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quarta-feira, 26 de maio de 2010

Larguei o emprego

Simples assim, tem horas que precisamos definitivamente mudar tudo. Recomeçar do zero, porque reformas muitas vezes carregam um pouco do antigo.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Reformas = Mudanças

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De volta a vida real a vida real me esperava. Na verdade a vida real não espera, ela acontece enquanto a gente sobrevive.

Chorar/desesperar/sucumbir? Não. Esta não era a alternativa correta.

Para ocupar a mente achei mais um passatempo: arrumar a casa, no sentido literal da palavra.

Como num processo de renascimento involuntário deu certo. Descascar a tinta desbotada de uma vida de mentira, varrer os restos de um quadro que nunca deveria ter sido pintado.

A porta, as paredes, o teto do banheiro… Todos sendo limpos do mofo do passado. A vida entra neste processo sem que eu perceba.

O processo vai ser demorado, porque a vida de lá de fora (os compromissos, os trabalhos) tem que ser vividos em conjunto, mas não tenho pressa, demore o tempo que tiver que demorar, nada de adiantar os ponteiros do relógio.

Descobri nas horas vagas um trabalho cansativo, mas recompensador… Porque como tentei registrar acima, as mazelas da alma entraram sem querer nesta reforma. Cada passada de espátula, cada remoção da tinta velha, cada buraco fechado numa parede, cada sujeira removida, não está só limpando minha casa, está limpando minha alma também – sem que eu perceba.

E, quando menos esperar, a terapia do faça você mesmo terá deixado tudo limpo, tudo pronto para cores novas que virão. Good vibes!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Significados

Cada dia mais me convenço da nossa ignorância ante os designios de Deus. Vivemos uma vida muitas vezes a questionar… Queremos saber porque é permitido que soframos. Morreremos sem estas respostas.Outras vezes nos questionamos se nossos sofrimentos da alma são plausíveis diante de tantos outros sofrimentos reais (terremotos, assassinatos, perdas de entes queridos, fome…).

Entretanto, sinto que nossos sofrimentos são apenas nossos, se são de alguma forma mais ou menos dolorosos não importa, nem há comparação. Exatamente, porque o sofrimento de cada um, a cada um pertence.

Não há parâmetro para dor.

Se houvesse e também se houvesse opção de escolha de sofrimento, decerto escolheria sofrer de outros males, que não dos sentimentos.

A pergunta que inicia meu ano de 2010:

“Por que Deus? Por que permitiu que eu me doasse e acreditasse em um amor durante os cinco anos da minha vida, os cinco anos que julgo cruciais para alguém como eu que sempre sonhou em formar família, em amar e ser amada? Por que permitiu que eu vivesse um sonho irreal, por que me permitiu que eu entrasse num emaranhado difícil até de ser contado? Qual o propósito de tudo isto?”

Sei que esta pergunta não será respondida e devo abandoná-la, para o bem de minha alma, para o bem de minha vida.

Assim como achei que as dificuldades ao longo de todos estes anos fossem provações para um futuro feliz. Assim como achei que passar por cima de todas adversidades fossem prova de amor. Apenas errei. Errei por bons quase cinco anos…

Encarar a vida como perdida?

Tirar um lição de tudo isto, mesmo com a ferida exposta e tão recente? Na verdade, isto sim se transforma em meta de 2010.

E perdoar. Perdoar sim, todos os envolvidos. Porque a libertação da alma só vem através do perdão – e nem é de perdão Divino o que me refiro. Cito para mim mesma, como nota mental, já que não há outra alternativa (senão remoer o passado) que perdoar é me libertar para mim mesma.

Espero não errar novamente, espero que meu coração de pisciana não se deixe enganar mais uma vez, porque agora são 32 anos. E que o avanço da idade (outra nota mental) não seja condutor para decisões precipitadas – sim, porque pretendo amar novamente, quando esta dor de amor passar.

Se eu passei por tudo isto foi porque de certa forma permiti. Devo aceitar que ninguém nos machuca sem nossa permissão. E tirar disto uma lição. Talvez a mais difícil de todas.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Pequeno Príncipe

Hoje chegou pelos Correios um presente de natal atrasado: o livro ilustrado do Pequeno Príncipe.
Sabe o que é mais intrigante? Dias atrás estava justamente pensando nisto: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas!"




Por que cativas?

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Olívia

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Olívia é minha cachorinha querida, adotada das ruas de Jandira, estado de São Paulo, há pelo menos uns oito anos, talvez mais, não lembro direito (garanto que amanhã vou procurar os documentos dela pra ver).

Hoje ela mora em Natal, no Rio Grande do Norte. Esta mudança foi um acordo que fiz com minha mãe na segunda visita de férias da Olívia à casa nova dos meus pais: já que eu tinha começado a estudar novamente, ela ficaria, porque não seria justo para um cão ficar “abandonado”, já que eu saía para trabalhar às seis e só voltava da nova faculdade por volta da meia noite.

Foram meus pais que me ensinaram a amar os animais, não tinha como não achar melhor para vida dela esta decisão: uma casa grande que meu pai comprou e para onde se mudaram depois de sua aposentadoria. Pessoas em casa o dia todo dar amor, além de uma cachorrinha para servir de companhia para a Olívia.

Claro, que eu sentia falta, ela também. As visitas a cada ano, ela me esperando no aeroporto e ficando tão feliz ao ponto de ter incontinência urinária! Grudar em mim em todo o tempo que eu estivesse por aqui, sem falar na percepção da minha partida antes mesmo de eu recomeçar a fazer as malas. Juro, dois dias antes ela começava a trazer seus brinquedos para perto da cama que eu dormia e mergulhava numa espécie de depressão.

Mas, mesmo depois que me formei, resolvemos que ela ficaria. Imagina, trocar uma casa com quintal, amigos caninos (a tropa tinha crescido) por uma casa pequena, quase sem quintal e comigo saindo todos os dias para trabalhar? Não, realmente o melhor para a Olívia era continuar em Natal.

A cachorrinha incrível, minha Schnouzer do Paraguai, Olívia Loyola, a emergente que saiu das ruas para andar de avião e morar no Nordeste. A minha alma gêmea em forma de cão: tem alergia de pulgas (de ficar com bolinhas vermelhas na barriguinha), odeia acordar cedo, é extremamente ciumenta com suas coisas materiais (tudo que foi dado para ela, ela defende com latidos e dentes, e ninguém toma de volta) e morde mesmo se alguém se aproximar ameaçando quem ela ama – tudo igual a mim!

Só que a vida nem sempre é um mar de rosas e, como se não bastasse o sofrimento dos seus primeiros anos de vida, quando era uma simples vira latas de rua, cheia de sarna, uma perninha manca (talvez tenha sido atropelada), além de ser xingada de feia (tadinha, todo mundo falava pra eu colocá-la nestes concursos de cães mais feios), agora a bichinha é cega. A catarata tomou conta dos seus dois olhinhos.DSC09106 Eu já sabia que isto aconteceria, mas sei lá… Não acompanhei o processo gradual, da última vez que a vi ela ainda tinha a visão parcial. Fiquei realmente em choque.

Dinheiro para a cirurgia não tenho. Tentar levá-la para São Paulo, submetê-la a uma mudança agora, nestas condições, seria a pior covardia… Aqui é o portinho seguro dela: tem meus pais, que não mudam mais nada de lugar dentro de casa, tem seus companheiros (duas outras cadelinhas e um gato – o caolhinho que minha mãe achou na rua).

E, no meio de tudo isto, acho que ela não sofre tanto. Já está adaptada a sua nova condição. Sabe se virar, tateia devagarinho, anda se guiando pelas paredes, desvia de um pé de cadeira e vai levando… E nunca corre – ato que não mais nos permite mais ver a puxadinha da perninha manca que aparecia só quando ela era rápida, um dos seus charmes.

Brinca com as outras cachorras enquanto elas estão perto, mas, basta as duas outras cadelinhas dispararem na corrida para a Olívia ficar de fora, olhando sem ver, parada no seu canto. Afinal, já disse, ela não corre mais.

Meu coração dói, já perdi as contas das lágrimas derramadas desde a madrugada da segunda passada, quando cheguei aqui, depois de dois anos sem vir.

Revolto-me contra Deus, que permite que mais um animal que eu escolho para criar (a outra foi a Emília) sofra… Por que Senhor? Por que um ser que não peca, que não sabe falar para pedir ajuda, que não faz maldades com o próximo, por que ele sofre? Por que os animais sofrem?

Chego a duvidar que o Deus pai exista… Eu sofro e choro. Mas, você Olívia, eu amo, pra sempre!

PS: Um acalanto na noite foi este post, adorei o nome: Um homem guia para um cão cego. Fica o link.

sábado, 22 de agosto de 2009

Novidades

Acabei de fazer 3 dias sem cigarro. Preciso registrar. Primeiro, fumar está fora de moda. Além disto, agora é proíbido, o fumante é quase um criminoso... Estava indo na acupuntura mesmo, umas sementes e agulhas a mais... E, eu economizo dinheiro.

Feliz com meu Xing Ling Phone, tem acesso à internet.


E, postando cada vez mais aqui ->> "Eu Acredito em Cosméticos" (e você?).

domingo, 21 de junho de 2009

Mais sobre mim...

A Helen, a primeira amiga de blogosfera que fiz, que me ensinou nem lembro mais o quê quando criei este blog, me passou um meme.

As regras deste meme são:
1.Dizer quem te presenteou com o selo e colocar o link do blog.
2.Copiar e responder o questionário.
3.Presentear cinco blogs com o selo e avisá-los sobre.

Mania:
Um monte, tanto é que já parei no psiquiatra. Minhas manias derivam todas da simetria. Meu olho é um prumo e um nível. Mas, de vez em quando eu gosto de descombinar e desequilibrar algo de propósito, e só aceito desequilíbrio assim, vai entender?
Pecado capital:
Apego nas minhas coisas. Não gosto de emprestar livros, roupas, CD’s e se faço fico com o coração apertado. Prefiro comprar algo igual e dar para a pessoa a me separar mesmo que temporariamente dos meus objetos.
Melhor cheiro do mundo:
De suorzinho de bebê.
Se dinheiro não fosse problema, o que eu faria:
Sairia comprando sempre, sem fazer contas. Compraria presentes também, muitos.
Casos de infância:
Só um: o medo fenomenal que eu tive de nascer um pé de feijão em mim ao ter surrupiado e engolido um feijão cru enquanto minha mãe escolhia feijões para o jantar. Sempre fui muito “Fantástico Mundo de Bobby”, pois imaginava e levava tudo ao pé da letra”.
Acredita que eu cruzei literalmente o cachorro da família, o Xinho, porque ouvi meu pai dizer que ele tava ficando estranho porque não tinha sido cruzado.
“Pronto vó, o Xinho não vai mais ser bobão, eu já cruzei ele!” e demonstrei atravessando o cachorro deitado e minha avó quase tendo uma síncope...
Só grande eu fui entender o que significava “cruzar”.
E, eis que acabei contando dois “causos”.
Habilidades como dona de casa:
Todas, sou muito prendada e não tenho problema nenhum em desempenhar tarefas domésticas. Não acho que isto me faz “menos gente”.
Frase:
"Amigo não se compra, adote um vira-latas".
Passeio para a alma:
Um bom livro e silêncio.
Passeio para o corpo:
25 de março serve?
O que me irrita:
Ter minha inteligência subestimada.
Palavra ou frase que usa muito:
Eu falo tanto que acho que não dá pra escolher uma palavra ou frase só.
Palavrão mais usado:
Caraleo!
Chuta o pau da barraca quando:
Sempre. No trânsito com gente lerda, gente que esquece de dar seta, gente que não dá passagem. Na fila do supermercado. E, com atendente grosseiro de qualquer comércio – o mínimo que eu exijo é respeito quando sou consumidora. Odeio gente aproveitadora. Falsos santos...
Perfume que usa no momento:
Egeo Dolce, Angel, Amor Amor Elixir e Sensuelle. Amo todos os perfumes beeeeeeem doces.
Elogio favorito:
A Carla é inteligente!
Talento oculto:
Meu sexto sentido!
Não importa o quanto seja moda, eu não usaria nem no meu enterro:
Macacão jeans com lycra, daqueles bem piriguetes.
Queria ter nascido sabendo:
Dançar.
Sou extremamente:
Romântica, apesar das aparências mostrarem o contrário.

Para dar continuidade, eu indico:
1.Ninguém, ando em falta com todo o universo blogueiro.

Quem quiser postar fique a vontade, me avise e eu vou ler.

domingo, 7 de junho de 2009

Fazendo Arte

Eu acabei de perceber que realmente eu tenho síndrome de compulsão e tendência ao vício!
Tudo que eu gosto, eu gosto mesmo, muito, bastante! (É o lado positivo do bipolar falando!).

E de tudo que gosto, cosméticos em todas as suas variantes (esmaltes, cremes, perfumes e mais recentemente maquiagem) é uma das coisas que divide o topo da lista dos preferidos com livros, Melissas, temperos...

E agora dei para querer me profissionalizar na maquiagem. Sim, me profissionalizar, mas para mim apenas. Tudo que eu pego pra fazer quero fazer bem feito, do tipo achar que minha escova no cabelo fica mais bonita que a da cabelereira e minha unha melhor que muitas manicures por aí. Só falta levar este dom para a sombrancelha.

E, na onda da maquiagem, estou começando a montar minha coleçãozinha de pincéis, pois nos blogs da vida, que logo, logo farão parte do meu menu lateral (preciso de tempo), descobri que um pincel é tudo na vida de uma mulher. Com ele é que se consegue os milagres da arte de pintar o rosto. Como uma pessoa não rica, não posso me entupir de MAC assim de prima, então, posso apenas apresentar pra vocês meus queridinhos de acordo com as posses, incluindo aí pincéis de pintura artística (!), da Condor - que num bom garimpo são quase que idênticos aos exclusivos para cosméticos.


Na foto, meus novos filhinhos, estão recém lavados com shampoo neutro do jeito que eu aprendi com a super Marina. Tenho quase todos da nova coleção do O Boticário, dois da Bourjois, um pente de sobrancelha/sombra do conjunto xing ling da Avon e dois pincéis Condor (o maior com pelo natural e fofinho de ponei!). Estou esperando chegar um de blush/pó importado da Avon para ficar com a coleção básica quase completa.

E sigo no lema: "eu acredito em cosméticos"!