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sábado, 26 de maio de 2007

O que estou lendo

A Cris, do Fragmentos de Mim, me "selou" para escrever sobre o livro que estou lendo... Como ando com a vida profissional (e social) agitadissíma, acabei tendo pouco tempo para internet e, para meu vício maior, depois dos cosméticos, que é a leitura...
Batendo todos os recordes deste ano, empaquei em dois livros ao mesmo tempo, há umas duas, ou mais semanas.
E, como tenho que falar justamente sobre os livros que estou lendo no momento... Então, lá vou eu mais uma vez, falar sobre eles neste blog:


No Bunker de Hitler - Joachim Fest: Livro que fala sobre os últimos dias da vida do Ditador Alemão, nos fins da guerra. Relatos da rotina dentro do bunker - refúgio no subsolo - bem como seus sinais de loucura... Me interessei pelo tema, após ler vários livros sobre guerra, dentre eles "O Diário de Anne Frank". É um tipo de leitura, por não ser romance (que eu adoro) mais díficil de ser mastigada pela mente, e eu já sabia de antemão que não leria rápido (o que é bom, pois haja grana)... Mas, além disto, juntou a vontade de ler um outro, emprestado, que me pareceu interessante e, eu prometi devolver em uns quatro dias (já se passaram quase duas semanas), que é:


Educação Financeira - Prof. José Pio Martins: um livro que tem a intenção de nos educar para o mundo financeiro, aplicando os conceitos de econômia no dia-a-dia... Bem interessante, de leitura clara e fácil, está cumprindo, até o momento, em elucidar as questões que faltam à todas as pessoas nas escolas.

Enfim, é isto. Nem sei mais quanto tempo gastarei até terminá-los, haja vista que ando numa correria desenfreada com a vida... E, ainda inventei de adotar um gatinho (outras sete vidas para tomar conta)...


Mais do que eu li este ano aqui e aqui.

domingo, 13 de maio de 2007

Dia da minha mãe

Esta data me fez lembrar que mãe é unica né?

Que mãe, senão a minha teria mandado cesta básica (cheia de miojos e sopas prontas) pelos Correios, quando eu ganhava apenas quatrocentos reais, e já morava sozinha e ela achava que eu poderia morrer de fome?

Que mãe, aproveitaria a viagem de volta à SP de cada um dos amigos que íam passear em Natal, e encheria um isopor com congelados delíciosos, do tipo coxinhas, esfihas e feijoadas para me entregarem, senão a minha?

Que mãe viajaria de férias para minha casa e, em vez de passear, faria reformas e faxinas na minha casa, senão a heroína que me pôs no mundo?

E quem mais, poderia ter permitido com seu sexto sentido fudido que eu ainda tivesse meu braço esquerdo hoje em dia? A Cidinha, é claro?

Já que a curiosidade mata o gato, deixa eu contar:

Estava com dez anos de idade, havia acabado de ser socorrida num hospital público perto da escola onde eu estudava, o braço quebrado depois de pular mula (lembram desta brincadeira?)...

A escola liga para casa, minha mãe vai me buscar e resolve conversar com um amigo médico, que disse: "Se vocês tem convênio, leve a menina, porque o caso é grave. Talvez precise de cirurgia."

Em casa, por volta das oito da noite, de bracinho engessado, minha mãe diz que vai me levar à uma consulta.

"Agora mãe? Deixa para amanhã, já fui socorrida mesmo..." - disse eu.

"Não filha, vamos agora." - foram as palavras dela.

Depois de alguns minutos em que eu tentei convencê-la de que poderia aguentar até o dia seguinte, afinal que diferença faria ter sido socorrida por um médico do governo e outro do convênio, ela me arrasta gentilmente até o carro rumo ao tal hospital que ela queria...

Chegando lá, as únicas palavras da médica ninja que só de ver a cor dos meus dedos pôde dar um diagnóstico foram: "Corra ao Hospital das Damas, porque a esta hora não temos mais ortopedista e se esta garotinha não tirar este gesso em 20 minutos o braço dela grangrenará".

Caracoles!

Já no Hospital das Damas, na sala da ortopedia, o médico não queria me atender. Esbravejava com minha mãe que meu caso era grave, que ele não ía colocar a mão na merda que outro tinha começado... E ainda xingava a coitada por ter "me levado" em médico ruim.

Daí que a mamãezinha da pessoa que vos escreve, vira na Giraia, pois por quê cargas d'água ela deveria ser culpada se o foi o "melhor" que a escola podia ter feito por mim? Isto que na época, ainda furamos a longa fila do atendimento com o desespero da professora...

Bem, só sei que eu via que a briga estava dando em nada, meus vinte minutos derradeiros como uma pessoa com dois braços se esgotando, começo a chorar... O médico-bonzinho-que-brigava-com-minha-genitora diz: "Só vou tirar por causa da menina, mas ela só sai daqui se for para uma internação pois vai ter que operar, o osso fraturado dela saiu do lugar...".

Enfim, operei, tenho dois braços saudáveis, mas penso até hoje, por que diabos, minha mãe, me vendo com gesso, em casa, tranqüilinha, pronta para dormir, insistiu em me levar ao hospital em plena noite, sendo que eu já estava "socorrida"?

Coisas de mãe... Porque se fosse pela filha, teria acordado no dia seguinte, com um bracinho morto, pronto para ser decepado...

É por estas e outras, que temos que comemorar o dia da minha mãe, não hoje apenas, mas todos, todos os dias!

Ah, sem ser egoísta, viva os dias das suas mães também!

PS: post fazendo parte da blogagem coletiva proposta pela Micha.

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Uma imagem


Penso que blogar deve ser por prazer... Escrever o que, como e quando quiser. Acredito que deveria ser uma linha seguida por todos, excetuando-se aqueles que fazem do blog profissão.


Hoje tem blogagem coletiva, proposta pela Micha, em que cada um deve pode postar uma imagem que goste e os amigos escrevem o que acham dela, a sensação que elas passam.

Então, hoje o texto é seu... Mãos à obra (se quiser, rs).

Gabriela


PS: é uma das fotos mais recentes que tirei e uma das que mais gosto de ver.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

Retrospectiva 2006

De acordo com a Micha, hoje é dia de retrospectiva, e de falar sobre os planos para 2007.

Como aluna aplicada, e às vezes precisando de temas para escrever outras coisas, vamos lá:



(Escrever é terapia, desde os doze anos coleciono diários tradicionais).

Foi no ano de 2006 que decidi criar este blog, nem eu mesma sabia como era bom isto aqui. Por vezes me assusto com o teor de meus devaneios publicados e tenho pena das pessoas que lêem e se preocupam, porque já que fiz alguns amigos aqui. Porém se fez necessário para que eu me libertasse de algumas angustias e pudesse compartilhar sentimentos (entre eles alegria e amor) que ficam atolados na garganta precisando de um escape.

Também foi o ano em que consegui realizar um dos sonhos da minha vida, ser engenheira civil. Acabei de concluir a tão sonhada faculdade. Por sinal paguei o diploma hoje (no sentido de dar entrada nos papéis na faculdade e não de comprá-lo, meu sonho foi conquistado no verdadeiro sentido da palavra). Ainda não caiu a ficha do que significa isto, mas um peso enorme da tensão dos estudos saiu das costas...

Na parte emocional da vida, digo que comecei com o pé direito. Estava totalmente feliz e equilibrada, feliz comigo mesma, e gostaria que tivesse sido sempre assim... Mas já foi um grande passo, aprendi que em primeiro lugar na minha vida sou eu, embora nem sempre tenha praticado isto.

Principalmente porque Deus me deu um Presentinho em 2005, mas foi em 2006 que se configurou presença na minha vida mesmo. O sonho do amor. Que delicia de momentos que passei, da espera, da cumplicidade, da amizade, dos sonhos em comum, do amor verdadeiro. Pela primeira vez na vida me senti completa, feliz e não tinha medo de dividir com ninguém o que sentia... Brilhava os olhos a qualquer pessoa, mesmo que estas não quisessem ver.
Entro em 2007, sem saber se este “presente” continuará a fazer parte da minha vida. Se foi apenas algo com duração limitada, eterno enquanto durou. Não sei, deixa o Sr. Ano Novo resolver, o que não está em minhas mãos, resta esperar.

"Concedei-me Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que eu não posso modificar, coragem para modificar aquelas que eu posso, e sabedoria para distinguir umas das outras”.
Confesso que ainda não tenho planos mirabolantes ou concretos, embora nunca deixe de sonhar com um mundo melhor (sou pisciana nata), os sonhos estão turbulentos, há tanto que se fazer, que se realizar. Não sei se presto concurso público, se troco de carro, se me mudo para Natal, se procuro outro emprego, se faço uma pós, se dou entrada no meu primeiro apartamento (a casa aqui é do meu pai)...

Deixarei rolar, e escolherei o que me parecer melhor diante das circunstâncias. Sem sonhos programados, mas não sem desejar (viagens).

De concreto, pretendo apenas me matricular numa aula de Pilates, desenvolver HTML como terapia, praticar Autocad e realizar algum trabalho voluntário – penso a princípio em dar aulas aos pedreiros e ajudantes do condomínio em iniciação técnica na construção civil (leituras de plantas, pequenos cálculos de volumes, áreas, inclinações, consumo de material). Acho que terei tempo, e fatores externos dificilmente influem em planos deste estilo e, se influírem, não será nenhum castelinho de Cinderela desmoronando.

O resto, que venha o que tiver que ser, pois qualquer que seja, será o melhor. Sempre é. Até porque estou meio cansada de planejar, vamos ver se consigo.

E ficam registrados aqui meus sinceros votos de tudo de bom em 2007 para todos, para o caso de eu não voltar postar até o ano que vem! (Adoro falar “ano que vem”, parece tão longe e é só daqui a três dias).

Beijos e sonhos realizados, programados ou não.

sábado, 23 de dezembro de 2006

Meu(s) Mico(s) Publicável(eis)

De tantos micos colecionados ao longo da vida nos mais variados temas, escolhi postar sobre meus micos com carros. Dada minha tendência Chaves de ser, posso me dar ao luxo de dividi-los em fases do pré e pós desenvolvimento como motorista.

Quando ainda não dirigia:
Em uma bela manhã perto de casa, num ponto de ônibus, estava eu ali na espera para ir ao trabalho. Todo mundo sabe que quem está parado lá vai “pegar” um trem, pois os coletivos que naquela parada passam têm como destino uma das duas estações próximas. Natural demais aparecer uma carona de um amigo.

Bem lá estava eu, sonolenta e talvez mais chaves ainda por isto, vejo um vizinho, daqueles que moram na mesma rua e o grau de intimidade é apenas um simples “oi” ou “bom dia”, encostando-se ao meio fio e gesticulando na minha direção oferecendo uma carona. Ainda hesitei, mas como percebi apenas a minha presença naquela hora do dia no ponto, caminhei em direção ao carro.

Assim que abri a porta dianteira, percebo a gafe. O convite não era para mim, e sim a um amigo íntimo e contumaz caroneiro dele, que já estava abrindo a porta posterior (sorte o carro ter 4 portas nestas horas, senão a confusão seria maior). Percebendo o mico e já craque em fingir não perceber situações micadas por mim provocadas, sento bela e formosa no banco da frente enquanto o tal amigo sentava no banco traseiro totalmente confuso e meu vizinho mais transtornado arrancava dali com o carro, pois a esta altura todos estavam envergonhados, num silêncio constrangedor que foi quebrado com um óbvio “vai pra estação?”. Eu disse sim, ninguém tocou “no assunto” e ele passou a me oferecer caronas de verdade, onde um papo menos frio foi surgindo dia a dia.

Na fase de praticar a direção:
Já habilitada, no meu atual trabalho, quando da época da contratação fui questionada se “sabia dirigir”, com sinceridade respondi “tenho carta, mas não carro, daí a dizer que sei dirigir há uma grande distância”. Até evitava pegar nos carros, mas meu chefe pregando que cada vez que eu convidava algum colega a me levar a algum lugar estava perdendo dois funcionários num serviço só, delicadamente me mandou um recado dizendo que se eu tivesse medo de dirigir deveria começar a perdê-lo.

Obediente que sou, passei a me aventurar nas ruas internas do residencial e posteriormente em serviços externos. Um belo dia me propus a buscar um dos carros que estava na retifica refazendo o motor, aproveitando que precisava resolver um problema de iluminação publica na Eletropaulo, já na ida esqueci o cheque do pagamento do serviço no ônibus quando deste descia para pegar um outro que cortava caminho, percebendo a tempo, desço esbaforida deste e fico a esperar pelo primeiro, onde o gentil motorista me entregou o envelope cheio de vontade de rir da minha trapalhada.

Voltando ao condomínio naquela viatura que servia aos serviços internos de segurança resolvi pegar uma estrada que cortava caminho tendo que passar por uma rotatória. Cumpre esclarecer que em Barueri, estas praças desobedecem tudo que aprendi na auto escola e no curso de traçados de estradas da faculdade de que a preferência na direção é de quem nelas estão. Claro que esta discrepância da lei, desconhecida por mim, pela primeira vez ali não resultaria em boa coisa. Preocupada com o caminho, dirigindo devagar por causa de estar reconhecendo o novo motor do carro e por puro reflexo da via que ali chegava não corri, mas mesmo a vagareza proposital não foi suficiente para evitar que surgisse um motoqueiro na minha frente, se estrebuchasse no capô do Gol e em questões de segundos se estatelasse no asfalto – a moto voou longe.

Correria com policia, confusão com pessoas na rua confundindo o veículo da zoonoses com uma ambulância e eu gritando “este não, é de carregar bichos”, fui ao hospital, com o carro sendo guiado por um dos policiais que tentavam me acalmar (eu não estava machucada), mas o desespero me impedia de agir normalmente e tive a sorte de ser vista entrando no pronto socorro por um amigo (Zhé) que muito prestativo me acompanhou a delegacia e deu apoio moral o tempo todo.

Meus chefinhos não poderiam ser melhores, compreendendo a horrível desempenho da rotatória, sabendo dos inúmeros casos de acidentes ali ocorridos, me deram apoio e politicamente corretos me orientaram a ligar para o rapaz no dia seguinte, oferecendo remédios.
Adivinhem o que a mulher dele me pediu? Carona para levar seu marido para fazer os curativos no hospital! Como a lei de Murphy impera na vida de quem é mais do que atrapalhada como eu, nenhum funcionário habilitado do condomínio estava a disposição aquele dia. Retorno à ligação a casa do simpático enfermo e questiono a sua esposa se ele teria coragem de ir comigo de carro. E ele aceitou! De posse desta vez da Saveiro, chego em sua residência e sou mais que bem recebida, com cafezinho acompanhado de uma proposta: como na Saveiro só caberia o motoqueiro e eu, fui convidada a guardar o carro do trabalho em sua garagem e dirigir o carro do cara que eu havia atropelado um dia antes.

E o incrível de tudo não para por aí, o carro era um Gol velho, 4 marchas e tinha um cabo de acelerador mais duro que tudo. Orientada por sua esposa a pisar fundo, pois senão o carro mal andaria ainda tive que ouvi-la reclamar com o marido dizendo “está vendo, ela que sabe (!) dirigir está tendo dificuldade com esta velharia, você reclama de mim que ainda estou aprendendo...”. Tremendo mais que vara verde, não podia acreditar que aquela história era real e eu uma das personagens.

Já sabendo dirigir:
Resolvemos eu e uma amiga (tão chaves quanto eu e a quem devo o batismo do apelido) nos aventurar pelo centro de São Paulo, numa área nobre e badalada em barzinho da moda.

Conversando distraidamente, já havíamos chegado à Avenida Faria Lima, endereço do bar que seria comemorado o aniversário de uma outra amiga, paradas no “congestionamento” por mais de dez minutos comentamos a nossa sorte de ter escolhido a única fila que não andava daquela pista. Mais uns cinco minutos se passaram para ela perceber que o motorista da frente não tinha cabeça, que se o carro estivesse andando, só poderia estar sendo guiado por controle remoto ou uma espécie de piloto automático. Para cair a ficha de que estávamos literalmente estacionadas, numa perfeita baliza atrás de outros veículos na mesma condição, precisamos abolir a vergonha, pois tudo isto estava acontecendo na calçada oposta ao lugar que deveríamos nos encaminhar em seguida. Com cara de paisagem dirigi meu possante até o manobrista e mais uma vez como se nada tivesse acontecido, entreguei-lhe a chave e com passos de miss fomos até a recepção. Não sem dar muitas risadas depois com a bela mancada.

Então, quando disser que sou chaves, ou roteirista natural de boas histórias para o Retrato Falado, espero que ninguém nunca mais duvide deste dom a mim concedido desde o nascimento.


PS: Post que faz parte do projeto mico publicável do Leonardo.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

Projeto Mico Publicável

Não posso esquecer (e deixar de lembrar os amigos) da proposta do Leonardo do Indizível sobre o projeto "mico publicável", onde cada um tem que postar sobre o tema explícito no título dado.

Estou escolhendo algumas de minhas maiores gafes/causos/mancadas para poder postar, pois as alternativas são infinitas dada a minha natureza "Chaves". Digo que daria temas para a Denise Fraga pelo resto do novo ano (!) para seu quadro no Fantástico, o Retrato Falado.

Até o dia 24 de dezembro (prazo final), como presente de natal, salvo forças de natureza oculta, postarei aqui.

Faz parte do projeto convidar alguns amigos para participarem, como quase todos do meu círculo bloguístico participaram do antigo (sonho possível) e já foram devidamente convocados pelo Leo para este novo, deixo em aberto aqui (e em tempo hábil) o convite (lembrete) para quem quiser aderir a idéia de revelar seus micos também.

Maiores informações cliquem aqui.

domingo, 10 de dezembro de 2006

Clarice Lispector


"Onde aprender a odiar para não morrer de amor?"
(Laços de Família – 1960)


Apenas uma citação, que mais que combina com meu momento atual, da Clarice Lispector , escritora que dispensa maiores apresentações, para não deixar passar em branco as datas de ontem (29 anos de sua morte) e hoje (86 anos de seu nascimento) na linda homenagem proposta pelo Lino Resende em formato de blogagem coletiva.
Update: preciso dar mais um crédito aqui, a saber, o convite da blogagem foi do Lino, onde fiquei sabendo que a idéia partiu da Cris. Parabéns!

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

Dite a moda! Não deixe que ela te edite.

Não pude me furtar ao pedido da Magui desta blogagem coletiva, proposta pela Valerie, cujo tema é o título desta postagem.
Então, escrevi isto enquanto estava no trem, indo para a faculdade.

Pois é, eu viajo de trem, não tenho vergonha de falar.
Moro em Carapicuíba, em um conjunto habitacional (mais eu não digo por medidas de segurança) e também não escondo de ninguém, ao contrário de pessoas que dizem morar em locais "mais nobres" quando questionadas.
Ando num carro velho, porém pago!
Assumo hoje os cabelos crespos – às vezes liso, por opção e não por seguir moda.
Aliás, odeio estar com cara-de-todo-mundo-está-usando.
Coloco de fora as pernas finas em uma mini-saia. Uso acessórios esquisitos aos olhos de muitos: xales, óculos, touca na cor pink...

Nem sempre fui assim, já tive e sofri com meus complexos impostos pela sociedade, já fui insegura, já me achei feia (assunto para outro dia).

Por isto, compreendo, por exemplo, as garotas anoréxico-bulímicas. O caos está instalado e a insegurança domina. Mas precisamos mudar.

Faz-se necessário aprender a exercitar o amor próprio, aceitar-se como se é realmente. Incluindo suas preferências pessoais (em todos os sentidos) mesmo que tudo isto seja contrário ao que a maioria pensa como certo. Óbvio excluir as coisas do mal, prejudiciais realmente.

É preciso ser seu próprio “melhor”, melhor amante, melhor amigo...
É preciso não se importar com o que os outros pensam.
É preciso libertar-se.

Sem exageros, sem criar uma vaidade exacerbada, porque não se deve consertar nada quebrando outra coisa. Sem nunca ir ao extremo, para que não precisemos chegar aos 28 quilos de pele e osso ou aos 70 anos enxergando no espelho uma cara plastificada (literalmente).
Sem sacrifício da vida em prol de padrões estereotipados.
No more ditadura.
Que possamos chegar à praia e tirar a canga, como na campanha da Dove pela real beleza.

Porque real beleza é a beleza real.

sábado, 25 de novembro de 2006

A Blogosfera e Eu

Andou rolando por aí uma blogagem coletiva de "por que eu blogo, amigos que fiz e outras coisinhas”, vi em uma única noite vários amigos virtuais contando suas histórias. Apesar de ter perdido a oportunidade me senti inspirada a contar aqui como comecei nesta viagem.

Eu tinha um fotolog – que era tudo que eu conhecia até então de sites pessoais sem pagar provedor. Sabia que os pioneiros foram os blogs, mas fui seduzida primeiramente pelas imagens. Tão seduzida que criei um álbum no flickr e cheguei a pagar para virar “pró”.

Só que a ânsia de escrever me dominava, e ter que escolher imagens (minhas) a cada postagem desestimulava ao que eu queria expor. Tanto é que apaguei sem dó a maioria das fotos por não gostar mais do que estava escrito desde 2004.

Olha o que o desconhecido faz, nunca tive a curiosidade de ler blogs, mas quando criei o meu descobri um mundo a parte e tão real que adorei. Virava noites lendo e conhecendo almas por aí – porque creio que no fundo de cada post tem um pouco de seu autor.

E, além disto, pude aprender que templates podem ser personalizados, coisas que nem minha imaginação fértil podia sonhar.

O primeiro blog que vi cheio de coisinhas foi de uma garota de Goiânia, a Hellen, que foi muito gentil com minha cara de pau em dar dicas de como personalizar – outra qualidade na blogosfera – as pessoas são gentis, em sua maioria, e não poupam em ensinar o que sabem. Não encontrei egoísmo. Hoje ela não posta com freqüência, está em outra cidade tentando a vida de jornalista e lutando na busca do primeiro emprego, e sua história me inspirou tanto quanto seu espaço virtual. Torço com sinceridade para seu sucesso.

Porque tudo que eu tinha de pessoal no meu template era um contador que uma outra amiga, Roberta, havia colocado para mim.

Lógico que a mente de uma quase engenheira quis saber tudo de html, até apostilas baixei na internet. Mas não tive tempo de digerir o suficiente e mais uma vez fui contando com dicas de amigos, de comunidades do orkut e tentativas e erros para deixar o 1,65m de Sol com minha cara. Ainda não está, mas já gosto mais da aparência dele do que antes.

Foi com este tipo de curiosidade que comecei a fazer novos amigos.

Sou do tipo que no orkut não “add” estranhos. Tinha um pé atrás com amizades virtuais – achava que era gente querendo fazer volume na sua vida social. E também, há pouco, havia saído de uma enrascada amorosa de um site de relacionamentos, porque definitivamente o sujeito não era o que descreveu ser...

Mas, em blog é diferente, você vai de link em link, pára naquele que te atrai de alguma forma, se identifica e pronto estabelece-se uma relação tão gostosa, assim como disse a Grace, que até hoje me surpreendo com as deliciosas surpresas que conheci. Estava contando para o J. estes dias, estas pessoas são amigos que parecem que nada têm de diferente dos amigos que a gente escolhe no dia a dia. E fico feliz quando o sentimento é recíproco, quando um “eu gostei de você” vem de forma espontânea e sincera como já recebi.

Não vou citar nomes para não ter que escrever aqui quase todo mundo que está linkado ao lado, nem esquecer os que ainda não linkei por falta de tempo. Mas são pessoas que já fazem parte do meu coração, sinceramente falando. Gente pelas quais eu torço, choro, acompanho a vida, conheço cada dia mais um pouquinho de suas personalidades (muitas delas doces, apesar das agruras da vida de todos nós).

Portanto, além de ter um local meu, onde minha liberdade de expressão é autoridade máxima, ganhei de brinde (e, neste caso, o brinde é mais valioso que a compra) amigos.

PS: dando os créditos à quem iniciou a blogagem da qual não fiz parte: Micha.

domingo, 19 de novembro de 2006

Sonho Possível

Fui selada pela Flavinha, já faz mais de uma semana a fazer um post sobre o tema Sonhos Possíveis, uma corrente que veio do blog do Leonardo do Indizível.
Não vou escrever aqui mais uma vez porque não pude fazer antes – já fiquei repetitiva.
Pensando no assunto, me deu vontade de falar do sonho de ter uma chácara um dia e poder adotar todos os vira-latas que eu acho que tem cara de “caídos da mudança” e acho que todos têm. E, juntando o fato da Flavia ter um sonho parecido e ter postado primeiro, preferi falar de um sonho que tomou conta dos meus devaneios e preencheu meus desejos durante todo este ano: viajar o mundo.
Talvez levada pelo stress ou pelo avanço inevitável da idade, juntando outros fatores (ainda achando que seja mesmo pela idade), me sinto meio vazia por não ter ido a outros lugares, saído do meu país. Tudo bem dei uma passada na Argentina e um pulo no Paraguai, mas não vale. Enquanto um monte de gente que conheço meteu as caras, saiu por aí, e eu cá fiquei, como já disse escolhendo o caminho mais concreto, ou melhor, do concreto.
E a vontade aflorou. Aquela invejinha básica (do bem gente) bateu. No orkut “encontrei” amigas de infância e da adolescência do outro lado do mundo. Uma na Espanha, outra na Inglaterra, outra na Suíça...
A Silvia, outra amiga, postando fotos da Europa em sua temporada de férias: Paris, Roma, praticamente todos os lugares que Dan Brown descreveu em Anjos e Demônios e no Código da Vinci, que eu havia acabado de ler. Passada a invejinha inicial, outra amiga, a Cida, me liga para dizer que lembrou de mim, porque esteve na França, visitou o túmulo do Jim Morrison, minha eterna paixão... Queria morrer!
Daí que para “melhorar” mais, minha priminha querida Chrisley voltou da Inglaterra, onde esteve trabalhando por uns anos e passou um final de semana em casa contando as delicias e as facilidades de com apenas um bilhete de trem conhecer outros países. Ir à Grécia, Itália, Espanha...
E eu que não tive coragem nem de mudar de estado quando meus pais se arrancaram para o Rio Grande do Norte, o que dirá sair por aí, como elas fizeram? Comecei a me sentir presa, culpada, arrependida, porque agora a idade chegou e não é tão mais fácil fazer assim: largar tudo e tentar a vida fora.
O que o diga à vida que o J. levou, perambulando por dois anos pelo mundo com uma mochilinha nas costas – aliás, este é um outro capitulo. Se eu quiser viajar com ele, só sobrou a China e a Etiópia, que ele ainda não conhece, rs.
Mas, independente de toda a ladainha descrita, meu sonho continua, floresce a cada dia e quem sabe, o ano que vem, quando eu finalmente for uma engenheira rica, não possa realizá-lo aos poucos, sem precisar deixar minha vida feita aqui, e melhorar este mapa que peguei no blog do DO, que mostra a porcentagem do mundo que você conhece (no meu caso, 1%)?



Crie seu mapa visitando o site

Convido mais algumas pessoas a contarem seus sonhos (parte da brincadeira) até o dia 23, prazo final das postagens: Carolina, Clara, Grace, Yvonne e Rose.

domingo, 29 de outubro de 2006

Blogagem coletiva: Prevenção do câncer de mama


Mais uma blogagem coletiva que resolvi participar, esta foi proposta pela Denise.
Acho interessante pessoas se juntarem por uma boa causa, mesmo com pouco tempo acredito ser válida qualquer contribuição.
Estamos no mês de mundial de conscientização do câncer de mama - uma das maiores causas dos óbitos entre a população feminina.
É um assunto que choca, mas dados os estudos e empenhos dos grandes laboratórios, cientistas e médicos podemos dizer hoje, que praticamente morre de câncer de mama quem quer.
É tão fácil fazer o auto exame, e mais confiável ainda, visitar seu médico uma, duas vezes ao ano. Além dos exames rotineiros, ele com as mãos hábeis poderá fazer melhor, ou tirar àquela dúvida de quem não tem a segurança de ter feito direito. E no menor sinal de perigo encaminhar para um exame mais preciso a tempo.
O assunto mexe comigo. Eu era criança e a mãe de uma amiguinha morreu (ela tinha uns dez anos e o irmão menos ainda).
Mas hoje, estes casos (de morte) podem ser evitados.
Até revistas de R$1,50 nas bancas, dão dicas de como se cuidar, falta de conhecimento não é, certo?
Vamos todos divulgar esta idéia, participe você também até o dia 31 de outubro.
Beijos!
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UP DATE: Achei a revistinha "baratinha", aqui jogada em casa e vou copiar as dicas (o site da publicação retira do ar os conteúdos passados).
Diante do espelho:
Eleve e abaixe os braços. Observe se há alguma anormalidade ou alterações no formato dos seios, abaulamentos ou retrações e mudanças de cor na pele.
No banho:
Com a pele molhada e ensaboada, eleve o braço direito e deslize os dedos da mão esquerda suavemente sobre a mama direita, estendendo até a axila. Faça o mesmo com a mama esquerda.
Deitada:
Coloque um travesseiro debaixo do lado esquerdo do corpo e mão esquerda sob a cabeça. Com os dedos da mão direita, apalpe totalmente a parte interna da mama. Inverta a posição e apalpe da mesma forma a mama direita.
O que procurar:
- Deformações ou alterações no formato das mamas
- Abaulamento ou retrações
- Feridas ao redor dos mamilos
- Caroços nas mamas ou axilas
- Secreções
(Fonte Instituto Nacional do Câncer (INCA) e Sociedade Brasileira de Mastologia - retirados da revista Viva Mais, prova de que não é necessário gastar horrores para ter conhecimento).

terça-feira, 22 de agosto de 2006

Blogagem coletiva pela paz


Aceitei a idéia da blogagem coletiva proposta pela Laura contra violência/terrorismo, que tomei conhecimento no blog da Andréa.
Mas minha alma neste momento não consegue se aprofundar no assunto, portanto, fiz de um jeito diferente. Em vez de protesto, lamentações e afins, preferi deixar um exemplo, digo, alguns exemplos dados pelos animais aos seres humanos. Esta é minha proposta de paz, agir assim como eles, sem qualquer tipo de preconceito. Porque mesmo eles, “irracionais”, na hora da necessidade, colocam de lado os instintos e, mesmo os predadores naturais, levantam a bandeirinha branca da paz.
Que tal seguir?
Quem quiser ler mais sobre cada caso é só "linkar" nos títulos:

Tartaruga Gigante adota filhote de hipopótamo em parque queniano
Cachorra adota e amamenta quatro porquinhos
Cachorro salva vida de bebê no Quênia
Cachorro salva criança de bote de jararaca no Rio
Sapo ajuda rato nas enchentes da Índia