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domingo, 12 de agosto de 2012

Prioridades

Que coração o cacete. Coração burro não merece crédito.

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Nota para dar prioridade (assim no singular):

  • Me jogar no trabalho. Fim.

Com a cabeça pensando apenas em trabalho, mesmo que temporariamente seja uma escolha não muito boa para o meu coração (nem para meu futuro em todos os aspectos), não faltam tarefas, então, sem dar bola pra bosta do lado direito do cérebro eu consigo ser alguém que pensa na família, que tem coragem de largar o cigarro e investir este dinheiro economizado em aulas de pilates (que há tempos venho adiando).

 

(a imagem eu peguei lá no Facebook em algum compartilhamento idiota que não resisti em fazer)

domingo, 6 de junho de 2010

Feriado e algumas conquistas

Termino o feriado com sentimento de conquista no ar. Tenho que reconhecer um certo toque de Midas em algumas coisas que eu coloco as mãos. Dentre elas meu trabalho, meu blog de cosméticos, que mesmo sendo um prazer tem me trazido muitas coisas boas, dentre eles o contato de algumas marcas através de suas assessorias de imprensa. Sinal de reconhecimento.

Meu trabalho mesmo, é outra coisa que só o além pode explicar. Claro que não vou chover no molhado e falar aqui mais uma vez que eu amo o que faço e procuro sempre fazer bem feito. Talvez por isto, mesmo mandando tudo para as cucuias, meus dois chefes tenham vindo falar comigo e feito com que eu voltasse atrás.

O ruim disto tudo é saber que deixei minha família triste, porque eu tinha tomado a decisão de ir embora. E mais uma vez só posso agradecer a Deus por ter os pais que tenho e minha amada irmã Carol, pois diante de todo o meu desespero e impulsos insanos só fizeram apoiar (como sempre) qualquer decisão que eu tivesse tomado.

Eu sei que vocês lêem aqui de vez em quando, o blog estava trancado para evitar confundir quem fosse atrás do blog de cosméticos, mas agora publico meu amor e gratidão a vocês. Obrigada por tudo, sempre!

Agora as conquistas propriamente ditas, são bem modestas aos olhos de quem por ventura ler aqui, mas para mim significa muito. Consegui finalmente assistir dois filmes no DVD, coisas que desde o término do namoro eu não conseguia. Porque filme para mim era lembrança do namorado comigo, comendo torta, tomando vinho…

Mas tenho amigos, e com eles fugi para São Roque no final de semana prolongado que acaba hoje. Assistimos a filmes que eu escolhi, porque queria ver e não tinha visto pelos motivos descritos acima.

O primeiro deles foi UP, o filme do menino escoteiro que viaja na casa voadora (igual ao padre dos balões) e o outro foi Um Sonho Possível com a Sandra Bullock. Recomendo ambos.

Em São Roque também, fizemos um belo passeio pela cidade, mas desta vez nada do circuito conhecido que são as vinícolas. Ficamos rodando pela cidade, almoçamos uma bela feijoada, fim de tarde com chocolate quente italiano, uma outra descoberta que eu tinha feito esta semana num café perto do trabalho e já me viciou.

Também passei em duas lojas do tipo R$1,99, e consegui trazer para casa algumas tranqueiras que estão servindo nas mudanças e organização que estou fazendo por aqui. Tá ficando legal!

Agora vou voltar para os rascunhos dos posts do blog de mulherzinha, porque é este meu mundo “fútil” que tem feito com que eu consiga superar a barra ruim que, pelo jeito, passou!

Ah, só para deixar registrado, o curso de Urbanização de Favelas é mesmo muito puxado, mas tem assuntos muito legais, estou adorando aprender mais. Mas não progredi em nada este feriado, esqueci as apostilas que imprimi lá no trabalho e achei legal dar um tempo para a cabeça, mas terei muito o que ler esta semana.

Até a próxima!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Gato com alma de cachorro

Nossa, tirei as teias disto aqui e acabei meio que me reviciando (se a palavra não existe, inventei agora).
Pois bem, preciso deixar isto guardado para a história (será que blogs servirão um dia para saber o que pensavam os serem de antigamente - quando formos de antigamente - tanto quanto serviram as tumbas e desenhos em cavernas?).
Voltando ao assunto principal: voltei de viagem segunda-feira, mais uma vez fui à Natal.
Isto pode soar meio esnobe, mas não aguento mais ir para Natal. Justifico: como a minha família se mudou para lá há dez anos, todas as férias tenho que empenhar uma grana para conhecer sempre o mesmo lugar...
Nem vou contabilizar o quanto gastei e/ou poderia ter feito fazendo isto. Mas, família é família e eu amo ter com os meus...
Bom, agora eu tenho um gato e, neste caso, ao contrário da Olívia que eu levava para viajar comigo antes dela fixar residência em terras potiguares, um felino não se adapta bem a este tipo de missão.
Resolvi pagar uma vizinha para cuidar dele. Ela vinha trazer comida e trocar a água todos os dias...
Mas meu bichinho, como há muito eu suspeitava, tem alma de cachorro mesmo, ou algum outro complexo de identidade.
Ele não roça minhas pernas quando eu chego em casa, simplesmente vira a barriga para cima.
Ele me espera todos os dias às seis em ponto no portão, que é quando eu chego do trabalho. Meu pai comprovou isto quando ficou alguns dias por aqui, e também alguns vizinhos já puseram reparo neste hábito do felino.
Agora o de doer mesmo, foi verificar que ele simplesmente emagreceu enquanto eu estive fora, está só pele e osso (e não foi falta de comida, tinha gente cuidando dele).
Depois fiquei sabendo que ele chorava quando via o carro da minha amiga, indo me procurar lá dentro (as vezes eu saio e volto com ela, ele já sabe).
Pelo menos sei que não ficou abandonado, ele tem os amigos do bairro, que frequentam minha casa e, exatamente por isto, recebem mensalmente, desta que escreve, borrifadas de Frontline (antipulgas eficaz, porém nada barato) para eu poder deixá-los entrar e sair sossegados daqui de casa... Talvez sossegada seja eu, me prevenindo de pulgas...
E na certeza de que acabei me perdendo no que queria registrar, vou terminar este post por aqui.

domingo, 13 de maio de 2007

Dia da minha mãe

Esta data me fez lembrar que mãe é unica né?

Que mãe, senão a minha teria mandado cesta básica (cheia de miojos e sopas prontas) pelos Correios, quando eu ganhava apenas quatrocentos reais, e já morava sozinha e ela achava que eu poderia morrer de fome?

Que mãe, aproveitaria a viagem de volta à SP de cada um dos amigos que íam passear em Natal, e encheria um isopor com congelados delíciosos, do tipo coxinhas, esfihas e feijoadas para me entregarem, senão a minha?

Que mãe viajaria de férias para minha casa e, em vez de passear, faria reformas e faxinas na minha casa, senão a heroína que me pôs no mundo?

E quem mais, poderia ter permitido com seu sexto sentido fudido que eu ainda tivesse meu braço esquerdo hoje em dia? A Cidinha, é claro?

Já que a curiosidade mata o gato, deixa eu contar:

Estava com dez anos de idade, havia acabado de ser socorrida num hospital público perto da escola onde eu estudava, o braço quebrado depois de pular mula (lembram desta brincadeira?)...

A escola liga para casa, minha mãe vai me buscar e resolve conversar com um amigo médico, que disse: "Se vocês tem convênio, leve a menina, porque o caso é grave. Talvez precise de cirurgia."

Em casa, por volta das oito da noite, de bracinho engessado, minha mãe diz que vai me levar à uma consulta.

"Agora mãe? Deixa para amanhã, já fui socorrida mesmo..." - disse eu.

"Não filha, vamos agora." - foram as palavras dela.

Depois de alguns minutos em que eu tentei convencê-la de que poderia aguentar até o dia seguinte, afinal que diferença faria ter sido socorrida por um médico do governo e outro do convênio, ela me arrasta gentilmente até o carro rumo ao tal hospital que ela queria...

Chegando lá, as únicas palavras da médica ninja que só de ver a cor dos meus dedos pôde dar um diagnóstico foram: "Corra ao Hospital das Damas, porque a esta hora não temos mais ortopedista e se esta garotinha não tirar este gesso em 20 minutos o braço dela grangrenará".

Caracoles!

Já no Hospital das Damas, na sala da ortopedia, o médico não queria me atender. Esbravejava com minha mãe que meu caso era grave, que ele não ía colocar a mão na merda que outro tinha começado... E ainda xingava a coitada por ter "me levado" em médico ruim.

Daí que a mamãezinha da pessoa que vos escreve, vira na Giraia, pois por quê cargas d'água ela deveria ser culpada se o foi o "melhor" que a escola podia ter feito por mim? Isto que na época, ainda furamos a longa fila do atendimento com o desespero da professora...

Bem, só sei que eu via que a briga estava dando em nada, meus vinte minutos derradeiros como uma pessoa com dois braços se esgotando, começo a chorar... O médico-bonzinho-que-brigava-com-minha-genitora diz: "Só vou tirar por causa da menina, mas ela só sai daqui se for para uma internação pois vai ter que operar, o osso fraturado dela saiu do lugar...".

Enfim, operei, tenho dois braços saudáveis, mas penso até hoje, por que diabos, minha mãe, me vendo com gesso, em casa, tranqüilinha, pronta para dormir, insistiu em me levar ao hospital em plena noite, sendo que eu já estava "socorrida"?

Coisas de mãe... Porque se fosse pela filha, teria acordado no dia seguinte, com um bracinho morto, pronto para ser decepado...

É por estas e outras, que temos que comemorar o dia da minha mãe, não hoje apenas, mas todos, todos os dias!

Ah, sem ser egoísta, viva os dias das suas mães também!

PS: post fazendo parte da blogagem coletiva proposta pela Micha.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Família

Meu pai já dizia, que amigos é melhor que parentes, pois neste caso, pelo menos podemos escolher... Eu, às vezes acho que temos a família que temos porque precisamos pagar ou resgatar algo com eles.

Meu pai nunca foi o pai carinhoso que eu quis ter. Eu o amo e admiro, e me sinto cada vez mais igual a ele em certas atitudes, mas aquela ligação que dizem toda filha ter com o pai, nunca existiu... Não sei o que é colo, beijos, apertões dele. Embora ele tenha sido um pai exemplar e que se esforçou muito para nunca me faltar nada...

Me deixou morando na casa dele (ele poderia ter vendido) quando foi embora para Natal e eu não quis ir.

Mas, onde eu queria chegar com este post, é o fato de família ser algo chato às vezes, quando acontecem problemas que você não pode resolver, como hoje quando minha mãe me ligou e meu pai estava alterado querendo sair de carro e me pediu para tentar falar com ele para não deixar ele ir... Eu daqui de longe 3000 km... Me irritei duas vezes: uma por não poder fazer nada e outra pela situação. Depois vem a culpa. Mas o que eu poderia fazer?

Meu pai estoura sempre, minha mãe já está perdendo as forças... Se bem que eu no lugar dela já teria perdido há muito, mas o que fazer, se apesar de tudo nós o amamos e gostamos dele. E ele, não sei porque, mas a carinha do meu pai me dá pena. Tem até um homem na novela das oito, avô das gêmeas, que me dá pena de assisti-lo porque ele lembra meu pai e a imagem dele me comove... Tinha um proprietário no condomínio que a arquiteta dele não dava jeito de acertar os recuos do projeto, e eu contrariando o que deve ser feito, tentava dar dicas para ele pois ele também parecia com o meu pai e eu ficava com dó dele não conseguir aprovar o projeto.

Bem, eu os poupo, não contei quando atropelei o motoqueiro, nem quando bati o carro. Mas, todas as decisões que eu tomo, ou vou tomar, faço questão de que passem pelo crivo deles (meus pais) que apesar de não se meterem deixam bem claro que me apoiarão em qualquer que seja a decisão tomada e/ou resultado.

Só que tem dias que irritam, ou sei lá definir o que senti hoje. Dó da minha mãe que eu amo e acho guerreira e raiva do meu pai porque ele tinha bebido.

É família né? E se eu escolhi ou escolheram para mim... Tenho que tentar levar da melhor forma. E, embora faça falta, tem vezes que é bom estarem longe... Como há pouco, mas meu coração ficou apertadinho.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2007

Primeiro Post do Ano

Alguém que errou e achou que tinha encontrado a felicidade do amor correspondido em 2006.

E pesando na balança viu que este amor não foi correspondido, não da maneira que deveria ser um relacionamento normal.


Pensei em começar o ano me lamentando, mas o primeiro post do ano, um ano novinho em folha para viver?

Decidi tentar me animar. Vou dar uma limpada na casa, arrumar minhas malas – dia 13 eu viajo. Fazer (e comprar) a listinha de presentes para a família. Livros para minha mãe, o do meu pai já está comprado e o da Carol... humm, deixa pra lá, ela costuma ler o que escrevo aqui... e os brinquedinhos de borracha para a cachorrada.

Vou para Natal gente. Terra do Sol, visitar aqueles que eu amo de verdade. Tá, ainda faltam 13 dias, mas que tal em vez de eu ficar lamentando o que perdi, viver gostosamente os dias de pré-férias, com aquela ansiedade gostosa, o clima de deixar as coisas prontas, saber que em poucos dias poderei abraçar minha filhota Olívia?


Olívia


Meu Speedy, a banda larga de SP, está para chegar, meu presentinho presente de natal atrasado. Isto me anima, já disse nos primórdios deste blog, fico alegre com besteiras e presentes que me dou.

Começo o ano com uma vontade de mudança, mudança interior. Talvez procure uma terapia para ficar fortinha e evitar recaídas, como me sugeriu uma alma boa num bate papo esta madrugada. Anjos existem e eles estão em todos os lugares – disfarçados de amigos – como os amigos da blogosfera também.

Então, meu planos serão modestos a princípio, mas realizáveis: dar uma volta na 25 de Março, por exemplo, na semana que vem. Depois com a cabeça em paz, programo (ou não) outras coisas, afinal como boa brasileira, meu ano realmente começa depois da revigorada viagem!

Só peço uma coisa, paciência para agüentar meus vizinhos e a mania deles de acharem que eu quero ouvir a mesma coisa que eles o dia todo. Chuva meu Deus, mande chuva!

sábado, 2 de dezembro de 2006

Pessoinha Especial

Carolina e Eu

(Nem que eu tivesse trezentos TCC’s, nem que estivesse acabando o mundo ou chovendo canivetes eu deixaria de postar hoje).

Mesmo que eu nunca venha a ter um filho saído da minha barriga nesta vida, posso dizer que já realizei o sonho de ser mãe.

Há 16 anos, em um domingo de sol, nascia minha amada irmã Carolina. Lembro-me do dia, estava quente como hoje. Ela veio sem esperar o almoço ficar pronto e sem esperar minha vizinha que desembarcava no aeroporto de Cumbica trazendo um doce de caju. Doce que minha mãe deu a luz desejando... (A Carol tem um cajuzinho no queixo).

Eu, com 13 anos de idade tinha nela a minha boneca, o bebê “de verdade” que eu sempre quis, a filha de mentirinha.

Carregava-a a todos os lugares, decidia que roupas ela usaria (ao três anos ela já tinha sua calça boca de sino), escolhia o tema e os enfeites de seus aniversários.

Aos oito anos ela “foi embora” junto com minha família para Natal, sofremos nós duas.

Nas férias da escola ela vinha me visitar, sozinha. Ficava em casa enquanto eu trabalhava, e olhar aquela coisinha dormindo, me fazia sentir pena de todas as mães que têm que trabalhar e deixar seus filhinhos em casa.

Aprontava também, trazia vira-latas da rua, bagunçava meu guarda roupas. Mas, me alegrava ao extremo, como no dia em que eu pude vê-la na rua brincando na hora que eu chegava do trabalho e correu pros meus braços: “Carlinha, você veio!”, feliz porque eu havia dito pela manhã que não sabia se conseguiria leva-la à faculdade comigo.

Passeávamos nos finais de semana. Eu era toda parques, junk food, pokemon, Castelo Ra-tim-bum.

Passou tão rápido, da qualidade de bebê foi promovida à irmã mais nova, com direito a adjetivos do tipo melhor amiga, companheira, cúmplice.

Mesmo morando longe (3000 km) e nos vendo uma vez ao ano, é uma das pessoas que mais sabe o que acontece na minha vida, o que sinto, de quem gosto, o que passo.
A internet ajuda a atualizar o amor (e as briguinhas), nos falamos pelo menos uma vez ao dia. Trocamos dicas, novidades, idéias, segredos.

Porque nem a distância geográfica que impede ações como o abraço, limita o sentimento.
Desejo que ela seja a pessoa mais feliz do mundo para sempre. Porque é uma pessoa que eu amo demais. Porque é um pedacinho de mim que veio de fora.

Feliz aniversário Jeriquinha!

quinta-feira, 2 de novembro de 2006

Finados

Não deixando a data (que nada tem de comemorativa) passar em branco, escrevo uma historia real de arrepiar os cabelos da peruca:

Minha avó paterna, amada e querida, já havia morrido há alguns anos e meu avô vivia falando aos quatro cantos do mundo que quando morresse queria ser enterrado junto dela.
Bem, minha família nunca se deu ao trabalho de comprar uma tumba comunitária - eis um dos meus medos de morrer e ser enterrada no Cemitério do Ariston em Carapicuíba, dizem que quando chove alaga tudo e dá para ver os pés dos defuntos, isto se a família não for assaltada na hora da despedida final, cruzes.
Voltando ao assunto, como minha família não é proprietária de um terreno neste tipo de condomínio – minha avó foi enterrada na cova cedida pela família de sua irmã. O sonho do meu avô pouco tinha chance de ser concretizado, claro. Minha avó era irmã da dona do terreno, meu avô... Bem deixa pra lá.
Minha mãe, bem realista/escrachada/sincera dizia: “Seu Justino, o senhor não vai ser enterrado lá não. Até parece! Mas, não se preocupe que a gente dá um jeito, nunca vi defunto abandonado na rua!”
Eis que meu vovozinho morre. Onde enterrar?
O marido da minha tia, que não é parente dele (genro é parente?), confabulou com a família dele e arrumou um “buraco” num cemitério para meu avô finalmente descansar em paz.
E, pasmem, São Paulo é enooorme, tem zilhões de cemitérios e cada um deles de proporções gigantescas (dá até medo de se perder dentro) e a tumba da família deste meu tio (marido da filha do meu avô) que não tem nenhuma ligação com a família da irmã da minha avó era no mesmo cemitério. E mais inacreditável ainda: as duas covas ficavam (ficam) a alguns passos, na verdade uma calçadinha de uns 90 centimetros, de distância!
O último sonho do meu avô finalmente se concretizou, seus restos mortais jazem em paz ao lado da sua amada.

É ou não um grande causo de finados? Eu só acredito porque eu vi.

terça-feira, 24 de outubro de 2006

Minhas decisões (que ninguém entende)

Vai fazer nove anos que moro sozinha – fui abandonada pela família aos 20 anos.
(Estas contas pouco importam todos já ficaram sabendo a minha idade no post abaixo – mas o corpinho é de 20 e o rostinho de 21, hahaha, bendito Renew).
Ao contrário de todo mundo, o que é normal no meu caso ser diferente da maioria, não fui eu quem saiu de casa, foi minha família inteira que se mudou para outra, outra cidade, em outro estado...
No começo não queria ir, e ainda não – imagina morar no nordeste?
Não tem show de rock, não tem cinema, não tem shopping, teatro, etc.
Até tem, mas não na quantidade suficiente que em São Paulo, ou seja, mesmo que eu não vá a nenhum destes lugares por um bom período de tempo, não me sinto prisioneira/limitada, porque sei que se quiser a opção estará a umas buzinadas de distância...
Imaginava: “Stones no Brasil, vem para SP, no máximo RJ, e eu lá longe... Sem Vila Madalena? Sem filas, sem trânsito, poluição, fumaça... Sem '25 de março'?”
Pois é, acho que sou masoquista...
Deixei de ter uma casa com mãe, pai, irmãos, cachorros... Deixei a oportunidade de poder estudar o dia inteiro numa faculdade federal sem precisar trabalhar...
Deixei inúmeras coisas do conforto da casa paterna (roupa lavada, comida caseira, carinho quando se está doente).
Confesso que com nove meses de solidão quis ir correndo pra barra da saia da mamãe, mas meu pai deu um grito:
- Alto lá!!! Eu insisti para que você viesse, agora quem não te quer aqui sou eu!
- Hã? - pensei: "será que ele não me quer mais?"
- Não filha, é que o melhor para você é terminar sua faculdade em São Paulo, que é pública e tem certo nome para você arrumar emprego melhor aqui.
- Ah, tá! Mas é que estou triste, não agüento mais viver sozinha (chorando)... Matar barata, consertar chuveiro, tudo sem ter ninguém para me ajudar...
Uma semana depois ganhei dois dias do meu chefe, uma passagem ida e volta da minha mãe e matei um pouco da saudade.
Eis que hoje estou aqui, fazendo outra faculdade na cidade de sempre, amadurecida (um pouquinho só, assumo) e lutando contra um novo problema que surgiu: o egoísmo de viver sozinha...
É, acabamos mal acostumados... Não podemos contar com ninguém é fato, mas a compensação é não precisar pensar também – eis me no exercício da preocupação com o próximo quando preciso dividir espaço com mais alguém...
Assim como a vida, tudo sem seu lado bom e mau. (Graaaande filósofa!)

PS: Atualmente, lá em Natal, existe uma infinidade de shoppings, Mc Donald’s, C&A (três!), Cinemark, Makro, Carrefour, Extra, trânsito, viadutos, grandes avenidas... Uma cidade crescendo com vasto campo para a construção civil (melhor para mim). Tudo isto pertinho do maravilhoso mar...
E eu ainda decidindo se quero ou não arrumar minhas trouxas...

segunda-feira, 23 de outubro de 2006

Bodas de Pérola

Está fazendo hoje exatamente 30 anos que meus pais se casaram.
E eu nesta época não era um espermatozóide querendo vencer a corrida não, já havia vencido a batalha há pelo menos cinco meses...
Contrariando o que todos dizem sobre este tipo de casamento, ainda estão juntos, firmes e fortes.
E, acrescento, ponho ainda minha mãozinha no fogo pelo amor deles: nunca houve traição.
Ah, eu quero um destes para mim – sem a barriga, é claro!

Vejam na foto eu lá na cerimônia e como minha mãe era (ainda é) linda!
PS: Ai droga, entreguei minha idade sem querer...

terça-feira, 12 de setembro de 2006

Uma história (de amor) real

Era uma vez uma casa onde viviam um irmão e uma irmã, com diferença de idade entre eles de apenas 10 meses e a proeza de terem nascido no mesmo ano.
Nesta casa, o pai e a mãe havia pelo menos treze anos que nunca fizeram nada para impedir que viesse outro filho, que nunca vinha. Já tinham até se conformado com a cota de herdeiros destinada pela vida.
Mas, eis que um dia, todos eles são surpreendidos pela notícia de que o número de integrantes da família iria aumentar.
Foi uma festa! Festa maior ainda para as crianças – quase adolescentes – que torciam com toda a força do seu ser para que o bebê fosse do sexo oposto ao seu.
A explicação de tal desejo? Com a chegada de mais um membro os donos da casa iriam aumentá-la e, claro, o sortudo teria um quarto só seu, coisa que até então não existia.
Porém a menina, além de desejar assim, ela também queria muito, desejava de verdade um bebezinho para cuidar, já que não tinha idade para ter o seu (até hoje não teve), dar carinho, mimos, amor...
Ao contrário do que ela ansiava, no sentido de sexo, depois de nove meses ela ganhou uma irmã, que foi recebida no lar com grande festa e alegria.
Amou aquele bebezinho desde o primeiro dia, desde que a viu pela primeira vez através do vidro do berçário com seu cabelinho espetado e seu rostinho que nada tinha de joelho.
Ali ela experimentou pela primeira vez na vida o gosto do amor incondicional, que dura até hoje e durará eternamente...
Trocou suas Barbies pela irmã e foram felizes para sempre. Quer dizer, na oração anterior há um equivoco, ela não trocou as bonecas, passou como herança, sem se importar, porque além das bonecas, ela dividiu tudo pois, como já mencionei, o amor era incondicional.
E quem não adivinhou, ou ainda não conhece as personagens, revelo aqui que são a minha família, e a criança, para aumentar mais minha alegria, pude escolher o nome (depois de umas briguinhas, claro) é a minha amadorada* Carolina.
(continua)
*Amadorada = amada + adorada. (N. da R.)

P. S.: Não vai ser desta vez que vou parar de fumar, minha mãe anunciou ontem a postagem nos correios de 20 maços de Gudang Garam (leia-se 400 cigarros!).