Páginas

Mostrando postagens com marcador amor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amor. Mostrar todas as postagens

domingo, 12 de agosto de 2012

Não sei dar amor enquanto espero amor

Quando eu fico triste eu fico incapaz de dar amor…

Não sei se me acho indigna de tal ato, sei lá… Parando pra pensar agora eu acho que fico mesmo incapaz de fazer qualquer coisa.

Quando eu estou triste não é uma constante. Eu estou triste, mas tenho momentos de alegrias, seja por estar em algum lugar legal, fazendo um trabalho que gosto… Fico feliz, mas ESTOU triste. E quando o momento passa, volto a ficar triste.

O que me deixa mais triste são minhas ilusões do amor.

(Não caro leitor, não é o suposto “amor” psicótico do passado, estou em outra)

Mas acho que tenho algum defeito de amar. Ou amo demais. Ou tenho dedo podre para ficar nesta eterna luta de esperar reciprocidade em sentimentos.

Sentimentos que sinto que quando sinto que são de verdade. Mesmo que duvidem. Eu sei o que estou sentindo. Saco.

Resumindo, de maneira bem simplória, vou contrariar todos que dizem que devemos ser felizes sozinhos para sermos felizes acompanhados: não consigo me ver feliz se estiver sozinha.

Aí vem a desgraça na vida, na minha, diga-se de passagem, estou sempre esperando.

Porque não sou a chata, a pegajosa, nem aquela que só diz que vai beijar o cara se tiver uma aliança no dedo. Não sei bancar a difícil. Se eu sinto, as pessoas (ou a pessoa) ficam sabendo e foda-se.

Acho que não sei jogar.

E fico pensando que se eu fosse estas moças vadias que só agem por interesse, que jogam e trapaceiam no amor, mas estão sempre com alguém legal rastejando aos seus pés… Então, será que eu faço errado?

---

De qualquer maneira, hoje me sinto triste. Mesmo tendo recebido uma visita.

Talvez os filmes de amor que assisti e os romances que li tenham me estragado. Talvez eu seja assim de nascença mesmo. Mas uma visita de uma pessoa que poderia estar na PQP ao invés de estar comigo não foi o suficiente.

Faltam as palavras. O brilho no olho. O abraço inesperado (que no fundo sempre espero). Falta o pedido de “vamos ficar juntos de verdade?”.

Talvez a forma de amar do outro não seja tão efusiva quanto eu gostaria que fosse. Mas cansei desta vida de ter que adivinhar se passar tempo comigo é interesse real em mim…

Cansei de ter que compreender que as pessoas são diferentes e talvez tenham tempo de resposta diferentes. Mas que cacete, por que é tão difícil encontrar um amor que venha no tempo certo?

Sei lá, se eu gosto eu gosto, por que as outras pessoas precisam racionalizar os sentimentos?

Isto me deixa triste.

Tão triste que coisas banais me deixam mais triste ainda.

Como, por exemplo, mesmo sabendo que minha irmã amada está feliz curtindo sua noite de sábado nos EUA com seus amigos, fiquei triste porque as fotos da alegria dela estão sendo publicadas com uma camera que poderia ser melhor. Que eu queria que ela tivesse agora. Porque eu queria que ela tivesse tudo de melhor no mundo…. Mesmo que ela nem esteja dando bola pra este detalhe das fotos.

E também fico triste com o amor que não consigo dar enquanto espero o amor que quero ter.

Como por passar tanto tempo sem falar com meus pais.

Simplesmente eu evito ligar para aqueles para quem eu não consigo mentir. Vou mentir felicidade enquanto meu coração tá pequeninho?

E olha, estou com saúde, estou “trabalhando”, meu carro não está quebrado… No geral tá tudo ok. O que seria importante para eles. Mas estou com uma puta dor de cotovelo.

Só que amanhã é dia dos pais e será inevitável não ter que ligar para o meu.

E aí eu fico lembrando de como ele deve estar tão triste como eu por esperar o amor do outro. E, neste caso, quase um crime: um pai não deveria esperar o amor da filha.

Que impasse!

Sou a filha-decepção, que se sujeita a trabalhar de graça para ter a graça de estar perto de quem estima, mas não telefona para os seus pais porque sabe que se escancarar suas escolhas será uma decepção para eles.

Mesmo sabendo que tem pais maravilhosos que não a julgam, aceitam e apoiam a filha quando ela corre precisando de colo porque mais uma vez fez merda por pensar com o coração.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Não sei nem o que falar

Nem vou transcrever, vou colar mesmo! (Clica que amplia)

contato

Eu perdi um filho com quatro semanas de gestação em 2010, pelos mesmos motivos emocionais citados da atual suposta gravidez – diante do histórico, não sei se posso acreditar na palavra da pessoa.

Eu perdi 7 anos da minha vida, por acreditar nas milhares de promessas.

 

Alguém veio pedir desculpas?

Alguém veio saber como estou?

Eu não tenho marido e nem família perto de mim. Quando perdi meu filho, sofri sozinha.

Hoje, com toda a dor inominável que sinto, a dor que rasga a alma e me faz sentir vontade de me jogar na frente de um trem, a dor que não me deixa comer, a dor que não me deixa dormir.

A dor que não me deixa sequer limpar a minha casa há varios dias.

Com a minha dor ninguém se preocupa?

Com minha saúde, com meu estado emocional.

E ainda tenho que ouvir que eu passei dos limites? E que tenho que pedir desculpas!

Para mim, passar dos limites foi: brincar com minha vida, com meu maior sonho, destruir todo a esperança que eu tinha no amor, no coração de uma pessoa romântica, que ama com o mais fundo da alma, me fazer perder a fé em Deus e mais muitas outras coisas que a dor e emoção não me deixam nem listar…

---

Descobrir que aquela pessoa a quem você deu uma segunda chance, a quem você abriu seu coração, que você perdoou, que te encantou, e até há alguns DIAS, planejava casamento, pois acreditava na verdade de serem um o amor da vida do outro. Isto não machuca?

Ver a pessoa que você amou casando com outra, paramentado de noivo, com OUTRA noiva que não você, apenas TREZE dias depois de ter dormido contigo, jurando amor eterno e sincero. Isto não causa transtorno emocional?

Tenho medo até que seja irreversível.

Ver aquelas fotos foi enlouquecedor. A dor, o desespero… Uma dor que parecia que só a morte ia me curar…

 

Até hoje, ninguém veio perguntar como eu estou, ninguém veio me pedir desculpas por ter desgraçado toda a minha vida emocional que está refletindo em todos os outros aspectos: trabalho, saúde. E meu financeiro? Sou eu que me sustento, moro sozinha… Ninguém está preocupado com isto. E eu tenho que arrancar forças das entranhas para levantar e trabalhar… Mesmo com toda a dor.

E mesmo com toda a dor eu que tenho que pedir desculpas, eu que passei dos limites…

E como se não bastasse a noticia do casamento, tenho que ler que a pessoa dei todo o meu amor, vai ser pai, mas não dos nossos futuros “cabecinhas”. Vai ser pai com o outra. E só a dor dela importa…


UPDATE: Se alguém merece processo aqui não sou eu. Se mais um filho morrer, veja bem, MAIS UM, a culpa é de uma única pessoa, que devastou a vida de pelo menos duas. Ainda que de forma culposa.

Em tempo, todas as pessoas relacionadas são relacionadas na história. Todos tem tudo a ver com a história. Eu não vivi esta mentira sozinha. Alias, foi por não estar sozinha nesta história de amor, que ela se transformou numa farsa.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Significados

Cada dia mais me convenço da nossa ignorância ante os designios de Deus. Vivemos uma vida muitas vezes a questionar… Queremos saber porque é permitido que soframos. Morreremos sem estas respostas.Outras vezes nos questionamos se nossos sofrimentos da alma são plausíveis diante de tantos outros sofrimentos reais (terremotos, assassinatos, perdas de entes queridos, fome…).

Entretanto, sinto que nossos sofrimentos são apenas nossos, se são de alguma forma mais ou menos dolorosos não importa, nem há comparação. Exatamente, porque o sofrimento de cada um, a cada um pertence.

Não há parâmetro para dor.

Se houvesse e também se houvesse opção de escolha de sofrimento, decerto escolheria sofrer de outros males, que não dos sentimentos.

A pergunta que inicia meu ano de 2010:

“Por que Deus? Por que permitiu que eu me doasse e acreditasse em um amor durante os cinco anos da minha vida, os cinco anos que julgo cruciais para alguém como eu que sempre sonhou em formar família, em amar e ser amada? Por que permitiu que eu vivesse um sonho irreal, por que me permitiu que eu entrasse num emaranhado difícil até de ser contado? Qual o propósito de tudo isto?”

Sei que esta pergunta não será respondida e devo abandoná-la, para o bem de minha alma, para o bem de minha vida.

Assim como achei que as dificuldades ao longo de todos estes anos fossem provações para um futuro feliz. Assim como achei que passar por cima de todas adversidades fossem prova de amor. Apenas errei. Errei por bons quase cinco anos…

Encarar a vida como perdida?

Tirar um lição de tudo isto, mesmo com a ferida exposta e tão recente? Na verdade, isto sim se transforma em meta de 2010.

E perdoar. Perdoar sim, todos os envolvidos. Porque a libertação da alma só vem através do perdão – e nem é de perdão Divino o que me refiro. Cito para mim mesma, como nota mental, já que não há outra alternativa (senão remoer o passado) que perdoar é me libertar para mim mesma.

Espero não errar novamente, espero que meu coração de pisciana não se deixe enganar mais uma vez, porque agora são 32 anos. E que o avanço da idade (outra nota mental) não seja condutor para decisões precipitadas – sim, porque pretendo amar novamente, quando esta dor de amor passar.

Se eu passei por tudo isto foi porque de certa forma permiti. Devo aceitar que ninguém nos machuca sem nossa permissão. E tirar disto uma lição. Talvez a mais difícil de todas.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Olívia

DSC09098

Olívia é minha cachorinha querida, adotada das ruas de Jandira, estado de São Paulo, há pelo menos uns oito anos, talvez mais, não lembro direito (garanto que amanhã vou procurar os documentos dela pra ver).

Hoje ela mora em Natal, no Rio Grande do Norte. Esta mudança foi um acordo que fiz com minha mãe na segunda visita de férias da Olívia à casa nova dos meus pais: já que eu tinha começado a estudar novamente, ela ficaria, porque não seria justo para um cão ficar “abandonado”, já que eu saía para trabalhar às seis e só voltava da nova faculdade por volta da meia noite.

Foram meus pais que me ensinaram a amar os animais, não tinha como não achar melhor para vida dela esta decisão: uma casa grande que meu pai comprou e para onde se mudaram depois de sua aposentadoria. Pessoas em casa o dia todo dar amor, além de uma cachorrinha para servir de companhia para a Olívia.

Claro, que eu sentia falta, ela também. As visitas a cada ano, ela me esperando no aeroporto e ficando tão feliz ao ponto de ter incontinência urinária! Grudar em mim em todo o tempo que eu estivesse por aqui, sem falar na percepção da minha partida antes mesmo de eu recomeçar a fazer as malas. Juro, dois dias antes ela começava a trazer seus brinquedos para perto da cama que eu dormia e mergulhava numa espécie de depressão.

Mas, mesmo depois que me formei, resolvemos que ela ficaria. Imagina, trocar uma casa com quintal, amigos caninos (a tropa tinha crescido) por uma casa pequena, quase sem quintal e comigo saindo todos os dias para trabalhar? Não, realmente o melhor para a Olívia era continuar em Natal.

A cachorrinha incrível, minha Schnouzer do Paraguai, Olívia Loyola, a emergente que saiu das ruas para andar de avião e morar no Nordeste. A minha alma gêmea em forma de cão: tem alergia de pulgas (de ficar com bolinhas vermelhas na barriguinha), odeia acordar cedo, é extremamente ciumenta com suas coisas materiais (tudo que foi dado para ela, ela defende com latidos e dentes, e ninguém toma de volta) e morde mesmo se alguém se aproximar ameaçando quem ela ama – tudo igual a mim!

Só que a vida nem sempre é um mar de rosas e, como se não bastasse o sofrimento dos seus primeiros anos de vida, quando era uma simples vira latas de rua, cheia de sarna, uma perninha manca (talvez tenha sido atropelada), além de ser xingada de feia (tadinha, todo mundo falava pra eu colocá-la nestes concursos de cães mais feios), agora a bichinha é cega. A catarata tomou conta dos seus dois olhinhos.DSC09106 Eu já sabia que isto aconteceria, mas sei lá… Não acompanhei o processo gradual, da última vez que a vi ela ainda tinha a visão parcial. Fiquei realmente em choque.

Dinheiro para a cirurgia não tenho. Tentar levá-la para São Paulo, submetê-la a uma mudança agora, nestas condições, seria a pior covardia… Aqui é o portinho seguro dela: tem meus pais, que não mudam mais nada de lugar dentro de casa, tem seus companheiros (duas outras cadelinhas e um gato – o caolhinho que minha mãe achou na rua).

E, no meio de tudo isto, acho que ela não sofre tanto. Já está adaptada a sua nova condição. Sabe se virar, tateia devagarinho, anda se guiando pelas paredes, desvia de um pé de cadeira e vai levando… E nunca corre – ato que não mais nos permite mais ver a puxadinha da perninha manca que aparecia só quando ela era rápida, um dos seus charmes.

Brinca com as outras cachorras enquanto elas estão perto, mas, basta as duas outras cadelinhas dispararem na corrida para a Olívia ficar de fora, olhando sem ver, parada no seu canto. Afinal, já disse, ela não corre mais.

Meu coração dói, já perdi as contas das lágrimas derramadas desde a madrugada da segunda passada, quando cheguei aqui, depois de dois anos sem vir.

Revolto-me contra Deus, que permite que mais um animal que eu escolho para criar (a outra foi a Emília) sofra… Por que Senhor? Por que um ser que não peca, que não sabe falar para pedir ajuda, que não faz maldades com o próximo, por que ele sofre? Por que os animais sofrem?

Chego a duvidar que o Deus pai exista… Eu sofro e choro. Mas, você Olívia, eu amo, pra sempre!

PS: Um acalanto na noite foi este post, adorei o nome: Um homem guia para um cão cego. Fica o link.

sábado, 23 de maio de 2009

Amor

Acompanhando a letra da música do Marcus Vianna vou confessar aqui o que realmente move minha vida.

Ao contrário do que muita gente que me conhece pensa, do que minha imagem passa e até mesmo do que eu escrevo, não é o trabalho, a garra, a força, ou qualquer outra coisa que minha personalidade forte possa passar, é o AMOR, com letras garrafais mesmo, o que me faz seguir em frente. O que me faz suspirar e ter forças para levantar a cada dia.

Pieguice máxima que espanta quem vê a Carlinha guerreira, desbocada, tatuada, cabelos vermelhos, cara de pau.

Máscara? Talvez. Ou melhor, com certeza. No fundo sou a pisciana romântica nata.

A letra da música reflete o momento, ou quiçá, todos os momentos desta minha vida. E, embora tenha passado os últimos meses escutando-a diariamente quando assistia a novela O Clone e chegando a ter raiva do refrão toda hora que a Jade olhava pro Lucas, parei nas últimas semanas para prestar atenção na letra.

Minha maneira de ver e encarar o amor totalmente transformada em letra de música. Meu "eu".

Brega? E daí? Já que estou pagando o mico mesmo. Vou até desenhar!!!

Ah! Se pudéssemos contar

As voltas que a vida dá
Pra que a gente possa
Encontrar um grande amor...

É como se pudéssemos contar
Todas estrelas do céu
Os grãos de areia desse mar
Ainda assim...

Não tenho medo de morrer solteira, de não usar um vestido de noiva, de não jogar bouquet e o escambau (tá, até deve ser legal passar por todo este ritual que deve levar uma grana preta da gente), mas, confesso, meu medo maior é ver a vida passar em branco. E passar em branco, para mim, significa não amar e ser amada. Não perder o fôlego de tanto amor e paixão que parecem explodir dentro do peito.

Pobre coração
O dos apaixonados
Que cruzam o deserto
Em busca de um oásis em flor
Arriscando tudo por
Uma miragem
Pois sabem que há uma fonte
Oculta nas areias...

Amar de verdade, de doer. Amar de te fazer querer mudar de planos, de trocar de ares (mas, sem jamais perder sua essência), sem medo de deixar a segurança da rotina de quem tem medo, de quem é racional...

Bem aventurados
Os que dela bebem
Porque para sempre
Serão consolados...

E assim, amando, sinto que estou viva. Só assim...

Somente por amor
A gente põe a mão
No fogo da paixão
E deixa se queimar
Somente por amor...

Não há dinheiro, luxo, fama, posição, glamour que seja tão atraente... Nada na vida justifica correr riscos insanos se não for por amor.

Movemos terra e céus
Rasgando sete véus
Saltamos do abismo
Sem olhar pra trás
Somente por amor
E a vida se refaz...

Quebrando a cara, caindo, sentindo dor, rasgando o peito. Se não for o suficiente pra te fazer "saltar do abismo, sem olhar pra trás" não é amor que tenha valido a pena.

E mesmo que meu momento atual seja o de estar repensando, de estar sentindo que talvez eu não aguente mais... Mesmo que eu queira dar uma de Forest Gump e sair correndo, se o amor não provocar tudo isto, não terá sido o bastante. Não terá sido amor.

E mesmo que o amor machuque, não mata. Um dia a gente levanta, faz uns curativos, ganha mais uma cicatriz, e... E lá vou eu me jogando novamente, às vezes na mesma comédia romântica, sempre correndo atrás do que realmente importa: o amor.

Porque...

A vida se refaz
E a morte não é mais
Pra nós!...

(A Miragem - Marcus Viana)

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Noivos


Noivos - Carla e Jossano
Simples assim, meio brega.  Para coroar nossos anos e anos e idas e vindas, ele e eu ficamos noivos. Maktub.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Furada

Para começar Juquitiba. Perto. Pouco gasto, vários campings, longe da praia, bem a calhar para o sossego no carnaval.

O carro, um jipe, ótimo para aventuras. Quebrado.

Vamos de Uno mesmo.

Atraso, trânsito, calor de rachar.

Camping tipo família. Crianças. Piscina, quadra. Muita infra-estrutura para quem, como nós, queríamos apenas aventura. Nada adequado para o verdadeiro o contato com a natureza.

Procura.

Respostas: “há mais campings estilo "adventure" por aqui sim”.

Calor, estrada de terra esburacada. Dor nas costas.

Aflição.

Quero chegar logo, não me importa mais aonde, quero chegar.

"Como, lotado!"

"Tipo assim, reservado só para o pessoal da igreja?"

Desconjuro todos.

Muitas horas depois: Campos do Jordão. Fora de temporada.

 

Carlinha e Bubu Jossano Campos
Fim.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Que bagunça!

Aos amigos que perceberem que eu voltei ao ver este monte de post por aí...
Minha mãe me disse: "Filha este seu namoro já está ficando sem moral, de tanto vai e volta..."
Pois é, voltei! Voltamos...
E, ao contrário do meu pesadelo, ele não foi embora e resolveu dividir tudo comigo!

sábado, 31 de março de 2007

Amor Incondicional


“... O mais altruísta dos amigos que um homem pode ter neste mundo egoísta, aquele que nunca o abandona e nunca mostra ingratidão ou deslealdade é o cão”. George G. Vest



Nunca em toda a minha vida me emocionei tanto ao ler um livro, tampouco chorei ao terminá-lo. Foi o caso de Marley & Eu (A vida e o amor ao lado do pior cão do mundo) - Jhon Grogan.

Várias pessoas costumam não entender quando eu digo o quanto amo os animais e desejo ter uma chácara para adotar todos os vira-latas, senão do mundo, pelo menos os que me comovem. Ou seja, todos...

Também muitas não compreendem quão incondicional pode ser o amor de um ser humano por um cão e vice-versa. Principalmente o vice-versa...
O Félix foi adotado das ruas num caso de quase morte com poucos dias de vidinha sofrida. A Olívia também. Hoje ela mora com meus pais, dada à correria em que me meti ao querer estudar novamente. Não tive coragem de tirá-la de lá depois do "tal do diploma", como minha mãe justificava à ela o que eu estava fazendo em SP enquanto ela ganhava um novo lar, com quintal e amigos, na casa dos avós. Sendo bem cuidada e amada.
Estas pessoas não podem imaginar o que é o amor verdadeiro e sem exigência de trocas, ao chegar em sua nova casa depois de quase um ano e poder vê-la fazendo xixi de felicidade ao rever sua mãe. Nem em tentar defender seus donos, nem de querer ficar por ficar num ambiente, só porque quem ela ama lá está... (sobre Olívia).
Há pessoas que entendem, entre elas o citado autor do livro, que poucas coisas nesta vida são tão valiosas quanto o amor por um animal, irracional, mas muitas vezes mais inteligente e de espírito mais nobre que muitos seres humanos.
Que todos possam ter, ao menos uma vez na vida, a oportunidade da entrega, do amor e da felicidade que o dono de Marley, que eu, a dona da Olívia, e muitos outros puderam sentir.
Tenho certeza que o mundo seria infinitamente um lugar melhor para se viver.

sexta-feira, 16 de março de 2007

Um jabazinho que vale a pena

Embora não tenha sido lido por mim este ano, tem lugar cativo em minha biblioteca e merece destaque especial num post por "n" motivos.

Um dia o Jossano teve a coragem de fazer algo que eu intimamente almejei e nunca tive peito. Colocou uma mochila nas costas e saiu viajando pelo mundo durante dois anos, conhecendo 15 países gastando apenas U$ 7,50 por dia.

Conheceu culturas, viveu aventuras, vislumbrou as belezas arquitetônicas e naturais de diversos locais. Caronou muito, acampou, subiu o Himalaia, chegou perto de vulcões, passou frio...

Voltou outro e resolveu dividir a experiência que muitos pediam para que relatasse. Escreveu Viajando o Mundo com U$ 7,50 por Dia. Foi um sucesso!

Todo mundo deveria ler, mesmo quem não tenha a pretensão de viajar. É uma lição de vida, mostra como é possível para todos correr atrás de um sonho e realizá-lo. Uma coletânea de relatos pessoais (seu diário de bordo e memórias que com certeza jamais serão esquecidas) e um ótimo guia de turismo econômico: o que levar, onde ficar, o que comer,dicas de documentação e frases em outras linguas.

De leitura agradável não há como não se emocionar com a história, se sentir realizado com sua aventura, e o melhor, saber que tudo que se deseja depende apenas de uma coisa: seguir tua escolha pessoal.

Ficou com vontade de ler? Clique na imagem, ela é um link, boa diversão.

Mais informações aqui também:

http://www2.uol.com.br/mochilabrasil/Ejossano01.shtml

http://www.ecoviagem.com.br/entrevistasechats/def_entrevistasechats.asp?codigo=1128

http://360graus.terra.com.br/expedicoes/default.asp?did=5705&action=dica

http://www.aventura.info/reporter/reportagem.php?tipo=artigo&id=58&id_artigo=132

http://www.horizontegeografico.com.br/revista/edicao69/livros_04.shtml

http://www.aventura.info/reporter/reportagem.php?tipo=artigo&id=58&id_artigo=132

sábado, 9 de dezembro de 2006

Um amor que me entristece

Gente é bicho mais que irracional às vezes. Erra, erra e continua errando.
Continua a esperar no outro a felicidade que está em si.
Não a recebe, claro. E perde a chance de viver plenamente, feliz consigo mesmo.

Que amor é este?
Que amor é este que ama, mas exclui?
Que ama e separa?
Que ama e divide a vida em duas – a vida do amor e a vida de viver, só?
Que amor é este que faz o impossível pelo ser amado, mas não faz o possível?
Que amor é este que fica madrugadas acordado, perde feríados para ajudar o seu amor num trabalho de faculdade, mas não o inclui na própria vida?
Que viaja quilômetros para dar um beijo naquela que ama, mas não divide os próprios problemas?
Que prova que existe o amor com um simples olhar, mas não é capaz de se entregar de alma?
Que amor é este que sinto, que acaba colocando meu eu num segundo plano na minha própria vida?

Alguém já disse: “o segredo é não correr atrás das borboletas, é cuidar do jardim”.
No meu caso, as ervas daninhas tomaram conta, o mato secou as sementes de novas flores...

Isto não deve ser amor.

sábado, 14 de outubro de 2006

Morri um pouco, disse adeus

Um pouco de mim morreu hoje, já aconteceu outras vezes... Inúmeras...
Talvez tenha deixado de cuidar do jardim e me preocupado demais com as borboletas!
E as borboletas não estavam muito a fim das minhas flores, um pouco descuidadas!
Este pouco que morreu, vai me fazer sofrer mais ou menos, ou melhor, pra caralho!
Mas, estou acostumada.
Como uma lagartixa, ou um fígado, as partes cortadas nascem novamente!
E como eu havia dito: é possível ser feliz sozinho!
Acredito hoje que é mais fácil assim...
Ser só uma.
Ser dois não deu certo.
A tormenta passa e a luz retorna.
1,65m de sol voltará, vai ser difícil mas vou brilhar.
Sozinha, porém inteira!

terça-feira, 5 de setembro de 2006

A falta do que tenho

Sentimentos que parecem transcender a barreira da sanidade.
Amor.
Amor que transborda.
Amor que falta.
Sinto que tenho, acredito que não.
Acredito que possuo, aí sinto que não.
Minhas faculdades mentais já não me acompanham.
Não acompanham os meus desejos.
Hoje só um: Desejo egoísta.
Egoísta por necessidade.
Necessidade do corpo e da alma.
Porque quase tudo me dão.
Mas falta algo.
Como hoje.

segunda-feira, 4 de setembro de 2006

Lisergia

O fim da separação foi comemorado com uma overdose de presença... outro tanto de vinho e uma incontável quantidade de amor.

Assistimos pela bilionésima vez (eu né?) The Doors - O Filme e, cada vez que assisto, mais eu tenho certeza de que deveria ter nascido a tempo de viver com idade suficiente naquela época.

Suficiente de curtir: uns 18 anos, talvez...Jossano e Carla

Tenho certeza também que se tivesse vivido naquela época não estaria viva hoje para contar a história... Isto porque teria curtido tão intensamente os excessos, os exageros, o amor-livre, a liberdade, a moda, a música, os ideais...

Diante de tais evidências também, que me importaria se não tivesse sobrevivido?

Cabe contar antes de encerrar este post que estamos no mês de comemoração de um ano de namoro... Como a genética desta relação é não lembrar datas, primeira vez e afins, então temos como normal não saber o dia exato de comemorar... Decidimos, o J. e eu,  que o mês (pelo menos isto recordamos) será de comemoração... Para compensar a tristeza (ou absurdo?) de não termos uma data, um mês é melhor que um dia.

sexta-feira, 1 de setembro de 2006

Mesmo longe me aquece

Presente que meu amor J. me deu... Ele me deixa quentinha mesmo quando está longe. Não é um fofo?


quarta-feira, 23 de agosto de 2006

Feliz, apenas feliz

Porque só escrever quando estiver triste? Estou feliz...
No meu trabalho, entre mortos e feridos, parece que estou fazendo gente que antes me odiava acreditar no meu potencial.
Confesso que este gostinho é melhor que o da conquista imediata da simpatia, me dá chance de provar quem sou realmente... e tem sabor de vitória.
(Espero não estar enganada).
Tem o amor... Ah, o meu amor.
Esta combinação, uma coisa boa que experimento a cada dia...
Só não combinamos numa coisa: o J. odeia a exposição ao contrário de mim que se pudesse...
Quer dizer, tenho uma certa vergonha de parecer brega, piegas.
Isto me contém um pouco. Se pudesse, meu orkut estaria cheio fotos do casal, de corações e florzinhas.
Apesar de adorar uma certa exposição, morro de medo de imaginar um dia um carro de som em frente minha porta. Juro que não atendo.
Acho que não corro o risco, não com este par.
Tem mais um monte de coisas pelas quais estou feliz.
Não consigo relatá-las, talvez nem mesmo decifrá-las.
Só sei que não ando com aquele nó na garganta e a angustia no peito que por vezes me ocorrem.
Fiz uma sessão de reiki a semana passada. Penso que dei trabalho para a mulher...
Penso também em porque falar que estou feliz.
No fundo quero provar que felicidade e a leveza na alma pode ser registrada.
Que não é só a tristeza que tem sua beleza e, as vezes, parece exercer um certo fascínio em mim.
E em muitas pessoas...
Vejam por exemplo Romeu e Julieta, o manjado Cidade dos Anjos...
Acho que não sou só eu que me atraio pela poesia escondida na tristeza e na delicia de curtir uma fossa.
Mas é isto, estou feliz e registrei, mesmo não sendo bonito de se ler.
A alegria também pode ser bela e fascinante.
E acho que um dia conseguirei ser menos mala, não me expor tanto e obter o almejado mistério que eu desejo ardentemente provocar nas pessoas...


segunda-feira, 21 de agosto de 2006

É possível ser feliz sozinho

Como pouco dei as caras na faculdade este semestre, tenho escutado com freqüência Wave do Tom Jobim na novela das “oito” Páginas da Vida: “... Fundamental é mesmo o amor é impossível ser feliz sozinho...”.
Este é impossível ser feliz sozinho eu acho engraçado. Explico: quando pela primeira vez na vida eu me descobri feliz sozinha e desisti da incansável busca pelo amor, porque eu tinha acabado de aprender a me amar, e só minha companhia bastava para mim... eis que me aparece o amor, o meu amor.
Dizem por aí, para quem quer amor, que é só parar de procurar que ele aparece. Pois é, não parei a procura com este propósito, mas acabou acontecendo comigo.
Parei por necessidade, a necessidade de aprender a me colocar em primeiro lugar na vida, aprender a me amar e evitar recaídas na depressão. E acabei gostando.
Gostei tanto que, as vezes, quando brigamos penso se não estava melhor antes... Só penso.
Porque apesar de ter provado que dá para ser feliz sozinho, acompanhado é bem mais gostoso.

terça-feira, 8 de agosto de 2006

Minha mais nova idéia (descabida)

A decisão é de agora em diante só conversar em inglês com meu amor... Quero dizer, ainda preciso propor o combinado, mas da minha parte já dei inicio no trato.
Ontem recebi um e-mail dele, que está lá em Buenos Aires, de que as pessoas estão elogiando seu espanhol...
Como já viajou pelo mundo e diz que sabe inglês (não que eu não acredite, mas é que nunca tive a oportunidade de ouvi-lo falar) tive a idéia brilhante de por que não treinar idiomas?
Eu tenho uma leitura ótima, conheço um montão de palavras, tenho um sexto sentido apurado e sensibilidade feminina aliada à inteligência para entender bem o enredo de um texto nesta “language”.
Vai ser bom, assim eu treino a escrita. Se bem que, como não sei escrever quase nada e minha gramática é péssima, talvez não consiga dizer tudo o que quero. Mas, quem sabe com o vocabulário esbelto eu evite escrever/falar besteiras e não criar confusão, ou sim, se olharmos pelo lado de que poderei em alguns casos ser mal interpretada...
Bem ou mal, sempre terei a desculpa: “Oh, I’m training, excuse-me!”.

domingo, 6 de agosto de 2006

Saudades e coincidências: é a vida!

Meio perdida. Sinto que meu norte foi parar na Argh, digo, Argentina.
Meu amor foi para lá, acabou de ir... O Jossano vai ficar um mês estudando naquela terra. E eu, neste momento, sem rumo.
Engraçado! Já esperava por isto, sabia que ia acontecer e fico assim...
Mas acho que vai passar. Nada como uma bela segunda-feira, retorno à vida real e ao trabalho.
É, taí, o ócio do domingo faz isto... Mas tem o amor também, não posso negar.
E o amor, as vezes, é egoísta querendo o ser amado sempre perto de si e quando não dá... Deixa pra lá...

A vida é engraçada mesmo, e surpreendente.
Quinta-feira passada trabalhei o dia todo com uma pessoa que não conhecia e veio de fora para implantar um novo sistema nos computadores lá do residencial.
No final do expediente, falando sobre o novo site e possíveis fotos e etc. veio o papo do orkut.
Que o condomínio tem uma comunidade feita por mim.
Esta pessoa, o Márcio, entrou lá, entrou no meu perfil e descobriu que nossos blogs têm o mesmo template.
Caraca! Já era uma coincidenciazinha considerável. Existem milhões de temas a serem escolhidos... Fucei sua página, logo de cara descobri que ele é amigo de uma amiga, a Cida, que acabei de reencontrar e outras coisas em comum.
Resultado: uma amizade que parece ser de infância, conversas no msn até as duas horas da manhã e tentativas de entender html em conjunto!
Adorei te conhecer Márcio. E adorei seus textos. Ah, assisti ontem Zuzu Angel no cinema, que por sinal estava vazio – confortável de assistir e desconfortável de saber que o filme, que estava no segundo dia de exibição, tinha uma sala daquele jeito. Recomendo que vejam e lotem as salas.

E, Carolina, preste atenção: maior que tudo no mundo é o meu amor por você.

segunda-feira, 31 de julho de 2006

Passou...


Depois de uma incursão na mini-depressão (talvez grande) que tomou conta de mim, somente a presença do amor para acalmar e deixar tudo cor de rosa novamente.
Foi tudo perfeito que merece ser registrado, relembrado sempre.
Para começar a chuva e o tempo frio, convidativos a uma boa caminha. Casinha fechada, comidas gostosas e qualquer coisa na tv (sempre qualquer coisa, mas é porque na verdade apesar de estarmos juntos há quase um ano a presença de um ao outro é mais importante do que o que se passa na tv).
Uma das qualquer coisas assistidas foi Bridget Jones No Limite da Razão, daquela personagem com que quase toda mulher se identifica e que tem um lado Chaves mais aflorado que o meu, ou não, talvez eu ganhe.
Aí ela olhava para seu amado Mark, como aquela criança que ganha um presente novo e corre toda hora para dar uma espiadinha e ver se é "de verdade" mesmo - bom, eu era assim.
E cá estou eu hoje lembrando do meu amado.
Das cenas fofas de preparar comidas, abrir mais uma garrafa de vinho e deitar em meio as cobertas e travesseiros... Fazer preguiça e carinhos.
Meu amor é simplesmente um presentinho de Deus na minha vida, e que me deixa feliz.
E me deixa também lembranças boas para uma pisciana nata ter com o que sonhar seu sonho real.