domingo, 4 de maio de 2008

Quase lá

Estou virando a noite, falta pouco para terminar a parte que me compete na equipe neste projeto das casinhas - eu que chamo assim de "projeto das casinhas". Vai ser um condomínio com 90 casas, para (óbvio) 90 famílias de uma associação buscarem (no caso "nós") o financimento junto à Caixa Econômica Federal.
O sonho delas se tornou meu. Primeiro porque é estranho, saber que todo mundo está botando a maior fé em você - no caso a equipe técnica que faço parte - embora tenhamos sido apenas contratados.
Depois, porque a grana que vai rolar (está rolando ladeira abaixo já: vide as dívidas contraídas por esta descabeçada que vos escreve) nem é tão boa, mas a "fama" me aguarda... Tipo assim, quem conhece engenheiro dando sopa por aí com experiência em buscar financiamentos para famílias de baixa renda?
Enfim, o "know how" foi adquirido trabalhando lá na prefeitura, onde conseguimos até agora aprovar alguns projetinhos.
Trabalhar sem o vínculo de um órgão público (tirando a própria Caixa) pode ser mais fácil sim, pois as barreiras burocráticas não existem mais.
Eu explico, explico e fico com a sensação de quem lê depois não entende bulhufas, mas o fato é que eu apenas estou dando um descanso para a mente antes de terminar o orçamento da parte elétrica.
Será o fim da minha parte no trabalho? NÃO!!! Porque estou vendo que a casa que eu orcei está muito mais cara que o valor do crédito que buscamos.
Com certeza, depois de uma reuniãozinha básica na segunda, me encontrarei novamente com este orçamento, tirando revestimento de parede, porta de quarto e outras coisinhas...
São seis horas e 22 minutos, está passando Pe. Marcelo Rossi na TV - minha prima deve estar lá. E eu vou trabalhar até terminar, para só depois dormir. Daí sim, eu durmo sem ficar pensando em mil outras coisas que tenho para fazer, porque eu já terei uma missão "cumprida" (será?).