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domingo, 11 de janeiro de 2009

Minhas Eco Bags

Gentem, que eu ando me sentindo chique. Andar com minhas eco bags por aí me faz me sentir assim.
E a cara de espanto dos vendedores quando digo que não preciso das suas sacolas plásticas faz valer qualquer passeio.

E mesmo há um bom tempo sem trazer mais delas pra casa, ainda tenho um estoque considerável que armazenei quando as usava com as compras do supermercado. E são nelas que jogo fora meu lixo orgânico que, por morar em zona urbana, fico sem opção de aproveitamento (como transformar em adubo, por exemplo).

Sobre o lixo reciclável, na minha cidade não há coleta seletiva, mas mesmo assim eu faço a separação.

Porque desde que o mundo é mundo, existem diferenças gritantes de classes sociais e, por causa delas, existem os catadores "anônimos" de recicláveis, daqueles que andam puxando uma carrocinha, normalmente acompanhados de vários vira-latas.

É para eles que separo os meus. Lavo e reservo num canto da cozinha que não me atrapalha. Aí, quando tem quantidade suficiente pra encher uma caixa (também para reciclar), coloco na calçada e eles levam embora pra vender e ganhar uns trocos.

Não acho isto nobre, pois sei muito bem que eles poderiam estar sendo assistidos por um órgão público,  organizados numa cooperativa e vivendo com segurança e dignidade como qualquer outro cidadão também trabalhador.

Mas, enquanto isto tudo não ocorre, sigo fazendo a minha pequena parte e, o que é melhor, me sentindo chique, na" última moda", batendo pernas com minhas eco bags pra todo lado.

E pra quem ainda não se convenceu, um argumento forte: elas são tão mais resistentes e seguras, que você pode voltar com a garrafa de vinho e a de refrigerante "fazendo peso" por dentro, que elas não correm o risco de estourar como as de plástico.

E, na maior cara de pau, me despeço poupando quem ainda lê este blog das desculpas esfarrapadas da minha ausência por aqui.

Feliz 2009!

quarta-feira, 19 de março de 2008

Piercing

Numa ida ao Centro (eu adoro ir ao Centro de São Paulo) descobri com minha amiga uma ponta de estoque da Cavalera. Nunca imaginei usando roupas das marcas que fazem desfiles dos Fashion's Week's da vida, mas lá estava acessível para mim e tinha roupas que eu gostei e pude comprar.
Adoro ser diferente, talvez por isto, nem ligue mais para o fato de ter um piercing. Eu coloquei o meu no dia 5 de fevereiro de 1996, o meu primeiro salário com estagiária de Edificações lá nos Correios. Corri para a Galeria do Rock e voltei perfurada na barriga.
Choquei geral. Eu era o comentário da escola, da família, da vizinhança. Alvo dos olhares no trem que eu pegava quatro vezes por dia.
Depois que a tal da Carla Perez (que ódio ser homônima desta peça) colocou, e aí não era mais a diferença num corpo, era praticamente obrigação de qualquer pretensa a poposuda...
Mesmo assim, dia destes comprei um piercing de caverinha, com os olhos vermelhos, meio punk chique. Mas, exibir, só para o J.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

Dite a moda! Não deixe que ela te edite.

Não pude me furtar ao pedido da Magui desta blogagem coletiva, proposta pela Valerie, cujo tema é o título desta postagem.
Então, escrevi isto enquanto estava no trem, indo para a faculdade.

Pois é, eu viajo de trem, não tenho vergonha de falar.
Moro em Carapicuíba, em um conjunto habitacional (mais eu não digo por medidas de segurança) e também não escondo de ninguém, ao contrário de pessoas que dizem morar em locais "mais nobres" quando questionadas.
Ando num carro velho, porém pago!
Assumo hoje os cabelos crespos – às vezes liso, por opção e não por seguir moda.
Aliás, odeio estar com cara-de-todo-mundo-está-usando.
Coloco de fora as pernas finas em uma mini-saia. Uso acessórios esquisitos aos olhos de muitos: xales, óculos, touca na cor pink...

Nem sempre fui assim, já tive e sofri com meus complexos impostos pela sociedade, já fui insegura, já me achei feia (assunto para outro dia).

Por isto, compreendo, por exemplo, as garotas anoréxico-bulímicas. O caos está instalado e a insegurança domina. Mas precisamos mudar.

Faz-se necessário aprender a exercitar o amor próprio, aceitar-se como se é realmente. Incluindo suas preferências pessoais (em todos os sentidos) mesmo que tudo isto seja contrário ao que a maioria pensa como certo. Óbvio excluir as coisas do mal, prejudiciais realmente.

É preciso ser seu próprio “melhor”, melhor amante, melhor amigo...
É preciso não se importar com o que os outros pensam.
É preciso libertar-se.

Sem exageros, sem criar uma vaidade exacerbada, porque não se deve consertar nada quebrando outra coisa. Sem nunca ir ao extremo, para que não precisemos chegar aos 28 quilos de pele e osso ou aos 70 anos enxergando no espelho uma cara plastificada (literalmente).
Sem sacrifício da vida em prol de padrões estereotipados.
No more ditadura.
Que possamos chegar à praia e tirar a canga, como na campanha da Dove pela real beleza.

Porque real beleza é a beleza real.