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domingo, 18 de fevereiro de 2007

Carnaval chegou e eu não fui...

Deixei tudo para última hora e não fui para canto nenhum, embora minha vizinha tivesse me chamado para ir à sua chácara. Quem sabe eu ainda decida e vá?
Na verdade estou me sentindo como passarinho fora da gaiola. Nunca tive feriado de carnaval desde que comecei a trabalhar e agora que tenho, não só os dias de folia, mas também o resto da semana, acabei aqui, em casa, sozinha.
Até hoje, amanhã não mais, J. disse que vem.
Batendo papo em comunidades do orkut. Quanta gente ficou em casa! Garota “Chat line”. É legal!
Querem saber? Eu adoro ficar na minha casa.
Fazer minhas coisas, ler meus livros (e revistas, dei uma abastecida na sexta-feira já prevendo os momentos de descanso).
Dormir, comer, entrar na net, ler, dormir...
Vinho, livros, revistas.
Realmente, não sou mais como era antigamente: baladeira.
Tenho nisto um problema: achar um local para comemorar meu aniversário de trinta anos.

Uma vez eu caí num baile de carnaval. Caí de gaiata. Estávamos sem nada para fazer, eu e uma amiga. Saíamos com outro amigo para um barzinho. Mas, como São Paulo estava praticamente morta devido ao feriado, não achamos nada e resolvemos tentar a vida no antigo Palace, uma casa de shows que promovia bailes de carnaval.
Eu de shorts jeans e miniblusa – quase uma freira perto das outras mulheres – não podia ficar dois minutos dançando num mesmo local que enchia de homens tarados como abelhas no mel.
Definitivamente, é melhor a minha casa.

Mas tem Santana do Parnaíba, aqui pertinho. Cidadezinha do interior, com o centro tombado pelo patrimônio histórico e rola um carnavalzinho de rua por lá. É mesmo, uma opção, quem sabe...

No mais, escrever aqui no blog sem preocupação em ser lida (porque acho que todo mundo está viajando) também é bom.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

Alma em Manutenção


Andei sumida. Não é um abandono de blog, pois ainda preciso decidir o que eu mais gosto: se é “ler” amigos ou escrever no meu.

Mas a minha alma precisa de uma manutenção, com isto apelo para o recolhimento. Por vezes me sinto mergulhar na tristeza, por mais que eu me esforce em contrário. E a cada vez percebo que uma coisa é certa: nem sempre conseguimos influir nos fatores externos, infelizmente, principalmente quando estes fatores têm vida própria.

Espero que compreendam minha ausência se eu demorar a postar e a visitar todos os amigos.
“Agora aqui em casa tem um gatinho ou gatinha, ainda não sabemos é muito pequenininho(a) acho que no máximo umas 2 semanas, a mãe achou na rua, ela tava andando ai viu ele, foi fazer carinho na cabeça dele e percebeu que o olhinho dele(a) tava dependurado, ai mãe levou ele na veterinária, então ela tirou o olho do bichinho, tá só com um olhinho o outro tá todo costurado, da até pena, é tão pequeninho, menor que a palma da mão e todo fraquinho!Mas é lindo! ^^” (Carol)
Isto me espera em Natal – confesso que estou tão sensível que chorei ao ler este recado deixado pela minha irmã no orkut. Além de matar as saudades da minha filha Olívia, tratarei de dedicar meu amor a este pobrezinho.

E um dia ainda poderei adotar e criar todos os bichinhos vira-latas e mal tratados do meio da rua.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

O que pensam de mim (?)

"Eu acho que a Carla tem muitos depoimentos. Se ela
fosse (raciocínio hipotético) uma criminosa, e tivesse sido presa, ia ser muito
difícil terminar o inquérito policial; levando-se em conta o constante
surgimento de novos depoentes.

Mas mesmo assim eu vou depor a respeito dessa menina,
não digo se a favor ou não, quem que porventura ler esse depoimento que tire
suas próprias conclusões.

Começando: Eu conheci essa menina moça há alguns anos
atrás e logo me identifiquei com ela, talvez pela sua personalidade forte e
única, uma mistura estranhíssima de doçura com toques de azedumes repentinos,
esse azedume talvez seja uma forma legítima de defesa.

Nunca conheci uma pessoa como ela... só ela, na época
que a conheci, era capaz de: juntamente com uma equipe topográfica composta, a
exceção da própria, de homens, desempenhar a atividade de levantamentos de campo
como líder, amassando barro, entrando em matagais por meio de picadas, almoçando
junto com os membros da equipe, isso tudo usando apenas, conforme a situação,
protetor solar ou repelente contra mosquitos; ela acordava de madrugada
trabalhava nesse serviço de maluco e, não sendo suficiente estudava a noite e
aos sábados na FATEC – SP, ainda não achando suficiente, participava de cursos
extracurriculares. Nessa época também os seus pais estavam longe de casa, morava
em Carapicuíba, não me lembro se só ou com um cachorrinho.

Com essa personalidade forte e única, aparentemente de
maneira simples, ela conseguia que todos a respeitassem como pessoa e
principalmente como uma profissional competente. Mesmo com os azedumes
repentinos... conquistou e conquista vários amigos por onde passa.

Para mim ela é um exemplo a ser seguido de pessoa,
profissional competente e mulher determinada; repleta de energia positiva. Quem
não a conhece quando a vê em seu pequeno corpo feminino imagina logo uma menina
frágil, porém quando ela mostra a que veio, por meio de sua inteligência e
determinação o espanto é coisa comum naqueles que estão começando a
conhecê-la.

Isso não acaba aqui, ela tem o horrível vício de fumar
cigarros de cravo. Tomara que um dia ela encerre esse vício tão abominável. A
mistura dos cosméticos que ela usa com o cigarro de cravo é quase insuportável.

Um beijo aqui do seu amigo.

E siga em frente vencedora!" (JHON)



Domingo passado ao ligar o computador, quase chorei de emoção, pois o texto acima faz parte de um depoimento no meu perfil do orkut, recebido neste dia de um amigo da primeira faculdade, justamente quando estava no auge de uma crise de depressão, meio que me achando um lixo e considerando injusto todo e qualquer elogio direcionado a minha pessoa. Até porque, modestamente falando, é tiro certo que todo mundo que conhece esta minha história de vida dizer que sou guerreira, vitoriosa, vencedora.

Mas às vezes, isto soa como obrigação de ser tudo o que falam, de corresponder às expectativas criadas em torno do que pensam sobre mim mesma, principalmente quando estou nas fases de discordar destes comentários.

Eu simplesmente corri atrás dos meus sonhos, mesmo com toda a dificuldade financeira e emocional por morar sozinha. Acreditei em tudo e prometo contar em outros posts um pouco de cada vitória – não para me gabar, mas para mostrar um pouco minha cara, quem sou, o que faço e a que vim neste mundo.

E tirem suas próprias conclusões...

Beijos!

domingo, 6 de agosto de 2006

Saudades e coincidências: é a vida!

Meio perdida. Sinto que meu norte foi parar na Argh, digo, Argentina.
Meu amor foi para lá, acabou de ir... O Jossano vai ficar um mês estudando naquela terra. E eu, neste momento, sem rumo.
Engraçado! Já esperava por isto, sabia que ia acontecer e fico assim...
Mas acho que vai passar. Nada como uma bela segunda-feira, retorno à vida real e ao trabalho.
É, taí, o ócio do domingo faz isto... Mas tem o amor também, não posso negar.
E o amor, as vezes, é egoísta querendo o ser amado sempre perto de si e quando não dá... Deixa pra lá...

A vida é engraçada mesmo, e surpreendente.
Quinta-feira passada trabalhei o dia todo com uma pessoa que não conhecia e veio de fora para implantar um novo sistema nos computadores lá do residencial.
No final do expediente, falando sobre o novo site e possíveis fotos e etc. veio o papo do orkut.
Que o condomínio tem uma comunidade feita por mim.
Esta pessoa, o Márcio, entrou lá, entrou no meu perfil e descobriu que nossos blogs têm o mesmo template.
Caraca! Já era uma coincidenciazinha considerável. Existem milhões de temas a serem escolhidos... Fucei sua página, logo de cara descobri que ele é amigo de uma amiga, a Cida, que acabei de reencontrar e outras coisas em comum.
Resultado: uma amizade que parece ser de infância, conversas no msn até as duas horas da manhã e tentativas de entender html em conjunto!
Adorei te conhecer Márcio. E adorei seus textos. Ah, assisti ontem Zuzu Angel no cinema, que por sinal estava vazio – confortável de assistir e desconfortável de saber que o filme, que estava no segundo dia de exibição, tinha uma sala daquele jeito. Recomendo que vejam e lotem as salas.

E, Carolina, preste atenção: maior que tudo no mundo é o meu amor por você.