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quinta-feira, 30 de novembro de 2006

Com o coração saindo pela boca

Quem não estaria? São dez para as três da manhã, levanto às cinco e meia para trabalhar, acabei de terminar o banner (cartaz de apresentação) do Trabalho de Conclusão de Curso, e:

  • As 94 páginas da minha monografia serão entregues corrigidas hoje (quinta) pelo meu orientador;
  • Não tenho a mínima idéia do parecer dele, pois o trabalho foi apresentado apenas uma vez e pronto – foi desenvolvido de forma autodidata por preguiça e falta de tempo de ir atrás do dito cujo na faculdade e com ajuda do J. na formatação;
  • Se ele inventar muita coisa para corrigir o prazo será curto, a apresentação física dos trabalhos será no sábado cedo (depois de amanhã);
  • No meio de tudo isto, na sexta (amanhã), terei a primeira das provas da reta final.

Resumindo, estou perdida, atolada até as tampas, e o final de semana que será mais curto devido a ida à faculdade no sábado, junto a TPM, limpeza da casa, visita do namorado, compras no supermercado, terei que encaixar os estudos para as provas derradeiras da próxima semana, uma delas (Estruturas de Pontes II) precisando de nota alta.

Se eu não aparecer por aqui nunca mais é porque não resisti...

sábado, 18 de novembro de 2006

De volta à blogosfera

Meu TCC ficou pronto, finalmente. Entreguei minhas quase cem páginas hoje ao meu orientador, rezando para que ele ache que está pronto também. Sua correção só ficará pronta na próxima quinta, um dia antes do prazo final da faculdade... Socorro!
Foram noites e madrugadas varadas, terminando algo que adiei o máximo que pude. Simplesmente não agüento mais estudar. Passei os últimos vinte e cinco anos da minha vida fazendo isto. E ainda me arrisquei nesta segunda faculdade, fazer o quê? Era meu sonho.
Agora vêm as provas finais e em dezenove dias serei engenheira com CREA na mão. Resta-me limpar a casa, arrumar os livros, apostilas e artigos espalhados, tirar o pó que se acumulou nestes dias em que me dediquei ao compromisso final. Ufa, só de tirar este peso das costas, faço faxina cantando I’ll survive em alto em bom som.

Mudando de pato para ganso, e dando uma de Magui (embora ela pense diferente de mim em questões políticas), desabafo aqui uma indignação que tomou conta de mim estes dias.
Os tucanos, que dominam São Paulo há anos, mostram cada vez mais que andam levando em frente o lema da música do finado Raul Seixas, que pregava que a solução era alugar o Brasil... De maneira distorcida, claro. Eles não alugam, vendem descaradamente. E ao contrário da música, nós vamos pagar sim. E caro, mais uma vez.
O governador de São Paulo, Cláudio Lembo, mal esperou duas semanas do final das eleições e colocou as garras, ops, bico de fora. Assinou esta semana a privatização do Rodoanel Mário Covas. Uma obra que finalmente poderia desafogar o trânsito caótico na Grande São Paulo. Poderia né? Porque com esta moda de vender nossa terra, contrariando a constituição, tirando nosso direito de ir e vir – porque se a liberdade de transitar nas vias privatizadas é mediante pagamento de pedágios, respondam se forem capazes, onde está o direito?
O trecho Sul do Rodoanel, pedágiado, será construído com dinheiro privado (é o que dizem, porque no fim acabam financiados com dinheiro público, do povo). A “boa” notícia é: o trecho Oeste que passa perto de casa, e foi construído com o dinheiro público, será “concedido” no pacote e já teve aprovada a colocação de uma "bela" praça de pedágio. Sim, este é o investimento a ser feito nesta obra de grande utilidade que foi paga por nós. Pistas novas, feitas com a mais nova tecnologia em pavimento de concreto, será passada assim, a troco de mais prejuízo ao bolso do cidadão.
Estarei ilhada em meio a tantas praças. Primeiro foi a Rodovia Castello Branco, que me trazia para casa numa boa. Ganhou uma tal marginal, fechamento dos acessos às pistas antigas, e se hoje eu quiser fugir do pedágio tenho que dar uma volta de 12 quilômetros ou passear pela cidade vizinha, enfrentando trânsito, semáforos e contribuindo com mais um veículo nos congestionamentos.
Agora, o Rodoanel, que veio como uma solução à este drama, como uma ótima uma via de acesso para chegar a cidade, vai ficar no passado ou, se quiser “matar a saudade” terei que investir num módico pagamento de cinco reais. E para “melhorar”, veio de “brinde”, a aprovação concomitante dos chamados pedágios de bloqueio, que todas as rodovias que chegam ao Rodoanel terão antes, cada um custando “apenas” dois reais.
E, a intenção inicial da rodovia, em forma de anel, que era contornar São Paulo, cruzando todas as estradas que na cidade chegam, fazendo que quem estivesse apenas passando por aqui não precisasse transitar na zona urbana, contribuindo para a melhoria do trânsito, a meu ver terá efeito contrário: para fugir do pagamento de pedágio a tendência vai ser... Adivinhem? Entupir mais um pouquinho as vias urbanas, deixando as estradas, obras caríssimas, sendo pouco utilizadas, fazendo com que sua vida útil, em torno de 30 anos, exatamente igual ao tempo de “aluguel”, dure o bastante até que volte a ser nossa.
É o fim da picada. To bege!

Abaixo, para quem não é de São Paulo, um mapa do traçado do Rodoanel para melhor compreensão. Na cor marrom as rodovias cruzadas pelo anel viário.


PS: Flavinha querida, não esqueci de ti, meu próximo post terá o tema da "selada" que você me deu. Sou eu, finalmente, voltando a “blogar”, beijos!

domingo, 15 de outubro de 2006

Cuidando de mim

A vida continua, uma parada nos afazeres para cuidar de si faz bem.
Depois de não ter produzido nada ontem, e quase nada hoje – a salvação foi um trabalho mecânico (se tivesse que pensar não conseguiria, estou down ainda) de transformar um texto de 255 páginas no formato PDF para Word, pois só assim poderei “salvar” as fotos e usar no meu seminário de patologia das pontes rodoviárias... Precisarei ainda de um Datashow, a faculdade só empresta a pedido do professor, que neste caso, se eximiu de trabalhos...
Conversando com a Jéssica ontem no MSN, a mesma que me enviou o bendito programa “Detravation Tabajara” que só consegue converter três folhas por vez, resolvemos alugar um (Datashow) – metade da sala apresentando no mesmo dia não sairá caro a despesa...
Pois é, como ia contando, dei uma pausa e resolvi cuidar das madeixas – sempre me anima. Como chegou na sexta a encomenda da novíssima escova de chocolate, eis que me aventuro novamente no exercício ilegal da profissão cabeleireira... Não sei o resultado ainda, conto depois... Mas se for tal qual a escova progressiva, será ótimo.
Podem pensar assim, com tanta coisa para estudar esta pessoa (eu) fica perdendo tempo com cabelo?
Pois é, por incrível que pareça, eu ganho preciosos minutos fazendo estas experiências.
Tempo na semana.
Vamos fazer as contas: perdi duas horas na escovação, mas tenho que ficar três dias sem lavar o cabelo, e com ele liso, não preciso lavar e/ou passar a dúzia de cremes costumeiros para deixar os cachos assentados todas as manhãs. Também não preciso ficar a todo instante olhando no espelho, fugindo do “vento contra” e etc. cuidando em não virar o Capitão Caverna. Ou seja, ganhei tempo, pelo menos quarenta minutos por manhã nestes três dias. Além de economizar dinheiro, porque no salão isto custa os olhos da cara.
Depois que lavo, ele não fica liso não. (Não!) Pois no meu caso, que uso prancha de metal (ela absorve um pouco o produto) e também devida à força de puxar os próprios cabelos que não é muita, ele fica enrolado, mas com menos volume, que é igual a menos trabalho por pelo menos um mês.
Otimização do tempo, sim senhores, é comigo mesma!
Se quiserem o segredo, detalhes e afins passo por e-mail, é só pedir. Porque eu ainda não tenho grana para fazer estas coisas com um profissional (no fundo tenho prazer no “faça você mesmo")...
Vou voltar para o batente, mente ocupada não pensa asneira e/ou sofre.
Além de que tenho que aproveitar os sete dias de vida do já tão falado Able2Extract e verificar se os textos que servem para meu TCC também precisam de conversão.
E o cheirinho de chocolate aqui em cima tá uma delícia.
Beijos para todos!

sexta-feira, 29 de setembro de 2006

O retorno da morta-viva de cansaço

Só para não perder o hábito, e também porque um monte de gente achou que eu ia abandonar o blog - como se eu conseguisse - vou apenas postar menos por causa do TCC, recebi um e-mail da faculdade dizendo que tenho que entregar uma prévia do meu trabalho dia 20 de outubro, ou seja, daqui a 20 dias.
Parece terrorismo, mas o banner na parede da sala de aula ontem, anunciando que faltam 70 dias para a formatura não me deixou feliz, me deixou foi apavorada, pois significa que o curso está acabando e eu tenho zilhões de coisas a fazer. Dentre elas relatório de estágio (caracoles, trabalho há 9 anos na área e tenho que fazer relatório novamente? pior: já fiz um semestre passado).
E para concluir, pelo menos uma notícia boa: a prova de Estrutura de Pontes ontem foi um presentão, a classe
inteira se deu bem - e olha que nem saiu a nota ainda!
Bom final de semana para todos, em especial para a Rô que finalmente comentou aqui!

segunda-feira, 25 de setembro de 2006

Criando vergonha e realizando sonhos

Resolvi postar outra vez depois de assistir mais um capitulo da novela (ê vício) e visitar minha princesinha Gabriela, filha da minha melhor amiga Lu, que faz um aninho amanhã cada dia mais linda, fofa, perfeita, rica... E pensar que no desespero da noticia eu cheguei a querer que ela não viesse a existir... Graças a Deus só pensei e me arrependo de no auge da loucura ter deixado uma besteira destas passar pela minha cabeça.
Eu simplesmente amo crianças.
E, por falar nelas, ontem foi aniversário da Luísa, filha da minha outra melhor amiga, a Fá, sua bebê, a fofurinha como ela diz, veio em uma situação totalmente diferente, ou "certa", como dizem as pessoas por aí... A Fá já estava casada (me emociono até hoje só de lembrar de seu casamento, foi a primeira de minhas amigas que presenciei a verdadeira cerimônia do matrimônio). Mas não fui na festinha dela porque elas estão lá em Viçosa – MG.
Em situações totalmente diferentes, pude acompanhar um sonho que até hoje não realizei: filhos. Escolhi outro caminho, estudar, estudar...
E, por falar em estudar, comunico aqui que vou parar de escrever com tanta freqüência no meu blog. Criei vergonha na cara, ainda que tardia, e voltarei com vontade ao TCC – agora é para valer. Acabei de ler um texto legal e vou escrever por um outro caminho (talvez mais interessante), e que meu orientador tão maravilhoso não me leia, mas acho que agora eu "pulo" para a terceira página da monografia, entrando de cabeça e trocando os horários "livres" pelo dever que me chama.
No fim, tenho certeza, poderei dizer e escrever como uma brilhante e autêntica engenheira, desculpa aí, rs.
Beijos e obrigada a todos que fizeram a "caridade" em comentar nos posts passados, fiquei muito feliz e sei que, pelo teor das mensagens, vocês leram com carinho este meu humilde blog.

quarta-feira, 16 de agosto de 2006

Sem título

Não tenho aula na hoje e cá estou em casa, assistindo horário político... Isto depois de ter detonado a panela de brigadeiro que estava na geladeira (é, às vezes sobra), ter "atualizado" a manicure (passei calor na faculdade ontem e nem pude colocar as garrinhas dos pés para fora). Tomo uma xícara de sopa instantânea, já pensando no que ruminar depois... De posse de uma taça de vinho e cigarros, penso.
Penso e falta inspiração. Não sei o que escrever...
O fantasma vem à tona. O mesmo fantasma que me afligia na infância quando eu pensava no que seria ao crescer:
"Arquiteta? E se me faltar inspiração na hora de bolar uma casa e eu não conseguir fazer nada?
Escritora? E se depois de gastar minhas idéias num primeiro livro não conseguir ser mais criativa?
Estilista? Decoradora? E se..."
Acabei engenheira, quer dizer, quase, faltam alguns meses e uma monografia.
E tenho um texto sobre estrutura de pontes para resumir e ainda me atormento com a cobrança interna de ter que escrever algo aqui... Mas não consigo... Não, não é fantasma, é realidade.
Daí olho para o topo da tela e vejo que já digitei o suficiente para um post e ainda não escrevi nada.
Ao menos algo de bom: ontem todas as pessoas da minha turma comentaram: "já!!! tudo isto?" quando eu disse ter feito apenas duas folhas do meu TCC (sem progresso até agora).
Seremos todos uma farsa? Não sei, melhor ir ao resumo...

quinta-feira, 10 de agosto de 2006

Farsa, filosofia barata, charlatanismo e etc...

... e viver continua sendo estranho. Nem estou tão velha assim e já perdi a conta nos dedos de gente que eu conheço que se foi, digo, morreu mesmo.
Gente da minha idade.
Deixou de existir de uma hora para outra...
Até namorado eu já perdi.
Hoje foi mais uma pessoa que eu conhecia, uma garota.
Mesmo ela não fazendo parte do meu círculo social (quase extinto dada a infinidade de afazeres desta minha vida), uma notícia de morte sempre mexe com a gente.

E tem os sopros de vida nova no ar também, fazendo com que eu fique filosofando (charlatanamente, diga-se de passagem) ... Porque acabei de vir da casa da Lu e fiquei um tempão com a Gabriela, a bebê adorada filha da minha irmã adotiva por opção nossa.
Comprovei mais uma vez com a Gabi, a eficácia da Lei de Murphy: tente fotografar uma criança e ela não ficará quieta, tente filmá-la e ela será como uma múmia petrificada. Tentei fotografá-la....

E, por falar em charlatanismo, cada dia que passa eu começo a acreditar mais na verdade de eu ser uma farsa.
Eu sou uma farsa, até para mim.
Fico me culpando por saber que os outros me admiram, me acham guerreira, vitoriosa, estudiosa e todos os etecéteras - tá, tudo bem, não é fácil viver sozinha há oito anos em SP e conseguir terminar a segunda faculdade, ter sido reconhecida no emprego e ainda dar o gosto aos meus pais da filha deles ter uma vida decente e não ter engravidado sem casar...
Mas, escrevi apenas duas folhas (sem revisão ainda) do meu TCC apesar de ter feito um monte de pessoas viajarem na minha empolgaçao ao falar sobre meu tema...

Além de charlatã convicta acho que sofro de escapismo, se é que é possível alguém sofrer disto. Se não for, já deixo corrigido, não sofro, o que costumo mesmo é praticá-lo...

E a quem interessar possa: recebi meu primeiro e-mail resposta em inglês que prontamente teve sua tréplica.

terça-feira, 18 de julho de 2006

"The future's uncertain and the end is always near"

Minhas aulas estão voltando - já lançaram o calendário do segundo (e meu último) semestre.
Está acabando.
E eu estou com medo, medo do fim.
Enquanto teoricamente me preparo não preciso ser o que cobro de mim: perfeita.
Só que logo acaba, e já acabou outras vezes, acho que tenho a obrigação de ser mais.
Daí estudo novamente. Ando paquerando novos cursos...
Mas será que "já" não é hora de parar?
Penso que deveria preencher o tão sonhado futuro tempo livre com coisas que desejo: pilates, RPG, uma câmera nova, viagens (ah, viagens!), cremes, massagens, presentes...
Mas vem o perfeccionismo. Preciso ser a melhor, saber tudo daquilo que escolhi fazer.
Aí também me pergunto: "Será que fiz a escolha certa?".
Só que agora tenho a resposta na ponta da língua: "Não dá mais tempo de mudar."
É engenheira, boa sorte!

quinta-feira, 29 de junho de 2006

Bolsa Dourada

Acho que ninguém vai ler.
Mas meu blog é novo. Estou sentindo por ele algo como pela minha bolsa nova com detalhes em dourado (a Carol disse que estou virando paty, mas é que eu gosto de brilho - queria ser drag ou me vestir como uma sem chocar a população) que eu fico pensando em qual roupa usar para combinar com a bolsa e não o contrário.
Então eu fico pensando no que escrever, são tantas coisas que preciso e gosto de colocar para fora.
Fico lembrando agora que meu blog tem um contador bem bonitinho, com cara de contador, que a Beta colocou para mim.
E fico pensando nos textos e principalmente nos comentários do meu amor que ficarão esquecidos no flog, que eu usava quase como blog, e as vezes odiava ter que colocar fotos. Acho que vou salvá-los e postar aqui um dia destes.
Mesmo pensando tanto estou feliz, tem a bolsa dourada, o contador, o blog novo... Fico feliz com besteiras. Com presentes que me dou.
Como passei em tudo na faculdade me dei um dvd player de presente, comprei antes de ter passado em tudo, mas ficou como presente. Presente para mim, que eu me dei.
Chegou ontem. O legal de comprar na internet é que nós ficamos esperando o produto e quando ele chega a gente fica feliz.
Só que presente maior quem me deu foi o Leandro, professor de concreto, um ponto na prova e eu passei em tudo.
Presente que eu queria mas nem esperava - ele me odeia. Não sei porque...
Tanta gente me odeia.
Quer saber? Nem ligo. Acho que são todos invejosos.
E vou almoçar, o cantinho aqui é meu. Posso escrever quando quiser, então depois escrevo mais. Então, preciso parar de escrever tanto então.
Só para contrariar coloquei a foto da minha bolsa dourada.
Carol vê o que você acha - já que é a única visitante deste meu espaço na internet.
Agora estou mesmo com fome.
Fui...