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domingo, 12 de agosto de 2012

Prioridades

Que coração o cacete. Coração burro não merece crédito.

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Nota para dar prioridade (assim no singular):

  • Me jogar no trabalho. Fim.

Com a cabeça pensando apenas em trabalho, mesmo que temporariamente seja uma escolha não muito boa para o meu coração (nem para meu futuro em todos os aspectos), não faltam tarefas, então, sem dar bola pra bosta do lado direito do cérebro eu consigo ser alguém que pensa na família, que tem coragem de largar o cigarro e investir este dinheiro economizado em aulas de pilates (que há tempos venho adiando).

 

(a imagem eu peguei lá no Facebook em algum compartilhamento idiota que não resisti em fazer)

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Larguei o emprego

Simples assim, tem horas que precisamos definitivamente mudar tudo. Recomeçar do zero, porque reformas muitas vezes carregam um pouco do antigo.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Reformas = Mudanças

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De volta a vida real a vida real me esperava. Na verdade a vida real não espera, ela acontece enquanto a gente sobrevive.

Chorar/desesperar/sucumbir? Não. Esta não era a alternativa correta.

Para ocupar a mente achei mais um passatempo: arrumar a casa, no sentido literal da palavra.

Como num processo de renascimento involuntário deu certo. Descascar a tinta desbotada de uma vida de mentira, varrer os restos de um quadro que nunca deveria ter sido pintado.

A porta, as paredes, o teto do banheiro… Todos sendo limpos do mofo do passado. A vida entra neste processo sem que eu perceba.

O processo vai ser demorado, porque a vida de lá de fora (os compromissos, os trabalhos) tem que ser vividos em conjunto, mas não tenho pressa, demore o tempo que tiver que demorar, nada de adiantar os ponteiros do relógio.

Descobri nas horas vagas um trabalho cansativo, mas recompensador… Porque como tentei registrar acima, as mazelas da alma entraram sem querer nesta reforma. Cada passada de espátula, cada remoção da tinta velha, cada buraco fechado numa parede, cada sujeira removida, não está só limpando minha casa, está limpando minha alma também – sem que eu perceba.

E, quando menos esperar, a terapia do faça você mesmo terá deixado tudo limpo, tudo pronto para cores novas que virão. Good vibes!

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Um post para mim mesma

Não precisa ler nem comentar, ninguém vai entender.

Meu senso do que deve ser escrito está muito mais crítico do que a somatória de todas as correções já feitas em todas as postagens deste blog...
Momento de renovar. Como não sou de jogar nada fora (o apego material em coisas que me trazem recordação é de proporções gigantescas na minha vida) talvez eu mude meu jeito de escrever... Talvez mude o foco do que ando escrevendo.
Pensando bem, acho que neste blog nunca tive um foco fixo mesmo. Talvez ter um foco?
O fato é que eu andei lendo o passado registrado neste domínio de minha propriedade... Acho que não era o que eu queria...
Enfim, o que ficar registrado agora, depois que eu clicar no "publicar postagem" deste post talvez não seja compreendido (e nem é para ser) logo, nem precisa ser comentado.
Servirá para eu lembrar que eu quero dar um rumo novo às idéias...
Estou num momento de faxina na vida.
Talvez por isto eu tenha sido tentada a dar aquela geral no guarda-roupas. É inerente ao ser humano limpar a casa, organizar a mesa de trabalho, doar roupas (mesmo com o tal do apego material) quando sente que está perdendo o foco do que se deseja. Lava a alma por dentro.
Estou também com medo do desemprego no ano que vem...
Preciso focar no trabalho, na carreira... Parar de querer tudo e ver se com 31 anos decido de vez o caminho que quero seguir para sempre.
Queria era passar num concurso público, não ter mais um mundo de contas para pagar todo mês, comprar um terreno, construir minha casa, aprender a resistir bravamente ao consumismo (livros, dvd's, sapatos, bolsas, cosméticos, artigos técnicos e tecnológicos, doces, produtos de pet shop, acessórios de dança do ventre...).
Ah, tenho que aprender a me vender - como profissional liberal.
Mas puta merda, dia destes fui ver uma obra, cobrei 10 reais o metro quadrado do projeto (o mínimo que a ética manda cobrar em nossa área). Não é que o cara cotou com um ex-professor - um mesmo que uma vez me ligou no celular que não sei como conseguiu o número para me xingar porque eu dei um comunique-se (lista de coisas a corrigir) num projeto dele, que estava errado, ele dizia que por ter sido meu professor eu não poderia achar erros nele (!!!!) - então, voltando ao assunto, este féla que pensa que me ensinou algo, cobrou metade do preço e ainda forneceu o levantamento planialtimétrico de graça.
Meus colegas de trabalho ao saber do caso, estão até pensando em montar uma associação para poder denunciar ele, e outros, ao CREA.
Enfim, ao cara que quer ter a sua obra, boa sorte com o projeto do Arquiteto Nilton Humberto Melão - também vereador em Barueri.
Agora eu vou dormir.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Obrigação

Funciono bem sobre pressão no lado profissional ... É como um motor de arranque para esta velha máquina render. Adoro no trabalho me sentir sobrecarregada, embora reclame, quando falta isto, sinto que não produzo. Mas, pára por aí...
Blogar para mim, só por prazer, ler blogs durante noites inteiras, procurando postagens antigas, tentando descobrir um pouco da personalidade do proprietário dos textos.
Um dia isto aqui virou obrigação.
Visitar virou obrigação.
Dei um tempo.
Voltei, tentando de um novo jeito, obter o que sempre quis quando comecei: ler e escrever aqui ou por aí por prazer...

PS: gostaria que a Juliana que escreveu aqui deixasse o endereço do seu blog...

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Pensamentos e achismos

Eu já disse aqui antes, que eu penso que as pessoas que pensam mal de todo mundo, devem se julgar por elas. Mas, às vezes, me pego pensando que atos, que certas pessoas fizeram, são do mal... Aí, penso também que se eu estivesse no lugar delas, não agiria como hipoteticamente eu acho que elas agiram... Daí que a minha lógica não é tão lógica assim... (não era para ser entendida mesmo).

Fiquei pensando também em outra coisa antes de o sono vir, e eu decidi escrever aqui, como há muito não fazia. Descobri que talvez eu não esteja sofrendo tanto de amor, porque lá no fundo, eu ainda alimente a chance de que o que eu terminei, pelo fato do J. não ser como eu gostaria que fosse, seja revisto por ele... E que ele voltará um dia. Mas, daí que sonhei esta noite, e ele me abandonava para sempre... E eu sofri.

Então, que hoje, decidi tirar o dia só para mim (e o Nakombi), como há muito não fazia... Precisava de um dia para "bundar" mesmo. Comer besteiras alternando entre doce e salgado... Não tirar o pijama... Ler compulsivamente a metade final de um livro para descobrir como terminaria a história.

Peço desculpas pelo sumiço, mas acho que (estou achando tanto hoje), que a apatia está tendo um fim... Voltarei em breve.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Ah, esta dor

Porque mais uma vez eu sinto dor, a dor no coração (mas, é na cabeça, no pensamento) que dói na alma de um jeito que chega a doer no corpo...
Porque mais uma vez não fui feliz no amor. Ainda não.
Porque, talvez, eu seja mesmo alguém que não veio nesta vida para amar e ser amada.
Que possa sonhar com filhos, cachorro, uma casa com quintal.
Porque, eu acho e, tenho cada vez mais certeza, que em outras vidas, devo ter sido, puta, piranha, profana...
Devo ter tido amantes aos montes. Traído.
Porque eu acho que minha mãe deve estar certa ao achar que eu nunca serei feliz no amor...
Mas, eu ainda espero, esperarei o resto da vida, porque esta sou eu, aquela que acredita no sentimento, na bondade humama.
Que não tem medo de se entregar.
Perder dói, só que não mata.
Talvez não dê tempo de ter filhos. Já tenho 30.
Talvez tenha apenas o cachorro e o quintal.
Porém, certeza terei de uma coisa, eu nunca desisti de cuidar do meu jardim.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

...

Sei lá mas, sabe quando se sente tanta coisa que tudo pára e parece que não se está sentindo nada? Não. Nem eu. Ou, talvez seja o contrário, talvez não esteja sentindo nada procurando um evitar sentir...

Ao mesmo tempo que sinto não sentir nada, sinto minha alma se revirando num turbilhão de sentimentos que deveriam ser sentidos... E vira apatia. Nem dor, nem sorriso. Apenas um viver, como se fosse obrigação, mas, que não é ruim...

Acho que  a fase boa neutraliza o que deveria provocar a fase ruim. Ou, a "fase ruim", deveria ter vindo mesmo nesta hora... A hora em que os ansíolitos e antidepressivos dominam meus neurotransmissores.

É, estou bem.

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Compulsão

Ando viciada em outra coisa que não livros... Talvez por isto não tenha conseguido terminar de ler o Bunker de Hitler - o que é um recorde - pois, costumava devorá-los em menos de uma semana...
Acabei pegando emprestado A Sacerdotiza de Avalon e, para devolver logo, vou deixar o outro de lado... Gostei dele, acho que vou acabar me interessando pelo assunto e querendo ler outros com o mesmo tema...
Bem, isto leva a crer que realmente eu sou compulsiva, por tudo.
Comecei uma pequena reforma na casa, que inclui a ainda demorada pintura e o jogo de 4 cadeiras que não chega nunca (é, eu só tinha uma cadeira). Daí que me pego querendo tudo que remete à decoração e utilidades do lar: gabinete novo, pouf, toalhas, potes, tapetinhos, panelas, etc. Ou seja, não posso passar num supermercado (ou loja de R$1,99) que já estou me segurando para não torrar toda a minha grana...
É o mesmo com livros, quem me lê no blog já deve saber. Estou fora desta fase um pouco, mas, quando me pego comprando um livro, já tenho que dar um jeito de me desconectar da internet e não me endividar nas Saraiva's ou Fnac's da vida. Ainda tenho guardado no meu navegador do IE vários "favoritos" para futuras aquisições.
Porém, o alvo da compulsão do momento é Gilmore Girls. Como eu adorava "fazer preguiça" na cama nas manhãs de domingo assistindo Tal mãe, tal filha...
Fiquei sabendo que a série ía acabar (já acabou), então comprei baratinho a 1.ª temporada (de um total de seis) ... Seis também é o número de DVD's neste box. Início compulsivo e final meio que demorado para economizar e não acabar logo...
Mas, vou poder acabar hoje, porque acabei de adquirir (mais um rombo no cartão de crédito) a 2.ª e a 3.ª temporada. Rezando para que quando eu puder comprar as três restantes não tenha sumido dos estoques de todas as lojas do mundo.
Acho que vou ter que contar sobre isto para a minha psiquiatra...

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

Alma em Manutenção


Andei sumida. Não é um abandono de blog, pois ainda preciso decidir o que eu mais gosto: se é “ler” amigos ou escrever no meu.

Mas a minha alma precisa de uma manutenção, com isto apelo para o recolhimento. Por vezes me sinto mergulhar na tristeza, por mais que eu me esforce em contrário. E a cada vez percebo que uma coisa é certa: nem sempre conseguimos influir nos fatores externos, infelizmente, principalmente quando estes fatores têm vida própria.

Espero que compreendam minha ausência se eu demorar a postar e a visitar todos os amigos.
“Agora aqui em casa tem um gatinho ou gatinha, ainda não sabemos é muito pequenininho(a) acho que no máximo umas 2 semanas, a mãe achou na rua, ela tava andando ai viu ele, foi fazer carinho na cabeça dele e percebeu que o olhinho dele(a) tava dependurado, ai mãe levou ele na veterinária, então ela tirou o olho do bichinho, tá só com um olhinho o outro tá todo costurado, da até pena, é tão pequeninho, menor que a palma da mão e todo fraquinho!Mas é lindo! ^^” (Carol)
Isto me espera em Natal – confesso que estou tão sensível que chorei ao ler este recado deixado pela minha irmã no orkut. Além de matar as saudades da minha filha Olívia, tratarei de dedicar meu amor a este pobrezinho.

E um dia ainda poderei adotar e criar todos os bichinhos vira-latas e mal tratados do meio da rua.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2007

Primeiro Post do Ano

Alguém que errou e achou que tinha encontrado a felicidade do amor correspondido em 2006.

E pesando na balança viu que este amor não foi correspondido, não da maneira que deveria ser um relacionamento normal.


Pensei em começar o ano me lamentando, mas o primeiro post do ano, um ano novinho em folha para viver?

Decidi tentar me animar. Vou dar uma limpada na casa, arrumar minhas malas – dia 13 eu viajo. Fazer (e comprar) a listinha de presentes para a família. Livros para minha mãe, o do meu pai já está comprado e o da Carol... humm, deixa pra lá, ela costuma ler o que escrevo aqui... e os brinquedinhos de borracha para a cachorrada.

Vou para Natal gente. Terra do Sol, visitar aqueles que eu amo de verdade. Tá, ainda faltam 13 dias, mas que tal em vez de eu ficar lamentando o que perdi, viver gostosamente os dias de pré-férias, com aquela ansiedade gostosa, o clima de deixar as coisas prontas, saber que em poucos dias poderei abraçar minha filhota Olívia?


Olívia


Meu Speedy, a banda larga de SP, está para chegar, meu presentinho presente de natal atrasado. Isto me anima, já disse nos primórdios deste blog, fico alegre com besteiras e presentes que me dou.

Começo o ano com uma vontade de mudança, mudança interior. Talvez procure uma terapia para ficar fortinha e evitar recaídas, como me sugeriu uma alma boa num bate papo esta madrugada. Anjos existem e eles estão em todos os lugares – disfarçados de amigos – como os amigos da blogosfera também.

Então, meu planos serão modestos a princípio, mas realizáveis: dar uma volta na 25 de Março, por exemplo, na semana que vem. Depois com a cabeça em paz, programo (ou não) outras coisas, afinal como boa brasileira, meu ano realmente começa depois da revigorada viagem!

Só peço uma coisa, paciência para agüentar meus vizinhos e a mania deles de acharem que eu quero ouvir a mesma coisa que eles o dia todo. Chuva meu Deus, mande chuva!

terça-feira, 26 de dezembro de 2006

Reencontro comigo mesma

"Encontre um homem que te chame de linda ao invés de gostosa.Um homem que segure sua mão na frente dos amigos.Que queira te mostrar para todo mundo mesmo quando você está suando.Que permaneça acordado só para observar você dormindo.Que te ligue de volta quando você desligar na cara dele.Aquele que te lembra constantemente o quanto ele se preocupa com você e o quanto sortudo ele é por estar ao seu lado. Espere por aquele que esperará por você. Aquele que vire para os amigos e diga “É ela!”."

(Autor desconhecido, se alguém souber a quem pertence me avise para os devidos créditos)



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Andei lendo estes dias, no livro que comprei (1.000 Lugares para Conhecer Antes de Morrer), uma frase de um tal (ainda é um tal para mim, preciso pesquisar sobre) Mark Twain, que dizia o seguinte:

“Daqui a 20 anos você tenderá a ficar mais decepcionado com as coisas que deixou de fazer do que com as coisas que fez.
Portanto, lance fora as amarras. Navegue para longe do porto seguro. Deixe que o vento sopre suas velas. Explore. Sonhe. Descubra.”

Completo o pensamento com uma outra frase, que meu ex professor de portos e obras hidráulicas dizia: “para quem não sabe a que porto quer chegar, nenhum vento é favorável”.

Logo, chego a conclusão que andei sonhando demais e realizando pouco (no aspecto sentimental da minha vida). Andei colocando de lado, aquilo que mais gosto de pregar: ame a si mesmo em primeiro lugar.

Foi o que quase (ou totalmente) deixei de fazer. Acordei a tempo, com uma surra, claro. Meu natal não foi o mais feliz da minha vida, verdadeiramente falando, foi o mais triste...

Mas, redescobri o valor da amizade, aquela que tenta salvar teu dia independente de teus atos (ou ausência de), que numa atitude egoísta em sonhar apenas com o amor, acabei deixando de lado. Tapa da vida, mas que me trouxe de volta à realidade.

(Talvez poucos entendam, mas não posso ser mais clara. Em respeito a terceiros, não entrarei em detalhes).

Mas a questão é a seguinte, mergulhei novamente na depressão. Acho que cismo com a poesia da dor, me encontro, às vezes penso que gosto. Mas dói pra cacete.

Depressão não é só estar triste. Depressão é perder o gosto pela vida, é ficar irritável, agressivo, apático, desesperançoso. No meu caso, alternando estados de extrema euforia (sempre vaga) ou ira com estados de tristeza profunda. Somando com a ansiedade gerada que por sua vez ataca o TOC (transtorno obsessivo compulsivo), onde um dos meus maiores sintomas é com a simetria, no visual e no meu corpo (nenhuma sensação do lado direito pode ser dar ao luxo de não acontecer do lado esquerdo), onde procuro reproduzir um esbarrão, uma cutucada, qualquer coisa em condições idênticas de intensidade. Senão piro mais ainda.

O médico diagnosticou ainda a presença do transtorno bipolar, que é a tal mudança de estado de espírito repentina, citada acima. Juntando a depressão e TOC, sou uma pessoa que mesmo quando estou doente não fico obrigatoriamente triste, enterrada num canto. Mas fico anti-social, tenho idéias recorrentes sobre como seria se eu deixasse de existir, sentimento enorme de culpa, falta de vontade de fazer as coisas mais que mais gosto e mais chorona que de costume. Sem esquecer dos distúrbios do sono (não preguei os olhos esta noite).

Logo, o teste anterior não estava errado. Ele serviu como uma escala pra medir o estado atual da doença. Quero dizer que já aprendi a me cuidar, mas inevitável é fazer com que ela não volte. Já procurei e realizei tratamentos.

Definitivamente, isto não se configura frescura. Mas uma coisa percebi em mim, que em cada tombo da vida, que remexe na ferida (leia-se depressão) e provoca recaídas, trás depois da tempestade um efeito colateral, uma vontade imensa de mudar o quadro (o que é um grande passo) e tentar fazer diferente para não incorrer no mesmo erro...

Desta vez (re)aprendi, a lutar pelo meu sonho, mesmo que custe sofrimento momentâneo, que não mata e evita uma vida mais ou menos, vivendo uma situação que não me agrada e prolongando a tal tristeza, por medo de perder algo (ou alguém). A Carlinha de hoje acordou amanheceu, assim, triste, mas com uma vontade enorme de dar um passo diferente, em direção ao seu amor-próprio. E sabendo a que porto quer chegar...

Obrigada a todos pelo apoio e pelo não abandono mesmo na fase chata (que está passando).
Um grande beijo!

quinta-feira, 10 de agosto de 2006

Farsa, filosofia barata, charlatanismo e etc...

... e viver continua sendo estranho. Nem estou tão velha assim e já perdi a conta nos dedos de gente que eu conheço que se foi, digo, morreu mesmo.
Gente da minha idade.
Deixou de existir de uma hora para outra...
Até namorado eu já perdi.
Hoje foi mais uma pessoa que eu conhecia, uma garota.
Mesmo ela não fazendo parte do meu círculo social (quase extinto dada a infinidade de afazeres desta minha vida), uma notícia de morte sempre mexe com a gente.

E tem os sopros de vida nova no ar também, fazendo com que eu fique filosofando (charlatanamente, diga-se de passagem) ... Porque acabei de vir da casa da Lu e fiquei um tempão com a Gabriela, a bebê adorada filha da minha irmã adotiva por opção nossa.
Comprovei mais uma vez com a Gabi, a eficácia da Lei de Murphy: tente fotografar uma criança e ela não ficará quieta, tente filmá-la e ela será como uma múmia petrificada. Tentei fotografá-la....

E, por falar em charlatanismo, cada dia que passa eu começo a acreditar mais na verdade de eu ser uma farsa.
Eu sou uma farsa, até para mim.
Fico me culpando por saber que os outros me admiram, me acham guerreira, vitoriosa, estudiosa e todos os etecéteras - tá, tudo bem, não é fácil viver sozinha há oito anos em SP e conseguir terminar a segunda faculdade, ter sido reconhecida no emprego e ainda dar o gosto aos meus pais da filha deles ter uma vida decente e não ter engravidado sem casar...
Mas, escrevi apenas duas folhas (sem revisão ainda) do meu TCC apesar de ter feito um monte de pessoas viajarem na minha empolgaçao ao falar sobre meu tema...

Além de charlatã convicta acho que sofro de escapismo, se é que é possível alguém sofrer disto. Se não for, já deixo corrigido, não sofro, o que costumo mesmo é praticá-lo...

E a quem interessar possa: recebi meu primeiro e-mail resposta em inglês que prontamente teve sua tréplica.