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sábado, 28 de julho de 2012

A flora do gato

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Um dia, mais ou menos alguns meses depois que o Habibi e a Ayuni chegaram, e eu ainda me pegava pensando “que merda que eu fiz?” ao trazer logo dois gatos no atacado pra casa, reparei que quando o machinho fazia cocô em sua caixinha de areia, não havia quem conseguisse ficar perto.

Eles ainda tinham seus objetos totalmente dentro de casa, mais precisamente na sala.

Conversando com a veterinária sobre o mau cheiro que aquela coisa fofa e pretinha provocava, ela sugeriu fazer um exame de fezes pra ver o que poderia estar acontecendo… Vermes, talvez?

Tudo poderia ser possível, apesar de estarem vacinados, só comerem ração e sua irmã que levava uma vida igual não apresentar o mesmo “problema”!

Bom, aí o resultado saiu. O gato estava perfeito.

- Mas e o mau cheiro, doutora?

- Bom, deve ser a flora dele que é assim!

- Putz, nem quero imaginar se não se chamasse “flora”

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De qualquer forma, mandei fazer um buraco na porta da cozinha e hoje sua caixinha de areia fica no quintal (que é telado), e fomos todos felizes para sempre!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Olívia

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Olívia é minha cachorinha querida, adotada das ruas de Jandira, estado de São Paulo, há pelo menos uns oito anos, talvez mais, não lembro direito (garanto que amanhã vou procurar os documentos dela pra ver).

Hoje ela mora em Natal, no Rio Grande do Norte. Esta mudança foi um acordo que fiz com minha mãe na segunda visita de férias da Olívia à casa nova dos meus pais: já que eu tinha começado a estudar novamente, ela ficaria, porque não seria justo para um cão ficar “abandonado”, já que eu saía para trabalhar às seis e só voltava da nova faculdade por volta da meia noite.

Foram meus pais que me ensinaram a amar os animais, não tinha como não achar melhor para vida dela esta decisão: uma casa grande que meu pai comprou e para onde se mudaram depois de sua aposentadoria. Pessoas em casa o dia todo dar amor, além de uma cachorrinha para servir de companhia para a Olívia.

Claro, que eu sentia falta, ela também. As visitas a cada ano, ela me esperando no aeroporto e ficando tão feliz ao ponto de ter incontinência urinária! Grudar em mim em todo o tempo que eu estivesse por aqui, sem falar na percepção da minha partida antes mesmo de eu recomeçar a fazer as malas. Juro, dois dias antes ela começava a trazer seus brinquedos para perto da cama que eu dormia e mergulhava numa espécie de depressão.

Mas, mesmo depois que me formei, resolvemos que ela ficaria. Imagina, trocar uma casa com quintal, amigos caninos (a tropa tinha crescido) por uma casa pequena, quase sem quintal e comigo saindo todos os dias para trabalhar? Não, realmente o melhor para a Olívia era continuar em Natal.

A cachorrinha incrível, minha Schnouzer do Paraguai, Olívia Loyola, a emergente que saiu das ruas para andar de avião e morar no Nordeste. A minha alma gêmea em forma de cão: tem alergia de pulgas (de ficar com bolinhas vermelhas na barriguinha), odeia acordar cedo, é extremamente ciumenta com suas coisas materiais (tudo que foi dado para ela, ela defende com latidos e dentes, e ninguém toma de volta) e morde mesmo se alguém se aproximar ameaçando quem ela ama – tudo igual a mim!

Só que a vida nem sempre é um mar de rosas e, como se não bastasse o sofrimento dos seus primeiros anos de vida, quando era uma simples vira latas de rua, cheia de sarna, uma perninha manca (talvez tenha sido atropelada), além de ser xingada de feia (tadinha, todo mundo falava pra eu colocá-la nestes concursos de cães mais feios), agora a bichinha é cega. A catarata tomou conta dos seus dois olhinhos.DSC09106 Eu já sabia que isto aconteceria, mas sei lá… Não acompanhei o processo gradual, da última vez que a vi ela ainda tinha a visão parcial. Fiquei realmente em choque.

Dinheiro para a cirurgia não tenho. Tentar levá-la para São Paulo, submetê-la a uma mudança agora, nestas condições, seria a pior covardia… Aqui é o portinho seguro dela: tem meus pais, que não mudam mais nada de lugar dentro de casa, tem seus companheiros (duas outras cadelinhas e um gato – o caolhinho que minha mãe achou na rua).

E, no meio de tudo isto, acho que ela não sofre tanto. Já está adaptada a sua nova condição. Sabe se virar, tateia devagarinho, anda se guiando pelas paredes, desvia de um pé de cadeira e vai levando… E nunca corre – ato que não mais nos permite mais ver a puxadinha da perninha manca que aparecia só quando ela era rápida, um dos seus charmes.

Brinca com as outras cachorras enquanto elas estão perto, mas, basta as duas outras cadelinhas dispararem na corrida para a Olívia ficar de fora, olhando sem ver, parada no seu canto. Afinal, já disse, ela não corre mais.

Meu coração dói, já perdi as contas das lágrimas derramadas desde a madrugada da segunda passada, quando cheguei aqui, depois de dois anos sem vir.

Revolto-me contra Deus, que permite que mais um animal que eu escolho para criar (a outra foi a Emília) sofra… Por que Senhor? Por que um ser que não peca, que não sabe falar para pedir ajuda, que não faz maldades com o próximo, por que ele sofre? Por que os animais sofrem?

Chego a duvidar que o Deus pai exista… Eu sofro e choro. Mas, você Olívia, eu amo, pra sempre!

PS: Um acalanto na noite foi este post, adorei o nome: Um homem guia para um cão cego. Fica o link.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Viciada

Como seu eu não tivesse nada para fazer.
Como se meu emprego velho com chefes novos não estivessem sugando o máximo do meu tempo.
Como se meus dois novos gatinhos (Habibi e Ayuni) não fizessem da minha casa um pardieiro, com direito a pelo menos dez baratas capturadas por noite para eu limpar.
Como se minha vida não estivesse de ponta cabeça (talvez por causa do inferno astral que acaba agora no próximo dia 24).
E mais outras trocentas coisas e compromissos que me sugam todos os dias...
Eu pego e invento de assistir novamente a novela O Clone.

Estou baixando os capítulos através dos links de uma comunidade no Orkut - aqui.

Pra quem ficou curioso, uma amostra no Youtube (que só tem os cinco primeiros episódios em português):




 Em breve eu retomo minha vida de blogueira. "Só" faltam 140 capítulos!

sábado, 18 de outubro de 2008

Votem contra (protegendo os animais)

Pedindo a colaboração de todos, votem contra este absurdo, por favor. Só a nossa união pode vencer estes desalmados que querem transformar em esporte o sacrifício de pobres animais.

http://www.ibama.gov.br/2008/10/enquete-voce-e-contra-ou-a-favor-a-caca-amadora/

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Auto atualização

Querendo escrever sobre nada... Mas sentindo que não posso deixar muitos dias em branco neste lugar que imaginei ser um arquivo de baboseiras ou coisas sérias ou pirações ou informações ou o que eu quiser (e que quero) que seja registrado (?). Um lugar onde volto algumas vezes para ler o que eu pensava há alguns dias, meses atrás.
E acho que estou deixando muitas novidades passarem o prazo de serem escritas como... com "novidades"!
Muita gente que "me lê" não me conhece pessoalmente, e o público que cai aqui nem sabe ainda que eu já tive outro gato depois do Nakombi, que nestes últimos seis meses contabilizo quase dois mil reais gastos (onde quase mil só em vinte dias) para salvar a vida dela - é tive outro gato que era gata - que veio com uma cartelinha de remédios a tiracolo do abrigo de onde saiu - e ela já morreu.
Sério! Consegui "matar" dois bichinhos este ano.
Eu não, desta vez foi a bactéria pasteurella: gripe, bronquite, sinusite e outros "ites", anorexia, anemia, fígado destruído, sistema nervoso idem por causa dos remédios e, no fim, infecção generalizada, duas convulsões e uma paradinha cardíaca.
Praguejei contra Deus, praticamente uma herege, comecei a duvidar de Seu amor pelos animais.
Duro conseguir entender como um ser que não peca, "pagar" com a dor.
Enfim, quase trouxe um bichinho (um gatinho fofinho tomba-latas-querendo-ser-siamês) da obra do mutirão (viu como está tudo atrasado? nem contei que trabalho agora numa obra para a prefeitura e o sistema construtivo é mutirão).
(...)
Estou feliz e terei no meu acervo profissional a responsabilidade técnica de execução de casas de interesse social em mutirão.
(...)
O candidato da situação pode nem ganhar as eleições. E eu que sou apenas técnica, e não fico fazendo política, nem sei se continuo depois do dia 05.
Sim, existem cargos de confiança que não sejam na base da gratificação política como todos pensam.
E aprendi que políticos que se cercam de profissionais de verdade conseguem verba (pois grana tem lá nos ministérios para várias áreas) para realizar projetos.
E vou terminando outro post que digo muito e digo nada, porque agora eu vou treinar mais um pouco de dança do ventre (desta vez com véu) antes de dormir para ver se consigo fazer bonito, porque a dança da espada que dancei até que iria dar certo se a espada resolvesse ficar na minha cabeça, equilibrada como nos ensaios...
Boa noite!

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Nakombi


Homenagem póstuma ao meu para sempre amado e inesquecível gatinho Nakombi.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Uma carta do papai

O J. quis se despedir do Nakombi: "escrevi uma coisinha para você colocar no seu blog".

"Nakombi
Nako
Nakomilino
Nakotraficante
Preto
Pretinho
Peto
Mandela

Também já chamei ele de chato, sarnento, pulguento...
Muitas vezes eu o amaldiçoei, mas em dobro eu o admirei e me encantei com suas peripécias.
A notícia de sua partida me doeu no coração... Uma dor que ainda não havia experimentado.
Vai ser estranho não vê-lo convidando a turma do bairro para comer em casa.
Vai ser difícil olhar para o cantinho onde ele ficava e vê-lo vazio.
Mas, o que me alivia o peito, é saber que ele está no céu dos gatos, correndo atrás de papel amassado, revirando lixo.... E, tenho certeza que ele lá de cima olha para baixo e dá uma ronronada.

Nako, se vc puder ouvir (ou ler) saiba que papai te ama."

J.

sábado, 1 de março de 2008

Ninho vazio

Nunca mais miadinhos por pura manha.
Nunca mais barriguinha para cima igual a um cachorrinho.
Nunca mais esperinha no portão ou corridinha de algum lugar onde fazia seus passeios chegando atrasado na espera da mamãe.
Nunca mais um ronronar coladinho ao corpo.
Nunca mais espantar o corpinho preguiçoso no tapete do banheiro.
Nunca mais olhar a carinha sentada na água do box depois de lamber a deliciosa água do chão.
Nunca mais ouvir o croc-croc das mordidinhas na ração.
Nunca mais salvá-lo das alturas perigosas ou dos gatões malvados das gangues de rua.
Nunca mais desacreditar que gatos têm medo de água ao vê-lo chegar enxarcado da rua.
Nunca mais vê-lo brincar com caixas de papelão, bolinhas de papel ou sacos plásticos.
Nunca mais disputar de volta meu carretel de linha.
Nunca mais tirar a mãozinha enxerida da gaveta de bijouterias.
Nunca mais ver a cabecinha entrando embaixo da mão para receber cafunés.
Nunca mais ouvir o tilintar do guiso da coleirinha chique com strass.
Nunca mais ser chamado de Cocada, por causa da gravatinha que teimava em ficar em pé.
Nunca mais precisar ser pego para tomar doses de remédios porque simplesmente queria ser maloqueiro como os outros e inventou uma sarninha teimosa.
Nunca mais bronca porque roubou o saco de pão.
Nunca mais a felicidade por uma comidinha proíbida, mas deliciosa.
Nunca mais disputar um lugar no travesseiro com a cabeça da mamãe, ou chegar de mansinho de madrugada para dormir pertinho dela.
Nunca mais um pulo de supetão no colo.
Nunca mais uma deitadinha em cima do estabilizador quentinho.
Nunca mais um passeio em cima dos projetos de trabalho da mãezinha.
Nunca mais uma cochilada preguiçosa no telhado, ou chão ensolarado pela manhã.
Nunca mais...






Por que Nakombizinho você não saiu debaixo daquele carro, por que eu que vi que você estava deitado ali não suspeitei que pudesse não se levantar?
Sentir seu corpinho embaixo da roda. Seu gritinho e a corrida desesperada que deixou até o médico de bichinhos surpreso por conseguir fugir com sua coluninha partida, seu corpinho partido ao meio.
O desespero das quase 36 horas de busca, às vezes ouvindo seu miadinho e pensando que não vinha porque estava com medo da sua mãezinha.
Você já não podia andar, não conseguia.
Sede, fome, calor embaixo daquela telha durante dois dias.
Seu corpinho sem respostas quando a mamãe te achou, esperando-me para dar um último miadinho e receber o último cafuné.
Esperando encontrá-lo para que a mamãe soubesse que você não estava com medo dela e sim querendo socorrinho, que a amava.
Meu pequeno herói.
O heróizinho que viveu pouco tempo, mas fez sua mãe tão feliz com sua presença.
Seu rabinho quebrado era seu charme, a barriguinha peluda que não se via pele, o sinal que vinha das sobrancelhas em direção às orelhas que lhe davam um ar diferente só seu.
A boquinha, os olhinhos...
A saudade dói demais, a casa está vazia Nakomilino, Nakombizinho, Nako, Nakombilindo, filhinho da mamãe.
Nakombi.
(12/03/2007-28/02/2008)

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Gato com alma de cachorro

Nossa, tirei as teias disto aqui e acabei meio que me reviciando (se a palavra não existe, inventei agora).
Pois bem, preciso deixar isto guardado para a história (será que blogs servirão um dia para saber o que pensavam os serem de antigamente - quando formos de antigamente - tanto quanto serviram as tumbas e desenhos em cavernas?).
Voltando ao assunto principal: voltei de viagem segunda-feira, mais uma vez fui à Natal.
Isto pode soar meio esnobe, mas não aguento mais ir para Natal. Justifico: como a minha família se mudou para lá há dez anos, todas as férias tenho que empenhar uma grana para conhecer sempre o mesmo lugar...
Nem vou contabilizar o quanto gastei e/ou poderia ter feito fazendo isto. Mas, família é família e eu amo ter com os meus...
Bom, agora eu tenho um gato e, neste caso, ao contrário da Olívia que eu levava para viajar comigo antes dela fixar residência em terras potiguares, um felino não se adapta bem a este tipo de missão.
Resolvi pagar uma vizinha para cuidar dele. Ela vinha trazer comida e trocar a água todos os dias...
Mas meu bichinho, como há muito eu suspeitava, tem alma de cachorro mesmo, ou algum outro complexo de identidade.
Ele não roça minhas pernas quando eu chego em casa, simplesmente vira a barriga para cima.
Ele me espera todos os dias às seis em ponto no portão, que é quando eu chego do trabalho. Meu pai comprovou isto quando ficou alguns dias por aqui, e também alguns vizinhos já puseram reparo neste hábito do felino.
Agora o de doer mesmo, foi verificar que ele simplesmente emagreceu enquanto eu estive fora, está só pele e osso (e não foi falta de comida, tinha gente cuidando dele).
Depois fiquei sabendo que ele chorava quando via o carro da minha amiga, indo me procurar lá dentro (as vezes eu saio e volto com ela, ele já sabe).
Pelo menos sei que não ficou abandonado, ele tem os amigos do bairro, que frequentam minha casa e, exatamente por isto, recebem mensalmente, desta que escreve, borrifadas de Frontline (antipulgas eficaz, porém nada barato) para eu poder deixá-los entrar e sair sossegados daqui de casa... Talvez sossegada seja eu, me prevenindo de pulgas...
E na certeza de que acabei me perdendo no que queria registrar, vou terminar este post por aqui.

sábado, 6 de outubro de 2007

Gato em perigo

Toda mãe conhece o choro do seu filho. Tem uma espécie de radar que indica quando ele está em perigo...
Foi assim uma vez, quando descobri que o choro dele vinha de dentro do motor do carro e todos insistiam que eu estava ouvindo "vozes".
Daí que para fuder, acabei de chegar da escola de dança, último dia de ensaio para apresentação amanhã... Tenho que estar bonita e acordar sem olheiras...
Procuro o Nakombi em casa. Nada...
Vou até a rua, escuto o miadinho... lá longe...
Quase quatro da madruga, estou eu na rua, fazendo "psssi, pissii... Nakombizinho... cadê o filhinho da mamãe?"
Ouço outros miadinhos...
Sei que ele está por aí, em perigo! Preso em alguma garagem, quiçá em outro motor de carro...
Acordo a vizinha amiga: "Cris, o Nakombi está em perigo, estou ouvindo que sim...".
E lá vem ela de pijamas para me ajudar.
Encontro o Zé Beleza, no terceiro pavimento da casa do vizinho!
"Putaqueopariu!!! Tinha que ser hoje!"
Daí que começo mímicas tentando indicar caminhos seguros para ele descer: trepo em árvores, subo em muros e nada do, já agora, desgraçado descer.
Desisto, tenho que dormir e estar bela amanhã...
Agradeço minha amiga, que sugere: "Chama os bombeiros!", e eu respondo: "Eles vão perguntar porque eu não acordei o vizinho..."
Resolvo relatar a minha sina e quando ligo o computador, eis que entra pela sala meu lindo gato preto...
Agora deixa eu verificar se não quebrou nada...

terça-feira, 12 de junho de 2007

Nakombi


Depois de mais de dez dias ausente, passo por aqui, correndo, para mostrar, conforme prometido, meu mais novo filhotinho: Nakombi.

A Olívia foi despachada para Natal - RN, para onde meus pais se mudaram em 98, depois que eu entrei na faculdade de engenharia (em 2001) e não poderia cuidar mais dela. Recém formada, não tive coragem de tirar a pobrezinha de lá, pois tem uma casa cheia de gente, carinho, amor, uma amiga pincher e o gatinho caolho.

Daí que resolvo adotar um miau. Sim, pois com a vida corrida que levo, é o tipo de ser vivo que mais iria se adaptar em ficar sozinho durante o dia.

Mas, não poderia ser qualquer um, destes comprados, cheios de frescuras. Tinha que ser um assim como a Olívia, que merecesse adoção e estivesse precisando de um lar.

Numa busca no Orkut, encontrei uma alma boa, pertencente a um grupo, intitulado Patas Amigas, onde achei meu felino, que até com nome já veio (e não tive coragem de mudar). Uma boa dica, e que eu assino embaixo para quem tiver com vontade de ter um animalzinho que realmente precise de amor. Gente séria, que inclusive, exige a assinatura de compromisso de cuidados com o adotado. E foi no álbum de fotos deles que me apaixonei à primeira vista.
(Não deixem de conferir, é só clicar nos links, eu recomendo).

Ele é meu mais novo amor incondicional. Apesar de me acordar várias vezes de madrugada enfiando a pata na minha boca, mordendo minhas orelhas ou lambendo meus olhos. De me preparar surpresas em casa, do tipo jogar meus brincos no chão encondendo em sua caminha, brincar de derrubar porta-retratos da estante ou arranhar o rolo de papel higiênico - sinal de que se diverte sozinho - apesar de todas as estripulias é merecedor de amor. Pois ele retribui, me faz companhia e adora ficar no meu colo espiando a tela do computador. Se acaba com os brinquedos recheados com Cat Nip (a erva do gato), rola com bolinhas de papel e faz miadinhos charmosos querendo carinho. Além de tudo, já veio ensinado de fábrica: só faz xixi e cocô na areinha dele! Não há como não amar.

Agora que já apresentei meu novo companheiro, convido a quem quiser ver mais fotos do Nakombi, a clicar no álbum dele do flickr, aqui.

PS: falei tanto dele, que esqueci de dizer que o bichano deve ter crise de identidade, ou não é nada daquilo que falam dos gatos, pois quando chego em casa, até barriguinha virada para cima "fazendo felicidade" ele coloca! Sim, sou corujona!

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Esperando...


No dia das mães, serei mãe...

PS: sumirei por uns dias, além de mãe ocupada com a educação do novo filho, farei umas reformas... Casa de ferreiro não pode ter espeto de pau.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Epílogo do feríado extendido

Até que ter chovido não foi tão mal assim... Ficar "acampada" na sala de casa, em boa companhia, vendo filmes (e fazendo outras coisitas), às vezes, fugindo para ir ao cinema com a cidade vazia é uma beleza.

Beleza maior ainda, foi meu feríado extendido (cinco dias) que terminou hoje - hora de levantar acampamento.

Não sem antes fofocar aqui um babado forte, que fiquei sabendo ontem, que rolou na minha rua, enquanto eu hibernava... Um dos meus vizinhos foi pego transando e lambendo a periquita da sua cadela.

Depois da denúncia de uma vizinha da rua de cima, nada mais, nada menos do que três viaturas da PM vieram até o local da "ocorrência", levaram-no preso e a cachorrinha para fazer exame de corpo delito.

Duas questões, a primeira é: por que tanta viatura para um "caso" destes? Seria mera curiosidade de páscoa dos políciais? Pois quando eu chamo por causa de zona, bagunça, festas e caixas de sons na rua até altas horas eles alegam não terem carro... Vai entender... Tsc, tsc...
E segunda questão: não sei se fico com mais dó da cachorra (eu amo animais) ou com dó do ser humano que fez isto, porque para chegar à este ponto, bom da cabeça ele não estava né?

sábado, 31 de março de 2007

Amor Incondicional


“... O mais altruísta dos amigos que um homem pode ter neste mundo egoísta, aquele que nunca o abandona e nunca mostra ingratidão ou deslealdade é o cão”. George G. Vest



Nunca em toda a minha vida me emocionei tanto ao ler um livro, tampouco chorei ao terminá-lo. Foi o caso de Marley & Eu (A vida e o amor ao lado do pior cão do mundo) - Jhon Grogan.

Várias pessoas costumam não entender quando eu digo o quanto amo os animais e desejo ter uma chácara para adotar todos os vira-latas, senão do mundo, pelo menos os que me comovem. Ou seja, todos...

Também muitas não compreendem quão incondicional pode ser o amor de um ser humano por um cão e vice-versa. Principalmente o vice-versa...
O Félix foi adotado das ruas num caso de quase morte com poucos dias de vidinha sofrida. A Olívia também. Hoje ela mora com meus pais, dada à correria em que me meti ao querer estudar novamente. Não tive coragem de tirá-la de lá depois do "tal do diploma", como minha mãe justificava à ela o que eu estava fazendo em SP enquanto ela ganhava um novo lar, com quintal e amigos, na casa dos avós. Sendo bem cuidada e amada.
Estas pessoas não podem imaginar o que é o amor verdadeiro e sem exigência de trocas, ao chegar em sua nova casa depois de quase um ano e poder vê-la fazendo xixi de felicidade ao rever sua mãe. Nem em tentar defender seus donos, nem de querer ficar por ficar num ambiente, só porque quem ela ama lá está... (sobre Olívia).
Há pessoas que entendem, entre elas o citado autor do livro, que poucas coisas nesta vida são tão valiosas quanto o amor por um animal, irracional, mas muitas vezes mais inteligente e de espírito mais nobre que muitos seres humanos.
Que todos possam ter, ao menos uma vez na vida, a oportunidade da entrega, do amor e da felicidade que o dono de Marley, que eu, a dona da Olívia, e muitos outros puderam sentir.
Tenho certeza que o mundo seria infinitamente um lugar melhor para se viver.

quinta-feira, 1 de março de 2007

Mudando de Ares

Um texto meio sem nexo, porque eu gosto de falar de mim e, antes de contar a novidade do meu novo emprego, gostaria de contar um pouco sobre o antigo. É mudei de trabalho. Tão logo concluí a faculdade de engenharia recebi a proposta. Porém, com nunca contei nada sobre o que fazia na época em que estava lá (motivos diversos, entre eles a ciência do conhecimento do blog por parte de um monte de gente do local - eu e minha boca aberta), resolvi contar agora, porque nem eu mesma acredito que tenha tido a sorte e oportunidade de ter visto de perto e participado de tanta coisa que muita gente nem imagina ser possível nesta terra perdida feito São Paulo.
Trabalhava em um Loteamento Residencial fechado, em Jandira, município da Grande São Paulo em SP. Um local conhecido como condomínio, mas cumpre esclarecer que quase todos os assim chamados e constituídos de casa nesta região, não o são propriamente ditos. São sim loteamentos fechados, que diferencia da denominação usual pois nestes locais as ruas e áreas comuns são pertencentes a municipalidade, cabendo a associação dos moradores apenas cuidarem do acesso e manutenção. E nos condomínios as áreas comuns pertencem aos moradores, cabendo a eles o pagamento de IPTU inclusive das ruas, que deixam de ser vias públicas.
Eu era a responsável pela manutenção do Residencial, meu departamento, e tudo o que se referia a construção civil: fiscalizar obras, particulares e comuns a todos os associados (playgrounds, áreas de lazer, portarias), analisar projetos, cuidar da equipe de manutenção, orçar e comprar materiais, asfaltar ruas, dar consultoria a quem estava e/ou pretendia construir, dentre outras mil outras coisas.

Mas o local em si, além da riqueza profissional adquirida, pois tinha uma mini-cidade (1200 lotes) para cuidar e realizar toda sorte de obras, ao contrário de quem trabalha numa empresa de um ramo específico e acaba se especializando em uma coisa só, era uma maravilha, pois tinha ainda o contato direto com a natureza.
Ai que delícia, andar pelas ruas e cruzar com lagartos, esquilos, macacos. Entrar na mata e encontrar cobras, papagaios. Toda a espécie de árvores nativas, pau jacaré, ypês, minas d'água. Enfim, a natureza verdadeira margeando a civilização, ou fielmente falando, a civilização invadindo a natureza. Meio que acabando com ela.
Cobras entrando em casas, lagartos em motor de carros, ovos de urubus em quintal de casas, macaquinhos levando choques e caindo de fios de alta tensão e por aí vai... Era triste, apesar de tão bonito este contato. Aprendi a respeitar os animais, e que não podemos simplesmente sair desmatando e construíndo ao bel prazer e vendo o desespero dos pobrezinhos que provocam o horror na pessoas que nem ao menos se tocam que foram elas que criaram isto.
Agora, acabarei trabalhando em um ramo diferente, terei mais contato com os seres humanos do que com os bichos, mas ficará o gosto de mais uma experiência vivida com sabor de aventura que ficou no passado... Só o fato de eu mesma ter presenciado tudo isto para acreditar.
Quem quiser fuçar, tem mais fotos aqui.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

Residência em Medicina Veterinária

Sinto assumir, mas é nisto que se transformou minhas férias. Vejam as especialidades:

Felina
O caolhinho que agora tem nome: Félix, se bem que eu ainda tenho minhas dúvidas sobre seu sexo – como é difícil definir o sexo de um gato, isto eu aprendi.
Duas vezes por dia temos que limpar o local do olho extraído (que ainda tem alguns pontos) e passar uma pomada cicatrizante. O outro olhinho uma pomada antibiótica para que o problema não ocorra do outro lado também.
Sem falar que ninguém daqui de casa consegue ser indiferente aos seus primeiros tudos da vida: as brincadeiras, a hora do leite, o soninho. Que bom seria se os filhotes não crescessem, mas mesmo adultos não deixo de amá-los.

Canina
A Olívia, que foi adotada por mim em SP – vivia nas ruas, e hoje mora com meus pais em Natal, resolveu cruzar com o vira-lata mais horrível do mundo. Meu pai que não é muito sensível, embora ame os bichos, e já faz o favor de cuidar dela não aceitou o fato e disse que não queria saber de filhotes.
Claro que vira-latas quando dá cria é logo um monte de uma vez. O que fazer? Levar embora e eu cuidar de todos não dava.
A opção foi recorrer à pílula (no caso injeção) do dia seguinte para cães. Mas, nem tudo que parece ser bom é fácil. A veterinária daqui (a mesma do gato) nos convenceu de que seria um aborto, não era recomendável nem 100% eficaz e a solução seria castrar – assim evitaria problemas futuros.
Mesmo pensando com meus botões que retirar o útero da minha Olivinha seria o mesmo que abortar os possíveis fetos de cachorros, era uma boa solução.
Ai se arrependimento matasse, tenho hoje uma cadela mutilada, com sete pontos na barriga e tendo que usar uma cinta no corpo. A operação foi ontem.
Logo, não consigo me imaginar abandonando o lar por muito tempo enquanto seu estado for de recuperação.

E eu achando que estava de férias. Volto em breve para minha casa diplomada em cuidados médicos veterinários. Se em veterinária propriamente dita eu não me transformar creio que uma boa enfermeira pelo menos eu serei.

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Enfim, em Natal

Cheguei sábado em Natal, depois de uma hora de atraso em Congonhas, (até que não foi tanto). Colocaram a culpa agora no radar de Curitiba, que justificava os aviões que não iam nem de lá vinham.
Enfim, cheguei - a tempo de ter que pela primeira vez esperar meus pais no aeroporto.
A bagunça é tão grande que falaram que eu chegaria aqui em Natal depois das duas da manhã, quando na verdade antes da uma hora já estava fora da sala de desembarque anunciando o nome da família.
Em SP, sentei e esperei no aeroporto, aqui sentei e esperei novamente.
Mas nem posso reclamar, perdi apenas duas horas no total. Acho que tenho que agradecer a sorte, isto sim, porque todo mundo viu a bagunça e o descaso para com os passageiros nos últimos 30 dias.
Se eu já fui à praia? Não, nem vi a cara dela ainda!
Descansar, matar a saudade da família, ler, dormir estão entre as minhas prioridades nos primeiros dias.

Zoo

Revi minha filhota Olívia e conheci o gatinho (o caolhinho relatado no post de 12 de janeiro). Ele é tão pequeno e indefeso. Está aprendendo agora a jogar montinho de terra sobre seu xixi e cocô (e ainda erra a mira).

Fico pensando como pode Deus deixar nascer no mundo um bichinho que não sabe falar e ficar assim, a sofrer. Um dia terei minha chácara para adotar todos eles...

Quando minha mãe o encontrou seu olho tinha sido expurgado por causa de uma infecção, e se ela não o tivesse salvo, levado a tempo à veterinária ele estaria hoje sofrendo, senão morto.

Imaginem a dor, o desespero de sentir algo, uma dor de um olho naquele estado e você não saber nem falar para pedir ajuda?

Mas, agora ele está bem e claro que não será posto para adoção. Só precisa de um nome (alguma sugestão?). Amor ele conseguiu, até das cadelas daqui.



Cuidados médicos

No mais, tudo indo. Fui a um tarólogo para ver se me ajudava numa decisão difícil que tenho tomar, mas nada, ele pediu para eu buscar a resposta dentro do meu coração! Bem, se é o santo de casa que fará o milagre, logo que definir conto o que é.

Aos poucos também, quando puder, e se deixarem, visito os amigos da blogosfera – aqui tenho que dividir o PC com meu pai, minha irmã e, claro, passear né? Tirar o bronzeado escritório que veio de contrapeso de SP.

Só não deixem de participar da campanha dos refugiados relatada abaixo. Sempre é tempo de ajudar. Um grande beijo!

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

Alma em Manutenção


Andei sumida. Não é um abandono de blog, pois ainda preciso decidir o que eu mais gosto: se é “ler” amigos ou escrever no meu.

Mas a minha alma precisa de uma manutenção, com isto apelo para o recolhimento. Por vezes me sinto mergulhar na tristeza, por mais que eu me esforce em contrário. E a cada vez percebo que uma coisa é certa: nem sempre conseguimos influir nos fatores externos, infelizmente, principalmente quando estes fatores têm vida própria.

Espero que compreendam minha ausência se eu demorar a postar e a visitar todos os amigos.
“Agora aqui em casa tem um gatinho ou gatinha, ainda não sabemos é muito pequenininho(a) acho que no máximo umas 2 semanas, a mãe achou na rua, ela tava andando ai viu ele, foi fazer carinho na cabeça dele e percebeu que o olhinho dele(a) tava dependurado, ai mãe levou ele na veterinária, então ela tirou o olho do bichinho, tá só com um olhinho o outro tá todo costurado, da até pena, é tão pequeninho, menor que a palma da mão e todo fraquinho!Mas é lindo! ^^” (Carol)
Isto me espera em Natal – confesso que estou tão sensível que chorei ao ler este recado deixado pela minha irmã no orkut. Além de matar as saudades da minha filha Olívia, tratarei de dedicar meu amor a este pobrezinho.

E um dia ainda poderei adotar e criar todos os bichinhos vira-latas e mal tratados do meio da rua.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2007

Primeiro Post do Ano

Alguém que errou e achou que tinha encontrado a felicidade do amor correspondido em 2006.

E pesando na balança viu que este amor não foi correspondido, não da maneira que deveria ser um relacionamento normal.


Pensei em começar o ano me lamentando, mas o primeiro post do ano, um ano novinho em folha para viver?

Decidi tentar me animar. Vou dar uma limpada na casa, arrumar minhas malas – dia 13 eu viajo. Fazer (e comprar) a listinha de presentes para a família. Livros para minha mãe, o do meu pai já está comprado e o da Carol... humm, deixa pra lá, ela costuma ler o que escrevo aqui... e os brinquedinhos de borracha para a cachorrada.

Vou para Natal gente. Terra do Sol, visitar aqueles que eu amo de verdade. Tá, ainda faltam 13 dias, mas que tal em vez de eu ficar lamentando o que perdi, viver gostosamente os dias de pré-férias, com aquela ansiedade gostosa, o clima de deixar as coisas prontas, saber que em poucos dias poderei abraçar minha filhota Olívia?


Olívia


Meu Speedy, a banda larga de SP, está para chegar, meu presentinho presente de natal atrasado. Isto me anima, já disse nos primórdios deste blog, fico alegre com besteiras e presentes que me dou.

Começo o ano com uma vontade de mudança, mudança interior. Talvez procure uma terapia para ficar fortinha e evitar recaídas, como me sugeriu uma alma boa num bate papo esta madrugada. Anjos existem e eles estão em todos os lugares – disfarçados de amigos – como os amigos da blogosfera também.

Então, meu planos serão modestos a princípio, mas realizáveis: dar uma volta na 25 de Março, por exemplo, na semana que vem. Depois com a cabeça em paz, programo (ou não) outras coisas, afinal como boa brasileira, meu ano realmente começa depois da revigorada viagem!

Só peço uma coisa, paciência para agüentar meus vizinhos e a mania deles de acharem que eu quero ouvir a mesma coisa que eles o dia todo. Chuva meu Deus, mande chuva!

terça-feira, 22 de agosto de 2006

Blogagem coletiva pela paz


Aceitei a idéia da blogagem coletiva proposta pela Laura contra violência/terrorismo, que tomei conhecimento no blog da Andréa.
Mas minha alma neste momento não consegue se aprofundar no assunto, portanto, fiz de um jeito diferente. Em vez de protesto, lamentações e afins, preferi deixar um exemplo, digo, alguns exemplos dados pelos animais aos seres humanos. Esta é minha proposta de paz, agir assim como eles, sem qualquer tipo de preconceito. Porque mesmo eles, “irracionais”, na hora da necessidade, colocam de lado os instintos e, mesmo os predadores naturais, levantam a bandeirinha branca da paz.
Que tal seguir?
Quem quiser ler mais sobre cada caso é só "linkar" nos títulos:

Tartaruga Gigante adota filhote de hipopótamo em parque queniano
Cachorra adota e amamenta quatro porquinhos
Cachorro salva vida de bebê no Quênia
Cachorro salva criança de bote de jararaca no Rio
Sapo ajuda rato nas enchentes da Índia