domingo, 17 de janeiro de 2010

Reformas = Mudanças

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De volta a vida real a vida real me esperava. Na verdade a vida real não espera, ela acontece enquanto a gente sobrevive.

Chorar/desesperar/sucumbir? Não. Esta não era a alternativa correta.

Para ocupar a mente achei mais um passatempo: arrumar a casa, no sentido literal da palavra.

Como num processo de renascimento involuntário deu certo. Descascar a tinta desbotada de uma vida de mentira, varrer os restos de um quadro que nunca deveria ter sido pintado.

A porta, as paredes, o teto do banheiro… Todos sendo limpos do mofo do passado. A vida entra neste processo sem que eu perceba.

O processo vai ser demorado, porque a vida de lá de fora (os compromissos, os trabalhos) tem que ser vividos em conjunto, mas não tenho pressa, demore o tempo que tiver que demorar, nada de adiantar os ponteiros do relógio.

Descobri nas horas vagas um trabalho cansativo, mas recompensador… Porque como tentei registrar acima, as mazelas da alma entraram sem querer nesta reforma. Cada passada de espátula, cada remoção da tinta velha, cada buraco fechado numa parede, cada sujeira removida, não está só limpando minha casa, está limpando minha alma também – sem que eu perceba.

E, quando menos esperar, a terapia do faça você mesmo terá deixado tudo limpo, tudo pronto para cores novas que virão. Good vibes!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Significados

Cada dia mais me convenço da nossa ignorância ante os designios de Deus. Vivemos uma vida muitas vezes a questionar… Queremos saber porque é permitido que soframos. Morreremos sem estas respostas.Outras vezes nos questionamos se nossos sofrimentos da alma são plausíveis diante de tantos outros sofrimentos reais (terremotos, assassinatos, perdas de entes queridos, fome…).

Entretanto, sinto que nossos sofrimentos são apenas nossos, se são de alguma forma mais ou menos dolorosos não importa, nem há comparação. Exatamente, porque o sofrimento de cada um, a cada um pertence.

Não há parâmetro para dor.

Se houvesse e também se houvesse opção de escolha de sofrimento, decerto escolheria sofrer de outros males, que não dos sentimentos.

A pergunta que inicia meu ano de 2010:

“Por que Deus? Por que permitiu que eu me doasse e acreditasse em um amor durante os cinco anos da minha vida, os cinco anos que julgo cruciais para alguém como eu que sempre sonhou em formar família, em amar e ser amada? Por que permitiu que eu vivesse um sonho irreal, por que me permitiu que eu entrasse num emaranhado difícil até de ser contado? Qual o propósito de tudo isto?”

Sei que esta pergunta não será respondida e devo abandoná-la, para o bem de minha alma, para o bem de minha vida.

Assim como achei que as dificuldades ao longo de todos estes anos fossem provações para um futuro feliz. Assim como achei que passar por cima de todas adversidades fossem prova de amor. Apenas errei. Errei por bons quase cinco anos…

Encarar a vida como perdida?

Tirar um lição de tudo isto, mesmo com a ferida exposta e tão recente? Na verdade, isto sim se transforma em meta de 2010.

E perdoar. Perdoar sim, todos os envolvidos. Porque a libertação da alma só vem através do perdão – e nem é de perdão Divino o que me refiro. Cito para mim mesma, como nota mental, já que não há outra alternativa (senão remoer o passado) que perdoar é me libertar para mim mesma.

Espero não errar novamente, espero que meu coração de pisciana não se deixe enganar mais uma vez, porque agora são 32 anos. E que o avanço da idade (outra nota mental) não seja condutor para decisões precipitadas – sim, porque pretendo amar novamente, quando esta dor de amor passar.

Se eu passei por tudo isto foi porque de certa forma permiti. Devo aceitar que ninguém nos machuca sem nossa permissão. E tirar disto uma lição. Talvez a mais difícil de todas.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Pequeno Príncipe

Hoje chegou pelos Correios um presente de natal atrasado: o livro ilustrado do Pequeno Príncipe.
Sabe o que é mais intrigante? Dias atrás estava justamente pensando nisto: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas!"




Por que cativas?