segunda-feira, 3 de março de 2008
Uma carta do papai
O J. quis se despedir do Nakombi: "escrevi uma coisinha para você colocar no seu blog".
"Nakombi
Nako
Nakomilino
Nakotraficante
Preto
Pretinho
Peto
Mandela
Também já chamei ele de chato, sarnento, pulguento...
Muitas vezes eu o amaldiçoei, mas em dobro eu o admirei e me encantei com suas peripécias.
A notícia de sua partida me doeu no coração... Uma dor que ainda não havia experimentado.
Vai ser estranho não vê-lo convidando a turma do bairro para comer em casa.
Vai ser difícil olhar para o cantinho onde ele ficava e vê-lo vazio.
Mas, o que me alivia o peito, é saber que ele está no céu dos gatos, correndo atrás de papel amassado, revirando lixo.... E, tenho certeza que ele lá de cima olha para baixo e dá uma ronronada.
Nako, se vc puder ouvir (ou ler) saiba que papai te ama."
J.
"Nakombi
Nako
Nakomilino
Nakotraficante
Preto
Pretinho
Peto
Mandela
Também já chamei ele de chato, sarnento, pulguento...
Muitas vezes eu o amaldiçoei, mas em dobro eu o admirei e me encantei com suas peripécias.
A notícia de sua partida me doeu no coração... Uma dor que ainda não havia experimentado.
Vai ser estranho não vê-lo convidando a turma do bairro para comer em casa.
Vai ser difícil olhar para o cantinho onde ele ficava e vê-lo vazio.
Mas, o que me alivia o peito, é saber que ele está no céu dos gatos, correndo atrás de papel amassado, revirando lixo.... E, tenho certeza que ele lá de cima olha para baixo e dá uma ronronada.
Nako, se vc puder ouvir (ou ler) saiba que papai te ama."
J.
sábado, 1 de março de 2008
Ninho vazio
Nunca mais barriguinha para cima igual a um cachorrinho.
Nunca mais esperinha no portão ou corridinha de algum lugar onde fazia seus passeios chegando atrasado na espera da mamãe.
Nunca mais um ronronar coladinho ao corpo.
Nunca mais espantar o corpinho preguiçoso no tapete do banheiro.
Nunca mais olhar a carinha sentada na água do box depois de lamber a deliciosa água do chão.
Nunca mais ouvir o croc-croc das mordidinhas na ração.
Nunca mais salvá-lo das alturas perigosas ou dos gatões malvados das gangues de rua.
Nunca mais desacreditar que gatos têm medo de água ao vê-lo chegar enxarcado da rua.
Nunca mais vê-lo brincar com caixas de papelão, bolinhas de papel ou sacos plásticos.
Nunca mais disputar de volta meu carretel de linha.
Nunca mais tirar a mãozinha enxerida da gaveta de bijouterias.
Nunca mais ver a cabecinha entrando embaixo da mão para receber cafunés.
Nunca mais ouvir o tilintar do guiso da coleirinha chique com strass.
Nunca mais ser chamado de Cocada, por causa da gravatinha que teimava em ficar em pé.
Nunca mais precisar ser pego para tomar doses de remédios porque simplesmente queria ser maloqueiro como os outros e inventou uma sarninha teimosa.
Nunca mais bronca porque roubou o saco de pão.
Nunca mais a felicidade por uma comidinha proíbida, mas deliciosa.
Nunca mais disputar um lugar no travesseiro com a cabeça da mamãe, ou chegar de mansinho de madrugada para dormir pertinho dela.
Nunca mais um pulo de supetão no colo.
Nunca mais uma deitadinha em cima do estabilizador quentinho.
Nunca mais um passeio em cima dos projetos de trabalho da mãezinha.
Nunca mais uma cochilada preguiçosa no telhado, ou chão ensolarado pela manhã.
Nunca mais...
Por que Nakombizinho você não saiu debaixo daquele carro, por que eu que vi que você estava deitado ali não suspeitei que pudesse não se levantar?
Sentir seu corpinho embaixo da roda. Seu gritinho e a corrida desesperada que deixou até o médico de bichinhos surpreso por conseguir fugir com sua coluninha partida, seu corpinho partido ao meio.
O desespero das quase 36 horas de busca, às vezes ouvindo seu miadinho e pensando que não vinha porque estava com medo da sua mãezinha.
Você já não podia andar, não conseguia.
Sede, fome, calor embaixo daquela telha durante dois dias.
Seu corpinho sem respostas quando a mamãe te achou, esperando-me para dar um último miadinho e receber o último cafuné.
Esperando encontrá-lo para que a mamãe soubesse que você não estava com medo dela e sim querendo socorrinho, que a amava.
Meu pequeno herói.
O heróizinho que viveu pouco tempo, mas fez sua mãe tão feliz com sua presença.
Seu rabinho quebrado era seu charme, a barriguinha peluda que não se via pele, o sinal que vinha das sobrancelhas em direção às orelhas que lhe davam um ar diferente só seu.
A boquinha, os olhinhos...
A saudade dói demais, a casa está vazia Nakomilino, Nakombizinho, Nako, Nakombilindo, filhinho da mamãe.
Nakombi.
(12/03/2007-28/02/2008)
domingo, 24 de fevereiro de 2008
31 anos
Idade nova, ausente de tudo e todos. Trabalhando.
Dinheiro não tem hora para precisar entrar, sempre precisa.
Desenhos, traçados, apaga, desenha, pesquisa, salva.
Uma área de lazer.
Campo de futebol, quadra poliesportiva, quiosque com churrasqueira.
Ainda no mundo virtual da tela do computador.
E eu aqui... No meu mundo real. Idade real.
Dinheiro não tem hora para precisar entrar, sempre precisa.
Desenhos, traçados, apaga, desenha, pesquisa, salva.
Uma área de lazer.
Campo de futebol, quadra poliesportiva, quiosque com churrasqueira.
Ainda no mundo virtual da tela do computador.
E eu aqui... No meu mundo real. Idade real.
sábado, 16 de fevereiro de 2008
Formando opinião (a minha)
Fazendo obras no meio da política percebi que não posso tomar certos partidos, concordar ou discordar de certas coisas sem ter opinião formada.
Mesclando o que me atrai (ler) com informação, achei mais uma vez na baciada do Extra (aquela que já citei que vende livrosque só eu gosto de ler por R$9,90.
Mas, não é que este tá sendo legal? "Um Cadáver ao Sol" de Isa Salles, que fala sobre a vida (e a morte) de Antonio Bernardo Canellas, um cara que como a contracapa diz "tem tudo para ser personagem de ficção". Anarquista até a página que estou lendo.
Lênin realmente vingou seu irmão com requintes de crueldade.
O marxismo não é tão legal assim.
Mesclando o que me atrai (ler) com informação, achei mais uma vez na baciada do Extra (aquela que já citei que vende livros
Mas, não é que este tá sendo legal? "Um Cadáver ao Sol" de Isa Salles, que fala sobre a vida (e a morte) de Antonio Bernardo Canellas, um cara que como a contracapa diz "tem tudo para ser personagem de ficção". Anarquista até a página que estou lendo.
Lênin realmente vingou seu irmão com requintes de crueldade.
O marxismo não é tão legal assim.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
Gente evoluída
Trecho do livro que estou lendo:
"... o sujeito conseguia fazer uma trupe de santos cristãos parecer uma metáfora de saltimbancos trambiqueiros."*
Eu conheço uma pessoa assim. Ela trabalha comigo e é unanimidade, todos a amam.
*A Invisível Máquina do Mundo - Marianne Wiggins
"... o sujeito conseguia fazer uma trupe de santos cristãos parecer uma metáfora de saltimbancos trambiqueiros."*
Eu conheço uma pessoa assim. Ela trabalha comigo e é unanimidade, todos a amam.
*A Invisível Máquina do Mundo - Marianne Wiggins
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Furada
Para começar Juquitiba. Perto. Pouco gasto, vários campings, longe da praia, bem a calhar para o sossego no carnaval.
O carro, um jipe, ótimo para aventuras. Quebrado.
Vamos de Uno mesmo.
Atraso, trânsito, calor de rachar.
Camping tipo família. Crianças. Piscina, quadra. Muita infra-estrutura para quem, como nós, queríamos apenas aventura. Nada adequado para o verdadeiro o contato com a natureza.
Procura.
Respostas: “há mais campings estilo "adventure" por aqui sim”.
Calor, estrada de terra esburacada. Dor nas costas.
Aflição.
Quero chegar logo, não me importa mais aonde, quero chegar.
"Como, lotado!"
"Tipo assim, reservado só para o pessoal da igreja?"
Desconjuro todos.
Muitas horas depois: Campos do Jordão. Fora de temporada.
Assinar:
Postagens (Atom)