segunda-feira, 31 de julho de 2006

Passou...


Depois de uma incursão na mini-depressão (talvez grande) que tomou conta de mim, somente a presença do amor para acalmar e deixar tudo cor de rosa novamente.
Foi tudo perfeito que merece ser registrado, relembrado sempre.
Para começar a chuva e o tempo frio, convidativos a uma boa caminha. Casinha fechada, comidas gostosas e qualquer coisa na tv (sempre qualquer coisa, mas é porque na verdade apesar de estarmos juntos há quase um ano a presença de um ao outro é mais importante do que o que se passa na tv).
Uma das qualquer coisas assistidas foi Bridget Jones No Limite da Razão, daquela personagem com que quase toda mulher se identifica e que tem um lado Chaves mais aflorado que o meu, ou não, talvez eu ganhe.
Aí ela olhava para seu amado Mark, como aquela criança que ganha um presente novo e corre toda hora para dar uma espiadinha e ver se é "de verdade" mesmo - bom, eu era assim.
E cá estou eu hoje lembrando do meu amado.
Das cenas fofas de preparar comidas, abrir mais uma garrafa de vinho e deitar em meio as cobertas e travesseiros... Fazer preguiça e carinhos.
Meu amor é simplesmente um presentinho de Deus na minha vida, e que me deixa feliz.
E me deixa também lembranças boas para uma pisciana nata ter com o que sonhar seu sonho real.

quinta-feira, 27 de julho de 2006

Não sei

Meu coração está doendo.
Quer dizer, nem sei se dói, porque, na boa, nem consigo definir o que sinto.
Ah, tem uma coisa sim que sei definir: o sentimento de culpa por estar sentindo tudo isto sem ter uma razão plausível ao restante da população.
Só sei dizer que é como se eu estivesse quebrada, rasgada, deixado de funcionar...
Até comercial de margarina me comove, o Chaves seria capaz de me fazer chorar.
Tudo está me fazendo chorar. Mas pior mesmo são as horas (quase o dia todo) em que tenho que engolir o choro e fingir para todo mundo que está tudo bem.
Mas não está não.
Queria neste momento não ter que existir, porque viver está dando muito trabalho.
Não tenho mais condições físicas de agüentar esta carga pesada que só eu sinto e nem ao menos tem motivos óbvios.
Não consigo agüentar mais nada, nem um compromisso desmarcado.
Estou estragando tudo.
Mas não é justo fazer com que convivam com um fardo como o meu.
Só queria que tudo desse certo.
Acho que nunca serei feliz se não estiver triste.

quarta-feira, 26 de julho de 2006

Sad but True

O que é a dor senão uma eterna companheira?

sexta-feira, 21 de julho de 2006

Mac and Me


Achei!
Pronto, agora quando eu digo que meu corpo (ou minha barriga) está igual ao do Mac - O Extraterrestre vocês já podem saber como é!

quarta-feira, 19 de julho de 2006

Frases do (meu) dia

"Odeio fantasiar algo e ver meu sonho desmoronar."
"Odeio quando alguém esquece que me prometeu algo. (Ou faz que esquece?)"
"Queria ser prioridade nos compromissos que assumem comigo."
"Queria lembrar das promessas que faço de deixar de esperar... Cansa!"
"Não me adoce antes, achando que vou perdoar a mancada do depois..."
"Não subestime minha inteligência. Em caso de pane ainda terei o sexto sentido ao meu lado."
"Sou má, muito má."

Editorial


Santana do Parnaíba
Originally uploaded by Carla Salgueiro.
Para massagear meu ego um pouquinho.

terça-feira, 18 de julho de 2006

"The future's uncertain and the end is always near"

Minhas aulas estão voltando - já lançaram o calendário do segundo (e meu último) semestre.
Está acabando.
E eu estou com medo, medo do fim.
Enquanto teoricamente me preparo não preciso ser o que cobro de mim: perfeita.
Só que logo acaba, e já acabou outras vezes, acho que tenho a obrigação de ser mais.
Daí estudo novamente. Ando paquerando novos cursos...
Mas será que "já" não é hora de parar?
Penso que deveria preencher o tão sonhado futuro tempo livre com coisas que desejo: pilates, RPG, uma câmera nova, viagens (ah, viagens!), cremes, massagens, presentes...
Mas vem o perfeccionismo. Preciso ser a melhor, saber tudo daquilo que escolhi fazer.
Aí também me pergunto: "Será que fiz a escolha certa?".
Só que agora tenho a resposta na ponta da língua: "Não dá mais tempo de mudar."
É engenheira, boa sorte!

domingo, 16 de julho de 2006

Perfeito

Este final de semana foi fofo.
Fofo porque tive a presença do meu amor, presença por vezes difícil dada a correria das nossa vidas.
Mas como é gostoso uma surpresinha inesperada: quando penso que ele se foi, ele volta.
Para os pretensos donos da língua portuguesa, ela (a surpresa) sempre é inesperada.
Ou não - para quem vive a fantasiar como eu!
A preguiça da cama desarrumada assistindo qualquer coisa na tv, comendo brigadeiro quente na panela e tomando vinho.
Todos os clichês de um velho filme romântico: perfeito.
Acordar e dormir, brincar, cochilar... Sentir ao seu lado o cheiro morno do ser amado, como se mais nada no mundo importasse.
Será que algo importa mesmo quando se tem amor?
(Creio, neste momento, que não).

segunda-feira, 10 de julho de 2006

Um dia escrevi isto (pensando em meu amor)

Amor hoje eu o tenho
Amo e sinto o amor pleno
E porque não incondicional?
Pena que ele se vai
Deixa saudades
Do cheiro, do toque, do beijo
Mas quando retorna
Ah, meu Deus
Atinjo o nirvana

quarta-feira, 5 de julho de 2006

O Show de Carla

O ultimo post me fez lembrar certas coisas.
Quando eu era criança às vezes achava que Deus tinha muito trabalho, muita gente para cuidar e me perguntava em como Ele poderia fazer tudo isto.
Então pensava assim: “Será que não inventaram somente eu no mundo como sendo de verdade e os outros só para fingir para mim que existe mais gente além de mim mesma?”
Tipo assim: os outros eram gente de mentira fingindo ser gente de verdade para eu acreditar que eles existiam....
Algo louco. Se fosse hoje seria meio egocêntrico – espero que perdoável em uma criança.
Mas era mais ou menos assim que funcionava: só eu teria livre-arbítrio (eu nem sabia que o nome era este) e as outras pessoas apenas agiriam de acordo com as ações que eu provocasse nelas.
Eram suposições, nunca chegou a ser certeza, mesmo na mente da Carlinha criança.
Então... mas eu achava isto porque “quem resolveu” me inventar se tivesse que controlar todo mundo, todos mesmo, com seus pensamentos, atos, cada passo, tudo, tudo, seria muito difícil. Talvez impossível.
Imaginem minha surpresa quando já crescida vi no cinema o “O Show de Truman”, aquele com o Jim Carey, em que fizeram um mundo só para ele e todos os outros, mãe, pai, amigos, eram apenas figurantes. A diferença do filme para a minha viagem à la “Fantástico Mundo de Bobby” é que ele existia num mundo paralelo a um mundo de verdade apenas para passar na televisão.
Ainda assim foi um alívio ver que mais alguém viajou tanto quanto eu.

segunda-feira, 3 de julho de 2006

Cair para cima

Esta madrugada mais uma vez fui acordada pelo som do despertador, que já mostrei ficar no banheiro para assim eu ser obrigada a levantar cada vez que ele grita.
(Sempre volto para cama a fim de curtir mais nove minutinhos).
Acordo atordoada, assustada - acho que comum em qualquer mortal.
Ma, nestas horas, vem um pensamento recorrente. Hoje aconteceu mais uma vez durante aquela fase em que não acordei totalmente...
Mas, como ia contando, eu penso, meio sem querer, em como é engraçado tudo isto: existir.
"Eu existo, sou feita de matéria, 'dá para pegar'. Existe gente, existe o mundo, pessoas, vontades próprias, bichos, estrelas, almas... Esquisito".
De onde viemos? Do nada? Como isto é possível?
(Alguns considerarão heresia. Eu nem sei como classificar, simplesmente vem. E viajo.)
Falam que somos criaturas de Deus.
Tudo bem, até aí.
Mas, então, e Deus? De onde veio? Como surgiu? Por que criou os seres? Nos criou, com conceitos de bem e mal, vida e morte...
Antes Dele então? Não existia nada? Caraca! Alguma coisa (talvez Deus) que veio do nada!
Como nascer algo, os planetas, a Terra, as pessoas... assim do nada?"
E fico a pensar.
Não consigo encaixar estes pensamentos em nada óbvio, nem normal.
Não sou normal mesmo. Sou Chaves. Ou bem definida por mim: retardada.
Sou uma pessoa que quando deito na areia da praia e olho para o céu fico imaginando que "lá em cima" poderia ser "lá em baixo" e eu "cair para cima" de repente, quase real...
Sem nexo.
Volto a pensar, não encontro respostas. Acho que também nem poderia.
Queria achar alguém que já pensou estas coisas e encontrou uma resposta.
Ou que pelo menos me dissessem que não sou a única a duvidar e a crer.
Mas daí tenho que acordar. Porque existo, e já que é fato, preciso trabalhar.

sábado, 1 de julho de 2006

Sonho Adiado

Hoje o Brasil perdeu o jogo para a França (grande novidade, só se fala nisto agora), mas este jogo serviu para eu perceber que realmente tenho sangue brasileiro correndo nas veias.
Aquele sangue brasileiro que torce, vibra e gosta de futebol.
Confesso que nem estava ligando muito para os jogos, estes ultimos dias foram tumultuados e minhas preocupações maiores eram meu carro (eternamente doente) e minhas provas, e notas!
Hoje, na hora do jogo, estava até cochilando no sofá, aquele soninho gostoso e sem compromisso com as horas de um final de semana esperado, quando resolvi atentar para a tela da TV - foram dois cigarros seguidos, muito nervoso e palavrões. Depois, a tristeza.
Não adianta lamentar se foi o técnico, os jogadores e afins. Perdeu mesmo.
Só que alguma coisa bateu dentro de mim, assim como quando a gente sente que ama alguém no momento que está perdendo, eu percebi que o resultado do jogo não era insignificante para mim, e eu fiquei triste.