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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Não sei nem o que falar

Nem vou transcrever, vou colar mesmo! (Clica que amplia)

contato

Eu perdi um filho com quatro semanas de gestação em 2010, pelos mesmos motivos emocionais citados da atual suposta gravidez – diante do histórico, não sei se posso acreditar na palavra da pessoa.

Eu perdi 7 anos da minha vida, por acreditar nas milhares de promessas.

 

Alguém veio pedir desculpas?

Alguém veio saber como estou?

Eu não tenho marido e nem família perto de mim. Quando perdi meu filho, sofri sozinha.

Hoje, com toda a dor inominável que sinto, a dor que rasga a alma e me faz sentir vontade de me jogar na frente de um trem, a dor que não me deixa comer, a dor que não me deixa dormir.

A dor que não me deixa sequer limpar a minha casa há varios dias.

Com a minha dor ninguém se preocupa?

Com minha saúde, com meu estado emocional.

E ainda tenho que ouvir que eu passei dos limites? E que tenho que pedir desculpas!

Para mim, passar dos limites foi: brincar com minha vida, com meu maior sonho, destruir todo a esperança que eu tinha no amor, no coração de uma pessoa romântica, que ama com o mais fundo da alma, me fazer perder a fé em Deus e mais muitas outras coisas que a dor e emoção não me deixam nem listar…

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Descobrir que aquela pessoa a quem você deu uma segunda chance, a quem você abriu seu coração, que você perdoou, que te encantou, e até há alguns DIAS, planejava casamento, pois acreditava na verdade de serem um o amor da vida do outro. Isto não machuca?

Ver a pessoa que você amou casando com outra, paramentado de noivo, com OUTRA noiva que não você, apenas TREZE dias depois de ter dormido contigo, jurando amor eterno e sincero. Isto não causa transtorno emocional?

Tenho medo até que seja irreversível.

Ver aquelas fotos foi enlouquecedor. A dor, o desespero… Uma dor que parecia que só a morte ia me curar…

 

Até hoje, ninguém veio perguntar como eu estou, ninguém veio me pedir desculpas por ter desgraçado toda a minha vida emocional que está refletindo em todos os outros aspectos: trabalho, saúde. E meu financeiro? Sou eu que me sustento, moro sozinha… Ninguém está preocupado com isto. E eu tenho que arrancar forças das entranhas para levantar e trabalhar… Mesmo com toda a dor.

E mesmo com toda a dor eu que tenho que pedir desculpas, eu que passei dos limites…

E como se não bastasse a noticia do casamento, tenho que ler que a pessoa dei todo o meu amor, vai ser pai, mas não dos nossos futuros “cabecinhas”. Vai ser pai com o outra. E só a dor dela importa…


UPDATE: Se alguém merece processo aqui não sou eu. Se mais um filho morrer, veja bem, MAIS UM, a culpa é de uma única pessoa, que devastou a vida de pelo menos duas. Ainda que de forma culposa.

Em tempo, todas as pessoas relacionadas são relacionadas na história. Todos tem tudo a ver com a história. Eu não vivi esta mentira sozinha. Alias, foi por não estar sozinha nesta história de amor, que ela se transformou numa farsa.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Olívia

DSC09098

Olívia é minha cachorinha querida, adotada das ruas de Jandira, estado de São Paulo, há pelo menos uns oito anos, talvez mais, não lembro direito (garanto que amanhã vou procurar os documentos dela pra ver).

Hoje ela mora em Natal, no Rio Grande do Norte. Esta mudança foi um acordo que fiz com minha mãe na segunda visita de férias da Olívia à casa nova dos meus pais: já que eu tinha começado a estudar novamente, ela ficaria, porque não seria justo para um cão ficar “abandonado”, já que eu saía para trabalhar às seis e só voltava da nova faculdade por volta da meia noite.

Foram meus pais que me ensinaram a amar os animais, não tinha como não achar melhor para vida dela esta decisão: uma casa grande que meu pai comprou e para onde se mudaram depois de sua aposentadoria. Pessoas em casa o dia todo dar amor, além de uma cachorrinha para servir de companhia para a Olívia.

Claro, que eu sentia falta, ela também. As visitas a cada ano, ela me esperando no aeroporto e ficando tão feliz ao ponto de ter incontinência urinária! Grudar em mim em todo o tempo que eu estivesse por aqui, sem falar na percepção da minha partida antes mesmo de eu recomeçar a fazer as malas. Juro, dois dias antes ela começava a trazer seus brinquedos para perto da cama que eu dormia e mergulhava numa espécie de depressão.

Mas, mesmo depois que me formei, resolvemos que ela ficaria. Imagina, trocar uma casa com quintal, amigos caninos (a tropa tinha crescido) por uma casa pequena, quase sem quintal e comigo saindo todos os dias para trabalhar? Não, realmente o melhor para a Olívia era continuar em Natal.

A cachorrinha incrível, minha Schnouzer do Paraguai, Olívia Loyola, a emergente que saiu das ruas para andar de avião e morar no Nordeste. A minha alma gêmea em forma de cão: tem alergia de pulgas (de ficar com bolinhas vermelhas na barriguinha), odeia acordar cedo, é extremamente ciumenta com suas coisas materiais (tudo que foi dado para ela, ela defende com latidos e dentes, e ninguém toma de volta) e morde mesmo se alguém se aproximar ameaçando quem ela ama – tudo igual a mim!

Só que a vida nem sempre é um mar de rosas e, como se não bastasse o sofrimento dos seus primeiros anos de vida, quando era uma simples vira latas de rua, cheia de sarna, uma perninha manca (talvez tenha sido atropelada), além de ser xingada de feia (tadinha, todo mundo falava pra eu colocá-la nestes concursos de cães mais feios), agora a bichinha é cega. A catarata tomou conta dos seus dois olhinhos.DSC09106 Eu já sabia que isto aconteceria, mas sei lá… Não acompanhei o processo gradual, da última vez que a vi ela ainda tinha a visão parcial. Fiquei realmente em choque.

Dinheiro para a cirurgia não tenho. Tentar levá-la para São Paulo, submetê-la a uma mudança agora, nestas condições, seria a pior covardia… Aqui é o portinho seguro dela: tem meus pais, que não mudam mais nada de lugar dentro de casa, tem seus companheiros (duas outras cadelinhas e um gato – o caolhinho que minha mãe achou na rua).

E, no meio de tudo isto, acho que ela não sofre tanto. Já está adaptada a sua nova condição. Sabe se virar, tateia devagarinho, anda se guiando pelas paredes, desvia de um pé de cadeira e vai levando… E nunca corre – ato que não mais nos permite mais ver a puxadinha da perninha manca que aparecia só quando ela era rápida, um dos seus charmes.

Brinca com as outras cachorras enquanto elas estão perto, mas, basta as duas outras cadelinhas dispararem na corrida para a Olívia ficar de fora, olhando sem ver, parada no seu canto. Afinal, já disse, ela não corre mais.

Meu coração dói, já perdi as contas das lágrimas derramadas desde a madrugada da segunda passada, quando cheguei aqui, depois de dois anos sem vir.

Revolto-me contra Deus, que permite que mais um animal que eu escolho para criar (a outra foi a Emília) sofra… Por que Senhor? Por que um ser que não peca, que não sabe falar para pedir ajuda, que não faz maldades com o próximo, por que ele sofre? Por que os animais sofrem?

Chego a duvidar que o Deus pai exista… Eu sofro e choro. Mas, você Olívia, eu amo, pra sempre!

PS: Um acalanto na noite foi este post, adorei o nome: Um homem guia para um cão cego. Fica o link.

sábado, 18 de outubro de 2008

Votem contra (protegendo os animais)

Pedindo a colaboração de todos, votem contra este absurdo, por favor. Só a nossa união pode vencer estes desalmados que querem transformar em esporte o sacrifício de pobres animais.

http://www.ibama.gov.br/2008/10/enquete-voce-e-contra-ou-a-favor-a-caca-amadora/

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Um post para mim mesma

Não precisa ler nem comentar, ninguém vai entender.

Meu senso do que deve ser escrito está muito mais crítico do que a somatória de todas as correções já feitas em todas as postagens deste blog...
Momento de renovar. Como não sou de jogar nada fora (o apego material em coisas que me trazem recordação é de proporções gigantescas na minha vida) talvez eu mude meu jeito de escrever... Talvez mude o foco do que ando escrevendo.
Pensando bem, acho que neste blog nunca tive um foco fixo mesmo. Talvez ter um foco?
O fato é que eu andei lendo o passado registrado neste domínio de minha propriedade... Acho que não era o que eu queria...
Enfim, o que ficar registrado agora, depois que eu clicar no "publicar postagem" deste post talvez não seja compreendido (e nem é para ser) logo, nem precisa ser comentado.
Servirá para eu lembrar que eu quero dar um rumo novo às idéias...
Estou num momento de faxina na vida.
Talvez por isto eu tenha sido tentada a dar aquela geral no guarda-roupas. É inerente ao ser humano limpar a casa, organizar a mesa de trabalho, doar roupas (mesmo com o tal do apego material) quando sente que está perdendo o foco do que se deseja. Lava a alma por dentro.
Estou também com medo do desemprego no ano que vem...
Preciso focar no trabalho, na carreira... Parar de querer tudo e ver se com 31 anos decido de vez o caminho que quero seguir para sempre.
Queria era passar num concurso público, não ter mais um mundo de contas para pagar todo mês, comprar um terreno, construir minha casa, aprender a resistir bravamente ao consumismo (livros, dvd's, sapatos, bolsas, cosméticos, artigos técnicos e tecnológicos, doces, produtos de pet shop, acessórios de dança do ventre...).
Ah, tenho que aprender a me vender - como profissional liberal.
Mas puta merda, dia destes fui ver uma obra, cobrei 10 reais o metro quadrado do projeto (o mínimo que a ética manda cobrar em nossa área). Não é que o cara cotou com um ex-professor - um mesmo que uma vez me ligou no celular que não sei como conseguiu o número para me xingar porque eu dei um comunique-se (lista de coisas a corrigir) num projeto dele, que estava errado, ele dizia que por ter sido meu professor eu não poderia achar erros nele (!!!!) - então, voltando ao assunto, este féla que pensa que me ensinou algo, cobrou metade do preço e ainda forneceu o levantamento planialtimétrico de graça.
Meus colegas de trabalho ao saber do caso, estão até pensando em montar uma associação para poder denunciar ele, e outros, ao CREA.
Enfim, ao cara que quer ter a sua obra, boa sorte com o projeto do Arquiteto Nilton Humberto Melão - também vereador em Barueri.
Agora eu vou dormir.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Anjos do Sol

Deixei o silêncio da madrugada (meu horário preferido) para assistir ao longa Anjos do Sol, um filme baseado em uma coletânea de matérias que relatam a prostituição do Brasil.
Com um roterio forte, fotografia belíssima. Realista.
Nos leva a refletir o que existe de verdade no país, porque, nem nos devaneios mais surrealistas, conseguiria concretizar esta situação.
Maria (Fernanda Carvalho), uma garota de 12 anos, é vendida pelos pais. Começa a sua saga no mundo da prostituição. A corrupção da inocência infantil em prol da sobrevivência.
Um dos melhores e mais bem feitos filmes que já assisti.
Vale a pena para quem, tão atrasado quanto eu, ainda não viu.


quarta-feira, 4 de abril de 2007

Algumas Notas

A grande pagadora de micos retorna: já "inaugurei" meu novo trabalho (um mês e uma semana) caindo. Caí bonito (feio?) mesmo. Dos últimos cinco degraus a metida aqui, de salto, sem estar acostumada, leva um puta tombo até o térreo, daqueles que se tenta achar um prumo, o corrimão e cabrum... Chão, chão... Só não quebrei o nariz e os dentes porque as mãos ficaram em frente ao corpo em tempo hábil. E o pior, tinha uma câmera filmando tudo, porque o tombo foi em frente ao Gabinete do Prefeito (sim trabalho numa prefeitura), imaginem eu servindo de diversão fora de hora para o Excelentíssimo! Tinha que ser eu mesma... Mas agora, que dor. Deu "tendinite" num braço inteiro, abri um punho e as costas doem do impacto dos meus 53kg somados à força da gravidade.


E meu celular finalmente voltou a funcionar, ops, voltou não, começou, porque o aparelho novo deu o ar da graça nas chamadas hoje de madrugada, 20 dias após a habilitação! Depois de reclamar no Procon, Anatel e mais uns sites de denúncias, parece que a Morto, digo, Vivo, resolveu me atender. Um agradecimento especial ao NuncaMais.Net pela intervenção atenciosa desde o princípio. Se precisarem já conhecem minha dica. Já vi até TV digital pelo aparelho "novo".


Para terminar, uma imagem "roubada" do blog do Cássio. É de dar o que pensar.


sexta-feira, 30 de março de 2007

Nem com Tarja Preta

Tempos sem escrever faz com que algumas novidades aqui contadas já estejam envelhecidas, tal como o meu ataque "Virada na Giraia" (que eu não sei o que significa, muito menos quem é esta tal Giraia e se é assim que se escreve, mas tenho certeza que caberia à cena por mim protagonizada) no sábado passado.

Já contei aqui que comprei um celular novo, da Vivo, no post em que eu reclamava do descaso da operadora para com minha má sorte na transição do número velho para o aparelho moderno que, além de tudo, não fazia downloads.

Pois é, desde aquele dia (14 de março), hoje já é dia trinta, meu telefone não fala e não ouve. Sim, outra vez comigo, outro aparelho novo, na mesma operadora!!!

Antes, um parenteses (mais um?): meu amigo falou que estou gastadeira, mas eu fiquei rica! Não, não ganhei na loteria e no meu emprego novo, ganho menos do que ganhava no velho (mas valeu a pena pelo enriquecimento pessoal), mas eu ía falando de estar gastadeira, né? Pois é, apenas estou realizando alguns pequenos sonhos de consumo não possíveis enquanto eu pagava faculdade (uma grana preta), e aí me acho rica sim, e feliz.

Mas, o bendito celular, lindo, rosa, que tira fotos, toca MP3 e mais mil coisas, não faz o principal pelo qual foi inventado: fazer e receber chamadas.

E olha o que acontece: mil horas de musiquinhas no SAC(o), idas à várias lojas e representantes da marca (umas seis ou sete, sem exagero) e ninguém resolve meu problema. Tentaram de tudo, código do aparelho, reprogramação, e o diabo à quatro. Até que na última visita à uma loja Vivo num shopping, não aguentei depois que o cara disse que não podia fazer nada, me devolveu meu aparelho morto e pediu para eu aguardar mais um pouco... SEM PEDIR NEM DESCULPAS.

Tudo bem que estou calma (até demais) tomando Florais de Bach, mas nem se eu tivesse tomando tarja preta, eu não teria como não reagir. Eis que virei na Giraia, baixou um Exú, e botei para quebrar literalmente. Meti um soco no balcão, joguei longe o depósito de baterias usadas e achando pouco ainda coloquei para voar um treco de vidro bem grosso que serve pra enfiar cartazes de propaganda. Sem falar nos palavrões.

O tal "cara", porque para mim não é técnico nem atendente, ainda acionou o segurança do shopping, que ficou do meu lado quando contei porque me exaltei (claro que sabia e lhe disse que ele não podia fazer nada comigo, e eu mesma - barraqueira - já tinha ido até o telefone público (!) tendo um celular (!!!), ligar para o 190 e fui orientada que mesmo eu tendo me exaltado (o que era um direito meu) o cara não podia me "prender" ou coisas do tipo, e me pediram para ligar lá novamente, caso não cumprissem a ordem, que os policiais viriam em meu socorro).

Em casa, pedi a devolução do dinheiro por e-mail, eles responderam que estão analisando meu caso, que é muito complexo, pediram desculpas (!), não me deixam (agora?) sem um parecer do caso... E eu que estou louca pelo aparelho que só tem nesta operadora e insisto em não mudar de número (poxa é o mesmo há quase oito anos) aguardo, com muitas gotas de Florais pelo final feliz... Verdadeiro exercício da paciência!

quarta-feira, 14 de março de 2007

Os SAC's e eu...

Já que estamos na semana do consumidor, tão propagada pela Vivo nos comerciais de TV, resolvi dividir aqui o "bom" relacionamento com certas empresas, incluindo a citada operadora de telefonia.

- Vivo

Há um bom tempo venho me perguntando se vale tão a pena continuar na operadora apenas para manter o mesmo número de celular há oito anos. Eis o que ocorre enquanto, infelizmente, não é aprovada a lei da propriedade dos números telefônicos, serei obrigada (por capricho meu) a isto.

O ano passado resolvi trocar de aparelho, o que me acompanhava era um tijolinho de estimação (o primeiro) que nem ao menos enviava mensagens de textos. Querendo a liberdade de enviar e não só receber torpedos e querendo também poder fazer downloads de tons musicais escolhi um modelo que tivesse estas caracteristicas. Nunca tive necessidade de ostentação com aparelhos até então, logo qualquer modelo em promoção que tivesse tais funções serviria.

No site da Vivo escolhi um aparelho da Motorola, em que fui devidamente informada da possibilidade de permanecer com o número. Nem conto que fiquei sem número nenhum depois da vinda do novo celular por uma semana, simplesmente porque sempre "dava pau na migração" e nenhum técnico(?), atendente, suporte conseguia dar jeito.

Nem um pedido de desculpas!

Resolvida a confusão, de posse do novo aparelho com o número antigo, tento a primeira das tentativas de fazer downloadas de músicas. Tento e tento. Através de mensagens para a operadora, através do site da Vivo e outros sites próprios para downloads de tons. Nenhum era capacitado para meu modelo de celular, ou seja, ainda não havia tecnologia disponível que atendesse o sistema do meu telefone.

Tento a Motorola. Fui bem atendida no SAC via Chat, mas falaram que a tecnologia estava ativa e que dependia apenas da operadora.

Começa a saga, até que alguém tem a lucidez de esclarecer que eles não estavam preparados para o sistema do meu aparelho.

Eu que já tinha gastado vários Reais tentando baixar músicas que não vinham, reclamei. Porque comprei o aparelho que "fazia downloads" conforme mencionado na loja on line, e ainda por cima era cobrada por algo prometido durante a venda, mas que não funcionava...

Esperei os três meses de aprimoramento que eles estavam tentando fazer e nada. Solicitei devolução do dinheiro e recebi como resposta que eu deveria saber do problema antes de decidir gastar (!).

Cada vez mais puta da vida, ainda solicitei a troca do aparelho, por qualquer modelo que fosse capaz de receber os benditos toques polifônicos e o que tive foi apenas uma coleção de e-mail's negando tudo, todas as vezes.

Sem tempo de correr atrás dos meus direitos e sem ter cópias ou impressão da propaganda (que eu havia rasgado logo que a encomenda chegou "inteira" pelos Correios), deixei que a Vivo saísse vitoriosa até esta semana quando adquiri outro aparelho de celular. Pela mesma operadora. Tudo porque eu decidi querer um modelo bonito, cor de rosa e que fosse com o mesmo número...

Desta vez pelo menos, antes de receber o aparelho que talvez chegue amanhã, já dei um print em todas as promessas do site de vendas e estou pronta a tomar as decisões necessárias, se forem necessárias...

Conclusão: desta vez deixei que eles vencessem.

- Natura

Isto mesmo, aquela tão famosa empresa que trata bem das consumidoras e funcionárias, que ganhou milhões de prêmios sociais, me deixou literalmente com os cabelos arrepiados.

Comprei, também no ano passado - ano de TCC, fim de curso de faculdade e pouco tempo até para dormir, o que dirá correr atrás dos meus direitos de consumidora? - uma loção em spray para passar nas madeixas antes de fazer escova. Garantia brilho e durabilidade dos fios lisos e cumpriu o que prometeu. Porém o bico borrifador durou pouco mais de um mês.

Liguei lá no SAC e logo de cara ouvi que teria que aguardar uns vinte dias para a troca pois não tinham o produto em estoque. Antes da resposta, claro, pegaram todos os meus dados, CPF, RG, endereço, escolaridade, profissão, estado civil e etc., que eu dei achando estranho tantas informações apenas para uma reposição. Será que acham que alguém vai perder tempo ouvindo musiquinha e vozes gravadas pelo simples prazer de trocar um produto quase novo por outro, e que nem era tão caro assim?

Aguardei e depois de vinte dias liguei. Tive que retornar depois de mais vinte dias e assim foi por mais umas cinco vezes até próximo do Natal e até o ponto de meu colega de trabalho, com toda a desatenção do ser masculino, olhar para minha mesa e ver a embalagem cheia, inutilizada, esperando solução.

Pedi o dinheiro de volta. Eles não devolveram até hoje, porque o dia marcado para buscar o frasco que eu deveria devolver era simplesmente o dia 26 de dezembro, um dia em que quase ninguém trabalha e eu não garanti estar de prontidão para receber o funcionário da Natura.

Ou seja, eles não cumprem o prometido e eu, a consumidora, preciso estar a disposição da empresa?

Conclusão: acabei deixando para lá...

- Terra

Provedor de internet banda larga me deu dor de cabeça também. Assinei o Speedy, o serviço de banda larga da Telefônica que detem o monopólio em minha cidade, mas quando da contratação do servidor optei, dentre uma lista de nomes, pelo Terra.

Achando que a empresa que eu tive opção de escolha me trataria de forma diferente? Hahaha!!!

Eles ofereceram o modem "grátis", que eu teria que devolver quando cancelasse o serviço, num prazo mínimo de um ano - caso contrário teria que devolver e pagar multa por quebra de contrato... O prazo prometido para entrega era de até sete dias úteis. Não cumpridos!!!

Reclamei pelo não recebimento, pediram um prazo de 72 horas para verificar qual o problema não sem antes me interrogarem para saber se alguém poderia ter recebido o produto por mim e não ter me entregado. Findo o novo prazo, me pedem outro de 72 horas novamente sem resposta condizente, apenas um jogo de empurra para averiguações...

Não aceitei, claro, ultrajada ao extremo, exigi que me entregassem o modem até o dia seguinte. Como não recebi tratamento adequado à minha condição de cliente que teve opções de escolhê-los, cancelei tudo.

E os danadinhos ainda disseram que íam me cobrar multa (doze mensalidades!) por quebra de contrato.

Aff, a baiana rodou! Quem foi que não cumpriu contrato aí? Quem foi que até então não utilizou o serviço por omissão da contratada? Aliás, que quebra de contrato se eu nem usufruí do serviço?

Argumentaram que a partir do dia em que eu fiz o pedido eu estava com o serviço disponível para mim. Foi o cúmulo do absurdo ouvir aquilo. Se a falta da entrega do modem me impedia de desfrutar da internet, do provedor Terra, que serviço eu tive à disposição?

Cancelado o acordo, ainda ameacei processá-los caso viesse alguma cobrança. Me mandaram um e-mail cancelando.

Procurando por outros servidores, entrei em contato com o Ig, mas este não podia me "dar" o moden pois já constava um cadastro grátis nas americanas.com como doado pelo Terra a minha pessoa...

Bem, como mais uma tentativa, no UOL, que eu achava que seria bem mais caro, consegui o modem grátis, até aí eu aceitaria comprar (mas não mais assinar o Ig por causa do desaforo), mas além de não pagar, ainda tive mensalidade à preço de banana (R$ 4,90) por seis meses. E detalhe: não preciso devolver o aparelho mesmo que cancele a assinatura!

Conclusão: quando não se tem monopólio e decide-se pesquisar, os benefícios estão do nosso lado - consumidor.

A lição aprendida é saber reclamar e não deixar passar muito tempo antes de solicitar um "help" dos órgãos de defesa do consumidor.

PS: antes de postar meu celular novo foi entregue aqui em casa pelo vizinho que recebeu para mim.

Beijos!

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

Passeio e Censura


E viva a Rua 25 de Março, a Galeria Pagé e o Shopping 25!
  • Prancha de cerâmica R$18,00
  • 2 Carregadores de pilhas + 4 pilhas palito R$30,00
  • Brinco de strass R$35,00 no shopping, R$ 27,00 em Carapicuíba e R$12,00 na 25!
  • Pulseiras de bolotas, bolsas douradas, piercings, batas indianas... Tudo, tudo muito mais barato.
Só não vale a pena as grifes Dior, D&G, Chanel, Diesel. Isto é muito feio, mas quem quiser dá pra pagar 20 paus num mimo destas marcas!



E o passeio é gostoso, principalmente se for depois do Natal, num dia fresco como sábado passado. Além de ter curtido o Centro Velho de São Paulo e na volta uma caminhada até a Julio Prestes, passando pelo Viaduto Santa Efigênia, Vale do Anhangabaú, prédio dos Correios, colégio São Bento, Estação da Luz...

Amo muito tudo isto!

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Momento Revolta: aquela $#@!@ da Daniela Cicarelli deve estar se achando a galinha da cocada preta. Cheguei a defendê-la na época e não mudo a opinião, deixem que dê quem quiser e atire a primeira pedra quem nunca protagonizou cenas calientes fora de quatro paredes. Mas ela não deveria se esquecer que é uma "celebridade", e arcar com o preço da fama. Sem reclamações.
Ela optou ser famosa, não é nenhuma coitada filha de uma Xuxa ou Michael Jackson que não tiveram escolha.

E agora, anos luz depois do caso, ressurge do nada (eu já tinha até esquecido e nem achado nada de mais naquelas cenas) e nos faz pagar o preço (alto) de sermos censurados. Como se tivéssemos culpa e o que é pior: atestando a ignorância do meritíssimo, pois se alguém (ainda) quiser assistir meios não faltam. A internet não se restringe ao Youtube.

Boicote à Cicarelli na vida real, é minha proposta. Ela não se incomodou tanto de ser vista? Que seja ignorada.

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E pra finalizar, só teve uma coisa que não gostei no Caçador de Pipas: acabou muito rápido! Terminei a leitura no domingo.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

Revolta

Queria que o que me revoltasse fosse apenas o fato de que meu corpo de biquíni não é mais o mesmo de que há 10 anos, porém tem coisas que conseguem irritar mais a quase balzaquiana aqui do que uma barriguinha saliente:
  • A Policia Florestal de São Paulo em vez de notificar o Governo Estadual que construiu um conjunto de prédios populares (do CDHU) sem sistema de coleta de esgoto, agora ocupado e que solta os dejetos de toda a população do tal empreendimento no córrego até então limpo por trás do residencial onde trabalho e que serve como fonte de abastecimento de água do condomínio vizinho, fica procurando multar responsáveis por árvores podadas que estavam colocando residências em perigo e pessoas em risco de morte. (Ah tá, o chefe de governo pode num rompante se sentir afrontado e transferir o autor de semelhante "disparate" para os confins do estado, melhor notificar e lucrar com o simples cidadão).
  • Aliás, quando se chama algum órgão para resolver problemas de árvores em risco de queda eles logo se esquivam. Bombeiro não corta árvore, só vem em caso de acidente. Eletropaulo também não, só aparece em caso de estouro de transformador. O DEPRN (Departamento Estadual de Proteção aos Recursos Naturais) coloca mil empecilhos quando se trata de um pedido deste porte, exigindo laudos de agrônomos e cobranças de taxas caríssimas, isto quando autorizam. (Sempre depois da desgraça, agora os grandes industriais continuam a manchar nosso solo e mar sem nenhuma grande punição).
  • Isto até me lembra a peregrinação e sofrimento da minha mãe para arrancar a mangueira defronte sua casa, na qual meu irmão provocou a própria morte por enforcamento. Nem com este tipo de argumento e o compromisso de plantar outras mudas eles a autorizaram a se livrar do objeto de recordação de fato tão chocante. Ela, infelizmente, teve que contar com a força de um parente "influente" no governo. (Uma árvore frutífera em uma calçada é tão significante, deve ser para minimizar os efeitos da devastação sem limites da Amazônia e da Mata Atlântica).
  • As áreas de preservação em volta das represas que abastecem quase toda a Grande São Paulo – Billings e Guarapiranga – são ocupadas de forma irregular, sem saneamento básico, onde os esgotos e lixo da ocupação poluíram as águas em sua totalidade, não são notificadas por nenhum fiscal. (Será que é porque os novos moradores do local não têm poder aquisitivo para pagar propinas ao contrário de proprietários de lotes em condomínios fechados?).
  • Meus vizinhos (moro num bairro residencial) colocam caixas de som no meio da rua, de altos decibéis, durante todo o final de semana, e a polícia diz para mim que não pode fazer nada, que não tem viatura suficiente, se eu quiser resolver o problema terei que ir à delegacia prestar queixa e aí sim “surge” uma viatura para me acompanhar ao local da "festa". (Depois meu vizinho ciente da reclamação me dá um tiro e ninguém me socorre, né? Mas em áreas nobres, eles imediatamente aparecem com medidor de ruídos).
  • O que explica então, quando vou a um churrasco no interior e me deparo com policiais amigos da anfitriã, de viatura e em serviço numa outra cidade para degustar uma picanha? Ou policiais em bate-papos com garotas em porta de escola? (Creio que para isto as viaturas e os homens são em quantidade suficiente).

Poderia ficar aqui torrando a paciência dos meus queridos amigos com mais outros fatos, mas concluo apenas com a gota d’água de ontem, quanto assistia a um telejornal e vi mais uma vez a policia intervir, de forma violenta, numa civilizada manifestação popular contra o aumento do salário dos parlamentares (socos, bombas de gás, spray de pimenta, tropa de choque...), tão violenta que por covardia agrediram repórteres e cinegrafistas que estavam registrando o fato. Um deles foi preso.

Caralho, as vezes sinto saudades de lembrar que sou mulher e ficar brava apenas por ter uma unha quebrada.

Update: acabei por corrigir o texto, onde lê-se "risco de morte" tinha cometido um crime à lingua portuguesa escrevendo "risco de vida", terrível vício de linguagem adquirido "ouvindo" TV, coisa que está sendo corrigida aos poucos neste intrigante meio de comunicação.

O puxão de orelhas bem dado foi de meu amigo Jhon. (Valeu!)

sábado, 16 de dezembro de 2006

Não fico mais indignada, sou palhaça sem esperança e ponto

Update: o Luz de Luma, colocou no início do blog um link para assinatura de uma petição on line contra o aumento abusivo dos "salários" dos parlamentares. Assine você também e indique aos amigos, vamos aumentar esta corrente.

Acabando com a esperança de milhões de brasileiros, foi aprovado o disparatado aumento dos “salários” dos parlamentares. Chamar de “salário” é meio indigesto, não acham? É praticamente um prêmio da loteria todo mês para quem trabalha apenas três vezes por semana, em benefício próprio.

Anarquizar, como questionou o DO como possível solução, é tentador. Espero que se ele resolver fazer isto me chame, já estou guardando umas garrafas pra coquetéis molotovs... (Brincadeira, que fique bem claro, numa destas sou presa por ameaça de atentado!).

São tantos os amigos (entre eles Cássio, Andréa) que postaram sobre o assunto, que a minha contribuição vai ficar resumida na reprodução da lista de endereços enviada por um amigo (Fatorelli), para quem quiser e tiver paciência em enviar um e-mail de repúdio. Vale destacar os nomes na agenda, quadro de avisos, junto ao título de eleitor para não esquecer os mesmos nomes abaixo e não elegê-los nunca mais. Me consola não ter votado em nenhum destes.

Ontem, vi na TV que alguns órgãos entraram com processo contra tal aumento abusivo, um outro conhecido fez as contas em quantos salários mínimos poderiam ser pagos com o "salário", ops, prêmio de cada um dos parlamentares. Espero que a manifestação da qual não faço parte, senão com este humilde post, sirva para algo, porque já estou separando meu nariz de palhaço e como afirmei, perdendo as esperanças, que é a pior coisa que pode acontecer a um ser humano.

De arrepiar os cabelos da peruca e querer sair dando tiro em tudo o que é político que existe (mais uma vez apenas desabafo que não se configura intenção real).

Trechos do e-mail bem como a lista negra seguem abaixo:

"Envie sua opinião aos parlamentares que aumentaram o próprio salário

Um salário de 420 é impossível, diz o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. Já o salário dos parlamentares aumentará de R$ 12,8 mil para R$ 24,6 mil. Eles devem ter pensado "se os caras lá da Procuradoria podem, nós também podemos"... Gasto extra pode chegar a R$ 1,7 bilhão.

Ministro diz que salário mínimo de R$ 420 é "impossível"
Parlamentares aprovam aumento de quase 100% nos próprios salários

Abaixo a lista dos parlamentares - dos mais diversos partidos, PT, PSDB, PMDB, PTB... - que votaram a favor do reajuste. Basta você clicar no nome do parlamentar escolhido e enviar um email com a sua opinião sobre o assunto, para que eles saibam o que nós, brasileiros, achamos. Você votou em algum desses?"


Aldo Rebelo (PC do B-SP):
dep.aldorebelo@camara.gov.br

Renan Calheiros (PMDB-AL):
renan.calheiros@senador.gov.br

Ciro Nogueira (PP-PI):
dep.cironogueira@camara.gov.br

Jorge Alberto (PMDB-SE):
dep.jorgealberto@camara.gov.br

Luciano Castro (PL-RR):
dep.lucianocastro@camara.gov.br

José Múcio (PTB-PE):
dep.josemuciomonteiro@camara.gov.br

Wilson Santiago (PMDB-PB):
dep.wilsonsantiago@camara.gov.br

Miro Teixeira (PDT-RJ):
dep.miroteixeira@camara.gov.br

Sandra Rosado (PSB-RN):
dep.sandrarosado@camara.gov.br

Colbert Martins (PPS-BA):
colbertmartins@camara.gov.br

Bismarck Maia (PSDB-CE):
dep.bismarckmaia@camara.gov.br

Rodrigo Maia (PFL-RJ):
dep.rodrigomaia@camara.gov.br

José Carlos Aleluia (PFL-BA):
dep.josecarlosaleluia@camara.gov.br

Sandro Mabel (PL-GO):
dep.sandromabel@camara.gov.br

Givaldo Carimbão (PSB-AL):
dep.givaldocarimbao@camara.gov.br

Arlindo Chinaglia (PT-SP):
dep.arlindochinaglia@camara.gov.br

Inácio Arruda (PC do B-CE):
dep.inacioarruda@camara.gov.br

Carlos Willian (PTC-MG):
dep.carloswillian@camara.gov.br

Mário Heringer (PDT-MG):
dep.marioheringer@camara.gov.br

Inocêncio Oliveira (PL-PE):
dep.inocenciooliveira@camara.gov.br

Demóstenes Torres (PFL-GO):
demostenes.torres@senador.gov.br

Efraim Moraes (PFL-PB):
efraim.morais@senador.gov.br

Tião Viana (PT-AC):
tiao.viana@senador.gov.br

Ney Suassuna (PMDB-PB):
neysuassun@senador.gov.br

Benedito de Lira (PL-AL):
dep.beneditodelira@camara.gov.br

Ideli Salvatti (PT-SC):
ideli.salvatti@senadora.gov.br

terça-feira, 28 de novembro de 2006

Mundo Perdido

Não estou procurando emprego, mas se uma proposta muito boa aparecesse, não recusaria, acho que ninguém, não é mesmo?

Hoje recebi um telefonema, originado de um número de celular (!), que se identificava como sendo da agência Nova On Line, que me perguntava se estaria interessada numa proposta de emprego (a principio pensei ser uma propaganda da revista feminina homônima).

Segue o resto do papo:

- Primeiramente, qual a sua pretensão salarial? - a moça questionou.
- Pelo menos “X” – e completei: - Que é minha remuneração atual.
- Oh, nós temos uma vaga com o cargo exatamente igual ao teu, onde o salário chega a “2 X” mais benefícios de CLT.
- Legal.
- Então, a senhora estaria disponível para uma entrevista amanhã?
- Bem, precisamos combinar um horário fora do expediente comercial, porque como você deve saber, estou trabalhando, tenho compromissos assumidos e não gostaria de me ausentar do trabalho certo por algo ainda não definido, pode ser?

Num rompante, ainda questionei:

- Mas, me diga uma coisa, vocês não são aquele tipo de agência que vai me cobrar "trocentos" reais de taxas? Porque da última vez, me ofereceram um super emprego em que eu teria que pagar três parcelas de R$ 700,00, só de exames...
- Tum, tum, tum... – foi a resposta do outro lado.

Nem terminei de falar e eles desligaram. Que estranho!

Entrei no Google e digitei no "busca", páginas em português, a palavra “novaonline". Eis o primeiro resultado:

MONITOR DAS FRAUDES - FÓRUM DE ALERTAS E DISCUSSÃO
NOVAONLINE = GOLPE - PICARETAGEM. Recebi uma ligação deles, na qual eles diziam que eu me "encaixaria" perfeitamente para uma vaga em uma multi-nacional, ...
www.fraudes.org/forum2.asp -
Páginas Semelhantes

Para ser compreendida, creio que nem preciso colocar o resto.

Porém, meu amigo, ainda de curiosidade, pois já conhecia o golpe, ligou para lá:

- Oi, minha irmã recebeu um telefonema de vocês (...) parece que caiu a ligação (...). Este é um número de celular?
- Hã? Sim, este é meu celular. Qual o nome? Com quem ela falou? e gritando para terceiros - Alguém aí usou meu celular?

Ele tentou falar mais alguma coisa, mas a resposta novamente foi:

- Tum, tum, tum...

Fico pensando que o mundo está perdido, nem os pobres desempregados estão livres dos golpes dos picaretas de plantão.

sábado, 18 de novembro de 2006

De volta à blogosfera

Meu TCC ficou pronto, finalmente. Entreguei minhas quase cem páginas hoje ao meu orientador, rezando para que ele ache que está pronto também. Sua correção só ficará pronta na próxima quinta, um dia antes do prazo final da faculdade... Socorro!
Foram noites e madrugadas varadas, terminando algo que adiei o máximo que pude. Simplesmente não agüento mais estudar. Passei os últimos vinte e cinco anos da minha vida fazendo isto. E ainda me arrisquei nesta segunda faculdade, fazer o quê? Era meu sonho.
Agora vêm as provas finais e em dezenove dias serei engenheira com CREA na mão. Resta-me limpar a casa, arrumar os livros, apostilas e artigos espalhados, tirar o pó que se acumulou nestes dias em que me dediquei ao compromisso final. Ufa, só de tirar este peso das costas, faço faxina cantando I’ll survive em alto em bom som.

Mudando de pato para ganso, e dando uma de Magui (embora ela pense diferente de mim em questões políticas), desabafo aqui uma indignação que tomou conta de mim estes dias.
Os tucanos, que dominam São Paulo há anos, mostram cada vez mais que andam levando em frente o lema da música do finado Raul Seixas, que pregava que a solução era alugar o Brasil... De maneira distorcida, claro. Eles não alugam, vendem descaradamente. E ao contrário da música, nós vamos pagar sim. E caro, mais uma vez.
O governador de São Paulo, Cláudio Lembo, mal esperou duas semanas do final das eleições e colocou as garras, ops, bico de fora. Assinou esta semana a privatização do Rodoanel Mário Covas. Uma obra que finalmente poderia desafogar o trânsito caótico na Grande São Paulo. Poderia né? Porque com esta moda de vender nossa terra, contrariando a constituição, tirando nosso direito de ir e vir – porque se a liberdade de transitar nas vias privatizadas é mediante pagamento de pedágios, respondam se forem capazes, onde está o direito?
O trecho Sul do Rodoanel, pedágiado, será construído com dinheiro privado (é o que dizem, porque no fim acabam financiados com dinheiro público, do povo). A “boa” notícia é: o trecho Oeste que passa perto de casa, e foi construído com o dinheiro público, será “concedido” no pacote e já teve aprovada a colocação de uma "bela" praça de pedágio. Sim, este é o investimento a ser feito nesta obra de grande utilidade que foi paga por nós. Pistas novas, feitas com a mais nova tecnologia em pavimento de concreto, será passada assim, a troco de mais prejuízo ao bolso do cidadão.
Estarei ilhada em meio a tantas praças. Primeiro foi a Rodovia Castello Branco, que me trazia para casa numa boa. Ganhou uma tal marginal, fechamento dos acessos às pistas antigas, e se hoje eu quiser fugir do pedágio tenho que dar uma volta de 12 quilômetros ou passear pela cidade vizinha, enfrentando trânsito, semáforos e contribuindo com mais um veículo nos congestionamentos.
Agora, o Rodoanel, que veio como uma solução à este drama, como uma ótima uma via de acesso para chegar a cidade, vai ficar no passado ou, se quiser “matar a saudade” terei que investir num módico pagamento de cinco reais. E para “melhorar”, veio de “brinde”, a aprovação concomitante dos chamados pedágios de bloqueio, que todas as rodovias que chegam ao Rodoanel terão antes, cada um custando “apenas” dois reais.
E, a intenção inicial da rodovia, em forma de anel, que era contornar São Paulo, cruzando todas as estradas que na cidade chegam, fazendo que quem estivesse apenas passando por aqui não precisasse transitar na zona urbana, contribuindo para a melhoria do trânsito, a meu ver terá efeito contrário: para fugir do pagamento de pedágio a tendência vai ser... Adivinhem? Entupir mais um pouquinho as vias urbanas, deixando as estradas, obras caríssimas, sendo pouco utilizadas, fazendo com que sua vida útil, em torno de 30 anos, exatamente igual ao tempo de “aluguel”, dure o bastante até que volte a ser nossa.
É o fim da picada. To bege!

Abaixo, para quem não é de São Paulo, um mapa do traçado do Rodoanel para melhor compreensão. Na cor marrom as rodovias cruzadas pelo anel viário.


PS: Flavinha querida, não esqueci de ti, meu próximo post terá o tema da "selada" que você me deu. Sou eu, finalmente, voltando a “blogar”, beijos!

quarta-feira, 19 de julho de 2006

Frases do (meu) dia

"Odeio fantasiar algo e ver meu sonho desmoronar."
"Odeio quando alguém esquece que me prometeu algo. (Ou faz que esquece?)"
"Queria ser prioridade nos compromissos que assumem comigo."
"Queria lembrar das promessas que faço de deixar de esperar... Cansa!"
"Não me adoce antes, achando que vou perdoar a mancada do depois..."
"Não subestime minha inteligência. Em caso de pane ainda terei o sexto sentido ao meu lado."
"Sou má, muito má."