quinta-feira, 30 de novembro de 2006

Com o coração saindo pela boca

Quem não estaria? São dez para as três da manhã, levanto às cinco e meia para trabalhar, acabei de terminar o banner (cartaz de apresentação) do Trabalho de Conclusão de Curso, e:

  • As 94 páginas da minha monografia serão entregues corrigidas hoje (quinta) pelo meu orientador;
  • Não tenho a mínima idéia do parecer dele, pois o trabalho foi apresentado apenas uma vez e pronto – foi desenvolvido de forma autodidata por preguiça e falta de tempo de ir atrás do dito cujo na faculdade e com ajuda do J. na formatação;
  • Se ele inventar muita coisa para corrigir o prazo será curto, a apresentação física dos trabalhos será no sábado cedo (depois de amanhã);
  • No meio de tudo isto, na sexta (amanhã), terei a primeira das provas da reta final.

Resumindo, estou perdida, atolada até as tampas, e o final de semana que será mais curto devido a ida à faculdade no sábado, junto a TPM, limpeza da casa, visita do namorado, compras no supermercado, terei que encaixar os estudos para as provas derradeiras da próxima semana, uma delas (Estruturas de Pontes II) precisando de nota alta.

Se eu não aparecer por aqui nunca mais é porque não resisti...

terça-feira, 28 de novembro de 2006

Mundo Perdido

Não estou procurando emprego, mas se uma proposta muito boa aparecesse, não recusaria, acho que ninguém, não é mesmo?

Hoje recebi um telefonema, originado de um número de celular (!), que se identificava como sendo da agência Nova On Line, que me perguntava se estaria interessada numa proposta de emprego (a principio pensei ser uma propaganda da revista feminina homônima).

Segue o resto do papo:

- Primeiramente, qual a sua pretensão salarial? - a moça questionou.
- Pelo menos “X” – e completei: - Que é minha remuneração atual.
- Oh, nós temos uma vaga com o cargo exatamente igual ao teu, onde o salário chega a “2 X” mais benefícios de CLT.
- Legal.
- Então, a senhora estaria disponível para uma entrevista amanhã?
- Bem, precisamos combinar um horário fora do expediente comercial, porque como você deve saber, estou trabalhando, tenho compromissos assumidos e não gostaria de me ausentar do trabalho certo por algo ainda não definido, pode ser?

Num rompante, ainda questionei:

- Mas, me diga uma coisa, vocês não são aquele tipo de agência que vai me cobrar "trocentos" reais de taxas? Porque da última vez, me ofereceram um super emprego em que eu teria que pagar três parcelas de R$ 700,00, só de exames...
- Tum, tum, tum... – foi a resposta do outro lado.

Nem terminei de falar e eles desligaram. Que estranho!

Entrei no Google e digitei no "busca", páginas em português, a palavra “novaonline". Eis o primeiro resultado:

MONITOR DAS FRAUDES - FÓRUM DE ALERTAS E DISCUSSÃO
NOVAONLINE = GOLPE - PICARETAGEM. Recebi uma ligação deles, na qual eles diziam que eu me "encaixaria" perfeitamente para uma vaga em uma multi-nacional, ...
www.fraudes.org/forum2.asp -
Páginas Semelhantes

Para ser compreendida, creio que nem preciso colocar o resto.

Porém, meu amigo, ainda de curiosidade, pois já conhecia o golpe, ligou para lá:

- Oi, minha irmã recebeu um telefonema de vocês (...) parece que caiu a ligação (...). Este é um número de celular?
- Hã? Sim, este é meu celular. Qual o nome? Com quem ela falou? e gritando para terceiros - Alguém aí usou meu celular?

Ele tentou falar mais alguma coisa, mas a resposta novamente foi:

- Tum, tum, tum...

Fico pensando que o mundo está perdido, nem os pobres desempregados estão livres dos golpes dos picaretas de plantão.

sábado, 25 de novembro de 2006

A Blogosfera e Eu

Andou rolando por aí uma blogagem coletiva de "por que eu blogo, amigos que fiz e outras coisinhas”, vi em uma única noite vários amigos virtuais contando suas histórias. Apesar de ter perdido a oportunidade me senti inspirada a contar aqui como comecei nesta viagem.

Eu tinha um fotolog – que era tudo que eu conhecia até então de sites pessoais sem pagar provedor. Sabia que os pioneiros foram os blogs, mas fui seduzida primeiramente pelas imagens. Tão seduzida que criei um álbum no flickr e cheguei a pagar para virar “pró”.

Só que a ânsia de escrever me dominava, e ter que escolher imagens (minhas) a cada postagem desestimulava ao que eu queria expor. Tanto é que apaguei sem dó a maioria das fotos por não gostar mais do que estava escrito desde 2004.

Olha o que o desconhecido faz, nunca tive a curiosidade de ler blogs, mas quando criei o meu descobri um mundo a parte e tão real que adorei. Virava noites lendo e conhecendo almas por aí – porque creio que no fundo de cada post tem um pouco de seu autor.

E, além disto, pude aprender que templates podem ser personalizados, coisas que nem minha imaginação fértil podia sonhar.

O primeiro blog que vi cheio de coisinhas foi de uma garota de Goiânia, a Hellen, que foi muito gentil com minha cara de pau em dar dicas de como personalizar – outra qualidade na blogosfera – as pessoas são gentis, em sua maioria, e não poupam em ensinar o que sabem. Não encontrei egoísmo. Hoje ela não posta com freqüência, está em outra cidade tentando a vida de jornalista e lutando na busca do primeiro emprego, e sua história me inspirou tanto quanto seu espaço virtual. Torço com sinceridade para seu sucesso.

Porque tudo que eu tinha de pessoal no meu template era um contador que uma outra amiga, Roberta, havia colocado para mim.

Lógico que a mente de uma quase engenheira quis saber tudo de html, até apostilas baixei na internet. Mas não tive tempo de digerir o suficiente e mais uma vez fui contando com dicas de amigos, de comunidades do orkut e tentativas e erros para deixar o 1,65m de Sol com minha cara. Ainda não está, mas já gosto mais da aparência dele do que antes.

Foi com este tipo de curiosidade que comecei a fazer novos amigos.

Sou do tipo que no orkut não “add” estranhos. Tinha um pé atrás com amizades virtuais – achava que era gente querendo fazer volume na sua vida social. E também, há pouco, havia saído de uma enrascada amorosa de um site de relacionamentos, porque definitivamente o sujeito não era o que descreveu ser...

Mas, em blog é diferente, você vai de link em link, pára naquele que te atrai de alguma forma, se identifica e pronto estabelece-se uma relação tão gostosa, assim como disse a Grace, que até hoje me surpreendo com as deliciosas surpresas que conheci. Estava contando para o J. estes dias, estas pessoas são amigos que parecem que nada têm de diferente dos amigos que a gente escolhe no dia a dia. E fico feliz quando o sentimento é recíproco, quando um “eu gostei de você” vem de forma espontânea e sincera como já recebi.

Não vou citar nomes para não ter que escrever aqui quase todo mundo que está linkado ao lado, nem esquecer os que ainda não linkei por falta de tempo. Mas são pessoas que já fazem parte do meu coração, sinceramente falando. Gente pelas quais eu torço, choro, acompanho a vida, conheço cada dia mais um pouquinho de suas personalidades (muitas delas doces, apesar das agruras da vida de todos nós).

Portanto, além de ter um local meu, onde minha liberdade de expressão é autoridade máxima, ganhei de brinde (e, neste caso, o brinde é mais valioso que a compra) amigos.

PS: dando os créditos à quem iniciou a blogagem da qual não fiz parte: Micha.

sexta-feira, 24 de novembro de 2006

Ronaldinha

Sabem o que eu tenho no meio das pernas?
Joelho podre. Os dois.
É que eles são “vesgos”, a tal da patela – antigamente chamavam de rótula – não passa onde deveria passar, são desviadas (defeito de fabricação) e, por conseqüência, eu sou uma pessoa impedida de realizar certas atividades sem alguns cuidados.
Mesmo não fazendo esforço nenhum (só desço de vez em quando doze andares da faculdade pela escada, dou uns pulos nuns barrancozinhos no condomínio onde trabalho, etc.), e também não fazendo nada para ajudar, eles começaram a doer. Doem o tempo todo.
Suportável, confesso. Mas doem.
O diagnóstico desta vez? Inflamação, uma espécie de tendinite.
Incomoda, queima, mas pior mesmo é a vontade de estralar os joelhos o tempo todo.
Às vezes não estrala. Que agonia!
Ganhei como tarefa dez sessões de fisioterapia (a princípio somente dez). Agora a “caxias” aqui vai esperar acabarem as aulas, treze dias, para poder iniciar o tratamento.
Pergunta se eu falto no trabalho para fazer isto?
Não!
Definitivamente eu mereço sofrer esta dor.
Antes de finalizar, só uma pergunta: será que ficarei boa a tempo de dar umas voltas lá na 25 de março antes do final do ano?

quarta-feira, 22 de novembro de 2006

Singularidade Inicial


Eu juro que tento, mas não consigo me livrar desta ânsia de saber o princípio de tudo. Até que fazia bastante tempo que não tocava no assunto. Foi só ler a Época desta semana do meu colega de trabalho para tudo voltar.

A matéria falava sobre a ciência e fé, discutindo o fato da primeira querer acabar com a segunda.

Este não é meu maior drama, consigo compreender as duas no que tange a criação dos seres e do universo – pós big bang, diga-se de passagem. Consigo “misturar” as duas teorias. De que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus, por exemplo. Acredito que somos semelhantes aos macacos e isto basta. Ou consigo compreender que foi criada a Terra em sete dias. Oras, em épocas mais remotas o tempo era medido de forma diferente, logo a discrepância é aceitável.

A ciência em si, também não me traz mais dúvidas nas coisas que já conseguiu provar. Acredito que um dia os continentes foram unidos, que passamos por eras diversas onde não era possível haver vida com o calor e/ou frio intenso de certas épocas.

A pergunta que não quer me calar é: antes do big bang, antes da minúscula partícula que deu origem a tudo, o que havia? Porque aconteceu? Como?

Estava até sossegada no que tange estas questões. Mas, bastou ler a matéria, especialmente um quadro que questiona: “Deus existe?” para todas as questões voltarem à tona. Lá Alexandre Mansur e Luciana Vicária mencionam que o grande trunfo dos cientistas ateus é lembrar que a origem do universo não deixa lugar para a criação divina.

Continuam: “Segundo as teorias mais aceitas, o que havia era algo homogêneo e estável, chamado singularidade inicial. Estável, exceto pela probabilidade ínfima de sofrer uma perturbação quântica. E foi o que ocorreu. Esta flutuação precipitou o big bang e à criação do cosmo. O que havia antes dela? Nada, segundo os cosmotologistas.”

(...)

“Isso porque, antes da singularidade inicial, não havia tempo. O tempo é uma medida de transformação da matéria. Antes desse processo existir, o tempo não existia.”

Opa, péra-la! Antes de tudo existir que não existia nada, nem tempo, eu imagino. Inclusive penso que antes de tudo nem Deus existia, porque um dia Ele não existiu. De onde Ele veio afinal? Como? Por quê? Do nada?

Singularidade inicial? Isto lá explica alguma coisa? Apenas deram um nome ao que eu nem ao menos sei perguntar.

E mais uma vez não responderam ao que eu queria realmente saber.

Ok, podem me presentear com uma camisa branca que amarra atrás e deixa os braços imobilizados, haha!

PS: a quem interessar possa, já postei sobre isto antes aqui e aqui.

domingo, 19 de novembro de 2006

Sonho Possível

Fui selada pela Flavinha, já faz mais de uma semana a fazer um post sobre o tema Sonhos Possíveis, uma corrente que veio do blog do Leonardo do Indizível.
Não vou escrever aqui mais uma vez porque não pude fazer antes – já fiquei repetitiva.
Pensando no assunto, me deu vontade de falar do sonho de ter uma chácara um dia e poder adotar todos os vira-latas que eu acho que tem cara de “caídos da mudança” e acho que todos têm. E, juntando o fato da Flavia ter um sonho parecido e ter postado primeiro, preferi falar de um sonho que tomou conta dos meus devaneios e preencheu meus desejos durante todo este ano: viajar o mundo.
Talvez levada pelo stress ou pelo avanço inevitável da idade, juntando outros fatores (ainda achando que seja mesmo pela idade), me sinto meio vazia por não ter ido a outros lugares, saído do meu país. Tudo bem dei uma passada na Argentina e um pulo no Paraguai, mas não vale. Enquanto um monte de gente que conheço meteu as caras, saiu por aí, e eu cá fiquei, como já disse escolhendo o caminho mais concreto, ou melhor, do concreto.
E a vontade aflorou. Aquela invejinha básica (do bem gente) bateu. No orkut “encontrei” amigas de infância e da adolescência do outro lado do mundo. Uma na Espanha, outra na Inglaterra, outra na Suíça...
A Silvia, outra amiga, postando fotos da Europa em sua temporada de férias: Paris, Roma, praticamente todos os lugares que Dan Brown descreveu em Anjos e Demônios e no Código da Vinci, que eu havia acabado de ler. Passada a invejinha inicial, outra amiga, a Cida, me liga para dizer que lembrou de mim, porque esteve na França, visitou o túmulo do Jim Morrison, minha eterna paixão... Queria morrer!
Daí que para “melhorar” mais, minha priminha querida Chrisley voltou da Inglaterra, onde esteve trabalhando por uns anos e passou um final de semana em casa contando as delicias e as facilidades de com apenas um bilhete de trem conhecer outros países. Ir à Grécia, Itália, Espanha...
E eu que não tive coragem nem de mudar de estado quando meus pais se arrancaram para o Rio Grande do Norte, o que dirá sair por aí, como elas fizeram? Comecei a me sentir presa, culpada, arrependida, porque agora a idade chegou e não é tão mais fácil fazer assim: largar tudo e tentar a vida fora.
O que o diga à vida que o J. levou, perambulando por dois anos pelo mundo com uma mochilinha nas costas – aliás, este é um outro capitulo. Se eu quiser viajar com ele, só sobrou a China e a Etiópia, que ele ainda não conhece, rs.
Mas, independente de toda a ladainha descrita, meu sonho continua, floresce a cada dia e quem sabe, o ano que vem, quando eu finalmente for uma engenheira rica, não possa realizá-lo aos poucos, sem precisar deixar minha vida feita aqui, e melhorar este mapa que peguei no blog do DO, que mostra a porcentagem do mundo que você conhece (no meu caso, 1%)?



Crie seu mapa visitando o site

Convido mais algumas pessoas a contarem seus sonhos (parte da brincadeira) até o dia 23, prazo final das postagens: Carolina, Clara, Grace, Yvonne e Rose.

sábado, 18 de novembro de 2006

De volta à blogosfera

Meu TCC ficou pronto, finalmente. Entreguei minhas quase cem páginas hoje ao meu orientador, rezando para que ele ache que está pronto também. Sua correção só ficará pronta na próxima quinta, um dia antes do prazo final da faculdade... Socorro!
Foram noites e madrugadas varadas, terminando algo que adiei o máximo que pude. Simplesmente não agüento mais estudar. Passei os últimos vinte e cinco anos da minha vida fazendo isto. E ainda me arrisquei nesta segunda faculdade, fazer o quê? Era meu sonho.
Agora vêm as provas finais e em dezenove dias serei engenheira com CREA na mão. Resta-me limpar a casa, arrumar os livros, apostilas e artigos espalhados, tirar o pó que se acumulou nestes dias em que me dediquei ao compromisso final. Ufa, só de tirar este peso das costas, faço faxina cantando I’ll survive em alto em bom som.

Mudando de pato para ganso, e dando uma de Magui (embora ela pense diferente de mim em questões políticas), desabafo aqui uma indignação que tomou conta de mim estes dias.
Os tucanos, que dominam São Paulo há anos, mostram cada vez mais que andam levando em frente o lema da música do finado Raul Seixas, que pregava que a solução era alugar o Brasil... De maneira distorcida, claro. Eles não alugam, vendem descaradamente. E ao contrário da música, nós vamos pagar sim. E caro, mais uma vez.
O governador de São Paulo, Cláudio Lembo, mal esperou duas semanas do final das eleições e colocou as garras, ops, bico de fora. Assinou esta semana a privatização do Rodoanel Mário Covas. Uma obra que finalmente poderia desafogar o trânsito caótico na Grande São Paulo. Poderia né? Porque com esta moda de vender nossa terra, contrariando a constituição, tirando nosso direito de ir e vir – porque se a liberdade de transitar nas vias privatizadas é mediante pagamento de pedágios, respondam se forem capazes, onde está o direito?
O trecho Sul do Rodoanel, pedágiado, será construído com dinheiro privado (é o que dizem, porque no fim acabam financiados com dinheiro público, do povo). A “boa” notícia é: o trecho Oeste que passa perto de casa, e foi construído com o dinheiro público, será “concedido” no pacote e já teve aprovada a colocação de uma "bela" praça de pedágio. Sim, este é o investimento a ser feito nesta obra de grande utilidade que foi paga por nós. Pistas novas, feitas com a mais nova tecnologia em pavimento de concreto, será passada assim, a troco de mais prejuízo ao bolso do cidadão.
Estarei ilhada em meio a tantas praças. Primeiro foi a Rodovia Castello Branco, que me trazia para casa numa boa. Ganhou uma tal marginal, fechamento dos acessos às pistas antigas, e se hoje eu quiser fugir do pedágio tenho que dar uma volta de 12 quilômetros ou passear pela cidade vizinha, enfrentando trânsito, semáforos e contribuindo com mais um veículo nos congestionamentos.
Agora, o Rodoanel, que veio como uma solução à este drama, como uma ótima uma via de acesso para chegar a cidade, vai ficar no passado ou, se quiser “matar a saudade” terei que investir num módico pagamento de cinco reais. E para “melhorar”, veio de “brinde”, a aprovação concomitante dos chamados pedágios de bloqueio, que todas as rodovias que chegam ao Rodoanel terão antes, cada um custando “apenas” dois reais.
E, a intenção inicial da rodovia, em forma de anel, que era contornar São Paulo, cruzando todas as estradas que na cidade chegam, fazendo que quem estivesse apenas passando por aqui não precisasse transitar na zona urbana, contribuindo para a melhoria do trânsito, a meu ver terá efeito contrário: para fugir do pagamento de pedágio a tendência vai ser... Adivinhem? Entupir mais um pouquinho as vias urbanas, deixando as estradas, obras caríssimas, sendo pouco utilizadas, fazendo com que sua vida útil, em torno de 30 anos, exatamente igual ao tempo de “aluguel”, dure o bastante até que volte a ser nossa.
É o fim da picada. To bege!

Abaixo, para quem não é de São Paulo, um mapa do traçado do Rodoanel para melhor compreensão. Na cor marrom as rodovias cruzadas pelo anel viário.


PS: Flavinha querida, não esqueci de ti, meu próximo post terá o tema da "selada" que você me deu. Sou eu, finalmente, voltando a “blogar”, beijos!

sábado, 11 de novembro de 2006

Tirando as teias de aranha do blog

Diversão para os amigos que vierem me visitar nesta fase onde tudo que posso escrever está relacionado à drenagem urbana, na minha monografia com o prazo vencido.
Cliquem na foto abaixo (ela é um link) e me vejam no trailer do filme Penetras Bons de Bico.
PS: vocês podem brincar e entrar de penetra no filme também, vale a pena pelas risadas!


domingo, 5 de novembro de 2006

Vale a pena ler

Antes de abandonar este espaço por uns dias – estarei finalizando meu TCC - gostaria de pedir, para quem ainda não conhece, que visite o blog “Tenho Alma Cigana, e daí?”, da querida Grace.
Leiam seus relatos recentes (e anteriores) de suas viagens aos campos de refugiados na África. Suas considerações e histórias nos fazem pensar que qualquer problema é pequeno perto da vida que levam estas pessoas... Sem casa, sem identidade, sem um país...
Que todos pudessem perceber (inclusive eu) que nenhuma dor é tão grande quanto à destas pessoas. Que possam sentir o egoísmo que senti reclamando por problemas pequenos – que por vezes fazem a graça da vida - e que tentando nos livrar deste sentimento possamos batalhar para ser alguém melhor.
Achar que é o fim do mundo perder um amor, um emprego, não comprar uma roupa nova, não poder viajar...
Fome, doença, violência sexual, preconceito étnico, não ter mais uma cidadania, viverem sem as mínimas condições de dignidade, isto é só um exemplo do que li, e muitas vezes com lágrimas nos olhos. Alguns podem perguntar, como ela mesma já foi questionada: "Porque lá, na África, num campo de refugiados? No Brasil, não é preciso ir tão longe, para ver que tem gente em condições péssimas de vida também... "
Leiam, e entenderão que por pior que seja a situação, ainda estamos melhor e podemos fazer algo para ajudar, nem que seja simplesmente repassar ou fazer uma oração.
Parabéns pela coragem e exemplo Grace, grande beijo!
Uma sementinha foi plantada dentro de mim!

PS: Além dos links (em rosa) no texto a imagem acima, gentilmente cedida pela dona, também leva ao seu blog.

sexta-feira, 3 de novembro de 2006

What to (me too)

Minha primeira listinha em forma de post, peguei a onda com a Denise, que pegou de dois outros blogs. Reproduzo minhas preferências aqui, quem quiser é só copiar e espalhar.

What to Wear: Bata indiana, vestidos de todos os tipos, em especial com estampas tie-die, cachecóis, lenços, roupa nova com cara de antiga, um pouco de brilho, renda e roupa básica, depende to tempo, pressa e momento.
What NOT to Wear: Calça de cintura alta e boleros (a última moda que se alastrou como praga). Não gosto de me vestir de todo-mundo-tá-usando.
What to Shoe: Meu tênis Timberland no dia-a dia. Sandálias rasteira e de salto e botas. Amo botas. Sem esquecer meu scarpim vermelho.
What to Bag: Viciada em bolsas. Ultimamente não vivo sem a minha dourada, mas uso coloridas, de crochê, transparente, maletinhas. De preferência que tenha um "quê" de exclusivo/diferente e/ou choque as pessoas.
What to Denim: Adoro os de boca larga e de preferência com um ar retrô. Acho que nasci na época errada.
What to Makeup: Adoro, tenho de tudo, uso pouco (não dá para ir à obra superproduzida). Não vivo sem gloss.
What to Accessory: Cachecóis, lenços, brincos, bolsas, colares, braceletes - amo o meu de fios de cobre trançado.
What to Jewelry: Não tenho, não sonho com isto, teria dó de gastar meu dinheirinho em uma única peça e não poder usar com segurança.
What to Fragrance: Love’n blue – Jeanne Arthes, não vende no Brasil, preciso rebolar para conseguir um. E muitos outros que uso conforme o humor e, por falar em humor, adorei a nova fragrância com este nome da Natura, e a embalagem toda vermelha, um luxo.
What to Hair: Não vivo sem Masquintense da Keratase. Máscara da Dove como quebra galho, cremes de pentear da Natura e a salvação em ampola: Power Dose da L'oreal.
What to Eat: Minha própria comida e junk-food na rua, a porta da minha faculdade parece uma feira: de tapioca a yakisoba passando por milho cozido no pratinho para se comer de colher.
What to Drink: Vinho (todo dia), água, coca-cola e cerveja no boteco com os amigos.
What to Bargain: Acessórios e bugigangas de todos os tipos na Rua 25 de Março. Meu paraíso do consumo.
What to e-Bay: Ultimamente tudo: livros para o TCC, DVD Player, celular, cosméticos, Escova de Chocolate e até um computador novo. A maioria devidamente entregue na casa da minha vizinha, já que estou sempre fora.
What to Tee: A camisa do trabalho, rosa, um amor. E a que eu pretendo mandar fazer com uma foto da internet... Surpresa!
What to See: Se pudesse, cinema pelo menos uma vez por semana e, ultimamente todos os nacionais tem me atraído e não decepcionado, mas o TCC não deixa...
What to TV: Se acordasse cedo não perderia nenhum Auto Esportes aos domingos. Só com canais abertos, me contento com novelas, às vezes.
What to Listen: Tudo que antigo e o que é novo com cara de antigo, e acabei de descobrir Ludov e estou amando ouvi-los.
What to Read: Ultimamente literatura técnica sobre Drenagem Urbana e livros adquiridos no Sebo Fusquinha.

quinta-feira, 2 de novembro de 2006

Finados

Não deixando a data (que nada tem de comemorativa) passar em branco, escrevo uma historia real de arrepiar os cabelos da peruca:

Minha avó paterna, amada e querida, já havia morrido há alguns anos e meu avô vivia falando aos quatro cantos do mundo que quando morresse queria ser enterrado junto dela.
Bem, minha família nunca se deu ao trabalho de comprar uma tumba comunitária - eis um dos meus medos de morrer e ser enterrada no Cemitério do Ariston em Carapicuíba, dizem que quando chove alaga tudo e dá para ver os pés dos defuntos, isto se a família não for assaltada na hora da despedida final, cruzes.
Voltando ao assunto, como minha família não é proprietária de um terreno neste tipo de condomínio – minha avó foi enterrada na cova cedida pela família de sua irmã. O sonho do meu avô pouco tinha chance de ser concretizado, claro. Minha avó era irmã da dona do terreno, meu avô... Bem deixa pra lá.
Minha mãe, bem realista/escrachada/sincera dizia: “Seu Justino, o senhor não vai ser enterrado lá não. Até parece! Mas, não se preocupe que a gente dá um jeito, nunca vi defunto abandonado na rua!”
Eis que meu vovozinho morre. Onde enterrar?
O marido da minha tia, que não é parente dele (genro é parente?), confabulou com a família dele e arrumou um “buraco” num cemitério para meu avô finalmente descansar em paz.
E, pasmem, São Paulo é enooorme, tem zilhões de cemitérios e cada um deles de proporções gigantescas (dá até medo de se perder dentro) e a tumba da família deste meu tio (marido da filha do meu avô) que não tem nenhuma ligação com a família da irmã da minha avó era no mesmo cemitério. E mais inacreditável ainda: as duas covas ficavam (ficam) a alguns passos, na verdade uma calçadinha de uns 90 centimetros, de distância!
O último sonho do meu avô finalmente se concretizou, seus restos mortais jazem em paz ao lado da sua amada.

É ou não um grande causo de finados? Eu só acredito porque eu vi.