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domingo, 12 de agosto de 2012

Prioridades

Que coração o cacete. Coração burro não merece crédito.

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Nota para dar prioridade (assim no singular):

  • Me jogar no trabalho. Fim.

Com a cabeça pensando apenas em trabalho, mesmo que temporariamente seja uma escolha não muito boa para o meu coração (nem para meu futuro em todos os aspectos), não faltam tarefas, então, sem dar bola pra bosta do lado direito do cérebro eu consigo ser alguém que pensa na família, que tem coragem de largar o cigarro e investir este dinheiro economizado em aulas de pilates (que há tempos venho adiando).

 

(a imagem eu peguei lá no Facebook em algum compartilhamento idiota que não resisti em fazer)

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Eu ainda acredito na bondade humana

Posso dizer que sou uma pessoa meio Anne Frank. Sabe, ela estava lá escondida dos nazistas, comendo o pão que o diabo amassou e, ainda assim, acreditava na bondade humana. Acreditava, apesar de tudo.

Sou assim. Me ferro, me lasco, me machuco, mas sempre acho que as outras pessoas são diferentes das anteriores.

Em todos os sentidos.

E hoje estou falando do meu lado profissional e pessoas que vivem no meio em que trabalho.

Há dias em que quero jogar tudo para o alto. E, na maioria das vezes, quero jogar tudo para o alto por causa de “gente” e não por não estar feliz fazendo o que faço (assumo minha parte da culpa em depositar expectativas em terceiros, em não dar bola para intrigas e fingir que não existe inveja, por exemplo).

Pelo contrário, amo com todas as minhas forças “transformar sonhos em concreto”. Pode ser uma casa de cachorro, um conjunto habitacional ou até mesmo uma caixa d’água. Realizo-me em saber que contribuo para que algo concreto (mesmo que seja de outro material, rs) saia do papel.

Enfrentar os problemas e os empecilhos do dia a dia. A entrega que não veio, o caminhão que quebrou atrasando todos os planos do dia (e semana)…  Alterar um projeto no meio do caminho porque algo na hora da execução saiu diferente do planejado.

Enfim, nada disto me incomoda. Pode cansar mentalmente. Mas é o cansaço gostoso do sentir-se viva e parte de uma realização. O cansaço de quem levanta da cama todos os dias pra “fazer algo”. Principalmente porque visto a camisa e sei que conseguiremos vencer os obstáculos dando sempre nosso melhor.

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Não faço nada sozinha. E gosto de ser equipe. Só me entristece quando esta equipe não trabalha na mesma sintonia.

Aí sim tenho vontade de pular fora. E, na loucura de virar a mesa, chego a cogitar a mudar de área. Mas são sempre pensamentos insanos de um cansaço de quem dá soco em ponta de faca.

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Mas hoje, especialmente hoje, gostaria de deixar registrado que foi um dia, a despeito de todos os acontecimentos de um passado muito recente, em que estou cansada (fisicamente), mas feliz e realizada.

Incluo aí a realização do reconhecimento profissional. E, veja bem, não é reconhecimento financeiro – se fosse isto, nem estaria onde estou hoje – tampouco de elogios diretos, é um outro tipo de reconhecimento.

Reconhecimento por ser ouvida e levada a sério nos seus conceitos e preocupações. Por perceber que sou alguém crível naquilo que acredita e naquilo que vem fazendo.

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Hoje vou dormir esperançosa e acreditando mais na bondade humana.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Mudanças x Escolhas

Depois de um longo período (uma noite e uma manhã) deitada na cama – achando que assim, evitando a vida real, evitava ter que fazer escolhas – de repente percebi que é isto: tenho medo de ter que fazer escolhas, ou melhor, tenho mais medo de fazer escolhas do que medo de mudanças.

Tenho alma de velha e evito o novo, tanto quanto posso - exceto nos aparelhos eletrônicos, porque, neste caso, poderia ser cobaia de empresas japonesas.

Mas a mudança, querendo ou não (acho que nem preciso dizer “querendo”, quase nunca quero), sempre me pega. E lá vou eu, fazendo a corajosa e enfrentando o desconhecido. Sempre. Modéstia bem à parte!

E, desta vez, depois de inventar trilhões de desculpas para não abandonar aquele local que provinha meu sustento há mais de quatro anos. Um local que pra “sobreviver” tive que literalmente vencer mais obstáculos do que um suposto desconhecido poderia me proporcionar, mas ainda assim, era “seguro”. Confortável.

Mas me tiraram do time.

Não tive tempo de lamentar. Também não chorei.

Mas tive que viver a mudança. Porque se a vida segue seu curso, se as contas vencem e os gatos precisam de ração, precisei lembrar das outras pessoas que tive a sorte de conhecer e que tive a sorte de gostarem de mim (principalmente do meu lado profissional) e fazer algumas ligações.

Dois e-mails e um telefonema foram o suficiente pra me colocar em pânico. Porque por melhor que possa parecer, novas oportunidades surgiram antes mesmo de eu ter que esperar temer a nova situação.

E tive que parar de tentar encontrar pessoas e parar pra fazer uma escolha.

Foi aí que travei. Foi aí que o bicho pegou, ou talvez tenha sido a hora que a ficha caiu. Tudo mudou e agora é hora de seguir em frente… Mas ter que escolher entre dois caminhos.

Segui meu coração, que preferiu optar pelo mais prático, pelo mais confortável e seguro (no sentido de achar que terei gente que posso contar) e acabei optando pelo primeiro mesmo…

Não será agora que saberei se a segunda opção, aparentemente mais vantajo$a, teria sido a mais correta. Ainda não quero caminhar tão longe (ou tão sozinha)… Ou não quero ser tão radical. Acho que esta última opção é a que vale.

E agora, com a escolha feita, poderei sentir o luto dos sonhos que ficaram para trás. Dos sonhos que virarão concreto nas mãos de outras pessoas.

domingo, 6 de junho de 2010

Feriado e algumas conquistas

Termino o feriado com sentimento de conquista no ar. Tenho que reconhecer um certo toque de Midas em algumas coisas que eu coloco as mãos. Dentre elas meu trabalho, meu blog de cosméticos, que mesmo sendo um prazer tem me trazido muitas coisas boas, dentre eles o contato de algumas marcas através de suas assessorias de imprensa. Sinal de reconhecimento.

Meu trabalho mesmo, é outra coisa que só o além pode explicar. Claro que não vou chover no molhado e falar aqui mais uma vez que eu amo o que faço e procuro sempre fazer bem feito. Talvez por isto, mesmo mandando tudo para as cucuias, meus dois chefes tenham vindo falar comigo e feito com que eu voltasse atrás.

O ruim disto tudo é saber que deixei minha família triste, porque eu tinha tomado a decisão de ir embora. E mais uma vez só posso agradecer a Deus por ter os pais que tenho e minha amada irmã Carol, pois diante de todo o meu desespero e impulsos insanos só fizeram apoiar (como sempre) qualquer decisão que eu tivesse tomado.

Eu sei que vocês lêem aqui de vez em quando, o blog estava trancado para evitar confundir quem fosse atrás do blog de cosméticos, mas agora publico meu amor e gratidão a vocês. Obrigada por tudo, sempre!

Agora as conquistas propriamente ditas, são bem modestas aos olhos de quem por ventura ler aqui, mas para mim significa muito. Consegui finalmente assistir dois filmes no DVD, coisas que desde o término do namoro eu não conseguia. Porque filme para mim era lembrança do namorado comigo, comendo torta, tomando vinho…

Mas tenho amigos, e com eles fugi para São Roque no final de semana prolongado que acaba hoje. Assistimos a filmes que eu escolhi, porque queria ver e não tinha visto pelos motivos descritos acima.

O primeiro deles foi UP, o filme do menino escoteiro que viaja na casa voadora (igual ao padre dos balões) e o outro foi Um Sonho Possível com a Sandra Bullock. Recomendo ambos.

Em São Roque também, fizemos um belo passeio pela cidade, mas desta vez nada do circuito conhecido que são as vinícolas. Ficamos rodando pela cidade, almoçamos uma bela feijoada, fim de tarde com chocolate quente italiano, uma outra descoberta que eu tinha feito esta semana num café perto do trabalho e já me viciou.

Também passei em duas lojas do tipo R$1,99, e consegui trazer para casa algumas tranqueiras que estão servindo nas mudanças e organização que estou fazendo por aqui. Tá ficando legal!

Agora vou voltar para os rascunhos dos posts do blog de mulherzinha, porque é este meu mundo “fútil” que tem feito com que eu consiga superar a barra ruim que, pelo jeito, passou!

Ah, só para deixar registrado, o curso de Urbanização de Favelas é mesmo muito puxado, mas tem assuntos muito legais, estou adorando aprender mais. Mas não progredi em nada este feriado, esqueci as apostilas que imprimi lá no trabalho e achei legal dar um tempo para a cabeça, mas terei muito o que ler esta semana.

Até a próxima!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Larguei o emprego

Simples assim, tem horas que precisamos definitivamente mudar tudo. Recomeçar do zero, porque reformas muitas vezes carregam um pouco do antigo.

terça-feira, 24 de março de 2009

Está chegando a hora de ir...

Depois, quando O Clone acabar, e o milhão de providências para eu resolver antes da hora da mudança, eu venho contar.

Só para esclarecer:

O prefeito aí do post de baixo é o prefeito que é o meu chefe. O novo chefe da cidade que eu trabalho... Se eu xingasse, quase na porta do trabalho (que é a prefeitura) quem ía fazer barbeiragens era eu.

terça-feira, 17 de março de 2009

Me livrei de uma...

Gente, eu lembrei que tenho blog (logo vou "lembrar" que meus amigos também têm - esperem O Clone acabar, please).

E eu estava esquecendo de contar uma coisa engraçada. Eu e meu jeito paga mico de ser. Vivo pagando mico, caindo, derrubando e mexendo com a pessoa errada.

Desta vez Deus deu um jeito de me segurar.

Estou indo, mais uma vez em cima da hora para o trabalho, e quando isto acontece parece que todos os lerdos do mundo resolvem colocar o carro na minha frente e fazer barbeiragens.

Não sou de segurar o verbo não. Buzino, xingo, pergunto se não tem seta e etc. Porque gente com porte de arma sem saber usar na minha frente é a morte.

Eis que pertinho da prefeitura, um ser resolve parar o carro no meio da rua, começa a conversar com uns funcionários da limpeza do município.

Decido ultrapassar. O "esperto" resolve sair na mesma hora, sem dar seta. E ainda na minha frente anda, tomando conta das duas pistas da rua, a passos de tartaruga.

Tudo bem, resolvi nem mexer com a pessoa. Estava chegando, faltava pouco, resolvi poupar a fadiga.

Pessoas, vocês não sabem do que me livre? Quando ele faz a curva, devagar, claro, na minha frente eu vislumbro no banco do motorista, dirigindo o carro maledeto, o perfil de nada mais nada menos que o prefeito da cidade em que trabalho.

Ufa, esta foi por pouco.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Auto atualização

Querendo escrever sobre nada... Mas sentindo que não posso deixar muitos dias em branco neste lugar que imaginei ser um arquivo de baboseiras ou coisas sérias ou pirações ou informações ou o que eu quiser (e que quero) que seja registrado (?). Um lugar onde volto algumas vezes para ler o que eu pensava há alguns dias, meses atrás.
E acho que estou deixando muitas novidades passarem o prazo de serem escritas como... com "novidades"!
Muita gente que "me lê" não me conhece pessoalmente, e o público que cai aqui nem sabe ainda que eu já tive outro gato depois do Nakombi, que nestes últimos seis meses contabilizo quase dois mil reais gastos (onde quase mil só em vinte dias) para salvar a vida dela - é tive outro gato que era gata - que veio com uma cartelinha de remédios a tiracolo do abrigo de onde saiu - e ela já morreu.
Sério! Consegui "matar" dois bichinhos este ano.
Eu não, desta vez foi a bactéria pasteurella: gripe, bronquite, sinusite e outros "ites", anorexia, anemia, fígado destruído, sistema nervoso idem por causa dos remédios e, no fim, infecção generalizada, duas convulsões e uma paradinha cardíaca.
Praguejei contra Deus, praticamente uma herege, comecei a duvidar de Seu amor pelos animais.
Duro conseguir entender como um ser que não peca, "pagar" com a dor.
Enfim, quase trouxe um bichinho (um gatinho fofinho tomba-latas-querendo-ser-siamês) da obra do mutirão (viu como está tudo atrasado? nem contei que trabalho agora numa obra para a prefeitura e o sistema construtivo é mutirão).
(...)
Estou feliz e terei no meu acervo profissional a responsabilidade técnica de execução de casas de interesse social em mutirão.
(...)
O candidato da situação pode nem ganhar as eleições. E eu que sou apenas técnica, e não fico fazendo política, nem sei se continuo depois do dia 05.
Sim, existem cargos de confiança que não sejam na base da gratificação política como todos pensam.
E aprendi que políticos que se cercam de profissionais de verdade conseguem verba (pois grana tem lá nos ministérios para várias áreas) para realizar projetos.
E vou terminando outro post que digo muito e digo nada, porque agora eu vou treinar mais um pouco de dança do ventre (desta vez com véu) antes de dormir para ver se consigo fazer bonito, porque a dança da espada que dancei até que iria dar certo se a espada resolvesse ficar na minha cabeça, equilibrada como nos ensaios...
Boa noite!

domingo, 20 de julho de 2008

Muitas considerações (inconsideráveis talvez)

É realmente sou uma espécie de mãe desnaturada com o blog. Talvez relapsa até... Mas o fato é conhecido de quem já leu com atenção algo escrito aqui este ano.
Este é o ano que escolhi para ser o ano de plantar a semente profissional ou, mais claramente dizendo, o ano do trabalho.
Até o namorado já achou que eu tinha outro.
Tenho sim: meu futuro como engenheira - já que ele não me quer como dona de casa de uma futura vida conjugal (nem eu, rsrs).
Embora imagino como seria viver com um cartão de crédito cedido por um marido bonzinho para eu acordar as dez da manhã todos os dias, comprar todos os livros e ler o tanto quanto eu puder, viver de lavar os cabelos somente em salão de beleza e estar disposta a noite para jantar com meu maridinho.
Mas, só sonho com isto quando estou no limite do esgotamento. Prefiro ser engenheira.

Enfim, algumas muitas coisas aconteceram desde que postei sobre as casinhas. E não registrei aqui.
Coisas indizíveis, eu disse no blog "diário" que fiz e que só eu tenho acesso.
Preciso dizer também que comecei a biografia da minha vida em um outro blog... Talvez quando sair da fase infância e estiver preparada para o choque que provocarei na família (que agora também tem uma second life virtual) torno publica estas revelações...
Por falar em second life, estou me coçando para comprar o The Sims, só não sei onde arrumarei tempo para jogar. Talvez furtando algum tempo dos muitos trabalhos que arrumei para fazer.
O projeto das casinhas está indo de vento em popa, e as famílias concordaram em assumir a dívida do que vai faltar para construir a casa do sonho deles com o dinheiro da Caixa - que já disse antes ser insuficiente.
Fiz também meu primeiro projeto "solo", aquele que o cara tinha preferido fazer com o meu ex-professor que cobrou a metade do que eu cobrei... A obra foi embargada, e o "barateiro" mal tinha traçado as primeiras linhas do projeto... No fim aceitei, podia ter dado uma de gostosa e ter dito não, mas o dono do terreno aprendeu a lição e se mostrou um bom cliente, não sou eu quem vai jogar dinheiro fora, né? E, além do mais, pensem que agora existe uma obra no mundo com minha placa de engenheira!

A dança do ventre é outra coisa que inventei de fazer no pouco tempo que me resta. Agora preciso ensaiar... E já que falto muito na escola, a professora me deixou filmar a aula da minha coreografia para poder treinar em casa... Se eu ficar boa, eu coloco o Youtube.

Para ter menos tempo ainda, voltei a ler frenéticamente. Ando numa fase religiosa ecumênica que até assusta quem dá uma espiada na minha estante. De cristianismo a Rubens Saraceni. Sou eu, numa busca de respostas para as questões loucamente filosóficas da vida: porque existimos?
Devorando agora A Linguagem de Deus - Francis S. Collins, cientista diretor do Projeto Genoma que apresenta evidencias de que Ele existe.
Ok, mesmo sem respostas, ajuda perceber que muita gente fez (e faz) as perguntas que vivem martelando na minha cabeça acerca da existência humana e afins...

Num texto sem pé nem cabeça, termino dizendo que meu rosto está melhor do que antes, saiu até a mancha que eu tinha no buço. Mas ainda terei muitos dias fugindo do sol e usando protetor solar de duas em duas horas para não ganhar uma mega outra mancha.

E, finalmente, se alguém ler este texto até o fim, e ainda tiver coragem de comentar, deixo meus sinceros cumprimentos pela sensibilidade aguçada de conseguido compreender isto aqui que ainda estou pensando se clico ou não o tal do "publicar postagem"...

Ps: só pra registar na série "contecimentos importantes" da minha vida: minha máquina de lavar está "dando PT". Será que vou sobreviver se isto acontecer?

domingo, 4 de maio de 2008

Quase lá

Estou virando a noite, falta pouco para terminar a parte que me compete na equipe neste projeto das casinhas - eu que chamo assim de "projeto das casinhas". Vai ser um condomínio com 90 casas, para (óbvio) 90 famílias de uma associação buscarem (no caso "nós") o financimento junto à Caixa Econômica Federal.
O sonho delas se tornou meu. Primeiro porque é estranho, saber que todo mundo está botando a maior fé em você - no caso a equipe técnica que faço parte - embora tenhamos sido apenas contratados.
Depois, porque a grana que vai rolar (está rolando ladeira abaixo já: vide as dívidas contraídas por esta descabeçada que vos escreve) nem é tão boa, mas a "fama" me aguarda... Tipo assim, quem conhece engenheiro dando sopa por aí com experiência em buscar financiamentos para famílias de baixa renda?
Enfim, o "know how" foi adquirido trabalhando lá na prefeitura, onde conseguimos até agora aprovar alguns projetinhos.
Trabalhar sem o vínculo de um órgão público (tirando a própria Caixa) pode ser mais fácil sim, pois as barreiras burocráticas não existem mais.
Eu explico, explico e fico com a sensação de quem lê depois não entende bulhufas, mas o fato é que eu apenas estou dando um descanso para a mente antes de terminar o orçamento da parte elétrica.
Será o fim da minha parte no trabalho? NÃO!!! Porque estou vendo que a casa que eu orcei está muito mais cara que o valor do crédito que buscamos.
Com certeza, depois de uma reuniãozinha básica na segunda, me encontrarei novamente com este orçamento, tirando revestimento de parede, porta de quarto e outras coisinhas...
São seis horas e 22 minutos, está passando Pe. Marcelo Rossi na TV - minha prima deve estar lá. E eu vou trabalhar até terminar, para só depois dormir. Daí sim, eu durmo sem ficar pensando em mil outras coisas que tenho para fazer, porque eu já terei uma missão "cumprida" (será?).

domingo, 27 de abril de 2008

Uma outra visão do mundo

Ler blogs, isto não me pertence mais...
Mais uma madrugada trabalhando.
Hoje ganhei uma lente de contato, grátis, free, na faixa.
Por que em loja de rico somos tratados como reis? Fui lá fazer meus óculos, um de sol, outro normal. Tomei cafezinho feito na hora, exclusivamente para mim e para minha tia, ela deu uma regulada na armação ("di grátis também") e eu ainda ganhei um par de lentes de contatos, tipo assim, só para ver como é que é...
Gente! Como o mundo é bonito!
Eu vi as folhas da árvore que eu acho bonita no caminho de casa - ela não é um enorme borrão verde.
Eu li as placas que estavam lá longe.
Eu consigo ler o nome dos livros da minha estante sem precisar chegar perto.
Acho que vou procurar o Dr. Fritz e operar minha miopia, o mundo tem contornos definidos e eu tinha esquecido.
Mudando de assunto, estou me sentindo tão bem, fazer boas ações é bom demais. Dar a mão para sua melhor amiga, quando ela já estava desacreditando de que lá no final do túnel tem uma luzinha, não tem preço.
Gastei boa parte de um tempo precioso que serviria para trabalhar no projeto das casinhas - temos até o dia 10 para dar entrada na Caixa Econômica, estou correndo contra o tempo e eliminando algumas diversões (tipo, nada de Virada Cultural), eliminando sono, evitando o supermercado, fazendo o namorado entender que a vida está corrida (ele é fofo e compreensivo sim)... Xi, me perdi nos parenteses de novo! Então, gastei preciosos minutos que poderiam ser revertidos em trabalho, com a vida dela - que em muitas épocas de nossas existências se funde com a minha - mas, fazer o bem é gratificante. Quem ler isto aqui, considere na vida, vale a pena!
Só vou falar como estou me sentindo - não o que fiz - para não pensarem que uso o blog para me promover, porque também não gosto de quem ajuda e fica pagando de bonzinho, só escrevo para dizer que têm certas coisas na vida que dão muito mais satisfação do que a realização de sonhos e consumos egoístas - é só tentar.
Bom, a pausa para descanso da mente já esgotou o prazo permitido, voltarei às minhas planilhas de custos e até um outro dia.

(Quero agradecer ao DO, a Lulu, a Bruninha, a Ju, a Ludi e aos amigos que ficam vindo aqui, mesmo com minha aparente falta de consideração em visitá-los: obrigada mesmo!)

segunda-feira, 21 de abril de 2008

O descanso do mouse


Parando de desenhar um pouco, porque as juntas dos dedos e o punho já estão doendo...
Projetar é legal quando se tem experiência e/ou tempo. Projetar não é tão legal (mas não é chato) quando não se tem tempo... A experiência se adquire fazendo.
É tão bonitinho ver o vasinho sanitário, o seu tubinho de esgoto indo para o ralinho, tudo "inho" e limpinho na tela.
Era o que eu estava fazendo e para onde vou voltar daqui à pouco.
A minha parceira de trabalho fez o projeto da casa tipo e a implantação no terreno. Eu vou terminar os orçamentos (inshallah).

Todo mundo acha que eu sou louca quando digo que virei a noite trabalhando, mas fazer o quê se é a hora que meu organismo escolheu para ser mais produtivo?
Amanhã é feríado, eu acordo tarde e com a missão, senão cumprida, bem adiantada.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Um post para mim mesma

Não precisa ler nem comentar, ninguém vai entender.

Meu senso do que deve ser escrito está muito mais crítico do que a somatória de todas as correções já feitas em todas as postagens deste blog...
Momento de renovar. Como não sou de jogar nada fora (o apego material em coisas que me trazem recordação é de proporções gigantescas na minha vida) talvez eu mude meu jeito de escrever... Talvez mude o foco do que ando escrevendo.
Pensando bem, acho que neste blog nunca tive um foco fixo mesmo. Talvez ter um foco?
O fato é que eu andei lendo o passado registrado neste domínio de minha propriedade... Acho que não era o que eu queria...
Enfim, o que ficar registrado agora, depois que eu clicar no "publicar postagem" deste post talvez não seja compreendido (e nem é para ser) logo, nem precisa ser comentado.
Servirá para eu lembrar que eu quero dar um rumo novo às idéias...
Estou num momento de faxina na vida.
Talvez por isto eu tenha sido tentada a dar aquela geral no guarda-roupas. É inerente ao ser humano limpar a casa, organizar a mesa de trabalho, doar roupas (mesmo com o tal do apego material) quando sente que está perdendo o foco do que se deseja. Lava a alma por dentro.
Estou também com medo do desemprego no ano que vem...
Preciso focar no trabalho, na carreira... Parar de querer tudo e ver se com 31 anos decido de vez o caminho que quero seguir para sempre.
Queria era passar num concurso público, não ter mais um mundo de contas para pagar todo mês, comprar um terreno, construir minha casa, aprender a resistir bravamente ao consumismo (livros, dvd's, sapatos, bolsas, cosméticos, artigos técnicos e tecnológicos, doces, produtos de pet shop, acessórios de dança do ventre...).
Ah, tenho que aprender a me vender - como profissional liberal.
Mas puta merda, dia destes fui ver uma obra, cobrei 10 reais o metro quadrado do projeto (o mínimo que a ética manda cobrar em nossa área). Não é que o cara cotou com um ex-professor - um mesmo que uma vez me ligou no celular que não sei como conseguiu o número para me xingar porque eu dei um comunique-se (lista de coisas a corrigir) num projeto dele, que estava errado, ele dizia que por ter sido meu professor eu não poderia achar erros nele (!!!!) - então, voltando ao assunto, este féla que pensa que me ensinou algo, cobrou metade do preço e ainda forneceu o levantamento planialtimétrico de graça.
Meus colegas de trabalho ao saber do caso, estão até pensando em montar uma associação para poder denunciar ele, e outros, ao CREA.
Enfim, ao cara que quer ter a sua obra, boa sorte com o projeto do Arquiteto Nilton Humberto Melão - também vereador em Barueri.
Agora eu vou dormir.

quarta-feira, 12 de março de 2008

O que não ficou explicado e mais algumas coisinhas

Às vezes eu não quero ser compreendida na hora, mas nunca me recuso a explicar o que faço. Acho que quem tem blog sofre deste mal, adora se expor, dizer como é a vida, colocar em pauta sua opinião e afins.
Enfim, alguns projetos eu prefiro não assinar ainda. Trabalho no departamento de aprovação de projetos de uma cidade. Apesar de sermos em quatro profissionais que podem se revesar e uma aprovar o projeto da outra (sempre exigimos mais de nós mesmas do que dos outros), não quero, ainda, assinar projetos na cidade onde eu aprovo os projetos particulares.

Por outro lado, quando aceitei o departamento de controle urbano, que é o que aprova projetos, foi com a condição de que pudesse permanecer no departamento de habitação, aquele que faz projetos - projetos públicos, obras públicas e, no nosso caso, habitações de interesse social. Projetos em parceria com o governo federal (de onde vem os financiamentos) para a população carente da cidade.

Me orgulha ver que além da ação social, que não tem preço que pague, saber que conseguimos coisas com nossa força de vontade.
Virar noites, trabalhar em feríados para conseguir verbas, dando o sangue, para no final conseguir porque nossos projetos são bons. Ser pioneiros. Participar.
Aprender a lidar com a "burrocracia" de muitos órgãos. Conhecer leis (as ambientais são as piores). Tudo isto, no final não terá preço.

Vou olhar para trás um dia e ver o que fiz, o que ficou de bom.
Vou olhar para trás e ver meu curriculum. Sentirei orgulho.
Uma das mágicas da construção civil é poder transformar sonhos em concreto (com e sem trocadilhos).

terça-feira, 11 de março de 2008

Criando meu acervo

Enfim, meu projeto da área de lazer (particular) está saindo... Mas, não sou eu quem vai assinar.
Na contramão, no lado bom, acabei de recolher minhas primeiras ART's pela prefeitura.
Responsabilidade por Conjuntos Habitacionais de Interesse Social (neste caso, sem fins lucrativos) - porque por Interesse Social, definido pelo Código Sanitário do Estado é toda edificação com menos de 60 m², portanto, prédio com cobertura, piscina e churrasqueira na varanda em pleno Morumbi pode ser considerado de Interesse Social.
Meu caso é diferente. E outra, financiado por meios dificílimos de se conseguir verba: Ministério das Cidades, Caixa Econômica, Crédito Solidário e/ou afins.
Ou seja, que acervo rico engenheira!

domingo, 24 de fevereiro de 2008

31 anos

Idade nova, ausente de tudo e todos. Trabalhando.
Dinheiro não tem hora para precisar entrar, sempre precisa.
Desenhos, traçados, apaga, desenha, pesquisa, salva.
Uma área de lazer.
Campo de futebol, quadra poliesportiva, quiosque com churrasqueira.
Ainda no mundo virtual da tela do computador.
E eu aqui... No meu mundo real. Idade real.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Pausa para o lanche:

Falei estes dias e eis me aqui novamente trabalhando sob pressão, melhor, sob super pressão.
Trabalhando em casa para vencer prazos.
Procurando o tal funcionário público que não faz nada.
Fazendo o que amo fazer nesta vida.

Entre outras coisas, neste mês, fazendo isto:

- Análise de projetos;
- Vistoria de Habite-se's;
- Atendimento à contrutores tirando dúvidas;
- Anuência em retificação de áreas;
- Orçamento de várias unidades habitacionais para compra unica (pregão);
- Cadastro de campo de habitações em áreas de risco (remoção de família, reforma da casa) e seus respectivos custos;
- Numeração oficial da cidade...

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Reunião com o Prefeito


Hoje teve mais uma reunião com o prefeito. Desde que eu entrei lá em fevereiro, tiveram três ou quatros destes encontros.

Eu acho legal. Até porque nunca trabalhei em prefeitura antes e, tampouco ouvi dizer de prefeitos que fazem reuniões em massa com os funcionários.

O assunto é quase sempre o mesmo: dizer que não exige filiação politica (e não exige mesmo), dizer que gostaria que as pessoas vestissem a camisa do governo, pelo bem da cidade; votar em que dia ou não poderemos fazer um determinado mutirão; mostrar que ele chegou aonde ele chegou mas, sempre trabalhou muito para isto; mostrar os progressos que andam acontecendo graças ao trabalho de todos nós; e, principalmente,tentar conscientizar sempre, que é com trabalho que se chega lá, que quem enrola e acha que está sendo espertinho, no fundo tem aquele troço de talvez estar enganando a si mesmo...

Lances até meio que auto-ajuda (que eu abomino) porém, infelizmente, sei que é necessário para muitos funcionários... E sem ser preconceituosa, talvez já sendo, vejo que este tipo de pensamento ocorre com os trabalhadores que executam funções mecanizadas, repetitivas, ou que não exigem muito raciocínio - falta o conhecimento de que o trabalho de cada um é importante para o funcionamento da máquina.

Felizmente, no meu departamento, vejo que todos os envolvidos nos projetos, vibram a cada nova conquista, a cada nova fase de aprovação dos projetos dos conjuntos habitacionais junto à Caixa e aos demais órgãos (tais como Meio Ambiente, CETESB, etc.)...

No fim, nem gostaria de ficar dizendo sobre o meu trabalho novamente. Que eu amo de paixão. Mas, sim registrar o fato deu achar legal (embora os horários nem sempre sejam bons para mim) um chefe, como um prefeito, se preocupar em estar sempre conversando com seus colaboradores.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Funcionária Padrão

Ai que eu gostaria, como diz a mãe do J., de ser aquele tipo de funcionário público que o povo tanto fala que não faz nada... Rs! Brincadeira, não gostaria não - adoro o que faço! Mas, trabalho pra cacete viu?

Primeiro que adoro o lugar onde estou. O Departamento de Habitação de uma Prefeitura pertinho de casa... Ops, departamento atualmente unificado ao departamento de Controle Urbano (que analisa, aprova, dá habite-se's para desdobros, funcionamentos, etc.).

Ou seja, mesmo mudando de emprego, continuo numa área de eterno aprendizado e tarefas sem rotinas (num bom sentido, porque posso ser engenheira que não faz um tipo de serviço só).

Sem falar no lado social. Quatro projetos de conjuntos habitacionais em andamento! Outros tantos projetos quase saindo do papel de melhorias em bairros de habitações precárias e etc.

Ah! E, apesar de não ser concursada, posso dizer que não há mutreta na minha contratação. Nunca fui filiada a nenhum partido político ou fiz favores para "merecer" tais oportunidades. Fui convidada por três pessoas do departamento para trabalhar lá, que já conheciam meu trabalho no antigo emprego!

Posso reclamar de falta de tempo. Mas, nunca jamais reclamar de falta de sorte. Aos dezesseis anos entrei no colegial técnico, posteriormente me graduei em mais dois cursos superiores, todos nesta área. E, trabalho no que amo. Isto não tem preço!

Posso parecer repetitiva, pois já falei isto antes. Mas, justifico minha ausência com excesso de projetos e alguns servicinhos por fora que pintaram... Oba!

Fotos do meu trabalho aqui.