terça-feira, 17 de março de 2009
Me livrei de uma...
E eu estava esquecendo de contar uma coisa engraçada. Eu e meu jeito paga mico de ser. Vivo pagando mico, caindo, derrubando e mexendo com a pessoa errada.
Desta vez Deus deu um jeito de me segurar.
Estou indo, mais uma vez em cima da hora para o trabalho, e quando isto acontece parece que todos os lerdos do mundo resolvem colocar o carro na minha frente e fazer barbeiragens.
Não sou de segurar o verbo não. Buzino, xingo, pergunto se não tem seta e etc. Porque gente com porte de arma sem saber usar na minha frente é a morte.
Eis que pertinho da prefeitura, um ser resolve parar o carro no meio da rua, começa a conversar com uns funcionários da limpeza do município.
Decido ultrapassar. O "esperto" resolve sair na mesma hora, sem dar seta. E ainda na minha frente anda, tomando conta das duas pistas da rua, a passos de tartaruga.
Tudo bem, resolvi nem mexer com a pessoa. Estava chegando, faltava pouco, resolvi poupar a fadiga.
Pessoas, vocês não sabem do que me livre? Quando ele faz a curva, devagar, claro, na minha frente eu vislumbro no banco do motorista, dirigindo o carro maledeto, o perfil de nada mais nada menos que o prefeito da cidade em que trabalho.
Ufa, esta foi por pouco.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Furada
Para começar Juquitiba. Perto. Pouco gasto, vários campings, longe da praia, bem a calhar para o sossego no carnaval.
O carro, um jipe, ótimo para aventuras. Quebrado.
Vamos de Uno mesmo.
Atraso, trânsito, calor de rachar.
Camping tipo família. Crianças. Piscina, quadra. Muita infra-estrutura para quem, como nós, queríamos apenas aventura. Nada adequado para o verdadeiro o contato com a natureza.
Procura.
Respostas: “há mais campings estilo "adventure" por aqui sim”.
Calor, estrada de terra esburacada. Dor nas costas.
Aflição.
Quero chegar logo, não me importa mais aonde, quero chegar.
"Como, lotado!"
"Tipo assim, reservado só para o pessoal da igreja?"
Desconjuro todos.
Muitas horas depois: Campos do Jordão. Fora de temporada.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Sou mulher, mas sei que não existe rebimboca da parafuseta
Não dá para engolir, quase matei o dono:
- O carro ficou aí quase vinte dias enquanto eu viajava e continua com problemas para pegar, pior que carro a álcool, isto porque estamos neste calor infernal?
- Puxa, mas ele (o "mecânico") diz que colocou o carro no ponto...
- Só se for ponto morto, de morrer mesmo... Será que este problema não está nas velas, já que o carburador está novinho?
- Pode ser, podemos trocar as velas para ver.
- Caralho!!! Trocar as velas para ver? Depois você troca a bateria, o motor, todas as peças para ir descobrindo. Vá pra puta que te pariu... Sou mulher mas não sou burra. Não existe um teste para ver se as velas estão boas?
- É, existe sim. Podemos fazer...
- Ah tá.
Velas trocadas, viro a chave:
- Caralho!
Vou no meu "amiguinho" do carburador, como se referiu o "mecânico" acima. Pelo menos ele não me chama de trouxa nas entrelinhas, nem subestima minha inteligência.
quinta-feira, 4 de janeiro de 2007
Aniversário do meu pai sem homenagens aqui e nossas semelhanças
Explico: conheceu o endereço do meu flog e, numa época em que desembestei a falar de uns sentimentos, ele quase surtou de preocupação – mandou que minha mãe me ligasse imediatamente desesperado e impotente, “lá longe”. E, como este 1,65m de Sol foi criado com o intuito de poder escrever tudo o que quero, por uma questão de amor e preservação de sua tranqüilidade, não contei deste espaço.
Mas lá, no endereço “antigo” será postada uma foto e palavras de carinho, para aquele ser que foi o meu herói quando criança, às vezes temido na adolescência e admirado hoje, na minha fase adulta (?).
E como somos, né? A cada dia que passa me sinto mais parecida com ele, principalmente no “jeitinho” de dirigir.
Falando nisto, e mudando de pato pra ganso, permitam-me confessar, odeio lerdos em minha frente e desejo muitas vezes um tanque de guerra super veloz (mas Deus não dá asas pra cobra, ainda bem). Outras considerações:
- O que explica aqueles seres com um motor potente (acima de duas mil cilindradas) em sua frente, na faixa da esquerda andando a 20 km/h, que nunca dão passagem e ainda fazem sinal “de passar por cima” mesmo que tenha dez mil faixas à sua direita pra deslizar com seu automóvel em ritmo de desfile de sete de setembro?
- Gente que não dá seta me faz perder a cabeça também.
- E kombi’s e utilitários brancos que me perseguem, sempre estão em minha frente em local que não posso ultrapassar. Lá vou eu por quilômetros em velocidade de funeral, só faltando acender os faróis em sinal de condolências.
- Motoqueiro é outra raça: quando querem ultrapassar tiram “finas” que assustam, mas quando você está atrás deles numa velocidade maior, eles teimam em ficar bem no meio da tua frente ocupando mais espaço da faixa do que uma Jamanta tamanho extra largo. Juro que dá vontade às vezes de dar um beijinho na bunda da moto, ah dá!
- E homens, (sem generalizar, apenas experiências da minha vida real) que quando percebem que a ultrapassagem foi realizada por uma mulher, rebelam-se e tentam reconquistar a posição de “primeiro colocado” na frente novamente?
- Ou, os seres motorizados que nas chamadas lombadas eletrônicas que induzem a redução de velocidade à 60 km/h, passam por lá todos os dias, a quase 10 Km/h de lerdeza? Senhor paciência!
- Fora os adolescentes metidos à playboys que rebaixam seus carros e depois não podem se dar ao luxo de dirigir convenientemente em cidades esburacadas como São Paulo ou Carapicuíba. Com estes eu grito pra mim: “%$#@#@, sai de dentro desta @!$%, põe o carro na cabeça e anda”. Parecem que não pensam!
Mas não pensem que sou um exemplo de como não ser cidadã, sei parar para um pedestre, dou “passagem”, respeito semáforos, dou setas, não paro em local proibido, nem vaga de deficiente e adoro dar caronas. Enfim, apesar de nervosinha, sei respeitar as regras e fico PUTA, apenas com quem não faz o mesmo. Pois é, tal pai, tal filha!
terça-feira, 10 de outubro de 2006
Falando besteiras
E que puxa, foi só eu mencionar o meu mecânico que precisei dele novamente. Indo hoje cedo para o batente meu carro me deixou na mão. Como disse no post passado tenho vários anjos da guarda e um deles veio me socorrer, levar ao trabalho, consertar o carro (incluindo o tirar de onde ele ficou) e depois me buscar no final do expediente.
E como todo castigo pra corno é pouco, na ida para casa o carro deu outro probleminha, me perdi tentando evitar subidas, acabou a bateria do celular antes do anjo, ops, mecânico me encontrar novamente. Acabei que perdi a aula, mas vou ganhar umas linhas no TCC – fiquei em casa. Em todo o caso, para não atrair quizila, vou evitar mencionar esta alma boa por um bom tempo...
Por falar no meu carro, acho que já demorei em deixar que o J. mande fotos dele para o Lata Velha do Luciano Huck. Melhor rever os conceitos e concordar em aparecer na televisão, pagar mico neste caso, desde que o carro fique turbinado no sentido de motor e velocidade. A lataria pouco me importa...
Preciso apenas autorizar que ele envie umas fotos bem “ruins” do possante, e olha que na atual situação não preciso caprichar para conseguir tal feito, só falta amassar o teto (do jeito que eu ando, amanhã chove granizo porque escrevi isto!). Mas quer saber? Eu amo tanto o meu “filho”, são anos agüentando meu dia a dia estressado. Ele corre bem, me leva para todo canto, enfrenta buracos e lombadas e todo mundo me respeita, porque no fundo tem medo... Devem pensar assim: “deixa passar que aquele ali não tem mais nada para perder”. Eu bem que aproveito. E já virou um caso de amor nossa relação...
Concluindo, para quem não sabe, Lata Velha é o quadro de um programa de televisão, que passa nas tardes de sábado, onde eles escolhem um carro bem ruim com uma história comovente e dão um trato nele, acrescentando ainda todos os opcionais que a “nova” máquina tem direito...
Acho que já queimei meu filme mesmo sem aparecer na TV... Melhor parar por aqui... Fui...