sábado, 23 de maio de 2009

Amor

Acompanhando a letra da música do Marcus Vianna vou confessar aqui o que realmente move minha vida.

Ao contrário do que muita gente que me conhece pensa, do que minha imagem passa e até mesmo do que eu escrevo, não é o trabalho, a garra, a força, ou qualquer outra coisa que minha personalidade forte possa passar, é o AMOR, com letras garrafais mesmo, o que me faz seguir em frente. O que me faz suspirar e ter forças para levantar a cada dia.

Pieguice máxima que espanta quem vê a Carlinha guerreira, desbocada, tatuada, cabelos vermelhos, cara de pau.

Máscara? Talvez. Ou melhor, com certeza. No fundo sou a pisciana romântica nata.

A letra da música reflete o momento, ou quiçá, todos os momentos desta minha vida. E, embora tenha passado os últimos meses escutando-a diariamente quando assistia a novela O Clone e chegando a ter raiva do refrão toda hora que a Jade olhava pro Lucas, parei nas últimas semanas para prestar atenção na letra.

Minha maneira de ver e encarar o amor totalmente transformada em letra de música. Meu "eu".

Brega? E daí? Já que estou pagando o mico mesmo. Vou até desenhar!!!

Ah! Se pudéssemos contar

As voltas que a vida dá
Pra que a gente possa
Encontrar um grande amor...

É como se pudéssemos contar
Todas estrelas do céu
Os grãos de areia desse mar
Ainda assim...

Não tenho medo de morrer solteira, de não usar um vestido de noiva, de não jogar bouquet e o escambau (tá, até deve ser legal passar por todo este ritual que deve levar uma grana preta da gente), mas, confesso, meu medo maior é ver a vida passar em branco. E passar em branco, para mim, significa não amar e ser amada. Não perder o fôlego de tanto amor e paixão que parecem explodir dentro do peito.

Pobre coração
O dos apaixonados
Que cruzam o deserto
Em busca de um oásis em flor
Arriscando tudo por
Uma miragem
Pois sabem que há uma fonte
Oculta nas areias...

Amar de verdade, de doer. Amar de te fazer querer mudar de planos, de trocar de ares (mas, sem jamais perder sua essência), sem medo de deixar a segurança da rotina de quem tem medo, de quem é racional...

Bem aventurados
Os que dela bebem
Porque para sempre
Serão consolados...

E assim, amando, sinto que estou viva. Só assim...

Somente por amor
A gente põe a mão
No fogo da paixão
E deixa se queimar
Somente por amor...

Não há dinheiro, luxo, fama, posição, glamour que seja tão atraente... Nada na vida justifica correr riscos insanos se não for por amor.

Movemos terra e céus
Rasgando sete véus
Saltamos do abismo
Sem olhar pra trás
Somente por amor
E a vida se refaz...

Quebrando a cara, caindo, sentindo dor, rasgando o peito. Se não for o suficiente pra te fazer "saltar do abismo, sem olhar pra trás" não é amor que tenha valido a pena.

E mesmo que meu momento atual seja o de estar repensando, de estar sentindo que talvez eu não aguente mais... Mesmo que eu queira dar uma de Forest Gump e sair correndo, se o amor não provocar tudo isto, não terá sido o bastante. Não terá sido amor.

E mesmo que o amor machuque, não mata. Um dia a gente levanta, faz uns curativos, ganha mais uma cicatriz, e... E lá vou eu me jogando novamente, às vezes na mesma comédia romântica, sempre correndo atrás do que realmente importa: o amor.

Porque...

A vida se refaz
E a morte não é mais
Pra nós!...

(A Miragem - Marcus Viana)