase que todos os dias da semana, com quase todas as roupas que tem, um sapato deste, adorar e não enjoar?


A propósito, antes que falem mal, este sapato é meu, e ele brilha!

quarta-feira, 21 de março de 2007

Zen título...

Sinto que estou no momento de colher tudo que plantei. Isto é muito bom...

Sem expectativas novas (elas já chegaram), mas muitas expectativas boas. Parece que o momento do plantio ficou para trás, juntamente com os últimos anos de faculdade. Foi bom ter escutado minha mãe quando ela me mandava estudar - se bem que nunca mandou, eu ía porque gostava...

Ah, florais de Bach funcionam. Briguei com a médica, me assumindo cética, já que ela sugeriu ser bom para mim que gosto de coisas "alternativas". (Gostar gosto, mas daí a acreditar é outra coisa). Não é que o negócio é bom?

Estou zen... Zen na fila do banco, zen no trânsito, zen no trabalho novo, zen com o celular que já faz uma semana que não fala (culpa da Vivo, deixa pra lá), zen ao perder folhas de cheques (já sustei, diga-se de passagem).

Já que falei em médicos (florais são remédios?), vou deixar uma dica para quem precisa dos caros e para uso contínuo (ou não).

Pergunte ao doutor se não há a possibilidade de fazer por manipulação: eu preciso de uma caixa e meia de remédios por mês (cada uma por mais ou menos R$ 66,00) o que custaria na farmácia através de remédios tradicionais cerca de cem reais para trinta dias... Mandei manipular, e por 45 comprimidos (suficiente para um mês e meio) paguei "apenas" R$ 52,00.

sexta-feira, 16 de março de 2007

Um jabazinho que vale a pena

Embora não tenha sido lido por mim este ano, tem lugar cativo em minha biblioteca e merece destaque especial num post por "n" motivos.

Um dia o Jossano teve a coragem de fazer algo que eu intimamente almejei e nunca tive peito. Colocou uma mochila nas costas e saiu viajando pelo mundo durante dois anos, conhecendo 15 países gastando apenas U$ 7,50 por dia.

Conheceu culturas, viveu aventuras, vislumbrou as belezas arquitetônicas e naturais de diversos locais. Caronou muito, acampou, subiu o Himalaia, chegou perto de vulcões, passou frio...

Voltou outro e resolveu dividir a experiência que muitos pediam para que relatasse. Escreveu Viajando o Mundo com U$ 7,50 por Dia. Foi um sucesso!

Todo mundo deveria ler, mesmo quem não tenha a pretensão de viajar. É uma lição de vida, mostra como é possível para todos correr atrás de um sonho e realizá-lo. Uma coletânea de relatos pessoais (seu diário de bordo e memórias que com certeza jamais serão esquecidas) e um ótimo guia de turismo econômico: o que levar, onde ficar, o que comer,dicas de documentação e frases em outras linguas.

De leitura agradável não há como não se emocionar com a história, se sentir realizado com sua aventura, e o melhor, saber que tudo que se deseja depende apenas de uma coisa: seguir tua escolha pessoal.

Ficou com vontade de ler? Clique na imagem, ela é um link, boa diversão.

Mais informações aqui também:

http://www2.uol.com.br/mochilabrasil/Ejossano01.shtml

http://www.ecoviagem.com.br/entrevistasechats/def_entrevistasechats.asp?codigo=1128

http://360graus.terra.com.br/expedicoes/default.asp?did=5705&action=dica

http://www.aventura.info/reporter/reportagem.php?tipo=artigo&id=58&id_artigo=132

http://www.horizontegeografico.com.br/revista/edicao69/livros_04.shtml

http://www.aventura.info/reporter/reportagem.php?tipo=artigo&id=58&id_artigo=132

quarta-feira, 14 de março de 2007

Os SAC's e eu...

Já que estamos na semana do consumidor, tão propagada pela Vivo nos comerciais de TV, resolvi dividir aqui o "bom" relacionamento com certas empresas, incluindo a citada operadora de telefonia.

- Vivo

Há um bom tempo venho me perguntando se vale tão a pena continuar na operadora apenas para manter o mesmo número de celular há oito anos. Eis o que ocorre enquanto, infelizmente, não é aprovada a lei da propriedade dos números telefônicos, serei obrigada (por capricho meu) a isto.

O ano passado resolvi trocar de aparelho, o que me acompanhava era um tijolinho de estimação (o primeiro) que nem ao menos enviava mensagens de textos. Querendo a liberdade de enviar e não só receber torpedos e querendo também poder fazer downloads de tons musicais escolhi um modelo que tivesse estas caracteristicas. Nunca tive necessidade de ostentação com aparelhos até então, logo qualquer modelo em promoção que tivesse tais funções serviria.

No site da Vivo escolhi um aparelho da Motorola, em que fui devidamente informada da possibilidade de permanecer com o número. Nem conto que fiquei sem número nenhum depois da vinda do novo celular por uma semana, simplesmente porque sempre "dava pau na migração" e nenhum técnico(?), atendente, suporte conseguia dar jeito.

Nem um pedido de desculpas!

Resolvida a confusão, de posse do novo aparelho com o número antigo, tento a primeira das tentativas de fazer downloadas de músicas. Tento e tento. Através de mensagens para a operadora, através do site da Vivo e outros sites próprios para downloads de tons. Nenhum era capacitado para meu modelo de celular, ou seja, ainda não havia tecnologia disponível que atendesse o sistema do meu telefone.

Tento a Motorola. Fui bem atendida no SAC via Chat, mas falaram que a tecnologia estava ativa e que dependia apenas da operadora.

Começa a saga, até que alguém tem a lucidez de esclarecer que eles não estavam preparados para o sistema do meu aparelho.

Eu que já tinha gastado vários Reais tentando baixar músicas que não vinham, reclamei. Porque comprei o aparelho que "fazia downloads" conforme mencionado na loja on line, e ainda por cima era cobrada por algo prometido durante a venda, mas que não funcionava...

Esperei os três meses de aprimoramento que eles estavam tentando fazer e nada. Solicitei devolução do dinheiro e recebi como resposta que eu deveria saber do problema antes de decidir gastar (!).

Cada vez mais puta da vida, ainda solicitei a troca do aparelho, por qualquer modelo que fosse capaz de receber os benditos toques polifônicos e o que tive foi apenas uma coleção de e-mail's negando tudo, todas as vezes.

Sem tempo de correr atrás dos meus direitos e sem ter cópias ou impressão da propaganda (que eu havia rasgado logo que a encomenda chegou "inteira" pelos Correios), deixei que a Vivo saísse vitoriosa até esta semana quando adquiri outro aparelho de celular. Pela mesma operadora. Tudo porque eu decidi querer um modelo bonito, cor de rosa e que fosse com o mesmo número...

Desta vez pelo menos, antes de receber o aparelho que talvez chegue amanhã, já dei um print em todas as promessas do site de vendas e estou pronta a tomar as decisões necessárias, se forem necessárias...

Conclusão: desta vez deixei que eles vencessem.

- Natura

Isto mesmo, aquela tão famosa empresa que trata bem das consumidoras e funcionárias, que ganhou milhões de prêmios sociais, me deixou literalmente com os cabelos arrepiados.

Comprei, também no ano passado - ano de TCC, fim de curso de faculdade e pouco tempo até para dormir, o que dirá correr atrás dos meus direitos de consumidora? - uma loção em spray para passar nas madeixas antes de fazer escova. Garantia brilho e durabilidade dos fios lisos e cumpriu o que prometeu. Porém o bico borrifador durou pouco mais de um mês.

Liguei lá no SAC e logo de cara ouvi que teria que aguardar uns vinte dias para a troca pois não tinham o produto em estoque. Antes da resposta, claro, pegaram todos os meus dados, CPF, RG, endereço, escolaridade, profissão, estado civil e etc., que eu dei achando estranho tantas informações apenas para uma reposição. Será que acham que alguém vai perder tempo ouvindo musiquinha e vozes gravadas pelo simples prazer de trocar um produto quase novo por outro, e que nem era tão caro assim?

Aguardei e depois de vinte dias liguei. Tive que retornar depois de mais vinte dias e assim foi por mais umas cinco vezes até próximo do Natal e até o ponto de meu colega de trabalho, com toda a desatenção do ser masculino, olhar para minha mesa e ver a embalagem cheia, inutilizada, esperando solução.

Pedi o dinheiro de volta. Eles não devolveram até hoje, porque o dia marcado para buscar o frasco que eu deveria devolver era simplesmente o dia 26 de dezembro, um dia em que quase ninguém trabalha e eu não garanti estar de prontidão para receber o funcionário da Natura.

Ou seja, eles não cumprem o prometido e eu, a consumidora, preciso estar a disposição da empresa?

Conclusão: acabei deixando para lá...

- Terra

Provedor de internet banda larga me deu dor de cabeça também. Assinei o Speedy, o serviço de banda larga da Telefônica que detem o monopólio em minha cidade, mas quando da contratação do servidor optei, dentre uma lista de nomes, pelo Terra.

Achando que a empresa que eu tive opção de escolha me trataria de forma diferente? Hahaha!!!

Eles ofereceram o modem "grátis", que eu teria que devolver quando cancelasse o serviço, num prazo mínimo de um ano - caso contrário teria que devolver e pagar multa por quebra de contrato... O prazo prometido para entrega era de até sete dias úteis. Não cumpridos!!!

Reclamei pelo não recebimento, pediram um prazo de 72 horas para verificar qual o problema não sem antes me interrogarem para saber se alguém poderia ter recebido o produto por mim e não ter me entregado. Findo o novo prazo, me pedem outro de 72 horas novamente sem resposta condizente, apenas um jogo de empurra para averiguações...

Não aceitei, claro, ultrajada ao extremo, exigi que me entregassem o modem até o dia seguinte. Como não recebi tratamento adequado à minha condição de cliente que teve opções de escolhê-los, cancelei tudo.

E os danadinhos ainda disseram que íam me cobrar multa (doze mensalidades!) por quebra de contrato.

Aff, a baiana rodou! Quem foi que não cumpriu contrato aí? Quem foi que até então não utilizou o serviço por omissão da contratada? Aliás, que quebra de contrato se eu nem usufruí do serviço?

Argumentaram que a partir do dia em que eu fiz o pedido eu estava com o serviço disponível para mim. Foi o cúmulo do absurdo ouvir aquilo. Se a falta da entrega do modem me impedia de desfrutar da internet, do provedor Terra, que serviço eu tive à disposição?

Cancelado o acordo, ainda ameacei processá-los caso viesse alguma cobrança. Me mandaram um e-mail cancelando.

Procurando por outros servidores, entrei em contato com o Ig, mas este não podia me "dar" o moden pois já constava um cadastro grátis nas americanas.com como doado pelo Terra a minha pessoa...

Bem, como mais uma tentativa, no UOL, que eu achava que seria bem mais caro, consegui o modem grátis, até aí eu aceitaria comprar (mas não mais assinar o Ig por causa do desaforo), mas além de não pagar, ainda tive mensalidade à preço de banana (R$ 4,90) por seis meses. E detalhe: não preciso devolver o aparelho mesmo que cancele a assinatura!

Conclusão: quando não se tem monopólio e decide-se pesquisar, os benefícios estão do nosso lado - consumidor.

A lição aprendida é saber reclamar e não deixar passar muito tempo antes de solicitar um "help" dos órgãos de defesa do consumidor.

PS: antes de postar meu celular novo foi entregue aqui em casa pelo vizinho que recebeu para mim.

Beijos!

segunda-feira, 12 de março de 2007

Saindo da Letargia

Domigo em casa e eu fiz bastante coisa... Como há muito não fazia!

Cheguei da balada (light, uma festinha de aniversário de casamento numa chácara), dormi o suficiente para ter sono à noite - aff, esta mania que me persegue de continuar querendo trocar o dia pela noite.

Trabalhei, analisando uns projetinhos para o antigo emprego, é um bico que dá uma graninha... Lavei roupas na máquina, comprei um celular novo na internet (presente desejado desde o ano passado, e agora como sou "rica" porque não pago faculdade: bingo! Ah, ansiedade agora até chegar).

Só não li nada, acabaram-se todos os livros não lidos em casa e os novos comprados há uma semana ainda não chegaram. E o interesse pela Segunda Guerra aumentou (ou seria nasceu?), desde que li Farda Fardão Camisola de Dormir - do Jorge Amado, seguido pelo Diário de Anne Frank (o livro é um link para o site dela), que retratam este período, eu fiquei querendo saber de tudo, já que desde a época do segundo grau só estudo matérias relativas à construção civil... Vai chegar o Bunker de Hitler, mas deixa pra falar sobre quando da listinha nova de livros.

Finalmente sinto que estou saindo da letargia (é o remédio fazendo efeito), agilizei a compra de memórias para este PC ficar "sarado" e poder instalar o AutoCad e futuramente começar a desenhar projetos de casas... Verifiquei algumas academias (sem sorte) que pudessem oferecer aulas de Pilates, mas pelo jeito terei que recorrer ao circuito Alphaville e pagar o olho da cara... Melhor deixar esta resolução de 2007 para lá, pois resolução prioritária é guardar dinheiro.

Ah, instalei um programinha que cria páginas para blogs, mas parece que não me satisfez, acho melhor aprender na marra o tal html, já li quase todos os tutoriais do Blogger... Ou seja, fazendo o que é possível, dentro do tempo possível para aprender a criar um novo template.

Enfim, é isto, se deixar fico aqui divagando todos os meus planos, mas como tenho uma certa fobia de não realização, costumo por precaução não comentar antes - só depois... Se é que dá para entender.

Pelo que podem perceber, desde o post passado estou ficando animadinha. Mas, quem é meu amigo e não gosta de diárinhos em blogs porque preferem os que têm conteúdo informativo, aviso que não ficarei chateada com falta de visitas e/ou comentários. É uma fase da vida que está passando em minha pessoa e gosto de registrar meus momentos. Não me importarei com a ausência e informo que continuarei visitando os que gosto (e procurando novos, por hobby mesmo).

Por falar em falar da vida, acabei decidindo que vou escrever uma biografia minha, tenho tantos dramas de vidas e vitórias... Talvez nunca publique, mas como nunca escrevi um livro, nem tive filhos, tampouco plantei uma árvore, usarei os arquivos do computador para registrar a vida... Quem sabe algo como "A Biografia de uma Pessoa Comum que tem Uma Vida Quase Anormal"?

Besteira, por besteira, ficarei por aqui...

Beijos!

sábado, 10 de março de 2007

Redescobrindo o prazer de "blogar"

Pois é, andei sumida, uma semana para mim é muito... Talvez tenha sido a preguiça dos dias quentes, talvez seja apenas uma pausa necessária que o corpo pediu e inconscientemente aceitei.

Talvez tenha sido apenas tempo necessário para me redescobrir. Porque mais que saber quem sou preciso saber o que quero, como ela disse e me identifiquei, saboto minha ânsia de conhecer lugares, pessoas, viver intensamente uma vida de festas e emoções, porque sempre troco tudo isto pelo prazer de ficar em casa.

Troco também pelo prazer de um bom livro (em breve outra listinha, porque até agora foram 17 os lidos este ano!).

Preciso ainda aprender a ter calma suficiente para voltar a ficar quieta por pouco menos de duas horas e atualizar os filmes, velhos e novos, que pretendo ver. Incluindo os DVD's comprados e empoeirados sobre a estante. Mas já consegui assistir o Fábuloso Destino de Amélie Poulain - recomendo.

Por falar em empoeirados, estes dias de ócio internético renderam uma boa faxina na casa - daquelas que parece que a alma fica limpa também. Trocentas sacolas de velharias na calçada a espera do lixeiro (ou carroceiro) que despertam comentários das vizinhas: "Está no pique, hein?". Guarda-roupas arrumado, sacolas de roupas para doação. Cheiro de casa limpa e o prazer do trabalho árduo, mas bem feito.

Conto sobre o emprego novo outro dia, sei que posts longos são cansativos...

E por falar em posts, além do blog linkado acima, no primeiro parágrafo, ando lendo muito outros dois: um famoso (não por opção) e outro novo... (descoberto nas madrugadas insones desta minha vida), viraram queridinhos.

Beijos aos amigos já feitos e queridos também, só que a mais tempo.

PS: do jeito que o tempo voa, logo terei um ano de blogosfera - nunca imaginei, naquela primeira postagem, que fosse me viciar deste jeito.

quinta-feira, 1 de março de 2007

Mudando de Ares

Um texto meio sem nexo, porque eu gosto de falar de mim e, antes de contar a novidade do meu novo emprego, gostaria de contar um pouco sobre o antigo. É mudei de trabalho. Tão logo concluí a faculdade de engenharia recebi a proposta. Porém, com nunca contei nada sobre o que fazia na época em que estava lá (motivos diversos, entre eles a ciência do conhecimento do blog por parte de um monte de gente do local - eu e minha boca aberta), resolvi contar agora, porque nem eu mesma acredito que tenha tido a sorte e oportunidade de ter visto de perto e participado de tanta coisa que muita gente nem imagina ser possível nesta terra perdida feito São Paulo.
Trabalhava em um Loteamento Residencial fechado, em Jandira, município da Grande São Paulo em SP. Um local conhecido como condomínio, mas cumpre esclarecer que quase todos os assim chamados e constituídos de casa nesta região, não o são propriamente ditos. São sim loteamentos fechados, que diferencia da denominação usual pois nestes locais as ruas e áreas comuns são pertencentes a municipalidade, cabendo a associação dos moradores apenas cuidarem do acesso e manutenção. E nos condomínios as áreas comuns pertencem aos moradores, cabendo a eles o pagamento de IPTU inclusive das ruas, que deixam de ser vias públicas.
Eu era a responsável pela manutenção do Residencial, meu departamento, e tudo o que se referia a construção civil: fiscalizar obras, particulares e comuns a todos os associados (playgrounds, áreas de lazer, portarias), analisar projetos, cuidar da equipe de manutenção, orçar e comprar materiais, asfaltar ruas, dar consultoria a quem estava e/ou pretendia construir, dentre outras mil outras coisas.

Mas o local em si, além da riqueza profissional adquirida, pois tinha uma mini-cidade (1200 lotes) para cuidar e realizar toda sorte de obras, ao contrário de quem trabalha numa empresa de um ramo específico e acaba se especializando em uma coisa só, era uma maravilha, pois tinha ainda o contato direto com a natureza.
Ai que delícia, andar pelas ruas e cruzar com lagartos, esquilos, macacos. Entrar na mata e encontrar cobras, papagaios. Toda a espécie de árvores nativas, pau jacaré, ypês, minas d'água. Enfim, a natureza verdadeira margeando a civilização, ou fielmente falando, a civilização invadindo a natureza. Meio que acabando com ela.
Cobras entrando em casas, lagartos em motor de carros, ovos de urubus em quintal de casas, macaquinhos levando choques e caindo de fios de alta tensão e por aí vai... Era triste, apesar de tão bonito este contato. Aprendi a respeitar os animais, e que não podemos simplesmente sair desmatando e construíndo ao bel prazer e vendo o desespero dos pobrezinhos que provocam o horror na pessoas que nem ao menos se tocam que foram elas que criaram isto.
Agora, acabarei trabalhando em um ramo diferente, terei mais contato com os seres humanos do que com os bichos, mas ficará o gosto de mais uma experiência vivida com sabor de aventura que ficou no passado... Só o fato de eu mesma ter presenciado tudo isto para acreditar.
Quem quiser fuçar, tem mais fotos aqui.