Querendo escrever sobre nada... Mas sentindo que não posso deixar muitos dias em branco neste lugar que imaginei ser um arquivo de baboseiras ou coisas sérias ou pirações ou informações ou o que eu quiser (e que quero) que seja registrado (?). Um lugar onde volto algumas vezes para ler o que eu pensava há alguns dias, meses atrás.
E acho que estou deixando muitas novidades passarem o prazo de serem escritas como... com "novidades"!
Muita gente que "me lê" não me conhece pessoalmente, e o público que cai aqui nem sabe ainda que eu já tive outro gato depois do Nakombi, que nestes últimos seis meses contabilizo quase dois mil reais gastos (onde quase mil só em vinte dias) para salvar a vida dela - é tive outro gato que era gata - que veio com uma cartelinha de remédios a tiracolo do abrigo de onde saiu - e ela já morreu.
Sério! Consegui "matar" dois bichinhos este ano.
Eu não, desta vez foi a bactéria pasteurella: gripe, bronquite, sinusite e outros "ites", anorexia, anemia, fígado destruído, sistema nervoso idem por causa dos remédios e, no fim, infecção generalizada, duas convulsões e uma paradinha cardíaca.
Praguejei contra Deus, praticamente uma herege, comecei a duvidar de Seu amor pelos animais.
Duro conseguir entender como um ser que não peca, "pagar" com a dor.
Enfim, quase trouxe um bichinho (um gatinho fofinho tomba-latas-querendo-ser-siamês) da obra do mutirão (viu como está tudo atrasado? nem contei que trabalho agora numa obra para a prefeitura e o sistema construtivo é mutirão).
(...)
Estou feliz e terei no meu acervo profissional a responsabilidade técnica de execução de casas de interesse social em mutirão.
(...)
O candidato da situação pode nem ganhar as eleições. E eu que sou apenas técnica, e não fico fazendo política, nem sei se continuo depois do dia 05.
Sim, existem cargos de confiança que não sejam na base da gratificação política como todos pensam.
E aprendi que políticos que se cercam de profissionais de verdade conseguem verba (pois grana tem lá nos ministérios para várias áreas) para realizar projetos.
E vou terminando outro post que digo muito e digo nada, porque agora eu vou treinar mais um pouco de dança do ventre (desta vez com véu) antes de dormir para ver se consigo fazer bonito, porque a dança da espada que dancei até que iria dar certo se a espada resolvesse ficar na minha cabeça, equilibrada como nos ensaios...
Boa noite!
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quarta-feira, 10 de setembro de 2008
quinta-feira, 10 de abril de 2008
segunda-feira, 3 de março de 2008
Uma carta do papai
O J. quis se despedir do Nakombi: "escrevi uma coisinha para você colocar no seu blog".
"Nakombi
Nako
Nakomilino
Nakotraficante
Preto
Pretinho
Peto
Mandela
Também já chamei ele de chato, sarnento, pulguento...
Muitas vezes eu o amaldiçoei, mas em dobro eu o admirei e me encantei com suas peripécias.
A notícia de sua partida me doeu no coração... Uma dor que ainda não havia experimentado.
Vai ser estranho não vê-lo convidando a turma do bairro para comer em casa.
Vai ser difícil olhar para o cantinho onde ele ficava e vê-lo vazio.
Mas, o que me alivia o peito, é saber que ele está no céu dos gatos, correndo atrás de papel amassado, revirando lixo.... E, tenho certeza que ele lá de cima olha para baixo e dá uma ronronada.
Nako, se vc puder ouvir (ou ler) saiba que papai te ama."
J.
"Nakombi
Nako
Nakomilino
Nakotraficante
Preto
Pretinho
Peto
Mandela
Também já chamei ele de chato, sarnento, pulguento...
Muitas vezes eu o amaldiçoei, mas em dobro eu o admirei e me encantei com suas peripécias.
A notícia de sua partida me doeu no coração... Uma dor que ainda não havia experimentado.
Vai ser estranho não vê-lo convidando a turma do bairro para comer em casa.
Vai ser difícil olhar para o cantinho onde ele ficava e vê-lo vazio.
Mas, o que me alivia o peito, é saber que ele está no céu dos gatos, correndo atrás de papel amassado, revirando lixo.... E, tenho certeza que ele lá de cima olha para baixo e dá uma ronronada.
Nako, se vc puder ouvir (ou ler) saiba que papai te ama."
J.
sábado, 1 de março de 2008
Ninho vazio
Nunca mais barriguinha para cima igual a um cachorrinho.
Nunca mais esperinha no portão ou corridinha de algum lugar onde fazia seus passeios chegando atrasado na espera da mamãe.
Nunca mais um ronronar coladinho ao corpo.
Nunca mais espantar o corpinho preguiçoso no tapete do banheiro.
Nunca mais olhar a carinha sentada na água do box depois de lamber a deliciosa água do chão.
Nunca mais ouvir o croc-croc das mordidinhas na ração.
Nunca mais salvá-lo das alturas perigosas ou dos gatões malvados das gangues de rua.
Nunca mais desacreditar que gatos têm medo de água ao vê-lo chegar enxarcado da rua.
Nunca mais vê-lo brincar com caixas de papelão, bolinhas de papel ou sacos plásticos.
Nunca mais disputar de volta meu carretel de linha.
Nunca mais tirar a mãozinha enxerida da gaveta de bijouterias.
Nunca mais ver a cabecinha entrando embaixo da mão para receber cafunés.
Nunca mais ouvir o tilintar do guiso da coleirinha chique com strass.
Nunca mais ser chamado de Cocada, por causa da gravatinha que teimava em ficar em pé.
Nunca mais precisar ser pego para tomar doses de remédios porque simplesmente queria ser maloqueiro como os outros e inventou uma sarninha teimosa.
Nunca mais bronca porque roubou o saco de pão.
Nunca mais a felicidade por uma comidinha proíbida, mas deliciosa.
Nunca mais disputar um lugar no travesseiro com a cabeça da mamãe, ou chegar de mansinho de madrugada para dormir pertinho dela.
Nunca mais um pulo de supetão no colo.
Nunca mais uma deitadinha em cima do estabilizador quentinho.
Nunca mais um passeio em cima dos projetos de trabalho da mãezinha.
Nunca mais uma cochilada preguiçosa no telhado, ou chão ensolarado pela manhã.
Nunca mais...
Por que Nakombizinho você não saiu debaixo daquele carro, por que eu que vi que você estava deitado ali não suspeitei que pudesse não se levantar?
Sentir seu corpinho embaixo da roda. Seu gritinho e a corrida desesperada que deixou até o médico de bichinhos surpreso por conseguir fugir com sua coluninha partida, seu corpinho partido ao meio.
O desespero das quase 36 horas de busca, às vezes ouvindo seu miadinho e pensando que não vinha porque estava com medo da sua mãezinha.
Você já não podia andar, não conseguia.
Sede, fome, calor embaixo daquela telha durante dois dias.
Seu corpinho sem respostas quando a mamãe te achou, esperando-me para dar um último miadinho e receber o último cafuné.
Esperando encontrá-lo para que a mamãe soubesse que você não estava com medo dela e sim querendo socorrinho, que a amava.
Meu pequeno herói.
O heróizinho que viveu pouco tempo, mas fez sua mãe tão feliz com sua presença.
Seu rabinho quebrado era seu charme, a barriguinha peluda que não se via pele, o sinal que vinha das sobrancelhas em direção às orelhas que lhe davam um ar diferente só seu.
A boquinha, os olhinhos...
A saudade dói demais, a casa está vazia Nakomilino, Nakombizinho, Nako, Nakombilindo, filhinho da mamãe.
Nakombi.
(12/03/2007-28/02/2008)
quinta-feira, 2 de novembro de 2006
Finados
Não deixando a data (que nada tem de comemorativa) passar em branco, escrevo uma historia real de arrepiar os cabelos da peruca:
Minha avó paterna, amada e querida, já havia morrido há alguns anos e meu avô vivia falando aos quatro cantos do mundo que quando morresse queria ser enterrado junto dela.
Bem, minha família nunca se deu ao trabalho de comprar uma tumba comunitária - eis um dos meus medos de morrer e ser enterrada no Cemitério do Ariston em Carapicuíba, dizem que quando chove alaga tudo e dá para ver os pés dos defuntos, isto se a família não for assaltada na hora da despedida final, cruzes.
Voltando ao assunto, como minha família não é proprietária de um terreno neste tipo de condomínio – minha avó foi enterrada na cova cedida pela família de sua irmã. O sonho do meu avô pouco tinha chance de ser concretizado, claro. Minha avó era irmã da dona do terreno, meu avô... Bem deixa pra lá.
Minha mãe, bem realista/escrachada/sincera dizia: “Seu Justino, o senhor não vai ser enterrado lá não. Até parece! Mas, não se preocupe que a gente dá um jeito, nunca vi defunto abandonado na rua!”
Eis que meu vovozinho morre. Onde enterrar?
O marido da minha tia, que não é parente dele (genro é parente?), confabulou com a família dele e arrumou um “buraco” num cemitério para meu avô finalmente descansar em paz.
E, pasmem, São Paulo é enooorme, tem zilhões de cemitérios e cada um deles de proporções gigantescas (dá até medo de se perder dentro) e a tumba da família deste meu tio (marido da filha do meu avô) que não tem nenhuma ligação com a família da irmã da minha avó era no mesmo cemitério. E mais inacreditável ainda: as duas covas ficavam (ficam) a alguns passos, na verdade uma calçadinha de uns 90 centimetros, de distância!
O último sonho do meu avô finalmente se concretizou, seus restos mortais jazem em paz ao lado da sua amada.
É ou não um grande causo de finados? Eu só acredito porque eu vi.
Minha avó paterna, amada e querida, já havia morrido há alguns anos e meu avô vivia falando aos quatro cantos do mundo que quando morresse queria ser enterrado junto dela.
Bem, minha família nunca se deu ao trabalho de comprar uma tumba comunitária - eis um dos meus medos de morrer e ser enterrada no Cemitério do Ariston em Carapicuíba, dizem que quando chove alaga tudo e dá para ver os pés dos defuntos, isto se a família não for assaltada na hora da despedida final, cruzes.
Voltando ao assunto, como minha família não é proprietária de um terreno neste tipo de condomínio – minha avó foi enterrada na cova cedida pela família de sua irmã. O sonho do meu avô pouco tinha chance de ser concretizado, claro. Minha avó era irmã da dona do terreno, meu avô... Bem deixa pra lá.
Minha mãe, bem realista/escrachada/sincera dizia: “Seu Justino, o senhor não vai ser enterrado lá não. Até parece! Mas, não se preocupe que a gente dá um jeito, nunca vi defunto abandonado na rua!”
Eis que meu vovozinho morre. Onde enterrar?
O marido da minha tia, que não é parente dele (genro é parente?), confabulou com a família dele e arrumou um “buraco” num cemitério para meu avô finalmente descansar em paz.
E, pasmem, São Paulo é enooorme, tem zilhões de cemitérios e cada um deles de proporções gigantescas (dá até medo de se perder dentro) e a tumba da família deste meu tio (marido da filha do meu avô) que não tem nenhuma ligação com a família da irmã da minha avó era no mesmo cemitério. E mais inacreditável ainda: as duas covas ficavam (ficam) a alguns passos, na verdade uma calçadinha de uns 90 centimetros, de distância!
O último sonho do meu avô finalmente se concretizou, seus restos mortais jazem em paz ao lado da sua amada.
É ou não um grande causo de finados? Eu só acredito porque eu vi.
quinta-feira, 10 de agosto de 2006
Farsa, filosofia barata, charlatanismo e etc...
... e viver continua sendo estranho. Nem estou tão velha assim e já perdi a conta nos dedos de gente que eu conheço que se foi, digo, morreu mesmo.
Gente da minha idade.
Deixou de existir de uma hora para outra...
Até namorado eu já perdi.
Hoje foi mais uma pessoa que eu conhecia, uma garota.
Mesmo ela não fazendo parte do meu círculo social (quase extinto dada a infinidade de afazeres desta minha vida), uma notícia de morte sempre mexe com a gente.
E tem os sopros de vida nova no ar também, fazendo com que eu fique filosofando (charlatanamente, diga-se de passagem) ... Porque acabei de vir da casa da Lu e fiquei um tempão com a Gabriela, a bebê adorada filha da minha irmã adotiva por opção nossa.
Comprovei mais uma vez com a Gabi, a eficácia da Lei de Murphy: tente fotografar uma criança e ela não ficará quieta, tente filmá-la e ela será como uma múmia petrificada. Tentei fotografá-la....
E, por falar em charlatanismo, cada dia que passa eu começo a acreditar mais na verdade de eu ser uma farsa.
Eu sou uma farsa, até para mim.
Fico me culpando por saber que os outros me admiram, me acham guerreira, vitoriosa, estudiosa e todos os etecéteras - tá, tudo bem, não é fácil viver sozinha há oito anos em SP e conseguir terminar a segunda faculdade, ter sido reconhecida no emprego e ainda dar o gosto aos meus pais da filha deles ter uma vida decente e não ter engravidado sem casar...
Mas, escrevi apenas duas folhas (sem revisão ainda) do meu TCC apesar de ter feito um monte de pessoas viajarem na minha empolgaçao ao falar sobre meu tema...
Além de charlatã convicta acho que sofro de escapismo, se é que é possível alguém sofrer disto. Se não for, já deixo corrigido, não sofro, o que costumo mesmo é praticá-lo...
E a quem interessar possa: recebi meu primeiro e-mail resposta em inglês que prontamente teve sua tréplica.
Gente da minha idade.
Deixou de existir de uma hora para outra...
Até namorado eu já perdi.
Hoje foi mais uma pessoa que eu conhecia, uma garota.
Mesmo ela não fazendo parte do meu círculo social (quase extinto dada a infinidade de afazeres desta minha vida), uma notícia de morte sempre mexe com a gente.
E tem os sopros de vida nova no ar também, fazendo com que eu fique filosofando (charlatanamente, diga-se de passagem) ... Porque acabei de vir da casa da Lu e fiquei um tempão com a Gabriela, a bebê adorada filha da minha irmã adotiva por opção nossa.
Comprovei mais uma vez com a Gabi, a eficácia da Lei de Murphy: tente fotografar uma criança e ela não ficará quieta, tente filmá-la e ela será como uma múmia petrificada. Tentei fotografá-la....
E, por falar em charlatanismo, cada dia que passa eu começo a acreditar mais na verdade de eu ser uma farsa.
Eu sou uma farsa, até para mim.
Fico me culpando por saber que os outros me admiram, me acham guerreira, vitoriosa, estudiosa e todos os etecéteras - tá, tudo bem, não é fácil viver sozinha há oito anos em SP e conseguir terminar a segunda faculdade, ter sido reconhecida no emprego e ainda dar o gosto aos meus pais da filha deles ter uma vida decente e não ter engravidado sem casar...
Mas, escrevi apenas duas folhas (sem revisão ainda) do meu TCC apesar de ter feito um monte de pessoas viajarem na minha empolgaçao ao falar sobre meu tema...
Além de charlatã convicta acho que sofro de escapismo, se é que é possível alguém sofrer disto. Se não for, já deixo corrigido, não sofro, o que costumo mesmo é praticá-lo...
E a quem interessar possa: recebi meu primeiro e-mail resposta em inglês que prontamente teve sua tréplica.
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